Mercado Montadoras/Fábricas

Cada vez mais importação: peças nacionais são apenas 9,5% de nossos carros

Hoje apenas 9,5% dos componentes de um carro são compostos de peças nacionais. Isso mesmo, o fornecimento de autopeças fabricadas no país não chega a equivaler a 10% do preço do carro. Segundo uma matéria do Diário do Grande ABC, essa é a conclusão de estudo feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotores, que demonstra o crescimento da importação no segmento.

O dirigente do sindicato explica que 60% do valor do veículo produzido no Brasil tem de ser de conteúdo local, mas no percentual estão incluídos gastos com pintura e marketing. Além disso, montadoras e seus fornecedores locais (diretos e indiretos) vêm substituindo a produção pela compra de itens estrangeiros. Dessa forma, levando em conta importações em todos os elos da cadeia produtiva, chega-se ao índice de 9,56% de componentes nacionais – tomando como base o valor de venda do carro.

Ou seja, bem menos do que chegou a ser no passado, quando a média de nacionalização era de 70%. A competição com empresas chinesas e de outros países está deixando os donos de fabricantes de auto-peças de cabelo em pé. Ernesto Moniz, da Metalúrgica Moniz, de Ribeirão Pires, recebeu de uma montadora a informação de que seu preço está 53% mais caro que o do concorrente externo. Para ele conseguir chegar neste preço menor, não pagaria nem mesmo sua matéria-prima. Então ele também passou a trazer componentes do exterior para melhorar seus custos.

Outra indústria, a MRS, de Mauá, já teve de fazer demissões neste ano, por causa da queda nas vendas de autopeças que fabrica. Conta hoje com 200 funcionários, 30 a menos do que no início do ano. O diretor Celso Cestari acrescenta que, além do câmbio desvantajoso, o crédito encareceu. O presidente do Sindipeças se queixa, por sua vez, de custo da mão de obra. “É 30% a 40% mais cara que em outros países”, cita.





  • danilotoo

    e mesmo assim pagamos o carro mais caro do mundo.. que incrível
    a maioria das peças vem de fora, o que teoricamente deveria reduzir o preço do carro
    90% é chines e o resto é brasileiro.. cadê o custo brasil hmm?

    • ahsoliveira

      LUCRO, das montadoras

      • naoseidenada

        E MUITO mais impostos dos governos, tudo somado mais de 40% é imposto. Na verdade é um círculo vicioso as montadoras fimgem-se de mortas e não fazem questão de brigar por baixas de impostos desde que o governo não faça nada para atrapalhar o cartel. Os empregados do setor fazem de tudo para o governo manter a situação como está e preservar os empregos (papel do sindicato é esse mesmo, errada é a forma q é feito por aqui) o governo não quer reduzir uma fonte enorme de arrecadação… Uma bela festa e acho que todo mundo sabe quem paga a conta…

  • Alex_JW

    Bem, com o real supervalorizado, a nossa carga tributária pornográfica e os encargos trabalhistas cada vez mais onerosos, fica realmente complicado para a indústria de peças no Brasil. Aliás, qualquer indústria.

    Acaba que o que vem de fora chega mais barato e a indústria nacional vai caminhando para o brejo.

    A indústria brasileira está cada vez menos competitiva, e isso para o País é péssimo, e para nós, trabalhadores, pior ainda.

    Ou se desonera (bastante) a indústria nacional, ou passaremos a ser simples vendedores de matéria-prima (barato) e compradores de produtos prontos (caros).

    Opinião de um leigo, nada mais.

    • OPTIMUS_PRIME

      se todos os leigos tivessem sua opinião estaria de bom tamanho

      mas não, infelizmente a maioria pensa pequeno, apenas amplifica o discurso colonial das "4 grandes", "perda de market share das nacionais", etc

      a montadora tem pouca importância, o que todos devem se atentar é o nível de industrialização do país, esse sim gera empregos, desenvolvimento, etc

      • Alex_JW

        Obrigado pela boa referência, OPTIMUS.

