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BYD quer focar em mercado de compartilhamento e frotas com elétricos e6 e T3

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A BYD está expondo no 12º Salão do Veículo Elétrico, que ocorre de 1 a 3 de setembro no pavilhão amarelo do Expo Center Norte, região norte de São Paulo.

A montadora chinesa se mantém de forma discreta no mercado nacional, focando no fornecimento de veículos elétricos para empresas públicas e privadas, além de taxistas, locadoras e serviços de compartilhamento de veículo.

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A BYD já tem uma estrutura montada em Campinas/SP, que visa a fabricação de chassis de ônibus elétricos, baseados no modelo K9, para atender a demanda das cidades brasileiras. Outra instalação fará painéis solares.

Além disso, a empresa está construindo uma planta de baterias em Manaus, que será capaz de fazer baterias de fosfato de ferro-lítio para ônibus, automóveis e outros fins. Em exposição na mostra de elétricos, a BYD mostrou a minivan e6, o furgão leve T3, um modelo de empilhadeira e um ônibus, usado em testes em São Paulo.

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e6

O BYD e6 é uma minivan de 4,56 m de comprimento, 1,82 de largura, 1,63 de altura e 2,83 de entre eixos. O modelo tem motor elétrico de 121 cv e 45,8 kgfm, dotada de baterias de fosfato de ferro de 64 kWh no assoalho e porta-malas, que por sinal é bem espaçoso e tem 450 litros.

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De acordo com a BYD, a autonomia nominal é de 300 km, usando-se normalmente ar-condicionado e sistema de áudio. Mas, segundo um engenheiro da empresa, cortando-se a climatização, o som e conduzindo de forma bem econômica, aproveitando a regeneração dos freios, pode-se rodar 400 km ou mais.

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O visual do BYD e6 impressiona pelo tamanho, bem volumoso e com rodas aro 17 equipadas com pneus 235/65 R17, que mais parecem adequados para uma picape média ou SUV. No entanto, devem garantir uma condução bem agradável em qualquer tipo de pavimento. Não há test drive para o modelo, diferente do anunciado pela organização do evento.

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O espaço interno é generoso, tanto na frente quanto atrás. A posição de dirigir é elevada e os bancos são revestidos em couro. O volante tem ajuste de altura e a instrumentação digital é central, tendo ainda ar-condicionado automático e sistema de som com CD/MP3/USB. Não há porta-luvas e a alavanca de marchas (apenas D, N e R) fica junto ao volante. O P (parking) fica num botão próximo. O freio de estacionamento é acionado pelo pé esquerdo. Atrás, muito espaço e banco inteiriço com três apoios de cabeça e cinto central de três pontos.

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No geral, parece um veículo aceitável. O acabamento geral é aceitável para um veículo de frota. Ele alcança 140 km/h, mas pesa altos 2.420 kg. O tempo de recarga é de 2h em carregador rápido de 380V ou 7h em 220V. A vida útil da bateria é de 30 anos e a garantia total do carro é de cinco anos.

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O preço? Estima-se em R$ 200.000, já que os contratos firmados até agora são sigilosos. A BYD diz que já existe no Brasil a versão 2017 com 400 km de autonomia. Esta fará parte da frota de “táxi preto” em São Paulo, que terá 10 carros. Na capital paulista, a empresa contabiliza 20 pontos de recarga.

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T3

Trata-se de um pequeno furgão leve, que a BYD está trazendo ao mercado nacional. Feito para transporte urbano de cargas leves e encomendas, o T3 tem 4,46 m de comprimento, 1,72 de largura, 1,87 de altura e 2,72 de entre eixos. O modelo tem baú com piso plano de aço e 3.300 litros de volume. O motor elétrico tem 218 cv e 31,5 kgfm.

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Com duas portas corrediças laterais e mais uma tampa vertical traseira, o veículo permite fácil acesso ao compartimento de carga. Já a cabine é isolada do restante do conjunto, tendo ar-condicionado digital, sistema de som, bancos em couro com apoio de braços individuais nos dois assentos e trio elétrico.

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O T3 tem capacidade de carga de 750 kg e pode alcançar 130 km/h, fazendo de 0 a 100 km/h em 16 segundos. A autonomia é de 250 km, mas pode-se rodar mais de 300 km de forma mais econômica, embora os freios não sejam regenerativos.

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O veículo tem baterias de 48 kWh e também pode ser recarregado em 2h no dispositivo de parede. O custo estimado por km rodado é equivalente ao consumo de 43 km/litro de etanol, de acordo com a marca. O preço estimado fica em torno de R$ 170.000. Após 10 anos, a vida útil da bateria se encerra e as células são usadas em contêineres de energia.

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Ônibus

A BYD expõe também um ônibus urbano de 12 m de comprimento, já adaptado ao padrão de transporte público de São Paulo. O veículo é um demonstrador de tecnologia e está sendo avaliado pelas empresas do setor.

Ele tem baterias de fosfato de ferro-lítio de 324 kWh com alcance de 250 km e motor elétrico de 407 cv e 55,9 kgfm. Para o carregamento, são necessárias duas tomadas de 40 kW cada e quatro horas. Pelo período, pode circular em horários de pico, onde a emissão de CO2 é maior no trânsito.

Galeria de fotos da BYD:





  • Tosoobservando

    Esses BYD tao muito Ford pro meu gosto. Mas nao parecem ruins. Mas com estes preços fica dificil…

  • CanalhaRS

    Fiquei impressionado com o belo painel e volante do T3 (talvez a qualidade do material seja meia boca). Só não entendi os bancos de couro em um veículo de entregas.
    Já E6 é muito caixote, só para uma familia ou para frota mesmo.

    • ViniciusVS

      Talvez por ser mais fácil de limpar?

  • zekinha71

    Acabei de chegar desse salão, se depender do que foi exposto, daqui uns 30 anos teremos carros elétricos em volume.
    Simplesmente só tem 2 Prius, 1 BMW i3, e 3 BYD, 1 onibus Marcopolo e 1 da BYD, e alguns scooters e bicicletas, tá mais pra salão de diversão.
    Pelo menos esses carros da BYD são bonitos ao vivo, e o e6 é bem espaçoso.

  • pedro rt

    o volante desse furgao e o msm do corolla 2002 a 2008

  • Louis

    Byd investindo em elétricos e sustentáveis, enquanto as “nacionais” continuam na mesma. Quem se sairá melhor no futuro próximo? Eu não tenho dúvidas. Quero, dentro de 5 anos, ter um elétrico.
    Assim que eu comprar um elétrico, instalo placas fotovoltaicas aqui em casa.

    • Danilo Melo

      meu objetivo também é um elétrico já incluindo o valor das placas fotovoltaicas pra ser meu “posto”

  • Matheus Ulisses P.

    Esses preços estão bem salgados, mas desejo sucesso a BYD!



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