
A nova geração de um SUV premium da BMW reacende uma discussão curiosa: até que ponto uma fabricante pode impor luxo incomum ao cliente.
O X5 chega cercado por opiniões divididas sobre o visual externo, mas a cabine também entra no centro da conversa por um detalhe inesperado.
As primeiras unidades precisam sair de fábrica com o pacote Individual Clear & Bold, sem que o comprador possa remover essa escolha por enquanto.
O configurador online da BMW mostra que o item custa €950 (R$ 5.600) e aparece como obrigatório em todos os exemplares iniciais.
A peça mais comentada do conjunto é uma lâmina fina de ardósia verdadeira aplicada ao console central, ao redor do novo seletor de marchas.

Não é comum encontrar pedra natural em um carro de produção, e a BMW parece interessada em transformar justamente essa raridade em argumento de diferenciação.
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Segundo o BMW Blog, o X5 se torna o primeiro automóvel produzido em série a oferecer acabamento de ardósia no interior.
A solução pode até agradar quem rejeita superfícies em preto brilhante, geralmente criticadas por riscos, reflexos e aparência menos sofisticada com o uso.
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O incômodo está menos na aparência e mais na obrigação, já que compradores iniciais pagam pelo pacote mesmo sem interesse no material.
A BMW informa que começará a produzir unidades do X5 sem essa pequena peça de ardósia a partir de dezembro.

Até lá, quem quiser o SUV logo no lançamento terá de aceitar o pacote e seu custo adicional dentro da configuração.
O Individual Clear & Bold também inclui aplicações de cristal nas portas para ajuste dos bancos e nos comandos instalados no console central.
Ainda assim, €950 (R$ 5.600) por detalhes de acabamento representa um valor elevado para peças pequenas dentro de um veículo já caro.
Na Alemanha, o preço inicial do modelo parte de €95.750 (R$ 564.300), o que faz o pacote equivaler a cerca de 1% da versão básica.
A discussão sobre acabamento surge ao mesmo tempo em que a BMW tenta oferecer uma gama mecânica ampla para agradar perfis muito diferentes.

O novo X5 será vendido com motores a diesel e a gasolina, incluindo um seis-cilindros em linha turbo de 3,0 litros com 399 cv.
A linha também terá duas versões híbridas plug-in, começando pelo X5 50e AWD, que entrega potência combinada de 490 cv e torque de 71,4 kgfm.
Acima dele aparece o M60e, configuração mais forte com 620 cv e 81,6 kgfm, ampliando o alcance esportivo do SUV eletrificado.
A família ainda ganha o iX5 totalmente elétrico, equipado com dois motores e potência combinada de 578 cv, além de torque de 82,0 kgfm.
Mais adiante, a BMW planeja acrescentar versões V8 e também uma configuração iX5 movida a hidrogênio.
Assim, o X5 tenta compensar a polêmica da ardósia obrigatória com variedade técnica, indo de combustão tradicional a eletrificação completa.
A questão é que, para alguns compradores, a presença de várias motorizações não resolve o desconforto de pagar por um acabamento escolhido pela própria BMW.
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