      • naoseidenada

        O mais curioso é o seguinte: A cadeia produtiva realmente é o mais importante, gera mais empregos, boa parte é de empresas brasileiras, etc, etc Mas são justamente as que o governo mais atrapalha, praticamente não tem incentivo e custa muito mais caro para elas, em termos relativos, lidar com toda a burocracia.

    • andre_0102

      Verdade é que o Brasil ao invés de investir em infraestrutura e incentivar produção, prefere proteger montadoras c/ txs de imposto altíssimas, cada vez perdemos mais a competitividade, mas o lucro das 4G está garantido (Poem lucro nisso!)…

  • Hodney

    Eis o exemplo. Além de o produto "nacional" com mais de 90% dos componentes importados, melhora a qualidade, consequentemente fica mais barato. Deveria ser não é?

    Aí fica a pergunta! Porque tanto interesse em produzir no brasil se a maioria das peças são produzidas lá fora? Penso que as carroças produzidas no brasil sejam em regime CKD, sem excessão, todos os modelos.

    O interesse de montadoras extrangeiras pela República das Bananas é só para produzir no regime de CKD, deixando os componentes principais para os chineses.

    • DougSampaNA

      Porque produzir aqui da' a falsa sensacao de produto nacional, diminuindo ou fazendo cessar o sentimento de recriminacao a um produto de origem "alienigena"., tal como os chineses.
      UM JAC ou Cherry feitos aqui dariam a impressao de nacionais mesmo que fossem legitimos CKD, puro marketing; mas o problema de custo das pecas chama-se peso do custo brasil + imposatos+ real valorizado; ou seja…Governo Dilma esta abrindo o bico e nao ha' nada que ela possa fazer.

      • Hodney

        Exatamente por isso. No brasil se instala apenas MONTADORAS para instalação em regime CKD. Segundo a JAC, a questão de instalar uma "fabrica" no brasil seria apenas para montar os modelos que são 100% chineses. Mesmo assim, não apostaria já que a junção da má-qualidade na questão durabilidade somado a mão de obra mediocre brasileira torna a aquisição extremamente arriscada já que tal qualidade dos chineses não apontaria uma nível de padrão internacional.

        Aí vem o fato de que, quando o veículo começar a ser produzido por aqui, vão aos poucos subtraindo os opcionais que antes eram de série para manter o carro no mesmo patamar de preço quando importado da China.

        Por isso que sou contra a instalação de fábrica no brasil. Pagaremos muito caro por conta de um interesse do fabricante e de uma junta de operários.

  • GusZanetti

    isso é uma bomba-relógio para a economia, logo estoura

    • MarcosMV

      É verdade, pode ocorrer o mesmo que aconteceu com a indústria calçadista, que foi para as cucuias, (cucuias não, China e Índia).

      • DiMais

        e Tailândia!! mas esses acabam indo pros states.. os Chinas são os que vem pro Brasil, por terem menor qualidade!!

        • aprs

          Os produtos chineses também são mascarados como MADE IN (qualquer país dos tigres asiáticos) pra burlar o dumping.

          Indústria têxtil, calçados, etc. Temos vários exemplos. Pra não quebrar, essas empresas importam máquinas e materiais para tentar manter o mínimo de competitividade.

          Quantos carros acima do popular são feitos aqui? Taí o indicador de desindustrialização nacional.

          • DiMais

            mas a qualidade dos produtos não originários da China é notadamente superior, se tiver a oportunidade de ver um tênis feito na Tailândia e um feito na China vai perceber a diferença..
            já quanto aos carros, ainda simpatizo com a Fiat (não sou fanboy!!) pelo fato de ela produzir além dos compactos um médio decente e atualizado por aqui.. enquanto os outros estão partindo para Argentina e México mesmo tendo mais fábricas pelo país do que ela.. mas claro, se for ver o índice de "chinalização" nestes carros eu nem vou me surpreender

            • aprs

              SIm, a Fiat é uma exceção com o Bravo. Quis dizer que a China fabrica tênis chinês e vende aqui se passando por Tailandês. A China não tem respeito por nada.

          • Hodney

            Pois é! Agora entendi a questão da desindustrialização.
            Os fabricantes instalam montadoras locais só para montar automóveis em regime CKD o que torna menos oneroso para a empresa e ela se encarrega de importar todas as peças do exterior, sobretudo da China.

