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Brasil aumenta exportação da Kombi clássica para Europa

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Em meio à crise econômica que assola o Brasil, a exportação de carros clássicos nacionais não têm do que reclamar. Embora tenha sido fabricada na Europa de 1950 à 1967, a Kombi T1 – aqui conhecida como “corujinha” – está quase extinta nas ruas e estradas do velho continente.

Por conta disso, colecionadores e entusiastas europeus buscam em países mais distantes exemplares que estejam em bom estado, e o Brasil é um celeiro de exemplares do T1, já que entre 1957 e 1975, a Volkswagen produziu 426.715 unidades da primeira geração da Kombi, apesar de a mesma ter sido montada por aqui a partir de 1950 pela Brasmotor.

Diante disso e por conta do uso intenso dos veículos fabricados no Brasil, já que por décadas a Kombi não teve rivais e as condições econômicas não permitiam uma substituição de veículos com muita frequência, no caso dos proprietários, muitas unidades da T1 ainda rodam pelo país. Estas chamam atenção dos europeus, que contratam aqui vendedores e despachantes especializados no assunto.

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Cerca de 10 pessoas estariam envolvidas com a exportação de unidades clássicas da Kombi para a Europa, cujos preços podem variar entre € 10 mil e € 15 mil, podendo chegar a € 25 mil, em casos de unidades em excelente estado. O maior exportador de Kombi T1 remete semanalmente em torno de 50 unidades, embarcadas em contêineres através do porto de Santos.

A busca dos europeus por Kombi antigas no Brasil cresce rapidamente no Brasil, ao ponto dos preços no mercado de usados começarem a subir, chegando em alguns casos a mais de R$ 30 mil. O maior negociante do segmento estima que em dois anos a oferta nacional de Kombi T1 estará esgotada no ritmo atual de exportações.

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Após isso, o foco deve mudar para o modelo de segunda geração, o conhecido internacionalmente como Clipper, feita a partir de 1975 no Brasil e bastante rara lá fora. Uma empresa britânica, por exemplo, chegou a importar o modelo brasileiro em produção entre 1990 e 2014 para conversão em modelo de camping, bastante apreciado também na Holanda.

No caso dos carros antigos, a Alemanha é quem mais compra os modelos brasileiros, seguida da França, Reino Unido, Holanda e Bélgica. Além da T1, os europeus andam interessados em outros modelos da Volkswagen feitos apenas aqui, tais como a perua Variant, o fastback TL e o esportivo SP2, já com exemplares exportados.

Mas, alguns colecionadores e entusiastas lamentam que a prática ajuda a reduzir o acervo de modelos históricos do país. O maior representante desse novo negócio, no entanto, diz que a Kombi não é patrimônio nacional, já que foi criada na Holanda e feita por uma marca alemã. Aliás, a VW possui em Hannover uma divisão especializada na restauração do modelo T1.

[Fonte: Extra]

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