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Brasil busca etanol mais eficiente diante da eletrificação dos carros

etanol-1 Brasil busca etanol mais eficiente diante da eletrificação dos carros

Apesar de o mundo estar se encaminhando para uma eletrificação em massa, o Brasil ainda resiste ao processo evolutivo do restante do globo utilizando o etanol como combustível do futuro, embora o mesmo seja utilizado em larga escala no país desde o fim dos anos 70.



Mesmo que a bandeira levantada pelo derivado da cana não tenha sido exatamente a da baixa emissão de carbono naquela época, em virtude da Crise do Petróleo, hoje em dia o velho álcool resiste a bordo dos carros flexíveis, mas sua eficiência ainda está longe de representar o futuro em termos energéticos.

 

Atualmente, o máximo que o etanol conseguiu atingir em termos de eficiência energética em relação à gasolina foi de 72%. E isso mesmo com o uso de motores dotados de turbocompressor e injeção direta de combustível. Para se tornar realmente vantajoso em termos de custo para o consumidor, o combustível vegetal precisa ter pelo menos 85% da eficiência da gasolina.

etanol-1 Brasil busca etanol mais eficiente diante da eletrificação dos carros

Segundo Francisco Nigro, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, “um motor muito eficiente deveria atingir 85%, o que chegaria perto de igualar a autonomia entre os dois combustíveis”. Atualmente, o consumo é elevado em carros flex abastecidos com etanol em comparação com o derivado de petróleo, mesmo aqueles com propulsores mais modernos. Isso se reflete diretamente na autonomia, bem inferior.

Mas então, como mudar a situação? Já se fala em alternativas, tais como o etanol “2.0”, mas são os fabricantes de veículos que poderão fazer a diferença na busca da maior eficiência no etanol. A Toyota quer resolver o problema com a eletrificação, algo que não agrada o setor sucroalcooleiro, pois é o caminho natural para se chegar ao carro elétrico como alternativa final aos combustíveis fósseis ou vegetais.

Governo federal, fabricantes de veículos e os produtos de cana defendem o etanol como alternativa do Brasil, pois já está disponível em escala industrial e reduz enormemente a emissão de CO2 nos automóveis. Apesar de Brasília ajudar no processo, recentemente o governo aceitou reduzir as alíquotas de IPI para carros elétricos e híbridos na ausência de uma política para o setor automotivo, caindo estas para 7%, embora novas informações falem em zerar para elétricos e alíquotas de 7% a 9% para híbridos e híbridos plug-in.

etanol-1 Brasil busca etanol mais eficiente diante da eletrificação dos carros

As montadoras defendem o etanol, mas para que o mesmo evolua em termos energéticos, pedem incentivos para pesquisa e desenvolvimento. No entanto, isso viria através do Rota 2030, mas o governo não quer aprovar novos benefícios fiscais para o setor. Ou seja, por sua parte, os fabricantes terão de assumir os encargos sozinhos. Assim como a Toyota quer híbridos flex, a Nissan estuda células de combustível que usam etanol e uma mistura de até 55% de água.

Mas, no meio de cenário de incertezas quanto ao futuro do etanol, não só governo, montadoras e produtores defendem o etanol. Em desenvolvimento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um motor movido com esse combustível, mas extremamente modificado promete eficiência igual à do diesel e consumo menor que um equivalente a gasolina. Com câmaras redesenhadas, o propulsor permite queima mais eficiente com altas cargas. Logo mais será testado em campo.

Por ora, o etanol continua na casa dos 70% de eficiência em relação à gasolina e com os altos preços praticados nos postos de combustíveis pelo país, fica cada vez mais difícil apostar no derivado da cana como alternativa rentável para abastecer o veículo. Se o próprio combustível não evolui, então a alternativa é que os automóveis avancem em termos energéticos para que haja um equilíbrio, pelo menos, em relação ao que a gasolina oferece hoje em dia, independente do preço cobrado.

[Fonte: Correio do Estado]

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  • Felipe Gonçalves

    O medo que todos tem por aqui está concretizado agora em notícia, temos um governo que de fato não liga para as sua população e pelo visto nem para o meio ambiente. Uma pena toda essa insistencia com o etanol, há décadas vem sendo provado que ele não é o combustível do futuro e sim os elétricos, entretanto ao meu ver teremos uma eletrificação tardia, como qualquer coisa outra que acontece nesse país, tudo evolui antes lá fora.

    • Ricardo

      Não concordo! Vale a pena investir sim, o futuro deveria ser de várias fontes energéticas e não só de eletricidade.

      • th!nk.t4nk

        A longo prazo a eletricidade mata todas as outras. A eficiência do motor elétrico supera tudo, logo é o destino final pra todos os veículos. Porém concordo que como etapa de transiçao, algum combustível precise ocupar a lacuna, e o etanol é perfeito pra esse papel. O duro é convencer as montadoras a investir em P&D nisso. Eu nao tenho expectativas.

        • Ducar Carros

          Com incentivo, todas irão investir. É só dar o incentivo que estão dando aos elétricos!

          • Rafaelprado

            não estão dando incentivos aos elétricos, apenas estão fazendo uma correção com relação ao enquadramento dos veiculos elétricos/hibridos. Antes estes não tinham classificação(2.0 ou outros) agora são equivalente aos 1.0.

          • FrankTesl

            A rigor, não estão DANDO INCENTIVO ao elétricos.
            Estão apenas CORRIGINDO O ‘DESINCENTIVO’ que existia por questões burocráticas, pois como não havia categoria específica para carros elétricos, eles eram classificados como outros com a maior alíquota de IPI.

            • Ducar Carros

              Eu me referi aos incentivos que estão sendo dados no exterior.

              Aqui, se for dar incentivo que sejam aos híbridos, não faz sentido incentivar os elétricos, ainda mais com a energia elétrica, na maior parte do ano, com bandeira vermelha.

        • Vitor Barcellos

          Sim, um carro hibrido movido a etanol ou um de células de combustível usando etanol, seriam bem vindos.

        • Ricardo

          O Planeta não suporta 100% dos carros elétricos!

          • Galeno Faria de Oliveira

            Concordo com você. Várias alternativas energéticas:
            – Motores Turbo Diesel híbridos ou com sistema elétrico de 48 volts;
            – Motores Turbo Etanol com injeção eletrônica direta híbridos ou com sistema elétrico de 48 volts e
            – Motores Turbo Gasolina com injeção eletrônica direta híbridos ou com sistema elétrico de 48 volts.

            – Tetos e vidros com células foto votáicas,
            – e outras tecnologias para tornar os carros mais eficientes;

            Carros somente elétricos aumentaram demasiadamente o consumo de energia elétrica, principalmente nos grandes centros urbanos.

            • Rafaelprado

              o Carregamento muita das vezes se dará a noite, quando não existe uma grande demanda de consumo. logo a demanda poderá ser atendida com a produção atual de energia.

            • FrankTesl

              energia elétrica pode ser gerada em qualquer telhado com placas fotovoltaicas.
              o combustível não nasce magicamente nos postos. quais os custos ambientais, financeiros, políticos e bélicos para extrair, refinar e distribuir derivados de petróleo, ou mesmo imobilizar milhões de hectares de terra cultivável para plantio de cana ao invés de alimentos?
              Sem falar que mesmo se parte da energia for gerada pela queima de combustíveis em termoelétricas, o ciclo todo é muito mais eficiente do que se o combustível fosse transportado, estocado e usado em milhões de carros com motor à combustão.

          • th!nk.t4nk

            Hoje nao, Ricardo. Mas em uns 20-30 anos, que é o período de transiçao, muita coisa vai mudar.

            • Ricardo

              Sim, iremos inundar e desmatar várias áreas para implantar usinas hidroelétricas, eólicas e solares.

