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Brexit: Reino Unido começa a negociar saída e setor automotivo busca compensações

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Nesta segunda (19), o Reino Unido começa oficialmente as negociações para saída do país da União Europeia, sendo o primeiro a faze-lo após a criação do bloco continental. O processo ainda vai demorar mais dois anos, mas implicará em mudanças significativas em termos sociais, políticos e especialmente econômicos.



Nesse turbilhão de interesses, o setor automotivo britânico quer garantir que o futuro da Grã-Bretanha seja rentável para manter os investimentos nas ilhas. A preocupação é devido ao temor que de um acordo de livre comércio com a UE possa fracassar, o que elevará os tributos e dificultará o processo aduaneiro entre o país e o continente.

Montadoras como Nissan, Toyota e Honda possuem grandes instalações no país, assim como a locais Vauxhall, Jaguar Land Rover, Rolls-Royce, Bentley e MINI. Lotus e outras marcas menores também estão baseadas no país, assim como a Ford, que tem ligações históricas fortes com o Reino Unido.

O setor automotivo pressiona o governo de Theresa May para que haja compensações para os fabricantes, a fim de que as operações possam ser mantidas e os empregos garantidos. O Reino Unido aparentemente vê na Turquia um exemplo para se relacionar com Bruxelas, mas neste momento, a UE não quer falar nisso. O objetivo inicial das negociações é garantir direitos de cidadania de europeus no país e as compensações financeiras obrigatórias que Londres terá de efetuar.

Do outro lado do Canal da Mancha, os fabricantes de automóveis também não estão felizes e esperam um acordo entre os dois lados, vistos que boa parte da cadeia de suprimentos do setor é enviado para o Reino Unido, assim como uma parcela importante é trazida das ilhas britânicas. Isso sem contar os veículos prontos, trocados através do canal. Os custos adicionais sem um acordo são estimados em bilhões de euros e o prejuízo será grande, mas especialmente para o lado inglês.

De forma individual, as marcas com fábricas em território inglês tem visões diferentes em relação ao Brexit. Para a Ford, o país tem que firmar um acordo de livre comércio com Turquia e África do Sul, países onde a empresa possui plantas. A Jaguar Land Rover já começou a produzir elétricos na Áustria, mas quer faze-lo em casa. Apesar disso, expandiu sua produção também para a Eslováquia.

A Nissan quer compensações ou deixará de investir no país. A empresa já se reuniu com o gabinete de May e está confiante em uma saída viável para o caso. A conterrânea Toyota investiu recentemente na produção do C-HR no país. A marca teve sua imagem associada com o Brexit e estuda acionar os responsáveis na justiça britânica. A Bentley pode transferir sua produção para o continente, enquanto a Vauxhall pode servir de base para produção de carros da PSA no país.

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