C3 2012: fotos, detalhes, motor, consumo, preços, equipamentos

C3 2012: fotos, detalhes, motor, consumo, preços, equipamentos

O C3 2012 chegou ao mercado com poucas novidades, sendo o último ano/modelo da primeira geração do compacto, antes do Novo C3. O hatch altinho ainda contava com quatro versões de conteúdo, dois motores e duas transmissões a oferecer.


Além disso, trouxe como novidade novas rodas de liga leve aro 15 polegadas diamantadas, bem como faróis com máscara negra. Também recebeu como opcional o rádio Radio Pioneer for Citroën, que tinha CD player, MP3 e opção de Bluetooth.

Este último era ativado na concessionária, mediante o pagamento de uma taxa. Havia também USB e, para limpar os estoques antes da mudança de geração, a Citroën liberou rodas de liga leve aro 15 e bancos de couro sem custo adicional.

Portando a atualização de meia vida, o C3 2012 tinha um equipamento que incluía ar-condicionado automático, direção elétrica, vidros e retrovisores elétricos, travamento central elétrico, computador de bordo e sensor de chuva, por exemplo.

Era um carro compacto com bom espaço interno e bagageiro com 305 litros, acima da média do segmento, mesmo medindo apenas 3,85 m de comprimento e tendo 2,46 m de entre-eixos.

C3 2012 – detalhes

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Fabricado em Porto Real, Rio de Janeiro, o C3 era concorrente do Renault Sandero e do Volkswagen Polo, tendo ainda como irmão o Peugeot 207, que na ocasião era o 206 atualizado e renomeado.

Com suspensão dianteira McPherson e traseira por eixo de torção, o C3 2012 trazia ainda motores TU3 e TU5, sendo o primeiro um 1.4 8V com até 82 cavalos e 12,6 kgfm. O segundo era 1.6 16V com até 113 cavalos e 15,8 kgfm.

No 1.4, o Citroën C3 tinha câmbio manual de cinco marchas, enquanto o 1.6 16V empregava a caixa automática AL4 de quatro marchas com conversor de torque, modos Eco, Normal, Sport e Inverno, além de mudanças manuais.

O bom do C3 era a direção elétrica muito leve, mas o câmbio AL4 era obsoleto e cheio de detalhes que incomodavam, até mesmo após a atualização para AT8. Os muitos problemas existiam e foram amenizados apenas na geração seguinte.

Bem alto, o Citroën C3 tinha a seu favor o estilo de formas arredondadas, que conquistaram especialmente o público feminino, ganhando posteriormente novos faróis e grade, mas preservando as lanternas triangulares.

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Por dentro, o cluster digital era outro destaque, bem como o display multifuncional no centro do painel e o ar-condicionado digital, todos em cor laranja. Outro mimo eram os apoios de braços retráteis nos bancos dianteiros.

No C3, o ambiente era diferenciado para que o produto não concorresse com o irmão Peugeot 206, depois 207. Além disso, o estilo peculiar fazia parte do DNA da marca, que precisava se distanciar da irmã, mesmo usando a base PF1.

Já no mercado de usados, é conhecido por não ser um carro confiável e com diversos problemas além do AL4, mesmo para quem já trabalhou com a marca parisiense. Por isso, é muito importante observar os principais defeitos e problemas dele.

Fora que as marcas francesas não possuíam boa reputação de pós-venda, especialmente a Peugeot. Por isso, a desvalorização é elevada nos carros das duas marcas. O C3 2012 pode ser encontrado no mercado em todas as versões.

Ele era oferecido na GLX 1.4 manual, assim como na XTR 1.4 manual – personalizada como aventureiro – e Exclusive 1.4 manual. Com câmbio automático, existia a Solaris e a Exclusive, ambas com motor 1.6 16V.

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O C3 2012 tinha carroceria arredondada com capô curvado, portando faróis duplos com piscas e lanternas integrados, tendo lentes escurecidas. A grade preta tinha vincos cromados e o duplo chevron em cinza na parte central.

Já o para-choque portava borrachões na cor do carro, além de faróis de neblina circulares em molduras laterais e grade central tripla, com aberturas menores nas extremidades da mesma. Na versão XTR, havia uma moldura protetora.

Esta era preta e cinza, com essa última sustentando a placa. O conjunto envolvia ainda os faróis de neblina, bem como a grade inferior, fazendo alusão a uma barra de impulsão, proibida por lei. Até um skid plate cinza foi incorporado.

Nas laterais, esse C3 XTR tinha molduras em cinza nas soleiras, com a sigla XTR, assim como retrovisores, maçanetas e protetores das portas em preto. No teto, barras longitudinais pretas eram bem altas.

No C3 GLX, Solaris e Exclusive, vinha ainda maçanetas na cor do carro (cromadas no Exclusive), mantendo os retrovisores pretos com uma parte na cor do carro nas duas mais caras.

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Uma antena pronunciada no teto se fazia presente em todas as versões, enquanto somente o C3 Solaris tinha um teto solar elétrico com vidro projetado para fora. As rodas de liga leve eram de aro 15 polegadas e diamantadas, com pneus 185/60.

