
A liderança da BYD em recarga ultrarrápida durou tão pouco que virou quase um retrato da velocidade da guerra tecnológica dos EVs.
A fabricante chinesa havia chamado atenção ao anunciar uma bateria capaz de ir de 10% a 97% em nove minutos.
Também havia prometido sair de 10% para 70% em sete minutos, marca que parecia colocar a BYD na dianteira da indústria.
Mas cerca de quatro semanas depois, a CATL apareceu com a Shenxing 3 e reivindicou um patamar ainda mais agressivo de carregamento.
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Segundo o The Wall Street Journal, a nova bateria da CATL consegue ir de 10% a 98% em aproximadamente 6,5 minutos.
Na prática, a promessa encurta ainda mais uma das maiores desvantagens dos EVs em comparação com carros movidos a combustão.
Analistas da Bernstein disseram à publicação que a tecnologia “efetivamente fecha a lacuna com veículos a combustão interna”.
A frase resume o impacto do anúncio, porque abastecer rapidamente sempre foi um dos argumentos mais fortes a favor dos carros a gasolina.
Os EVs já vencem em silêncio, aceleração, aproveitamento de espaço interno e manutenção mais simples, mas ainda sofrem com a infraestrutura de recarga.
Mesmo quando há carregadores disponíveis, recuperar uma bateria quase vazia costuma tomar muito mais tempo do que uma parada em posto.
A CATL afirma que a Shenxing 3 aceita taxa de carregamento de 10C e vai de 10% a 80% em 3 minutos e 44 segundos.
O desempenho em frio extremo também faz parte da provocação tecnológica contra rivais, já que baixas temperaturas costumam prejudicar a recarga.
Mesmo a -30 °C, a empresa diz que a bateria consegue ir de 20% a 98% em cerca de nove minutos.
Outro ponto decisivo é a promessa de durabilidade, porque carregamentos tão rápidos costumam levantar dúvidas sobre degradação no longo prazo.
Segundo a CATL, a Shenxing 3 mantém mais de 90% de capacidade depois de 1.000 ciclos completos de carregamento.
A ofensiva não parou nessa bateria, pois a empresa também apresentou a Qilin 3, com alcance anunciado de até 1.000 km.
O pacote pesa 625 kg e, segundo a CATL, melhora eficiência, aceleração, frenagem e comportamento dinâmico por ser mais leve que alternativas comparáveis.
A fabricante ainda citou a Qilin Condensed, capaz de entregar até 1.500 km em um sedã e mais de 1.000 km em um SUV grande.
Essa autonomia reduziria a ansiedade de alcance e diminuiria a pressão por uma rede de carregadores tão densa quanto a de postos de combustível.
A CATL diz que Shenxing 3 e Qilin 3 foram criadas para veículos de produção, com primeiras aplicações previstas para o próximo ano.
Já a Qilin Condensed parece mais distante, enquanto a bateria de íons de sódio da empresa deve entrar em produção em massa até o fim de 2026.
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