
A segunda geração do BYD Dolphin Mini deixará de ser apenas um pequeno EV urbano para assumir dimensões maiores, cinco lugares e uma cabine completamente redesenhada.
A fabricante revelou os primeiros desenhos oficiais do interior, mostrando uma central multimídia flutuante, volante de dois raios e uma distribuição diferente dos comandos físicos.
Chamado informalmente pela imprensa chinesa de “Great Seagull”, o novo Dolphin Mini cresce para 4,205 m de comprimento, contra apenas 3,78 m da geração atual.
A largura passa de 1,715 m para 1,81 m, enquanto a altura aumenta de 1,54 m para 1,57 m na nova carroceria.
O entre-eixos também cresce 15 cm e chega a 2,65 m, permitindo que o modelo passe dos quatro lugares atuais para uma configuração de cinco ocupantes.

Mesmo maior que o Dolphin em comprimento, o novo Dolphin Mini ainda possui entre-eixos 5 cm menor, já que o outro hatch da BYD chega a 2,70 m.
A transformação interna inclui a retirada do quadro de instrumentos tradicional, com as principais informações de condução concentradas na tela central instalada em posição elevada.
Essa solução permitiu deixar a parte superior do painel mais baixa e limpa, aumentando visualmente a área disponível à frente do motorista.
O seletor de marchas também muda de lugar e passa para uma haste atrás do volante, liberando espaço na região central da cabine.

Logo abaixo das saídas de ventilação aparece uma fileira horizontal de botões físicos, mantendo comandos convencionais mesmo com a maior presença das telas.
O console possui uma estrutura elevada com dois porta-copos e carregador sem fio para celulares, além de um compartimento aberto na parte inferior.
Nas portas, puxadores convencionais substituem o desenho em formato de asa utilizado atualmente, reforçando a renovação visual promovida pela fabricante.
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O crescimento também vem acompanhado por mais potência, já que o motor elétrico síncrono de ímã permanente passa de aproximadamente 75 cv para cerca de 129 cv.

As duas configurações registradas utilizam esse mesmo propulsor, produzido pela Zhengzhou BYD Auto, acompanhado por baterias LFP fornecidas pela FinDreams.
A opção menor possui 30 kWh e autonomia declarada de 320 km no ciclo CLTC, equivalente a aproximadamente 259 km segundo estimativas WLTP.
Já a bateria de 39,2 kWh amplia o alcance para 420 km CLTC, ou cerca de 340 km considerando a equivalência estimada pelo padrão europeu.
A velocidade máxima também sobe de 130 km/h para 150 km/h, acompanhando o ganho de desempenho proporcionado pelo conjunto elétrico mais potente.
Outra novidade importante será a disponibilidade de LiDAR no teto em determinadas configurações, acompanhado por sensores instalados nas partes dianteira, traseira e laterais.

Esse conjunto estará associado ao sistema DiPilot 300, conhecido na China como God’s Eye B, com funções de assistência de navegação cuja disponibilidade dependerá da versão.
A atual geração do Dolphin Mini registrou 10.103 unidades entregues na China em agosto, crescimento de 13,8% sobre o mês anterior.
Seu principal parâmetro competitivo será o Geely Xingyuan, conhecido internacionalmente como EX2, que mede 4,135 m e utiliza exatamente o mesmo entre-eixos de 2,65 m.
O rival da Geely alcançou 39.651 unidades vendidas no mercado chinês durante agosto, mostrando a dimensão da disputa dentro desse segmento de EVs compactos.
Atualmente, o Dolphin Mini custa entre 69.900 e 85.900 yuans na China, enquanto o Dolphin parte de 99.800 yuans, mas os preços da nova geração ainda não foram divulgados.
A BYD confirmou que o novo Dolphin Mini chegará ao mercado chinês ainda neste ano, embora não tenha informado se ele substituirá definitivamente o atual ou será vendido ao seu lado.