              • Rafaelprado

                não é preciso desmatar, muitas usinas criadas pelo PT são meramente para desvios, com o valor investido poderia muito ber ser criadas novas fazendas de vento no nordeste, iniciar de fato produção de energia no mar, no Brasil a extensão do litoral permitiria isso.

              • FrankTesl

                Não precisa desmatar nada para implantar placas fotovoltaicas, basta aproveitar o telhado da casa.
                Vários parques eólicos no Brasil são implantadas em áreas desocupadas do semi-árido nordestino, e mesmo assim não impede que pecuária de cabras e mesmo lavouras.

          • Rafaelprado

            Hein? Em diversos paises em determinados dias do ano há excesso de energia produzida.
            Já existente varias tecnologias disponiveis(Turbinas submersas aproveitando a correnteza maritima, aproveitamento das ondas do mar) em que ainda não vale a pena investivir pois ainda não há demanda suficiente.

            • Ricardo

              No Brasil não!

              • Rafaelprado

                Com um investimento médio de 6K- 10K reais voce consegue instalar placas solarem na tua casa, que alem de gerar energia para tua casa e abastercer seu carro, voce ainda consegue colocar energia na rede e receber créditos da distribuidora.

                • Ricardo

                  Tem certeza que o investimento é só isso? Tem certeza que este esquema de créditos funciona ou funcionará?

                  • Rafaelprado

                    Para uma casa de com 2 adultos e 1 criança sim. Fica mais próximo dos 10.

                  • FrankTesl

                    O sistema de compensação de excedente já funciona e é devidamente regulamentado e cumprido pelas distribuidoras.
                    Para encontrar na sua região uma empresa que forneça e cotar o valor de um kit fotovoltaico veja em :
                    http://www.portalsolar.com.br

          • FrankTesl

            e suporta 100% de carros à combustão???
            a mesma energia dos combustíveis se convertida em eletricidade rende muito mais nos carros elétricos, mesmo com as perdas de conversão, distribuição, transmissão etc.

            • Ricardo

              Suporta até que haja petróleo, mas o meio ambiente não está suportando mais!

      • JOSE DO EGITO

        Pessoal vamos usar o PETROLEO ate acabar depois agente pensa……

        • Ricardo

          Sim, o problema é que volta e meia descobrem novas fontes para foder!

      • Vitor Barcellos

        Sim, eletricidade, hidrogênio e o etanol.

      • Galeno Faria de Oliveira

        Concordo com você. Várias alternativas energéticas:
        – Motores Turbo Diesel híbridos ou com sistema elétrico de 48 volts;
        – Motores Turbo Etanol com injeção eletrônica direta híbridos ou com sistema elétrico de 48 volts e
        – Motores Turbo Gasolina com injeção eletrônica direta híbridos ou com sistema elétrico de 48 volts.

      • pedro

        Você está certo, até porque o elétrico vai ter um custo que é a destinação das baterias, quero saber onde vai parar isso depois da obsolescência.

        • Ricardo

          No Brasil, as baterias vão parar nos rios e lixões.

    • heliofig

      O caso é que o etanol é produzido em usinas espalhadas pelo Brasil inteiro. A energia elétrica tem dificuldades desde a construção de plantas caríssimas até a distribuição – várias usinas eólicas e solares ainda não foram ligadas à rede por falta de linhas de transmissão, por absurdo que pareça… Nem a grande Belo Monte ainda está ligada ao sistema nacional…

      • Thiago

        Grandes áreas agrícolas usadas para produção de cana, se usado para alimentação pode aumentar a oferta e inclusive baratear itens da cesta básica, hj dos principais custos dos alimentos é frete, trazendo de outros estados pq não se tem uma produção suficiente no nordeste, preterido a cana e agora entrando a soja

        • Louis

          Se for pensar desta maneira, se todos que trabalham no ramo de entretenimento migrassem para agricultura, plantando num pedaço de terra, os preços de alimentos também cairiam. Não dá para culpar a produção de etanol, até porque etanol também gera muita riqueza.
          Preço de alimento tem que cair com melhora em produtividade, menos impostos, menos burocracia, mais infra-estrutura, menos corrupção….

          • Thiago

            não estou culpando a produção de etanol, so estou sinalizando que existe uma demanda grande de outros produtos no mesmo ramo dos produtores de etanol que substituem a produção de etanol sem prejudicar a industria agricola, mesmo que não seja lucrativo para eles um feijão ou arroz, a produção de soja é outra alternativa, inclusive já se tem avançado em áreas que antes eram desertos no sertão, produzir em areas “nobres” como a usada por etanol seria facil, talvez hj se plante etanol por causa de subsidios, lobby forte, controle de politicos etc que mantem comercialmente interessante produzir cana

        • Rodrigo Sanvido

          No Brasil, com a área agriculturável que nós temos, o plantio da cana não atrapalha o plantio de alimentos. E, além disso, com incentivo em tecnologia é possível amentar a produção de álcool sem aumentar a área plantada. Novas variedades de cana produzem mais álcool por hectare.

        • heliofig

          A cana não é a vilã. Não falta comida por causa da cana. O produtor vai produzir o que dá renda. A soja é 90% exportada e não falta soja no Brasil. Já arroz, feijão, depende de escoamento para os grandes centros de consumo, estocagem e, claro, preços menores para serem consumidos em maior quantidade. Já preços muito baixos não cobrem custos de produção.
          Sem falar que as usinas eram muito mais no passado e hoje são poucas por diversos motivos, os escusos inclusive – recentemente, até o Bumlai entregou usinas falidas de sua propriedade…

          • Rafaelprado

            A questão é o preço do açucar, isso sim influencia diretamente o preço do etanol. Uma vez que os produtores destinam uma parte muito maior da safra para produção de açucar para exportação. Caso o preço do Etanol fosse muito menor valeria muito a pena.

      • FrankTesl

        o etanol só é vantajoso em SP. Na maioria dos estados o preço não compensa. enquanto isso, com placas solares no telhado é possível gerar eletricidade para a casa e para o carro.

        • heliofig

          Exatamente isso que eu disse. Como o etanol de Goiás, Mato Grosso, tem que ir para a Petrobras mandar de volta, ele volta a $3,50. Se ficasse lá na região da usina, não incluiria fretes e desvios de dinheiro da Petrobras no preço…

      • th!nk.t4nk

        Etanol nao é produzido no Brasil todo nao. Na segunda regiao mais forte economicamente, por exemplo, há bem poucas usinas (o que leva os preços a patamares altíssimos). O que tem de sobra no Brasil todo é vento e sol, isso sim.

        • heliofig

          São poucas mas atenderiam a região onde se localizam. E já estão lá.
          Não sou contra energia éolica e solar. Eletricidade é o futuro, sim. Mas ainda tem que ser implantada rede de distribuição, tem que ser aprimorada a tecnologia, turbinas eólicas são barulhentas e precisam de muito vento – e isso não é no Brasil todo… E as usinas já estão lá, repito…

          • th!nk.t4nk

            Olha, o que o Brasil mais tem é “mato”, áreas onde ninguém mora. Dá pra colocar dezenas, centenas de geradores eólicos nesses campos e ninguém ouviria nada. Solar seria melhor ainda, pois o Brasil tem sol à vontade e o preço dos painéis está despencando ano-a-ano. Combinado com acumuladores residenciais, isso pode se tornar realidade na próxima década. Mas o governo precisa de um plano de incentivos pro setor deslanchar. E claro, no meio tempo aproveitar a infra-estrutura do etanol, concordo totalmente. Mas é etapa de transiçao.

            • heliofig

              Isso que estou falando desde o começo… Não está pronto…

          • Rafaelprado

            São dois pontos distintos tem-se que observar.
            Custo do KM rodado.
            Custo em CO2 do KM rodado(geração energia para o eletrico(Solar, eólica, termoelétrica) e o custo da transoformação da cana em etanol e da queima).

