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Brasil e Argentina querem legislação única para o setor automotivo

Volkswagen-Up-exportação-Argentina-2 Brasil e Argentina querem legislação única para o setor automotivo

Brasil e Argentina poderão nos próximos anos ter uma única legislação para o setor automotivo. Atualmente, os carros fabricados em um dos países e enviado para o vizinho, precisa passar por modificações por conta da legislação local, que exige alguns equipamentos e configurações diferentes daquelas do país de origem do veículo.



Diante da dificuldade em produzir um veículo para exportação, as montadoras reivindicam há muito tempo uma legislação única entre os dois principais países do Mercosul. Agora, os presidentes Michel Temer e Maurício Macri se reuniram em Buenos Aires e decidiram propor uma legislação unificada para os setores automotivos de Brasil e Argentina.

No entanto, um marco regulatório Brasil-Argentina não será limitado apenas ao setor automotivo, o projeto é maior e abrange outros setores da economia dos dois principais mercados da América do Sul. A Comissão de Produção de Comércio Brasil-Argentina vem se reunindo a cada dois meses para tentar nivelar as regras de setores equivalentes nos dois lados da fronteira.

Volkswagen-Up-exportação-Argentina-2 Brasil e Argentina querem legislação única para o setor automotivo

Mas, para chamar a atenção para uma regra única para diversos setores da economia dos parceiros, a Comissão de Produção de Comércio Brasil-Argentina quer colocar o setor automotivo como chamariz para a economia de modo geral. Atualmente, as legislações dos dois países divergem em muitos aspectos e, de acordo com o apurado por técnicos brasileiros e argentinos, as alterações são tantas que chegam a 200 modificações em um único modelo de montadora não revelada.

Mesmo sendo iguais por fora, os automóveis destinados ao Brasil ou vice-versa recebem diversas modificações internas, que são obrigações a cumprir com as regras do país de destino do produto. Por conta disso, a montadora precisa receber os pedidos de exportação com certa antecipação para ajustar a linha de produção. Obviamente, isso gera um custo adicional para o fabricante. Segundo um fabricante, se os produtos exportados ao país vizinho fossem iguais aos nacionais, haverá uma redução de 5% nos preços.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou que a comissão recebeu a informação dessa redução de preço. O ministro Marcos Pereira, no entanto, não quis entrar em mais detalhes, mas disse: “Quero crer que as montadoras repassarão esse ganho ao consumidor”. Se de fato isso vai acontecer, não sabemos. O que se sabe é que muita coisa terá de ser ajustada entre os dois países para que existe um único marco regulatório para ambos.

Volkswagen-Up-exportação-Argentina-2 Brasil e Argentina querem legislação única para o setor automotivo

Um dos pontos mais importantes é a redução da poluição. Atualmente, os motores dos carros que serão enviados ao outro país precisam receber ajustes e reprogramação para trabalhar com o combustível local e atender aos limites nacionais de emissão de poluentes.

Dessa forma, Brasil e Argentina teriam de definir tais limites em conjunto, assim como os prazos de vigência dos mesmos. Do lado de lá, os carros são abastecidos com dois tipos de gasolina pura de octanagens diferentes das brasileiras, bem como o óleo diesel, utilizado nos automóveis do país vizinho.

Aqui, a gasolina admite até 27% de etanol e ainda há um etanol 100% nos postos, bem como a tecnologia flex para unir os dois no mesmo tanque. O diesel é proibido para automóveis. Agora, resta saber se a proposta de unificação de regras automotivas entre Brasil e Argentina será o fim do Rota 2030.

A Anfavea já diz que espera apenas um marco regulatório e a nova política ficará para 2018. Outra alternativa seria modificar o programa e o equivalente argentino, para que ambos possam ser unificados e instituídos nos dois países ao mesmo tempo e pelo mesmo período. No entanto, a questão tributária é que será o grande entrave. Cada lado poderia recolher suas taxas ou impor suas multas de forma individual, mas as exigências para os fabricantes seriam iguais. E você, o que acha que pode mudar para um “carro comum” no Mercosul?

[Fonte: Estadão]

Agradecimentos ao Luiz Cláudio.

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  • CanalhaRS

    “Segundo um fabricante, se os produtos exportados ao país vizinho fossem iguais aos nacionais, haverá uma redução de 5% nos preços.”
    Aham, essa piada é velha…

    • Renan Vinicius

      Vamos acreditar, vai que o milagre acontece kkkk

    • Elfo Safadão.

      Com certeza aumentaria a margem de lucro.

    • vicegag

      Há muito tempo, eu ouço muito bla bla bla, eu quero ver a coisa acontecer.

    • Leonel

      Lembra quando o governo no passado cortou um determinado % nos impostos? Não me recordo o % exato, mas digamos que foi mais ou menos assim: cortaram 10% e as montadoras repassaram uns 5% (e olhe lá). Típico do nosso país.

      • Fanjos

        Na verdade funcionou assim:

        Antes das redução de impostos o carro custava X e tinha 15% de desconto no valor de tabela.

        Com a redução de impostos de 10%, o valor foi reduzido em 5% em relação ao antigo preço de tabela, e então as concessionarias passaram a vender pelo preço de tabela sem nenhum desconto.

        Eu lembro que tinha um monte de gente torcendo para acabar a isenção pois estavam mais caros que antes do corte de impostos kkkkkkkkkk

        • Leonel

          Hahaha….para ver como somos trapaceados constantemente. Mas enquanto há demanda, por que não vender, não é? Complicado @fanjos:disqus !

