
Nem toda guinada futurista significa abandonar motores de apelo clássico, e a BMW parece disposta a manter esse contraste vivo.
A nova geração do X5 adotará elementos da linguagem Neue Klasse, mas também preservará um V8 sem apoio elétrico na gama.
A informação deve agradar entusiastas que temiam ver o utilitário migrar totalmente para sistemas eletrificados nas versões de maior desempenho.
A BMW ainda não exibiu publicamente o X5 com esse motor, embora a primeira configuração desse tipo já esteja no horizonte.
A marca confirmou uma versão M Performance para o ano que vem, apontada nos bastidores como X5 M60.

Essa opção deve ocupar o espaço deixado pelo atual X5 M60i, posicionada entre as versões convencionais e o futuro X5 M completo.
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O motor esperado é um V8 4,4 litros biturbo, sem qualquer assistência elétrica, mantendo a fórmula de oito cilindros em estado puro.
Na geração anterior, esse conjunto entregava 530 cv, número suficiente para colocar o M60i em uma faixa intermediária bastante convincente.
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O X5 M60 a gasolina sem eletrificação deve ser prioridade na nova geração da BMW?
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Segundo o BMW Blog, a nova configuração pode receber aumento de potência e se aproximar dos números divulgados para o X5 M60e.
O X5 M60e combina motor seis-cilindros em linha 3,0 litros turbo, motor elétrico e bateria de 26,5 kWh.

Esse híbrido plug-in entrega 611 cv e 81,6 kgfm, equivalentes aos 603 hp e 590 lb-ft informados originalmente.
A diferença central é que o X5 M60 convencional apostará em dois cilindros extras, outro turbo e ausência total de eletrificação.
A eficiência de consumo dificilmente será sua prioridade, mas a resposta sonora e a entrega mecânica tendem a ser mais envolventes.
Essa escolha também cria uma separação clara entre duas interpretações de desempenho dentro da mesma família de SUVs da BMW.
De um lado estará o M60e, apoiado por eletrificação para combinar força, torque imediato e autonomia parcial em modo elétrico.
Do outro ficará o M60 a gasolina, voltado a quem ainda valoriza a personalidade de um V8 biturbo sem baterias auxiliares.
O topo da linha, porém, não será esse M Performance, pois a nova geração também dará origem a um X5 M completo.
Esse futuro X5 M deve aparecer em configurações V8 e totalmente elétrica, ampliando o alcance técnico da divisão esportiva.
A versão V8 mais forte provavelmente usará um sistema híbrido plug-in, possivelmente semelhante ao empregado no M5 atual.
Nesse sedã, o conjunto chega a 737 cv, referência que indica a margem disponível para posicionar o SUV acima do M60.
Essa folga permite à BMW elevar a potência do X5 M60 sem aproximá-lo demais do verdadeiro topo da linha M.
O resultado é uma gama que tenta equilibrar visual de futuro, eletrificação crescente e espaço para motores tradicionais de alto prestígio.
Mesmo com opiniões divididas sobre o novo estilo, a permanência do V8 puro dá ao próximo X5 um argumento emocional difícil de ignorar.
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