            O primeiro é simple de ser calculado já o segundo um pouco mais complicado…

    • edgar__rj

      Enquanto a Petrobrás for governada por lobistas, o álcool e/ou qualquer combustível só servirá para encher o bolso deles… Quando tivermos carros elétricos, serão tão caro pra recarregar quanto os combustíveis comuns

  • A.T.

    faz tempo que não vejo uma reportagem tão tendenciosa…..lamentável….

    • Diego Germán de Paco

      Tendencioso ou não, é fato: Etanol com essa eficiência atual, não presta, ainda mais num carro flex, sem taxa de compressão ideal pro combustível vegetal. Carro flex é o maior retrocesso do mercado brasileiro.

      • daneloi

        Em teoria o turbo compensa essa menor taxa de compressão para a queima do álcool. Mas depois do tsi e ecoboost parece que pararam de apostar no downsizing. (Ate os sedãs turbo)

  • Raimundo A.

    Primeiro deveriam garantir que o preço do etanol fosse sempre melhor que o da gasolina independente do período. Os produtores garantem isso? Quanto caminhões movidos a etanol há mesmo nos canaviais?

    Fabricantes estão tornando veículos feitos para usar gasolina beber etanol porque veículo a etanol ou que aceita etanol em percentual maior que o já acrescentado a gasolina tem redução de imposto. Os que detém motores com mais tecnologias, as modificações são poucas, então compensa a oferta porque influenciará mais o preço final com redução de tributo.

    Elevar a eficiência como a matéria diz depende de investimento e se o governo não quer ceder, a tendência é não avançar muito porque há mercados que estão vendendo muito mais que nós e não precisam do etanol na gasolina nem ter que aceitar totalmente esse combustível. É quase um absurdo pensar que teríamos veículos com motores exclusivamente para o nosso mercado tendo os países vizinhos que não fazem o mesmo quanto a presença do etanol. Quanto mais exclusivo, mais caro é e nessa linha vai a proposta da universidade em criar um motor novo pensado para ter maior eficiência com o combustível vegetal. Ter o estudo é uma coisa e os fabricantes comprarem a ideia além de ser viável ter uma produção para apenas o Brasil e outra para os países vizinhos em termos de motores, porque há fábrica, é bom lembrar, que não fechou as portas graças as exportações.

    Não tivemos o diesel, mas onde os motores a gasolina avançaram bastante, estes começam a entregar rendimento similar ao primeiro. O etanol já é diferente, porque nem garante o preço, seria um motor exclusivo como tivemos no passado que não vingou por muito tempo e só voltou na forma de flex por apelo e tentativa leve de reduzir emissão de poluentes.

    • TijucaBH

      muito bem colocado, principalmente quando disse que quanto mais exclusivo, mais caro! Me fez lembrar um projeto de lei que tornaria obrigatorio o estepe ser da mesma medida dos pneus de uso, ocupando muito mais espaço no porta malas, obrigando montadoras a fazer adequações nos carros exclusivamente pra atender o Brasil porque um infeliz deputado teve essa ideia aff!!!!

      • Eduardo Alvim

        Esse deputado é representante do Robauto, só pode.

    • Rafaelprado

      Vai bem no ponto que eu comentei, muito produtor prefere exportar açucar do que destinar a cana para produção de Etanol. Com isso o que sobra vai deixar o preço do etanol lá em cima.

  • Alfredo Araujo

    Só acho que se o etanol fosse mais barato para o usuário final, o seu uso seria bem mais difundido…
    Uma das lembranças que sempre me vem a cabeça quando leio sobre o etanol, é referente a uma situação no passado, em que enchi o tanque do meu antigo Polo Sedan, de etanol, por 50 reais… Mesmo me fazendo ir mais vezes ao posto, eu priorizava o etanol…

    • Gabriel M. Vieira

      Hahahaha em 2009 comprei um Polo flex (foi meu primeiro). Lembro que o álcool custava R$ 0,59 o litro… enchia o tanque com 50 paus também… putz!

  • Carlos Alberto Ferreira de Fre

    No Brasil pelo visto vai ter carro movido a pau de fricção com gerador de energia !!!! Bem pré-histórico estamos em termos de evolução !!! kkkkkkkk

  • carlos arriel

    A gente tá longe de poder ter uma quantidade significativa veículos elétricos. O nosso sistema mal dá conta de atender a atual demanda de energia; de vez em sempre tá rolando um apagão.
    A bem da verdade, nem os países do primeiro mundo estão com esse bolão, quem fala grosso por lá são as termo-elétricas a combustível fóssil.
    Realmente é mais sensato investir mais no álcool inicialmente.

    • Jefferson Ferreira

      Amigo a Alemanha tem sobra de energia! A população nem precisa pagar a conta em alguns meses já que o excedente é maior do que ela consegue exportar. Inglaterra e França também tem meses que tem excedentes de energia. Países que tem matriz nuclear independente de fatores ambientais como o nosso que a matriz é hídrica…

      • carlos arriel

        A termo-elétrica a carvão é a principal fonte de energia elétrica na Alemanha, só 40%. E ainda: devido a este último desastre nuclear japonês o consumo de carvão como fonte de energia deve aumentar no curto prazo.
        Cara, é complicado cravar qual é a fonte de energia ideal, todas têm os seus prós e contras.
        O ideal seria fontes diversas, e no nosso caso o álcool é sim uma alternativa que merece aprimoramento.

        • Jefferson Ferreira

          Então, desde de 2013 termo a carvão vem perdendo espaço na alemanha…

          “A demanda de 57,8 gigawatts foi suprida em 45,2% por energia solar, 36%
          por energia eólica, 8,9% por biomassa e 4,8% por usinas hidrelétricas.
          “Os preços chegaram a ser negativos por algumas horas”, comenta Michael
          J. Coren, da Quartz, o que significa que os consumidores receberam para
          consumir eletricidade.”

          https://canaltech.com.br/meio-ambiente/alemanha-cobre-95-da-demandade-energia-eletrica-com-fontes-renovaveis-65953/

          • Ducar Carros

            Isso aí foi num dia específico. Veja o padrão anual, a maior parte é carvão mesmo.

        • Diego Germán de Paco

          Solar e eólica. Vide desenvolvimento de componentes eletrônicos com materiais como o grafeno que potencializam vários setores (entre eles o energético) ; Basta o lobby permitir

      • tiago

        Não é verdade, as Termelétricas tem uma participação significativa no mix energético da Alemanha (53%), para bons 29% de renováveis. Agora, se um país extremamente rico e com visão como a Alemanha consegue 29% do mix em renováveis, isso investindo PESADO, como faz com o resto do mundo? Lembrando que a Alemanha tem 80 milhoes de habitantes.
        Como faz na Índia 1,3b, China 1,3b?
        Fonte: Statista

        • Com subsídio qualquer fonte renovável de energia consegue sucesso. E quando chegar a crise?

        • th!nk.t4nk

          Em 2010 cerca de 10% da energia na Alemanha vinha de fontes renováveis. No último mês fechou em 34%, e até 2022 passará dos 50%. A coisa está mudando muito rápido, o problema é que como brasileiros nós olhamos pra dados estáticos e não nos damos conta da velocidade com que a matriz energética está mudando na Europa. E aí adivinha, o Brasil vai ficar pra trás mais uma vez, pela nossa crença de que o carvão ainda tenha futuro. Tem nada, todos os grandes players do mercado estão anunciando planos de fechar a maioria das usinas. Índia, China e Brasil têm sol e vento de sobra, e vão se beneficiar enormemente com a queda de preços no setor.

          • leitor

            Álcool também é renovável.

