
Uma contratação de grande escala acompanha o avanço internacional da indústria automotiva chinesa e prepara uma das principais fábricas do país para ampliar sua produção.
A BYD abriu mais de 9.000 vagas no complexo de Shenshan, instalado na Zona Especial de Cooperação Shenzhen-Shantou, segundo a Jiemian News.
As oportunidades abrangem operadores, profissionais técnicos, inspetores de qualidade e gestores destinados às unidades de componentes Ebu e de montagem de veículos Xiaomo.
A 11ª divisão, localizada no parque Xiaomo, procura 4.800 trabalhadores para funções como funilaria, tapeçaria e operação de armazéns.
Já a 15ª divisão de Xiaomo oferece 1.200 posições para operadores de montagem, técnicos de soldagem e profissionais responsáveis por processos de espuma.
A mesma 15ª divisão pretende contratar outras 2.000 pessoas no parque Ebu, incluindo operadores, ajustadores de máquinas e soldadores.
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Operadores gerais terão remuneração mensal inicial de 5.000 yuans (R$ 3.800), conforme as condições apresentadas durante a campanha.
Funções técnicas e especializadas, incluindo soldadores e eletricistas, poderão alcançar 10.000 yuans (R$ 7.500) por mês.
Técnicos seniores e projetistas de moldes receberão entre 15.000 yuans (R$ 11.300) e 20.000 yuans (R$ 15.100) mensalmente.
O reforço ocorre após as vendas internacionais de automóveis de passageiros e picapes da BYD atingirem 1,05 milhão de unidades em 2025.
Esse resultado representou crescimento anual de 145%, evidenciando a rápida ampliação da presença da companhia fora do mercado chinês.
Durante o primeiro semestre, os embarques internacionais chegaram a aproximadamente 789.400 unidades, avanço de 70% diante do mesmo período anterior.
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A expansão da BYD na China com 9 mil vagas e foco em exportação melhora o cenário para o mercado global?
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A meta definida para todo o ano é alcançar 1,5 milhão de veículos vendidos fora da China, exigindo maior capacidade produtiva e logística.
O Parque Industrial Automotivo de Shenshan funciona como uma unidade estratégica e produz modelos de maior posicionamento, além de veículos destinados principalmente à exportação.
Entre os produtos fabricados estão o Fang Cheng Bao Tai 7, também chamado FCB Ti7, e os conhecidos Song Plus e Song Pro.
A instalação superou 300.000 veículos produzidos no ano passado e deverá elevar seus resultados conforme novas áreas entrarem plenamente em operação.
A projeção indica valor anual de produção de 220 bilhões de yuans (R$ 165,814 bilhões) após a conclusão de toda a estrutura planejada.
Fora da China, a BYD também amplia a fabricação local para reduzir distâncias logísticas, atender regras regionais e sustentar seu crescimento comercial.
A unidade brasileira celebrou recentemente a produção de seu 100.000º veículo de nova energia e já reúne mais de 5.500 trabalhadores.
Na Hungria, a companhia avança na construção de sua primeira fábrica europeia de automóveis de passageiros, localizada na cidade de Szeged.
A planta de Rayong, na Tailândia, foi a primeira base internacional da BYD dedicada à fabricação de veículos de passageiros.
Cinco modelos já saem dessa unidade: Dolphin, Atto 3, Seal 5 DM-i, Sealion 5 DM-i e Sealion 6 DM-i.
Dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis mostram que o país exportou mais de 1 milhão de veículos somente em junho.
O acumulado do primeiro semestre ultrapassou 5 milhões de unidades, representando crescimento de 65,3% na comparação anual.
Chery, BYD, SAIC, Geely e Changan aparecem entre as empresas que lideram esse avanço dos automóveis chineses em mercados internacionais.
A abertura das vagas em Shenshan, portanto, conecta o aumento da mão de obra doméstica ao fortalecimento simultâneo da produção chinesa e das operações estrangeiras.