            Numa eventual e possível crise financeira em larga escala no brasil (o que é muito possível de acontecer devido ao crescimento desordenado da Divida Interna), os fabricantes na primeira situação de emergência, fecham as montadoras e em seguida fogem do país.

  • jnasser

    Isso me lembra um lenhador serrando o galho onde está sentado…….

    • MarcosMV

      hahaha…

      Ótima analogia!

      Mas seria cômico se não fosse trágico.

  • Jr_Jr

    Tudo desencadeado pela chegada dos chineses.
    As montadores querem carros mais baratos e cobram parte disso dos fornecedores de peças e assim por diante.
    Isso no geral é bom, porque uma hora ou outra vai cair no colo do Governo que vai ter que tomar uma providência (ajudar a baratear a produção) para que o reflexo não afete seus números.
    Vejo como o início "silêncioso" de uma revolução em nosso país!

    • luidhi

      Ah tá, quer dizer que se proibir a importação de carros, as peças voltam a ser nacionais?

      Acorda! O conto de "Anfadea" está acabando…

      • Jr_Jr

        Primeiro, aprende a ler e interpretar, alguém falou em proibir alguma coisa aqui???
        Se diminuir o custo de produção, o produto nacional pode se tornar competitivo frente ao importado, o que ajuda o país.
        Já ouviu falar em PIB???????????????????????????????
        Acorda vc, se continuar em um ritmo de importar muito mais que exporta o país quebra!!!!
        Mas de qualquer forma obrigado pela informação economista.

        • luidhi

          Segundo, você sabia que grande parte da indústria autobilistica já usa mão-de-obra terceirizada vinda de cooperativas ou de funcionários PJ quarterizados, muitas vezes ganhando 1/5 dos operários mais antigos? E que isso representa nem 1/3 do que ganha um operário nos EUA ou na Europa, mesmo com nossa moeda valorizada e o custo de vida muitas vezes passando a desses lugares? Que muitos fornecedores entregam as peças as fábricas preço de custo, apenas para ter lucro com o mercado de reposição?

          Não é dessa maneira que vai aumentar o PIB. Vai aumentar sim a remessa de lucro para o exterior, piorando ainda mais a situação da balança comercial.

          Essa história de custo de mão-de-obra já caiu por terra faz tempo. O que apenas as multinacionais querem é aumentar o lucro indefinidamente. Tenho muitos conhecidos trabalhando na indústria automobilistica, sendo que eu já trabalhei em uma fábrica de autopeças e vou te dizer: Os fabricantes deitam em rolam em cima de todos os fornecedores. Querem rolar também em cima da mão-de-obra, que os sindicatos tentam não deixar e em cima do governo, que logo vai soltar as rédeas, fazendo renúncia fiscal dos impostos, quando na verdade deveria aplicar na educação e na saúde…

          A pouco tempo atrás só virara engenheiro quem tinha pai rico, por que os salários oferecidos eram dignos de vendedor de seguros, nada contra, mas aceitando que a especialização de um engenheiro tem que ser muito maior. Por isso que falata engenheiro hoje, ninguém vai estudar 5 anos e gastar 70 mil reais em estudos para passar fome depois.

          Essa é a realidade que vi e o que me contam. Se alguém tiver uma história diferente, por favor coloque aqui para discutirmos.

          • Jr_Jr

            Desculpe-me pela limosidade em meu último comentário, estava com o ânimo alterado.
            Pelo que vislumbro você tem mais conhecimento de causa do que eu, então deve estar correto.
            O que falei foi a visão de um leigo sobre o assunto, possivelmente eivada de erros.
            Abraço.

  • rodrigoalr

    Entenda-se estrangeiros como Chineses… Mão de obra barata… Por que então atacar os carros de lá? Brasil. sil sil…

    • luidhi

      O mundo inteiro tá fazendo isso.