            • th!nk.t4nk

              Nao… A cultura da cana de açúcar empobrece o solo. Mesmo com todas as técnicas atuais, nao é possível recuperar de forma verde 100% do solo pra plantar cana eternamente, tem dezenas de estudos a respeito. Infelizmente o álcool nao é renovável de fato.

    • Handlay P.B.

      Pelo que sei o primeiro mundo está investindo em energias limpas e se os carros elétricos forem recarregados somente com energia cujas fontes são abnóxias ao meio ambiente, os automóveis a energia podem ter um futuro auspicioso nos países desenvolvidos.

      • Raul Pereira

        Inclusive já tem vários protótipos de teto solar nos carros para recarregar a bateria, aumentando a autonomia. Acho que em meados de 2020 já teremos (até aqui) esse tipo de coisa. O fato é que o motor a combustão já morreu, só falta cair.
        O problema é que o BR não está se planejando em nada para isso

    • Diego Germán de Paco

      Com o sol daqui do nordeste, como faço pouco uso do meu carro, com um painel solar na garagem eu teria energia de sobra… Mas o lobby petroleiro e sucraalcoleiro faz a lavagem cerebral pra as pessoas pensarem assim… Outra, o governo tem menos controle em tributar raios solares… E o povo continua comprando carro flex e achando bom, então, paciência…

      • leitor

        Achando bom? Não é bem assim. Tem outra opção? Igual a mim e a você que compramos do mesmo jeito.

  • CanalhaRS

    A eletrificação deverá engolir tudo no futuro, o alcool não tem vantagens para competir e um hipotético investimento pesado em pesquisa para melhorias na eficiência não são viáveis, já que ele só é usado aqui.

  • Bruno Pereira

    É aquele velho roteiro: o lobby do setor será grande, o governo cederá com “incentivos para pesquisa”/subsídios a fim de “proteger a indústria nacional e o resto é conhecido: o país não deterá nenhuma tecnologia de carros elétricos, sobretaxará os importados com a tecnologia e continuaremos andando de carroças à combustão.

    • Handlay P.B.

      Se esse governo ignóbio não melhorar a infraestrutura das fontes energéticas brasileiras acho melhor as marcas fabricarem carros híbridos plug-in e carros elétricos com geradores. Destarte, as massas não ficariam extremante dependentes da energia elétrica e se tivesse um blackout ainda daria para andar nos carros.

  • Ricardo

    No meu Polo 1.6 2009 rodando em rodovia a eficiência no Etanol é de 80% em relação à Gasolina, ou seja, numa cidade em que os preços do Etanol sejam bons vale a pena abastecer, o problema é que na maioria das cidades os valores do Etanol são absurdos. Ao invés de buscar eficiência deveriam é praticar preços mais justos, isso sim!

    • Handlay P.B.

      O Brasil é regido pela social democracia efetivada por esse governo ignóbio, daí quase tudo fica caro.

  • Alexandre Furtado

    Meu carro só ingeri etanol pq vem misturado,,mas se pudesse,,seria só gasolina pura…

  • Jefferson Ferreira

    os motores flex são uma gambiarra sem tamanho que só existe aqui! Não é eficiente se comparado com um motor monocombustível seja puramente mijolina ou alcool, não é eficiente se comparado com um híbrido e nem dá para comparar com um elétrico! Só existe para beneficiar exclusivamente os usineiros! Essa é a verdade, a tecnologia está ai faz mais de 40 anos e as montadoras não investiram nada em motores de compressão variável para os motores flex entre outras grandes mudanças que seriam necessárias para motores flex atingir um eficiência energética aceitável! E as montadoras NUNCA vão fazer isso, porque essa bizarrice só existe aqui!! Não adianta investir milhões em pesquisas em uma tecnologia que NENHUM país do mundo vai utilizar já que o caminho é motores elétricos!

    • Handlay P.B.

      Pelo que sei a infraestrutura energética do Brasil não aguentaria milhões de carros elétricos sendo recarregados. Destarte, creio que é necessário resolver essa deficiência para depois falar de automóveis a energia em massa por aqui.

      • rogeriuslima

        Num país como o nosso é mais fácil investir em formas alternativas de energia do que continuar insistindo em um combustivel que não é viavel.
        Se a gasolina hoje fosse abolida do nosso mercado os usineiros iam conseguir garantir a produção de etanol ou agente ia ficar na mão deles que nem já aconteceu?

    • Diego Germán de Paco

      Falou absolutamente tudo. Mas o brasileiro parece que tem memória curta: Em sua maioria os carros hoje consomem mais que os monocombustiveis dos anos 00

      • Rodrigo Sanvido

        Os carros estão cada vez mais potentes e equipados… com o consumo igual ou melhor que os carros do início dos anos 2000. É só verificar em testes automotivos. No início dos anos 2000 tive um Corsa 1.0 movido a álcool, com cerca de 60CV que não chegava nem perto do consumo do meu Ka+1.5 com 110CV.

        • Diego Germán de Paco

          Meu Fiesta 2002 bebia menos do que meu Novo Palio 2012. Meu Sentra mono 2007 bebe menos que meu Novo Palio. Vá por mim, seu caso é altamente pontual

          • Rodrigo Sanvido

            Leia em revistas automotivas…. garanto que meu caso é mais próximo a regra!!!

    • Louis

      Nos EUA também tem muito carro flex, E85.

      • th!nk.t4nk

        E85 e E90 são oferecidos em dezenas de países no mundo todo. Mas é opcional, compra quem quer. No geral vende pouco, as pessoas dão preferência pra gasolina pura, que rende mais e tem pouco diferença de preço.

  • Edu.ch

    Combustível inútil. O primeiro passo para esse país virar algo decente seria fazer uma gasolina com no máximo 5% de etanol e liberar o diesel para carros de passeio.

    • Handlay P.B.

      Diesel é muito poluente, se o Brasil liberar carros baixos a diesel a poluição do ar pode aumentar contribuindo para milhares de mortes causadas por doenças respiratórias, cardíacas e câncer nas massas.

    • rgrigio

      Gasolina refinada de petróleo brasileiro não fica boa pois o que predomina aqui é petróleo do tipo pesado. Mais adequado a fazer óleos pesados, lubrificantes, diesel… Gasolina de excelente qualidade requer petróleo do tipo leve. Esse encontra-se predominantemente no oriente médio.

      Nosso problema principal é o monopólio estatal. Temos que engolir essa gasolina ruim com preço de ouro.

    • Lucas de Lucca

      Inútil? Bom mesmo é essa gasolina tooooooop nossa que faz os carros bater um pino do caramba. Nesses lixos de carros flex só uso Etanol, prefiro usar o combustível “inútil” do que ouvir meu motor grilando com pré-ignição sabendo que está prejudicando ele.

    • Rodrigo Sanvido

      Gasolina com 5% de etanol vai contra a tendência mundial. Seria muito mais poluidora.

  • Diego

    Mantendo 80km/h em rodovia eu já consegui com meu UP! MPI 17,6km/l de Etanol, se eu manter a mesma velocidade na gasolina o consumo fica na cada dos 22,4km/l, tudo medido na bomba, por isso hoje predominantemente utilizo etanol.

    • Edu.ch

      22,4km/l com uma gasolina com 27% de etanol. Fosse bem menos essa quantidade faria facilmente mais de 25km/l na gasolina.

      • Handlay P.B.

        Urina batizada dos infernos…

    • FPC

      o máximo que consigo no meu high up! mpi é 15,5 km/l no etanol, andando a 80 km/h sem ar. Mas mesmo assim só utilizo ele.

      • Diego

        Utilize mais o Cut-off, este é o segredo, o do UP! é um dos melhores que existe no mercado.

