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Brasil é tema sobre preços altos nos EUA – Preço do Gol é destaque

Brasil é tema sobre preços altos nos EUA - Preço do Gol é destaque

Novamente os americanos conhecem um pouco do panorama brasileiro, onde os preços são enormemente altos em comparação com os EUA. O New York Times destacou algumas situações interessantes em nosso país, sendo que o preço do Volkswagen Gol vendido aqui foi comparado com o mesmo modelo oferecido no México.


Aqui, o Volkswagen Gol custa a partir de US$ 16.100, enquanto seu similar no vizinho dos americanos começa em US$ 11.926. Bom, o modelo exportado para o país latino tem motor 1.6 e é mais equipado que a versão 1.0 de entrada do compacto no Brasil. Já que o artigo do jornal americano falou dessa versão mexicana do campeão de vendas, ficamos curiosos em saber o quanto custa manter o popular naquele país.

O Volkswagen Gol no México tem revisões a cada 15.000 km, diferente do praticado aqui no Brasil, que é a cada 10.000 km. Lá, a revisão de 15.000 km custa 1.290 pesos ou R$ 229. Já a de 30.000 km sai por R$ 323, voltando para R$ 229 aos 45.000 km e finalmente custando R$ 543 na de 60.000 km. Ou seja, um custo total de R$ 1.324. O Gol “brasileiro” tem custo de R$ 1.796 para revisão da versão 1.0 sem ar condicionado, mas duas primeiras com mão de obra grátis.

Além do Volkswagen Gol, o artigo do NYT comparou preços de outros produtos no Brasil e nos EUA, que embora estejam fora do foco do NA, decidimos citar alguns deles. A matéria cita o smartphone Samsung Galaxy S4, que por lá custa US$ 615 e aqui sai pelo dobro do preço. Um berço na Tok & Stok custa aqui US$ 440, enquanto um equivalente na Ikea dos EUA sai por seis vezes menos.


Eles também falaram do bom e velho BigMac. Um morador de São Paulo capital, precisa trabalhar 39 minutos para comprar um lanche, enquanto um habitante de Chicago não precisa de mais de 11 minutos para fazer o mesmo. O mesmo vale para o iPhone, que na capital paulista exige 106 horas de trabalho para ser adquirido, enquanto em Bruxelas não mais de 54 horas.

O NYT também mencionou os 88 nacionais e as 46 novas normas tributárias em nível diário, bem como os fatores que contribuem para o alto preço dos produtos no país. Carga tributária onerosa, imposto de renda que permite aos ricos pagar menos, cultura de aumento de preços do consumidor (por causa das eras inflacionárias do passado), falta de infraestrutura adequada para transporte de mercadorias, entre outros.

Por fim, o artigo ainda menciona o grande fluxo de brasileiros que gastaram em média US$ 2,2 bilhões em maio no exterior, somente fazendo compras de artigos mais baratos lá fora, sendo o maior volume desde 1969, quando começaram a ser contabilizados os gastos internacionais. E claro, sem contar o contrabando de mercadorias pelos aeroportos, citando uma tripulação americana que foi pega pela Receita Federal trazendo 14 smartphones, 4 tablets, 3 relógios de luxo e vários videogames para revender. Enfim, esse é o retrato do Brasil lá fora. E como você vê o país do lado de dentro?

[Fonte: New York Times]

Agradecimentos ao Túlio pela dica.

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