      Agora me diz uma coisa: Monta uma fábrica de Automóveis hoje no Brasil e vai procurar mão-de-obra especializada, engenheiros, soldadores, funileiros…

  • BlueGopher

    "o fornecimento de autopeças fabricadas no país não chega a equivaler a 10% do PREÇO do carro".
    O preço do carro é composto por muitos fatores, como mão de obra, energia, amortizações, materiais indiretos,impostos, lucro, SENAI, SESI, aço em chapa, peças, subconjuntos, transporte, etc, etc.
    Dependendo do que este estudo considera como autopeças, pode até ser…
    Mas este tipo de estudo também tende a defender os interesses do setor, no caso um sindicato, portanto devem ser analisados com muito cuidado e critério.

  • kikofar

    kkkkkkkkkkkk parece que o chinesinho tá com a peça na mão se perguntando: "Oiaahh… e isso aqui, eu coloco aonde???" kkkkkkkk

    • Alex_JW

      Hehehe.. na verdade tive outra interpretação.

      Parece que ele tá recheando aqueles bolos de chocolate…rs…. que aqui no Brasil só tem um cheirinho de leve de recheio e um bando de buraco vazio… haha…

  • FAELTIMAO

    Mas o Sandero é uma excessão né?Ouvi dizer que 90% das peças são nacionais…………..

  • ccn1410

    Há tempos que comento a respeito da quebra de nossa indústria, mas o povão só quer saber de produtos com alta tecnologia, cheios de enfeites e não dão nada para a nossa indústria, até o dia em que começar a derrubada em dominó de nossos empregos formais e que já são poucos.
    Eu penso que é preciso mudar e com urgência, porque como já disse o Alex_JW, daqui a pouco iremos exportar nossas reservas até extingui-las em prol dos produtos prontos.
    O perigo disso acontecer é alto. Acreditem, que é preferível comprar Fusca 100% nacional do que Roll-Royce importado.
    O amanhã dirá, só que aí poderá ser tarde demais.

    • Alex_JW

      Brother,

      Na verdade isso já está acontecendo, estamos vendendo insumos e matéria-prima e importando produtos prontos, a um custo muito mais alto (o dolar baixo contribui em muito).

      É muito preocupante…. muito. Nosso país está ficando com a economia cada vez mais frágil.

    • kikofar

      Nobre colega, não é que nos importamos com o problema. Na verdade, cada um protege o que lhe convém. Nesse caso, cada consumido em potencial que posta aqui, procura o que lhe traz mais custo-benefício, por isso a importância aos "produtos com alta tecnologia, cheios de enfeite" que você mesmo disse.

      Ocorre que as coisas estão invertidas no Brasil e os governo parece estar extasiado com nosso "crescimento". Está mais do que na cara que produzir uma caixa de fósforo na China ou no México e trazê-la pra cá, de navio, fica mais barato! E a culpa é nossa que quer um "fósforo" melhor??? Claro que não. A culpa é de um sistema tributário arcaico, idiossincrásico e perverso para com o próprio país, porque deixa tudo aqui muito caro. Veja o exemplo do tablet que querem produzir aqui. O produto, que não é um Ipad (marca referência), custaria 600 a 700 reais. Ainda mais caro que o Ipad mais "básico" comprado nos EUA.
      CONTINUA

    • kikofar

      Outro culpado é a relação patrão/empregado muito atrasada, com oneração da folha de pagamento, dobrando o que se gasta com pessoal devido à quantidade de encargos absurda!
      Fico desanimado cara… temos o ETAnol e ele é caro e a tendência é só piorar! Temos o pré-sal mas a gasolina não é pura e é muito cara! Não há incentivo algum para que o país passe a ser um fabricante nato de automóveis, por exemplo, já com tecnologia elétrica ou híbrida.

      Em pleno século XXI, ainda continuamos a colônia que exporta o açúcar e recebe em troca espelhos!!! DUREZA!!!!!!

      • Alex_JW

        kiko, bela aula.

        Lerei seus posts com mais calma para aprender um pouco.

        Sua visão faz todo o sentido.

        Ou seja, ficamos "independentes" mais ainda somos o "Brasil Colônia"…rs…

  • bittcorp

    Papel e internet aceita qualque coisa… como chegaram nesse índice de 9,56% ???
    é fato que a importação de autopeças aumentou muito, mas esses números não batem.