    • Diego Germán de Paco

      Meu novo palio 1.0 2012 na cidade com etanol faz 5km/l e com gasolina 7.5km/l… Meu antigo fiesta 2003 (que era considerado beberrão na época) fazia 10km/l com gasolina… Meu Sentra 2.0 2007 monocombustivel faz 11 km/l na cidade. Aí eu pergunto, ambos foram comprados zero km, revisões tudo em dia e sempre tiveram o mesmo consumo. Dirijo do mesmo jeito, pegando mais leve inclusive no Fiat porque sei que não adianta apertar o acelerador que ele não anda msm… Sério que tu ainda acredita no Etanol? A solução é fazer famílias que precisam de um carro econômico se espremerem em um Up/Mobi Drive? Alugamos um Fiat Panda na Europa e a média de consumo era de 25 km/l na estrada com Diesel, que chega a ser mais barato que o etanol… Enfim…

      • Diego

        Pálio é dotado de uma tecnologia ultrapassada ( motor 4 cilindros – antigo), por isso da sua frustração, se adquirir algum modelo mais atual dotado de um motor 1.0 de 3 cilindros verá que é outro cenário.

        O UP! é muito espaçoso internamente, o segredo é em relação ao motor que ocupa pouco espaço, o que não acontece no MObi. Em relação as famílias deve ser feita uma reflexão, antes se “apertar” num UP! ou Mobi a se estrangular no cartão de crédito, financiamento, IPVA, seguro….

        O Etanol é uma tecnologia que possui um baixo custo de produção e já difundida, ainda mais com a nova forma de extração do produto através do bagaço da cana de que já foi utilizado em outros processos, falta vontade política , outro ponto é a respeito da sustentabilidade, combustível renovável e com índices de poluição mais atrativos do que o derivado do petróleo.

        Diesel eu abomino, altamente poluente, felizmente não temos este combustível por aqui, a Europa aos poucos vem desestimulando sua utilização, por melhores que sejam as médias o impacto ambiental é severo.

        • Diego Germán de Paco

          E o Zetec Rocam é mais atual do que o Fire Evo? Nem acelerador eletrônico o Fiesta tinha amigo! Vivemos em um país que muitas famílias dividem um mesmo carro. Up e Mobi inclusive são produtos que não emplacaram no mercado brasileiro porque são carros urbanos tipicamente europeus. Estes carros na Europa fazem média de 25km/l (aluguei por um mês um Fiat Panda, sei o que estou dizendo) e são prioritariamente carros urbanos. Não digo que sejam carros ruins, só acho errado vangloriar o consumo de um carro, que em outra parte do mundo faz mais km/l ainda, e quando sua proposta justamente é econômia de combustível. Processo de extração do sumo do bagaço resultou em um aumento na produção que não foi repassado ao consumidor em redução do preço do combustível. Logo, como não sou Senhor de engenho, isso não fez diferença nenhuma pra mim…

          • Diego

            Não entendi a comparação com o Fiesta Rocam, mas quando eu me referi ao MObi é certo que seria a versão Drive 1.0 de 3 cilindros, esse Fire Evo é obsoleto em termos de eficiência.
            Na verdade no Brasil não há uma preferência quando olhamos a categoria do carro, as famílias compram aquilo que o dinheiro possibilita adquirir, por isso que o UP! não é bem sucedido em nosso mercado, discordo do MOBI, este vende muito bem para um período recessivo, sempre figura no TOP20. Não é hoje que o brasileiro possui subcompactos ou hatch compacto, vide ka 1997, Corsa Wind, Gol plus, a diferença é que hoje temos mais opções de compra que no passado, porém para poucos devido aos valores cobrados.

            Mesmo que na Europa estes carros façam 25km/l, isto certamente é numa condição ideal, do mesmo modo posso comparar com meu exemplo também obtido numa condição ideal, fiz 17,6km/l de Etanol na estrada, rodando 1000 km gastaria 56,81 litros ao custo de 2,99 resultaria em 169 Reais, utilizando o exemplo do Panda e transportando em tese para os valores cobrados no Brasil teríamos: 1000/25 = 40 L x 4,49= 179 Reais, ou seja, quero demonstrar que mesmo que um carro faça 25km/l em nosso mercado seria mais custoso que o Etanol.

            Depende de qual estado o Etanol esteja sendo vendido, se for São Paulo nós temos o benefício da nova tecnologia barateando o produto para o consumidor final, o que ocorre é que esta tecnologia é nova e não foi difundida em todo país, mesmo não sendo Senhor de Engenho temos benefícios quando a indústria nacional avança, resta apenas termos uma visão mais ampla do todo em detrimento da parte, infelizmente nem todos a possuem.

    • Louis

      Ô loco, preciso comprar um Up! então, já que elétrico pelo jeito vai demorar por aqui….

  • João Paulo Leite Santos

    Apesar do texto iniciar com uma defesa da eletrificação e do mundo como um todo tender a essa solução, investir no etanol não nenhum absurdo, assim como a Audi investe em gasolina de CO2. O etanol pode se tornar sim uma boa solução e a eletrificação não é nenhum mar de rosas ambiental como tem se propagado. Existem questões que a mídia de modo geral não tem tratado, sequer comentado. Em primeiro lugar, a eletricidade precisa de uma fonte de geração, seja renovável (hidrelétrica, eólica, solar, ondas do mar), ou a partir de combustível fóssil (termelétrica a carvão, diesel etc), ou mesmo termonuclear e com o carro elétrico essa demanda por eletricidade vai crescer e muito, sejam pelos totalmente elétricos ou híbridos plug-in. No caso do Brasil, as pressões contra hidrelétricas são crescentes e até inviabilizam alguns projetos, restando a eólica e solar, que correspondem a um percentual inferior a 1% da energia total gerada. Nesse caso vai requerer maior investimento em geração de energia por combustível fóssil ou nuclear, ambas não renováveis, poluentes, e no caso da nuclear o tratamento de resíduos é bem complicado.
    Em segundo lugar, o que fazer com as baterias dos carros elétricos, ricas em metais pesados ? Existem propostas de se criar bancos de baterias usadas, para reaproveitamento do resíduo de energia que elas ainda geram, mas isso tem limite e mais cedo ou mais tarde vão se tornar lixo e embora estejam em estudo métodos de reciclagem dessas baterias, até as melhores tecnologias tem limite e geram resíduos.
    Em terceiro lugar, os minérios requeridos para fabricação das atuais baterias de celulares, notebooks, tablets e carros elétricos, são extraídos de uma forma, que por mais que hajam medidas para mitigar o impacto ambiental, destroem a região de extração.
    Então antes de condenar o etanol e dizer que motor a combustão é coisa do passado, embora seja reconhecida sua baixa eficiência, a eletrificação não resulta no paraíso do Elon Musk. São veículos com mais eficiência e até desempenho ? Sim, os tesla são prova disso, mas a eletrificação não é a solução final e nem se pode descartar o motor combustão.

    • Guilherme Soltys

      Enfim alguém esclarecido, muito bem colocado! As baterias são pesadas, caras, de difícil descarte, baixa autonomia, podem viciar e ainda por cima exigiriam (creio que) o dobro da capacidade energética atual do Brasil. Adoro o NA, mas não consigo entender essa defesa cega pela eletrificação dos veículos…

      • th!nk.t4nk

        Cara, eu vejo que no Brasil as pessoas ainda não estão bem informadas sobre o assunto. Os problemas citados já foram resolvidos em grande parte, na realidade. A bateria nao é descartada, ela é revendida pra uso em acumuladores industriais, e mais recentemente domésticos também. A Bosch e outras empresas comercializam o sistema já em larga escala. Isso simplesmente dobra o tempo de vida da bateria. Quando finalmente ela chega ao fim, é 100% reciclada. Há alguns anos que a tecnologia de reciclagem já está disponível, inclusive, e embora nao seja barata, é plenamente possível recuperar os metais. Creio que quem está bem informado sobre o andamento da eletromobilidade, vai defender e muito sim. Nao veja somente o agora, mas tudo o que está sendo feito e onde iremos chegar na próxima década. É um ganho imenso em eficiência energética, diminuiçao de emissoes e simplificaçao dos motores, a ponto de a longo prazo até baratear o custo dos veículos.