A opção de rodas de aço foi retirada na fase promocional, que durou até a chegada da nova geração. Atrás, lanternas triangulares, vigia traseira com lavador e limpador, além de desembaçador. Os vidros eram verdes e o para-brisa degradê.

A tampa traseira tinha moldura preta ou cromada sobre a placa, com o duplo chevron cromado e o nome do carro. O para-choque traseiro também ostentava um borrachão na cor do carro e sensores de estacionamento.

Nas versões comuns, havia uma moldura na parte inferior, envolvendo o escape com ponteira cromada, mas o C3 XTR portava um skid plate volumoso no mesmo lugar. Essa versão tinha ainda saias de rodas pretas e emolduradas.

Por dentro, o C3 2012 tinha painel e portas pretos, com difusores de ar circulares de cor cinza, assim como nos botões ao lado do sistema de som com CD player, USB e Bluetooth da Pionneer, com o ar-condicionado digital abaixo.

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No alto, um display reunia funções do computador de bordo. Já o cluster tinha velocímetro digital e arco do conta-giros iluminado, tendo ainda luzes indicadoras do nível de combustível e temperatura da água.

O volante tinha três raios e revestimento em couro, com comandos de mídia e telefonia numa haste na coluna de direção, que era ajustável em altura e assistência elétrica. No outro lado, na outra haste, piloto automático com limitador.

O porta-luvas era grande e tinha iluminação, assim como refrigeração. No túnel, havia um porta-copo com cinzeiro e os botões dos vidros elétricos, com o ajuste dos retrovisores no painel. Revestido em couro, o freio de mão estava próximo.

Já os bancos eram em couro e apoios de braço dianteiros individuais nas versões Solaris e Exclusive, com o assento do motorista ajustável em altura. Atrás, o banco era inteiriço com dois apoios de cabeça e cinto subabdominal.

Havia quatro cintos de 3 pontos, bem como botões dos vidros traseiros no console, junto ao porta-copo traseiro. O bagageiro tem 305 litros e iluminação.

C3 2012 – versões

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  • Citroën C3 GLX 1.4 manual
  • Citroën C3 XTR 1.4 manual
  • Citroën C3 Exclusive 1.4 manual
  • Citroën C3 Solaris 1.6 automático
  • Citroën C3 Exclusive 1.6 automático

Equipamentos

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Citroën C3 GLX 1.4 manual – Motor 1.4 e câmbio manual, mais ar-condicionado automático, direção elétrica, faróis de neblina, trio elétrico, ar condicionado digital, computador de bordo, bancos em couro, faróis escurecidos, rodas de liga leve aro 15 polegadas, volante em couro, pneus 185/60 R15, sistema de som com CD e USB, entre outros.

Citroën C3 XTR 1.4 manual – Itens acima, mais sensor de estacionamento, molduras nos para-choques e laterais, barras longitudinais no teto e padronagem diferenciada.

Citroën C3 Exclusive 1.4 manual – Itens do GLX, mais maçanetas e molduras traseira cromadas, apoios de braços retráteis, sensor de chuva, sensor crespuscular, sensor de estacionamento, airbag duplo, freios ABS, entre outros.

Citroën C3 Solaris 1.6 automático – Itens acima, mais motor 1.6 e câmbio automático, teto solar elétrico, piloto automático e limitador de velocidade.

Citroën C3 Exclusive 1.6 automático – Itens acima, menos teto solar.

Preços

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  • Citroën C3 GLX 1.4 manual – R$ 34.990
  • Citroën C3 XTR 1.4 manual – R$ 36.990
  • Citroën C3 Exclusive 1.4 manual – R$ 37.490
  • Citroën C3 Solaris 1.6 automático – R$ 44.990
  • Citroën C3 Exclusive 1.6 automático – R$ 44.990

C3 2012 – motor

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O Citroën C3 2012 tinha dois motores de origem TU, uma família de propulsores da PSA que surgiu em 1986 e que ainda é usada pelas marcas francesas da Stellantis no Brasil, mas como EC5M.

Trata-se de um motor de quatro cilindros em linha com bloco de ferro fundido cinzento com cabeçote de alumínio, podendo ter um ou dois comandos, totalizando 8 ou 16 válvulas, com alguns empregando variação na admissão (16V).

Existindo desde os tempos do carburador, o TU é um motor que corresponde ao Família I da GM e ao K da Renault, sendo de emprego geral nas marcas Peugeot e Citroën, inclusive com versão diesel, conhecida como TUD, já usado no Brasil.

O TU difere do XU anterior – e também usado no Brasil em comerciais da PSA – por usar correia dentada e outros melhoramentos. Robusto, trata-se de um propulsor amplamente usado por aqui.

Ele chegou nos anos 90, ainda importado, mas depois passou a ser fabricado na Argentina. No C3 2012, ele usa duas variações do TU, sendo o TU3 para o 1.4 8V e o TU5 para o 1.6 16V.