    • jogador

      To pensando nessa notícia e achei esquisito esse índice. Tá mais pra aterrorizar a opinião publica.

  • DiMais

    bom.. pra quem trabalha na indústria sabe bem qual é a melhor forma de aumentar os lucros sem repassar tudo para o preço final, afinal a tão comentada redução de custos é apenas para quem fabrica e não para quem compra..

  • Pedro Evandro

    "O presidente do Sindipeças se queixa, por sua vez, de custo da mão de obra. 'É 30% a 40% mais cara que em outros países', cita."

    Quando se fala em custo de mão de obra, muita gente pensa que se trata de salário. Mas na verdade se refere ao custo total para a empresa manter cada empregado, que é cerca de 100% do sálario dele. Ou estou enganado?

    • Alex_JW

      Exatamente.

      Se o sujeito tem o salário de 1.000 realhos, isso quer dizer que ele tem um custo para a empresa do DOBRO, ou seja, 2.000 reais.

      Os encargos trabalhistas são abissalmente absurdos, não fosse isso teríamos muito mais empregos no Brasil.

      Contratar e manter um empregado por aqui é muito, muito caro.

      E o retorno é zero (retorno do des-Governo, digo).

      • luidhi

        Duvido!

        Se sua teoria estivesse certa, não teríamos mão-de-obra informal no Brasil, mais da metade das pessoas que trabalham tem algum tipo de informalidade no trabalho.

        Se não fosse os sindicatos, teríamos condições indianas de trabalho, enquanto um trabalha em cima da bancada, outro dorme embaixo.

        Assim não quero, obrigado. Pode manter a carga tributária.

        • Alex_JW

          Desculpe, luidhi.

          Não é teoria, é FATO. Basta perguntar a qualque contador, advogado ou chefe de RH.

          Portanto não é a minha opinião ou teoria, repetindo, é um fato: o custo de um trabalhador formal para o seu empregador é o dobro de quanto ganha (o que paga de salário mais encargos).

          Não tenho nada contra os Sindicatos (ou melhor, quase nada), muitos deles são sérios e lutam pelos direitos dos seus representados, mas tem uns e outros aí que além de serem usados como trampolim político, ainda sentam com os Patrões à mesa em troca de benefícios para eles (dirigentes) e não estão nem aí para a categoria que representam.

          • só um exemplo para complementar sua resposta: Sindicato dos comerciarios de SP. Esses ai são verdadeiros FDP mesmo. Só pensam em ferrar o comerciario ao inves de ajuda-lo. Conversar com eles é o mesmo que não fazer nada (ou as vezes piorar).

            Um sindicato de respeito é o de Processamento de Dados (para TI). Esse sabe brigar e está processando justamente o governo para dar condições melhores para exigir um dissidio sobre a empresa. Ele briga constantemente e lhe atende mto bem.

            • Alex_JW

              Edson, e para complementar ainda seu post, outro dia um amigo meu, que é um Advogado que representa alguns "sindicados patronais" aqui no Rio, me chamou para um almoço, regadíssimo. Mas não entrou em detalhes.

              Foi numa churrascaria daqui, bem carinha. No final das contas descobri que estavam à mesa representantes de determinada classe trabalhista (sindicato) e os patrões, simplesmente comemorando um acordo que beneficiava os empresários e sentava o pau nos funcionários.

              É um retrato do Brasil.

  • LuisRenatoJoia

    O certo seria abaixar nossos impostos para as empresas estrangeiras produzir aqui no brasil!Logo, logo se as coisas continuar assim o brasil só vai exportar só soja.

  • Jacksonville

    ou seja: 60 % do valor do carro é marketing…o negocio é triste ! num tenho nem mais força pra reclamar. Absurdo atrás de absurdo…

  • ahsoliveira

    CAROS Colegas Leitores do NA estamos voltando no tempo mesmo em breve estaremos de volta a década de 1930 onde produziamos basicamente café.