        • FrankTesl

          parabéns é sempre bom ver alguém restabelecer a verdade de maneira ponderada e objetiva.

          Os luditas sempre voltam com os mesmos argumentos – vai faltar energia, baterias são poluentes, os motores elétricos e as baterias requerem metais raros extraídos mediante escravidão e várias outras “groselhas&besteiróis” que já foram desmentidas e fartamente refutadas faz muito tempo.

          Isso porque ignoram o progresso das tecnologias e materiais na área de acumuladores. Por décadas as baterias eram de chumbo; foi necessário que um novo ramo econômico surgisse (informática, TI, telecom) e uma nova necessidade (portabilidade e mobilidade dos telefones e computadores) para que a tecnologia de baterias começasse a sair do mesmo patamar em que ficou estagnada por muito tempo, para depois ser empregada também eletromobilidade.

          Sem falar dos novos materiais para as baterias como ions de sódio, ions de ferro-lítio, associação com super-capacitores, baterias de estado sólido, e várias outras inovações que ganharão as ruas em breve.

          Enfim, a consagração da máxima: “não foi a indústria de velas e lampiões à querosene que inventou a lâmpada elétrica”.

          Mas eles não se cansam. Todo tópico de motorização elétrica eles aparecem para desfiar seu rosário de lamentos luditas.

        • Guanabara

          As pessoas não estão bem informadas porque NÃO INTERESSA à nossa imprensa informar. Mas abobrinhas e fofocas há de sobra em nossa imprensa.

          É por essas e outras que me informo em cinco sites estrangeiros – em inglês.

          Parabéns pelos comentários, e vale lembrar que sistemas de armazenamento de energia com baterias de lítio já estão sendo usados para atender demandas nos horários de pico, como na Austrália. É o tal “vento estocado” (e sol), mas não vou me estender muito porque isso pode gerar discussões políticas indesejáveis e raivosas, além do “off topic”.

    • Hdhd Hdjd

      A tesla tem sido bem consciente quanto ao abastecimento e reciclagem dos produtos. Eles tem intresse em reutilizar os metais pesados em baterias novas. E eles tambem vendem placas fotovoltaicas para que cada pessoa possa gerar sua propria energia e abastecer o carro. E sim os carros sao fantasticos. 200 milhas de autonomia e recarga completa em menos de 2 horas. Falo pq dirigi um na california, e aqui é o que mais se vê são teslas nas ruas e estradas.

      • Guilherme Soltys

        O tempo de recarga está evoluindo, mas mesmo assim longe dos 2 minutos que demoramos para encher um tanque com gasolina ou álcool.

        • Hdhd Hdjd

          A diferenca é que o abastecimento em dois minutos custa caro. Os tesla superchargers sao gratuitos (desde que a pessoa nao deixe o carro ocupando o carregador quando o carro atingir 100%).
          No futuro quando existirem carregadores em mais lugares e a autonomia subir mais um pouco ficara ideal. No entanto nao é algo muito distante

          • th!nk.t4nk

            Nesse momento estao instalando 1000 carregadores ultra-rápidos na EU (Ionity e Ultra-E), na primeira fase do projeto de eletrificaçao em massa do continente. Se as pessoas soubessem da velocidade com que os investimentos estao sendo feitos, e como os problemas estao sendo resolvidos, estariam muito mais otimistas com a eletromobilidade. É muita grana em P&D de baterias, impossível nao resultar em nada. Dê uma lida sobre a tecnologia das baterias de estado sólido, há dezenas de grandes empresas trabalhando nisso.

        • Handlay P.B.

          Até 2023 podem surgir as baterias de estado sólido cujo tempo de recarregamento total pode ser abaixo de 10 minutos.

        • FrankTesl

          O pessoal quer manter nos carros elétricos os mesmos vícios dos carros à gasolina, um deles é dirigir até o tanque ficar perto da reserva, para depois encher ou mesmo colocar uns 20 ou 50 reais no tanque, pois existem tantos postos disponíveis que em qualquer lugar dá para abastecer.

          O gozado é que essa vasta rede de postos não surgiu antes dos carros à gasolina, mas sim porque já existiam tantos carros à gasolina rodando que justificaram a implantação de tantos postos por aí.

          Os primeiros motoristas de carros à gasolina no final do século XIX e começo do XX não tinham um posto de gasolina em cada esquina, era necessário comprar nas lojas de querosene, nos armazéns etc, e até mesmo estocar vasilhames em um canto da casa.

          Por outro lado, os carros elétricos atuais já oferecem autonomia de cerca de 300 km para cima, muito maior que o percurso diário da maioria das pessoas. Muita gente inclusive roda menos que isso durante uma semana.

          Para esses casos, que representam uma parte não desprezível e até muito grande, a necessidade de “carregadores rápidos” em cada esquina não será um fator crítico, pois bastará recarregar o carro em casa durante as madrugadas, seja diariamente, ou dia-sim dia-não ou mesmo uma vez por semana…

          Para quem necessita rodar mais do que 300 km, 380km, 500 km todo dia, que continue com um carro à combustão, ou um híbrido. Se surgir a necessidade de rodar mais do que isso, pode se apelar para caronas, viagem de ônibus ou avião, aluguel, ou mesmo já contar com as estações de recarga, que podem ser implantadas gradativamente nas principais estradas, à medida que mais carros elétricos sejam integrados à frota nacional. Quem não pode contar com isso, continuaria com seus carros normais, ou carros híbridos ou elétricos com extensor de autonomia, como o BMW i3.

          Não pode ficar eternamente no dilema “não pode ter carro elétrico enquanto não houver estação de recarga a cada 100 metros”, pois os setor público e os empresários só vão investir em recarregadores em postos de gasolina, nas estradas, nos shoppings etc se houver um demanda de vários carros elétricos rodando.

          Mas não se pode desprezar que a maioria das pessoas já teriam HOJE suas necessidades atendidas pelos carros elétricos que já estão HOJE disponíveis nos principais mercados automotivos mundiais, e para elas bastaria a tomada de casa para a imensa maioria das suas necessidades.

    • Handlay P.B.

      No Brasil é verdade, mas no primeiro mundo creio que se investirem pesado em energias inócuas ao meio ambiente e garantirem meios de reciclagem das baterias para fazerem novas baterias e reduzir a extração de metais na natureza os carros elétricos poderão se tornar abnóxios ao meio ambiente.

    • Diego Germán de Paco

      A grande questão é que você pode produzir energia elétrica com painéis solares ou geradores eólicos individuais, e isso é complicado de se tributar (o leão Brasileiro é maior e mais feroz do mundo). Já gasolina, tu não compra um poço de petróleo, e se comprar um alambique o máximo que consegue é fazer cachaça…

      • Guanabara

        Não sei se o nosso leão é o maior e mais feroz, mas o simples fato de se usar um animal predador como símbolo de arrecadação tributária, já mostra o quanto infeliz e autoritária foi essa ideia.

    • Guanabara

      A energia eólica já está se encaminhando para 10% da energia gerada no Brasil. Um por cento era há apenas alguns poucos anos.

      Em 2011 tínhamos 1 GW instalados, hoje já são 12,6.

  • Hugo Leonardo Dos Santos

    Do jeito que o país só retrocede, daqui a pouco vão querer incentivo pra carro movido a carvão

    • Galeroso

      Duvido só porque não plantariam carvão (mineral)! kkk
      Difícil acreditar no etanol quando o resto do mundo não dá a mínima para isso. E além disso estamos falando de Brasil, onde os governantes estão se lixando para nós e apenas estão atendendo meramente interesses dos que financiam as suas campanhas e suas contas em paraísos fiscais. Triste!

