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Brasil: Projeto de lei quer proibir venda de veículos a gasolina e diesel em 2030

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O Brasil deve seguir França, Reino Unido, Holanda, Noruega, Índia e China, entre outros, no que diz respeito ao fim do comércio de veículos a gasolina ou diesel. Pelo menos é isso que sugere um Projeto de Lei que visa interromper definitivamente o mercado de automóveis e comerciais leves movidos por estes dois combustíveis no país em 2030.



O PLS 304/2017 de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI) quer proibir a comercialização em 2030 e a circulação em 2040. O texto, que aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), veda – nas datas mencionadas – a venda e o trânsito de veículos equipados com motores de combustão interna, exceto se estes forem abastecidos por combustíveis alternativos, como o etanol, por exemplo.

O projeto ainda libera a comercialização de carros elétricos no mercado nacional. Nogueira justifica que os automóveis são responsáveis por um sexto de toda a emissão de carbono do globo e que países desenvolvidos, como os mencionados, já estão buscando o mesmo caminho. Para o senador, o benefício da proibição será muito vantajoso ao Brasil. No entanto, o texto inclui outras exceções.

Além de veículos leves movidos por etanol, gás natural ou outro combustível alternativo, o projeto de lei dá direito de circulação aos automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos, ou carros de visitantes estrangeiros (mas não de residentes), ainda que usem combustíveis fósseis. O PLS 304/2017 também será examinado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), à qual caberá a decisão terminativa (ou seja, a decisão da comissão será definitiva no Senado).

O movimento de finalização do comércio de automóveis e comerciais leves movidos por gasolina e diesel começa a virar uma tendência mundial ao mesmo tempo em que os carros elétricos e híbridos começam a tomar mais e mais espaço nas lojas e na mídia. Os fabricantes estão aplicando bilhões de dólares no desenvolvimento de linhas exclusivamente de produtos elétricos ou mesmo anunciando as próximas gerações de seus carros movidas apenas por energia alternativa.

Com essa tendência ampliando-se, agora o Brasil já começa a discutir o futuro do automóvel no cenário nacional. Nesta PLS 304/2017, a intenção seria seguir a mesma trajetória, mas o etanol é colocado claramente como a matriz energética definitiva. Ou seja, o que se pede é o fim dos combustíveis derivados do petróleo, mas a manutenção dos motores de combustão interna que queimam álcool ou gás natural. Nesse caso, o país teria que manter a produção de certos motores quase que exclusiva por pelo menos uma década.

[Fonte: Senado via Shop Trans]

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