  • jcesarcbr

    Nada disso me convence. Não creio que esse percentual seja verdadeiro, trata-se de mais um aglomerado de grandes empresas chorando para conseguir menores impostos e pagar menores salários sem repassar nada disso adiante. Querem é ganhar mais dinheiro.
    Enquanto isso as montadoras vivem também reclamando dos carros importados (que em sua maioria são importados por elas mesmas), enquanto so números mostram recordes na produção.
    A mim não me iludem, são um bando de empresas multinacionais que ganham fábula aqui com prçeços altíssimos e qualidade sofrível. Aposto que se dólar subir, os preços também subirão – por que alguns componentes ficarão mais caros, se baixar – "não temos escala para produzir só pro mercado interno".
    No Brasil é assim: se o dólar sobe, tem que subir o preço, se baixa tudo fica como está e passam a reclamar dos chineses.
    No mais não adianta, o que sabemos exportar mesmo é soja para alimentar as granjas chinesas, manga para os japoneses fazerem suco, carne para os russo comerem com vodka, minérios para os chineses produzirem tudo e empresáriso reclamões para nós cairmos no conto do vigário.

    • Caldeira

      Puxa cara, vc teve seu momento de desilusão e falou tudo certinho. Concordo 100% com seu desabafo. Coitados de nós que em algum momento nos sentimos tocados pela pobresa e boas intenções dos emprersários brasileiros.

  • Mjscaruaru

    A situação é séria, se o governo não fizer nada, tudo perdido pra industria brasileira em geral.

    • luidhi

      Se dependesse da choradeira, o Brasil já tinha entrado em colapso a pelo menos 40 anos atrás…

  • O_Corsario

    Essa realidade não está restrita aos automóveis.
    Em todos os ramos, está saindo mais em conta comprar pronto lá fora que fazer aqui.
    Isso acontece tanto pela alta competitividade de alguns países, mas principalmente pela baixa competitividade do Brasil, e isso vai muito, mas MUITO além dos impostos.
    A menos que se alivie carga tributária, se repense as leis trabalhistas e se racionalize a burocracia, enfrentaremos um colapso em breve. Porém, fazer isso praticamente equivale a "refundar" o Brasil…

  • CelKitem

    Industria brasileira esta indo pro buraco a um bom tempo. Custo Brasil existe sim com impostos altissimos em cascata, encargos trabalhistas, custo alto de energia, falta de estrutura com transporte caro que pouco usa ferrovias, burocracia pra todo lado, escolas ruins.

    Nem cafeteira compensa mais fabricar aqui.

    Enfim total falta de visao que so onera e taxa cada vez mais quem quer produzir algo nesse pais,

    • Caldeira

      Concordo que o país está num momento que precisa decidir qual rumo vai tomar de uma vez por todas. Não dá mais para empurrar com a barriga não. Agora tem que lembrar que a China está avacalhando com o mundo todo não só com o Brasil. Veja pelo lado bom, se decidirmos seguir no caminho certo a pressão chinese representará um vanço enorme no nosso país. Se não surgisse uma China ainda esatríamos no mesmo atraso de antes. Querendo ou não vamos crescer.

  • AutomotiveEngg

    Algumas considerações:

    1. Alguém já ouviu falar da teoria da "doença holandesa" ("dutch disease")?

    2. E constatar que ainda há quem defenda que o país não sofre processo acelerado de desindustrialização!

    3. Não se deve confundir os conceitos de "custo industrial" e de "preço de venda".
    Sistemas, componentes, matérias-primas, insumos e custo de processos fazem parte do custo de industrialização de
    um produto, e não de seu preço de venda, este por sua vez composto por custo industrial, margem de contribuição e
    impostos.

  • Mjscaruaru

    Cara você falou tudo, mas não entendi nada.

  • ChicoFCarvalho

    O texto está confuso e mistura vários conceitos. Quando diz que: "fornecimento de autopeças fabricadas no país não chega a equivaler a 10% do preço do carro…" Ora, o preço do carro tem cerca de 40% de impostos e, no mínimo uma margem de lucro de 20% (fabricante, distribuidor, revendedor), fora os custos de mão-de-obra e frete. Nada disso é "peça". O dado que falta informar é: qual é o percentual de peças importadas para a comparação?



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