      • Ducar Carros

        Os EUA são o maior produtor de etanol do mundo, produzindo (e consumindo) o dobro que a gente!

      • Rodrigo Sanvido

        O resto do mundo não dá a mínima? Exportamos para vários países, inclusive para o Japão.

        • Galeroso

          Me refiro ao mesmo contexto adotado no Brasil, usá-lo como mono-combustível e não como aditivo da gasolina. Achei que isso fosse algo claro. Ou tem países que usam carro flex ou só a etanol e não estou sabendo?

          • Ducar Carros

            Nos EUA e na Suécia usam o E85, através de carros flex.

          • Rodrigo Sanvido

            Os Estados Unidos usam o E85, 85% de etanol e 15% de gasolina. A opção de já adicionar a gasolina ao etanol deve-se ao clima mais frio. A Suécia utiliza o E95 em ônibus urbanos. Somos os únicos a usar o E100 (100% etanol), mas isso deve-se ao clima favorável e a grande produção com baixo custo. Pensando em preservação do ambiente seria interessante o governo subsidiar o valor do etanol aumentando os impostos sobre os combustíveis fósseis.

    • FrankTesl

      gasogênio, já temos experiência nisso, na época do racionamento da 2.ª GM….

  • Fabão Rocky

    Claro q o Brasil quer insistir no etanol. Os políticos q são donos dos postos de combustíveis e faturam uma fortuna em cima da mijolina adulterada q nos enfiam goela abaixo e essa tecnologia flex q inventaram só p/ o governo futuramente poder colocar 27,5% de etanol na gasolina e assim nossos carros ficarem mais beberrões e termos q gastar mais dinheiro indo ao posto abastecer mais vezes. O governo n quer eletrificar nossa frota pois assim não vão poder faturar em cima da gente c/ essa mijolina adulterada.

    • Galeroso

      Poderão faturar sim, olha só o quanto que a energia elétrica está subindo e subirá!
      Não tem para onde correr, a não ser aeroporto internacional com passagem só de ida!

      • FrankTesl

        mas aí é só instalar painéis fotovoltáicos.

      • Fabão Rocky

        Mas c/ etanol e gasolina faturam mto mais.

  • Gustavo Lima

    É só o Etanol custar 50% da gasolina… pronto…resolvemos isso simplificando a carga tributária

  • Francisco Vieira de Bem

    É só tirar a obrigatoriedade dos usineiros venderem para a Petrobras.

  • José

    Aqui no Rio, o etanol já está R$ 4,00 em alguns postos.

    • Galeroso

      Tamu fudido!

    • Ducar Carros

      No RJ, por questões tributárias, não vale a pena nunca o etanol. Só quem compra são os ecológicos, os carros antigos e os carros de locadoras.

      Como o petróleo só paga imposto no local de consumo, e o petróleo é produzido aqui, o estado quer que a população só consuma gasolina, para gerar mais imposto.

  • Antonio

    Acho que essa iniciativa está pelo menos geração atrasada.

  • heliofig

    1 – Temos carros flex otimizados para o etanol. Rodei com o Gol G5 2006 1.6 que fazia com etanol 9km/l onde fazia 11km/l com gasolina – isso o deixava extremamente vantajoso para etanol… Hoje eu não sei se continua assim, porque mudaram os motores. Basta evoluir na engenharia.

    2 – Temos que tirar o monopólio da Petrobrás. Etanol não interessa para uma empresa de petróleo! Vemos o etanol acompanhar o preço da gasolina, coisa completamente sem sentido!

    3 – O desenvolvimento de motores a etanol está parado há 30 anos. É muito tempo para evolução tecnológica… Se em 1986 tivemos um Escort CHT que fazia 13km/l, hoje devíamos estar muito além disso e não estamos…

    4 – Lembrar que temos usinas de etanol espalhadas no Brasil inteiro, enquanto ainda faltam linhas de transmissão para ligar as modernas usinas eólicas e solares ao sistema nacional. Nem a Usina Belo Monte está interligada ao sistema, ainda, e está gerando há 3 anos!

    • FrankTesl

      TEmos casas com telhados no Brasil inteiro, e cada um deles pode fornecer energia elétrica por meio de painéis fotovoltaicos para a casa e também para carros elétricos

  • Tosca16

    Primeiro tirem os Flex, cuidem da máfia dos canavieiros e voltemos com carros monofuel, quer sejam a gasolina, quer sejam a Etanol; gostaria muito de ver modelos “Turbo Etanol” de fábrica no país, um UP TSI faria tranquilamente 20% a mais no álcool se fosse apenas a Etanol…

    • FrankTesl

      preferiria carros com tração elétrica, e um gerador elétrico movido a etanol – pode ser tanto um motor à combustão de etanol, pequeno, econômico e altamente otimizado para geração de energia ou mesmo uma célula de etanol que gerasse eletricidade para o motor elétrico.

    • Ducar Carros

      Há discussões sendo feitas para a redução da água no etanol hidratado (de 7,5% para menos de 2%), melhorando o desempenho do carro flex. Seria, inicialmente, um etanol premium, que, depois, seria estendido à toda a frota.

  • Alessandro Araujo

    Tudo o que o governo – seja ele qual for – mete a mão, dá errado! A mesma balela com o etanol, a mesma com o GNV e será a mesma com qualquer combustível vantajoso e menos poluente: o governo só tem interesse em meter a mão e ferrar com a nossa vida!

  • DinhoRoxxx

    Para de batizar o álcool com agua no posto que ele rende mais =]

  • Wolfpack

    Colocam chumbinho no etanol que melhora a eficiência kkkk.

  • Handlay P.B.

    Daqui a algumas décadas o suco de dinossauro será anacrônico no mundo. Como o Brasil não tem infraestrutura para ter milhões de carros elétricos rodando, o etanol é a solução mais razoável. Seria bom se os carros brasileiros do futuro fossem elétricos com gerador como o Nissan Note e-Power que consegue fazer 37,5 km/l com suco de dinossauro e, certamente, deve ter emissões muito baixas de poluentes. Destarte, em caso de blackout as massas não ficariam precupadas com o funcionamento de seus automóveis posto que ainda seriam abastecidos com etanol não havendo uma grande dependência por energia elétrica.

  • Danilo

    Eu sempre abasteço com etanol até quando o preço perde um pouquinho pra gasolina, uma que é pra ajudar o agronegócio que é o setor que carrega esse país nas costas, outra que é pra deixar de injetar dinheiro na Petrobras, estatal mau administrada e lotada de bandidos.

    • Louis

      Penso o mesmo, meu carro está com 180 mil km, 90% rodado no etanol. Prefiro dar dinheiro pra usineiro, do que pra PTbrás, Maduro e terroristas. Além de poluir bem menos.

  • Daniel dos Santos

    Se o etanol custasse 80% do preco da gasolina, iria pensar muito para abastecer com etanol…. Se o etanol custasse a metade da gasolina, iria abastecer as vezes… 150% menos, apostaria no etanol..

  • JCosta

    O país fica estacionado no passado. No passado recente, aumentaram o teor de etanol na gasolina para dar um estímulo às usinas. Hoje, estamos importando etanol para conseguir suprir a demanda da mistura de quase 30% na gasolina.

    Já passou da hora de acabar com esse subsídio forçado as usinas de etanol.

  • Bikudin

    Murro em ponta de faca

  • Debraido

    Não adiantará de nada. Quando o Etanol tiver eficiência de de 85% da gasolina, o mesmo custará nos postos 85% do preço da gasolina.
    Hoje em SP todos os postos vendem a 70% do preço da gasolina. Independente do custo. Aqui funciona dessa forma.
    Então, na pratica, não muda em nada todo esse investimento.

