BYD acelera vendas fora da China, amplia produção no Brasil e projeta chegar a 2,5 milhões de carros no exterior em 2027

Funcionários de coletes laranja trabalham ao redor de veículos brancos em uma linha de montagem industrial.
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A expansão internacional da BYD ganha força suficiente para levar a fabricante chinesa bem além da meta anual inicialmente traçada para suas vendas fora da China.

A empresa espera terminar o ano próxima de 2 milhões de veículos vendidos no exterior e já estabelece um objetivo ainda mais agressivo para 2027.

O plano para o próximo ano prevê 2,5 milhões de unidades fora do mercado chinês, consolidando a internacionalização como uma das principais fontes de crescimento.

Executivos informaram a analistas que os embarques mensais internacionais devem ficar entre 180.000 e 200.000 veículos durante a segunda metade deste ano.

A BYD já havia comercializado quase 800.000 veículos fora da China até junho, criando uma base elevada para alcançar a nova projeção anual.

Trabalhadores com coletes e capacetes atuam ao lado de veículos em uma linha de produção.
Trabalhadores usando coletes refletivos e capacetes atuam em uma linha de produção de veículos.

A estimativa de aproximadamente 2 milhões representa crescimento de cerca de 33% sobre a meta anterior de 1,5 milhão divulgada em junho por Wang Chuanfu.

O novo número também supera em 25% a projeção revisada que apareceu no relatório intermediário publicado pela própria fabricante durante o mês passado.

Segundo analistas do Deutsche Bank, a capacidade disponível para transporte marítimo limitou as vendas internacionais e impediu que a BYD alcançasse volumes ainda maiores.

A fabricante pretende superar essa restrição combinando uma frota maior de navios próprios, aumento de participação nos mercados atendidos e expansão da produção localizada.

Brasil, Europa, Indonésia e Austrália aparecem entre os mercados com desempenho forte, segundo analistas do Citi que acompanharam as informações fornecidas pela administração.

Fileiras de veículos brancos estacionados em uma área externa diante de um galpão industrial.
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O banco também considera que ainda existe espaço significativo para a BYD ampliar participação em diversos países, mantendo o exterior como pilar estratégico das vendas.

Esse crescimento internacional ganha ainda mais importância porque a fabricante enfrenta consumo enfraquecido e concorrência extremamente intensa dentro do próprio mercado chinês.

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A companhia conseguiu interromper uma sequência de quatro trimestres consecutivos de queda nos lucros ao registrar avanço de 29,6% entre abril e junho.

A rentabilidade obtida fora da China ajuda a explicar essa recuperação, pois a BYD gerou aproximadamente 20.000 yuans (R$ 15.300) por veículo internacional no primeiro semestre.

A administração espera que essa margem permaneça próxima do nível atual no curto prazo, mesmo durante a expansão das operações em outros países.

Caminhão-cegonha carregado com SUVs brancos e trabalhador ao lado, em área industrial.
Um caminhão-cegonha transporta vários SUVs brancos, enquanto um trabalhador acompanha a operação de carga.

O Deutsche Bank avalia que parte dos benefícios do aumento de volume será compensada pelos investimentos necessários para ampliar concessionárias e colocar novas fábricas em funcionamento.

Unidades produtivas em países como Brasil, Indonésia e Hungria ainda precisarão entre um e dois anos para alcançar eficiência semelhante ao atual modelo baseado em exportações.

Mesmo assim, o resultado por veículo vendido internacionalmente continua muito superior às estimativas inferiores a 3.000 yuans (R$ 2.300) por unidade comercializada na China.

Dentro do mercado doméstico, a BYD passa a apostar mais fortemente em recarga ultrarrápida e tecnologias de assistência à condução para diferenciar seus produtos.

Analistas do Citi afirmam que preço médio, participação de modelos premium e rentabilidade melhoraram no segundo trimestre, refletindo uma estratégia menos dependente de reduções de preços.

A leitura do banco é que a BYD tenta se afastar da competição baseada exclusivamente em descontos, utilizando tecnologia e produtos de maior valor agregado.

Fora da China, porém, escala continua sendo o principal vetor, e a combinação de produção local, logística dedicada e novos mercados poderá determinar se os 2,5 milhões serão alcançados.

Caso cumpra a projeção próxima de 2 milhões neste ano, a BYD entrará em 2027 precisando adicionar aproximadamente 500.000 unidades internacionais para atingir seu próximo objetivo.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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