Lá fora, ele existiu nos tamanhos 1.0, 1.1, 1.3, 1.4, 1.5 e 1.6 litro, mas aqui apenas o 1.4 8V e o 1.6 16V acabaram se fixando, embora o TU9 1.0 tenha sido usado no Peugeot 106. A PSA até evoluiu o TU3 de 1.4 para 1.5 litro, numa ação local.

Este, que equipou o Aircross e o Peugeot 208, não era o mesmo empregado na Europa, que tinha 1.527 cm3. Mas, o TU3 tinha 1.360 cm3 e aqui recebeu tecnologia flex com tanquinho de gasolina em sua injeção multiponto.

Com taxa de compressão de 10,5:1, ele entregava 80 cavalos na gasolina e 82 cavalos no etanol, ambos a 5.250 rpm, enquanto o torque era de 12,6 kgfm a 3.250 rpm, nos dois combustíveis.

A caixa de câmbio era manual de cinco marchas, enquanto o TU5 1.6 16V, sem variação de comando, tinha 1.587 cm3 e taxa de compressão de 11:1, entregando 110 cavalos na gasolina e 113 cavalos no etanol, ambos a 5.750 rpm.

Os torques eram de 14,5 kgfm no primeiro e 15,8 kgfm no segundo, ambos a 4.000 rpm. Ele não tem variação de admissão, apenas no EC5M e sua versão mais atual, sendo menos potente.

Já a transmissão automática é a polêmica AL4, um desenvolvimento feito com a Renault em 1999, que o usou aqui em vários modelos. Essa caixa de engrenagens tem conversor de torque e quatro velocidades, além de trocas manuais.

Sua programação inclui os modos Eco, Inverno e Sport, além da condução normal e as mudanças na alavanca de câmbio. Usando as famosas (e temidas) eletroválvulas, essa transmissão já deu muita dor de cabeça para alguns.

Ela foi usada pela PSA até 2017, quando foi substituída pela EAT6 da Aisin. A AL4 foi atualizada para AT8 nos modelos C3 e Aircross da Citroën, assim como no C4 Lounge. Na Peugeot, serviu nos 208 e 2008 antes do fim de linha.

Desempenho

C3 2012: fotos, detalhes, motor, consumo, preços, equipamentos

  • Citroën C3 1.4 manual – 12 segundos e 173 km/h
  • Citroën C3 1.6 automático – 13,2 segundos e 185 km/h

Consumo

  • Citroën C3 1.4 manual – 7,6/9,1 km/l e 10,2/12,4 km/l
  • Citroën C3 1.6 automático – 6,4/8,4 km/l e 8,0/13,0 km/l

C3 2012 – manutenção e revisão

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A rede Citroën tem revisões para o C3 2012 a cada 10.000 km ou 12 meses, o que vier primeiro. O compacto da marca parisiense tem inspeções a serem feitas antes do serviço, indicando partes de motor, câmbio, direção, suspensão e freios.

O modelo tem substituídos óleo do motor, bujão do óleo, filtro de óleo, filtro de ar do motor, filtro de combustível, velas, fluido de freio, filtro de ar da cabine, líquido de refrigeração, gás do ar-condicionado, palhetas do limpador, etc.

Além disso, serviços de troca de itens de desgaste natural são feitos, como troca de molas e amortecedores, batentes das torres, coifas, pivôs de direção, buchas de bandeja, coxins de motor e câmbio, discos de freio, lonas de freio e rolamentos.

Também são trocados pastilhas de freio, bieletas, buchas das barras estabilizadoras e pneus. São executados ainda serviços de alinhamento, balanceamento, cambagem, rodízio de pneus, recall, pintura, funilaria, higienização, entre outros

C3 2012 – ficha técnica

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Motor 1.4 8V 1.6 16V
Tipo
Número de cilindros 4 em linha 4 em linha
Cilindrada em cm3 1360 1587
Válvulas 8 16
Taxa de compressão 10,5:1 11:1
Injeção eletrônica Indireta Indireta
Potência máxima 80/82 cv a 5.250 rpm (gasolina/etanol) 110/113 cv a 5.750 rpm (gasolina/etanol)
Torque máximo 12,6 kgfm a 3.250 rpm (gasolina/etanol) 14,5/15,8 kgfm a 4.000 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão
Tipo Manual de 5 marchas Automático de 4 marchas
Tração
Tipo Dianteira Dianteira
Direção
Tipo Elétrica Elétrica
Freios
Tipo Discos dianteiros e tambores traseiros Discos dianteiros e tambores traseiros
Suspensão
Dianteira McPherson McPherson
Traseira Eixo de torção Eixo de torção
Rodas e Pneus
Rodas Aço ou liga leve aro 14 ou 15 polegadas Liga leve aro 15 polegadas
Pneus 185/65 R14 ou 185/60 R15 185/60 R15
Dimensões
Comprimento (mm) 3.850 3.850
Largura (mm) 1.667 1.667
Altura (mm) 1.519 1.519
Entre eixos (mm) 2.460 2.460
Capacidades
Porta-malas (L) 305 305
Tanque de combustível (L) 47 47
Carga (Kg) 492 460
Peso em ordem de marcha (Kg) 1.091 1.177
Coeficiente aerodinâmico (cx) ND ND

C3 2012 – fotos

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.