        • Gilberto DePiento

          Já foi feito um estudo, se não me falha a memória no Reino Unido, mostrando que redução de impostos e incentivo nunca é repassada ao consumidor pelo empresariado em forma de preços menores.

          • Fanjos

            Exatamente, a única forma de baixar os preços ao consumidor é livre concorrência, livre mercado e desregulamentação, deixando que o próprio mercado se regule, com o governo só observando se não há concorrência desleal (Antitruste) ou formação de cartel e combinação de preços, punindo nesse caso de maneira pesada os responsáveis.

  • leandro

    Acredito que aqui a regra deve ser mais relaxada..
    Vide meu New Fiesta Sedan com seta na mesma luz de freio

    • Martini Stripes

      Isso é pq vem do México, e lá os carros são produzidos para o mercado americano onde a maioria dos carros tem pisca vermelho atrás…
      Eu particularmente não gosto, prefiro a seta em âmbar. Inclusive no CTB especifica que carros vendidos no Brasil devem ter pisca em ambar, com exceção para importados de algumas regiões.

      • RRodrigo Souza

        ford fusion também é vermelho em alguns modelos,acho que no modelo anterior 2011 2012 .

        • Martini Stripes

          Até hoje, vi um ontem com o pisca traseiro vermelho.

      • Caio Elisei

        Pois é…e o New Fiesta Sedan / Nissan Sentra / Ford Fusion (Mondeo) vendidos na Argentina também vêm do México, da mesma fábrica que os nossos, mas lá eles possuem seta âmbar. Por que não enviam os mesmos carros que mandam pra Argentina pra cá também?? Acho que aqui é que a regulação é mais frouxa mesmo!! Quando lançou o restyling do New Fiesta Sedan e vi a nova lanterna traseira eu fiquei esperançoso de ver piscar uma seta âmbar ali……( e o mesmo com o restyling do Fusion)

      • Mr. On The Road 77

        Na verdade o CTB diz que as setas traseiras podem ser em âmbar ou vermelho, não?

        • Martini Stripes

          fabricados no brasil devem ser ambar, tem exceção para os importados do Mexico

  • Ricardo

    Ou seja, no Brasil os carros ficarão mais caros ainda!

  • Filipe Coelho

    “Quero crer que as montadoras repassarão esse ganho ao consumidor”

    A montadora ganha mais dinheiro e literalmente não está nem aí com o povo, assim como nosso governo.

  • Louis

    Essa questão dos combustíveis é mais um ponto a favor dos futuros elétricos. Energia elétrica é a mesma em qualquer parte do mundo, não vai precisar ficar ajustando para particularidades de cada país. Exceto a tomada de 3 pinos nacional hehehehe

    • Rafael Rodrigo

      Não e bem assim, não entendo muito mas tem diferença na frequência das redes, tipo 60hz e 50hz.

    • Rafael Rodrigo

      Não e bem assim, não entendo muito mas tem diferença na frequência das redes, tipo 60hz e 50hz.

  • João Paulo Barbieri

    Povo iludido…colocam socialistas no poder e querem preço igual ao dos EUA.

    • cepereira2006

      Alguém tem que pagar pelo sustento dos sem terra, sem teto, sem vontade de trabalhar, aposentados rurais que nunca pegaram em enxadas, portadores de bolsas família, vale gás e etc. Depois da reforma da previdência, já no novo governo, preparem-se para a volta da CPMF para “reequilibrar” as finanças com o que foi gasto para pagar por todos os deputados e senadores que senadores que votaram contra as investigações a Temer e para aprovarem a reforma da previdência.

  • Fanjos

    “haverá uma redução de 5% nos preços”

    Sem desespero! Fiquem tranquilos que já conversei com o presidente de Alfafaveia e ele garantiu que isso é um equivoco, na verdade será 5% de aumento nos lucros e 10% na prosperidade de preços ao consumidor.

    Esta tudo resolvido já, de nada.

  • leitor

    Brasil-Argentina? E o Mercosul é o quê? Serve pra quê?

  • Rogério R.

    Será? E a placa Mercosul? Será que foi esquecida pelo pessoal do Detran? Só acredito em tudo isso depois de ver.

    • “Perguntador”

      Pensei a mesma coisa, não conseguem unificar nem a placa e agora querem “unificar” os carros inteiros, duvido que isso aconteça.

  • Isaac Ferreira Santo

    “Quero crer que as montadoras vão repassar esse desconto de 5% para o consumidor”. Se deixar por conta delas é claro que não. Só acontece se forem OBRIGADAS a repassar. Vai CRENDO pra ver no que vai dar. É como CRER QUE O ASSALTANTE da esquina que perdeu a arma não vai mais me assaltar.

  • Vai acabar com os argentinos tendo que comprar um monte de tomadas novas.

  • VeeDub

    Um caso que vem acontecendo se refere ao filtro de partículas para motores diesel. O Euro 5 Argentino é EURO de verdade, o Proconve L6/P7 no Brasil se baseia no Euro 5 e não exige filtro de partículas dos caminhões pesados e caminhonetas a diesel como na Argentina/Europa. O Euro 5 na Argentina começou este ano/modelo e todas as caminhonetas estão vindo com filtro de particulados, coisa que nosso L6 “Euro 5” não exige desde 2012. Os Argentinos estão com diversos problemas de entupimentos destes filtros.

  • Luis Burro

    Como são identificados os carros fabricados para serem exportados na numeração do chassi?Eles tem a letra ou algarismo do país de origem ou do país exportado?

  • afonso200

    que venha carro a diesel aqui

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