
A transformação do compacto elétrico mais acessível da BYD vai muito além do visual, trazendo soluções que aproximam o Seagull de modelos maiores e mais sofisticados.
A segunda geração do hatch elétrico estreia tração traseira, interior redesenhado e uma lista de equipamentos ampliada pouco antes de sua chegada às lojas chinesas.
Entre as principais novidades aparece uma grande tela flutuante com divisão 3/7, responsável por concentrar tanto os instrumentos quanto diferentes funções do sistema multimídia.
A porção esquerda mostra velocidade, marcha selecionada, autonomia, consumo de energia e modos de condução, enquanto a área maior reúne navegação, música e outros recursos.
Os bancos dianteiros passam a oferecer ajustes elétricos, enquanto o assento do motorista acrescenta função de massagem, item pouco comum entre modelos dessa faixa de mercado.

A cabine também recebe iluminação ambiente com várias cores, além de saídas de ar traseiras ajustáveis para melhorar o conforto de quem viaja na segunda fileira.
Dois compartimentos adicionais foram instalados sob os bancos traseiros, ampliando as possibilidades para guardar pequenos objetos sem comprometer o espaço destinado aos ocupantes.
A BYD ainda oferece seus chamados botões magnéticos “Magic”, acessórios que podem ser posicionados no interior para controlar determinadas funções do veículo.
Outra mudança importante acontece na arquitetura mecânica, pois o motor elétrico agora fica instalado no eixo traseiro e transforma o novo Seagull em um modelo de tração traseira.

Essa configuração libera espaço na dianteira para um compartimento de 94 litros sob o capô, solução inexistente no formato tradicional da geração anterior.
O porta-malas convencional também ganha destaque pela capacidade máxima de 1.380 litros quando os encostos dos bancos traseiros são rebatidos.
As dimensões cresceram para 4,21 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 1,57 metro de altura, acompanhadas por entre-eixos de 2,65 metros.
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A propulsão fica por conta de um motor elétrico de 95 kW, equivalente a aproximadamente 129 cv, mantendo a proposta urbana apesar do aumento geral do veículo.
Duas opções de bateria estão previstas, com capacidades de 30 kWh e 39,2 kWh, atendendo diferentes níveis de autonomia e posicionamento dentro da linha.
Dependendo da configuração, a autonomia varia entre 320 e 420 km pelo ciclo CLTC, números equivalentes a aproximadamente 262 e 344 km pelo padrão WLTP.

A expectativa é que o modelo também receba carregamento ultrarrápido capaz de elevar a bateria de 10% para 97% em apenas nove minutos.
Outra opção prevista é um LiDAR instalado sobre o teto, componente ligado ao pacote de assistência à condução DiPilot 300, também conhecido como God’s Eye B.
O posicionamento comercial coloca o novo Seagull diretamente diante do Geely EX2, atualmente um dos modelos de maior volume no mercado chinês.

A expectativa é de preço abaixo de 100.000 yuans (R$ 77.300), preservando uma das características que ajudaram a tornar o Seagull popular desde sua estreia.
A geração atualmente oferecida custa entre 69.900 yuans (R$ 54.000) e 85.900 yuans (R$ 66.400), dependendo da configuração escolhida pelo comprador.
Entre janeiro e agosto, o atual BYD Seagull somou 74.087 unidades entregues, resultado 66,5% inferior ao registrado no mesmo intervalo comparável.

O novo modelo chega justamente para tentar renovar esse desempenho, combinando dimensões maiores, equipamentos incomuns no segmento e uma arquitetura de tração traseira completamente diferente.