  • Alexandre Maciel

    “… hoje em dia o velho álcool resiste a bordo dos carros flexíveis…”

    Honestamente, meu veículo só aceita essa porcaria por falta de opção de veículo monocombustível. Tem suas vantagens no que diz respeito a desempenho e conservação do motor mas nunca foi financeiramente vantajoso na minha cidade.

  • leitor

    O GNV tem um custo baixo e poderia fazer parte do programa das montadoras. Apenas a Fiat fez um motor próprio pra isso. Algumas pessoas reclamam enquanto outras estão muito satisfeitas e falam que a grande diferença está nas recomendações que nem todos seguem. Mas, como os grupos que querem a gasolina e o álcool no Brasil são fortes, dificilmente haverá investimento nesse setor.

  • Raul Pereira

    Nós poderíamos ser líderes em novas fontes de energia para o futuro, como solar e eólica para casas (mais ou menos no modelo que a Tesla está desenvolvendo) e produção de carros elétricos/híbridos para um novo século.
    Ao invés disso, governo e grandes fazendeiros (que sempre mandaram no país), preferem continuar injetando dinheiro no cartel já instituído, como sempre foi. Por isso o BR não vai pra frente, sempre querendo manter ‘tudo como está’, pois os próprios produtores não estão nem aí com desenvolvimento, imediatistas, para eles, se está entrando dinheiro hoje, está bom. Só olham para o p´roprio umbigo e tentam barrar o progresso tecnológico ao inés de planejarem (já é bem consolidado na administração acadêmica que os empresários por aqui são muito imediatistas e pouco planejadores), pois será ruim para seu negócio (todos os outros, aí acham que não é problema deles).

    • Guanabara

      Aliás os usineiros deram um tiro no pé na virada dos anos 90, quando desabasteceram o mercado interno de etanol porque o mercado externo de açúcar era mais vantajoso. A partir desse momento, o carro puramente a álcool caiu em desgraça, e na época houve até quem convertesse carro a álcool para gasolina.

    • th!nk.t4nk

      Comentário perfeito Raul, parabéns. O Brasil tem potencial enorme pra fazer essa mudança. Mas nao, preferem colocar o dinheiro no ralo, cedendo aos lobbystas que só têm interesse no benefício a curto prazo. Como eu queria que as pessoas abrissem os olhos e enxergassem um pouquinho além do que está acontecendo em seu quintal.

  • Leonardo M. G.

    Eu bato nessa tecla sempre: motor movido a pinga (célula de etanol hidratado a 40%) da Nissan daria muito certo aqui. Tanto é que estão testando por essas plagas…

  • Guanabara

    Os carros elétricos serão disruptivos não apenas para a indústria do petróleo (e etanol), como também para a indústria de logística e demais serviços.

    Imaginem quantos caminhões são usados pelo mundo para transportar combustíveis aos postos; imaginem quantos navios petroleiros viajam para lá e para cá.

    Imaginem também quantos postos de combustíveis existem espalhados pelo globo, além dos serviços de troca de óleo que eles fazem – e que não serão necessários nos carros elétricos.

    Aliás, velas de ignição, filtros de ar, de combustível e de óleo, correias dentadas, limpeza de bicos injetores – isso tudo não existe nos carros elétricos.

    Uma coisa que me surpreendeu quando comecei a ver em sites americanos comentários de pessoas que têm carros elétricos – é que eles valorizam muito o fato de não precisarem ir mais a postos de gasolina. E o motivo é que lá tudo é autoserviço – não há frentistas – e ainda existem inconvenientes, como o fato de ter que saltar do carro para abastecer em uma temperatura abaixo de zero, por exemplo. O sujeito chega agora na garagem de casa, liga o carro na tomada e no dia seguinte o mesmo já está com “o tanque cheio”.

    E por falar em frentistas, aqui o impacto também será grande no número de empregos gerados.

  • José Lúcio Fagundes Lúcio

    Aí vem a questão da geração de energia para mover a frota, a energia elétrica em nosso país é cara e ficará ainda mais. E as fontes geradoras? Somente a hídrica não vai conseguir sustentar ou é ignorância da minha parte?

    • Acho que você pegou o centro da questão: no Brasil energia elétrica é preciosa demais para ser utilizada nos carros. Se é para evitarmos dependência de petróleo, vamos pegar a cana, que atende ao nosso agronegócio e cuja tecnologia já é conhecida.

      • FrankTesl

        Concordo.
        eu também acho que a energia elétrica é preciosa demais para ser usada em chuveiros elétricos de 7.000 W, enquanto aquecedores solares de água tem custo de instalação cada vez mais baratos desde o início da década passada, e o custo deles se paga em menos de 2 anos de uso;
        eletricidade é preciosa demais para ser gasta com luzes e lâmpadas jurássicas, enquanto já há leds que iluminam mais gastando 90% menos; não só nas casas, mas na iluminação pública também.

        eletricidade é preciosa demais, então justifica investir na instalação de kit fotovoltaico para gerar energia no telhado de casa ao invés de dar o carro seminovo, fazer um carnê de mais 30mil, 40 mil reais e se entupir de parcelas, para trocar por um zero km a cada 2 anos…

        Um kit solar de 7 placas, de 1,5 kWp, já atende uma casa de 3 pessoas e custa a partir de R$12.000,00 pode ser financiado no Construcard e diversas linhas de crédito de bancos com juros bem mais baratos do que para aquisição de carros, dura 25 anos e o investimento se paga em 7 anos.
        Para atender também um carro elétrico, um kit de 10 ou 12 placas já é mais do que suficiente, e o preço gira em torno dos R$20mil, e se contar com a gasolina/etanol que se deixa de pagar no posto, se paga em menos de 5 anos.

      • José Lúcio Fagundes Lúcio

        Com certeza Fábio! Tecnologia conhecida e desenvolvida aqui.

    • FrankTesl

      procure conhecimento. Pesquise sobre microgeração distribuída.

  • yurieu

    Infelizmente não vai ser hoje que a população será ouvida, enquanto formos governados pela esquerda.

  • Wilson Junior

    “Apesar de o mundo estar se encaminhando para uma eletrificação em massa, o Brasil ainda resiste ao processo evolutivo do restante do globo utilizando o etanol como combustível do futuro, embora o mesmo seja utilizado em larga escala no país desde o fim dos anos 70.”
    Se em 40 anos o Brasil não evoluiu, não é agora que vai.
    Brasil é o pais do Futuro, Futuro que nunca chega kkkk

  • pedro

    Tem aquele motor da Mazda que tem compressão variada, talvez ele já atinja esta eficiência de 85%, mas o problema é que a Mazda sequer está no mercado nacional, o que não levanta qualquer interesse em pesquisar no etanol.

  • Fábio A.

    O etanol como combustível sempre foi interessante. Ainda mais nos carros flex atuais, os quais os problemas de partidas a frio e ter que esquentar o carro não existem mais. O único problema mesmo é o preço do etanol, que deve valer a pena em não mais que uns 3 estados brasileiros atualmente.

  • PrGirafales

    Etanol/Alcool só existe por loby dos produtores desse produto, por mim isso deveria acabar, etanol deveria custar muito menos que a gasolina mas eles SEMPRE mantem o valor a 70% da gasolina, se nao tem inflação como diz o governo (kkk) pq o etanol tem que subir junto? a explicação da subida da gasolina é por agora seguir a subida do produto mundialmente que realmente subiu muito, mas e a explicação para o Etanol? …. carro flex gasta mais que um carro a gasolina, eu nao faço a minima questao de comprar um carro hj flex, meu atual é muito mais economico usando sendo somente a gasolina, se fosse flex gastaria mais com certeza

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