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Carro blindado usado vale a pena? (veja 4 dicas)

Carro blindado usado vale a pena? (veja 4 dicas)

Sobretudo por conta da escassez de segurança pública em nosso País e, consequentemente, o aumento da violência por parte dos bandidos, sobretudo nos grandes centros, a busca dos motoristas por automóveis blindados está cada vez maior – segundo informações, o número de assassinatos no Brasil é superior ao de países que estão em guerra.


De acordo com dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a frota de carros blindados em circulação no País era de 388 veículos em 1995. Atualmente, este número é superior a 160 mil veículos, um crescimento bastante expressivo, superando países como Estados Unidos e México.

No entanto, não podemos negar que a blindagem não é algo de alcance de todos os consumidores. Trata-se de um procedimento caro, que normalmente tem preço inicial de cerca de R$ 40 mil dependendo do modelo e da proteção.

Ou seja, é praticamente o preço de um carro popular 0 km completo, por exemplo. Por outro lado, uma série de consumidores buscam por carros blindados no mercado de usados, que já apresentam a desvalorização normal de qualquer carro e, com isso, são ofertados a preços mais acessíveis.


Será mesmo que vale a pena adquirir um carro blindado usado no Brasil? Elencamos alguns pontos para responder esta questão. Confira:

Vale a pena comprar um carro blindado usado? Como escolher um modelo?

Vamos direto ao ponto e a resposta é: depende. Hoje em dia há uma série de modelos blindados mais velhos e com preços bastante baixos, por R$ 15 mil. Porém, dá para encontrar modelos mais novos como o Hyundai HB20 e o Fiat Linea com a proteção por menos de R$ 40 mil.

Ou seja, um preço bastante atrativo, sobretudo se formos considerar que esses carros em versões convencionais costumam ser oferecidos por um valor um pouco mais baixo que esse. Vale bastante a pena caso você consiga encontrar um automóvel blindado em perfeitas condições, para que você possa usufrui-lo como se fosse um modelo normal e, ao mesmo tempo, tenha a segurança necessária em determinadas situações.

Normalmente esses modelos são dotados do nível de blindagem III-A, que representa mais de 90% dos carros que saem das blindadoras. Essa blindagem é capaz de suportar tiros de qualquer arma de mão, inclusive uma pistola de calibre 9 mm ou um revólver .44 Magnum, por exemplo, garantindo que o motorista e os demais ocupantes consigam sair ilesos de qualquer assalto num trânsito.

Tal proteção acresce cerca de 150 kg ao peso final de um carro, uma quantia um tanto quanto insignificante para um sedã médio, mas o bastante para um popular 1.0 ou 1.4 sofrer um pouco mais nas acelerações.

Carro blindado usado vale a pena? (veja 4 dicas)

Ou seja, antes de comprar um carro blindado usado, você deve analisar o modelo. Dê preferência para carros mais potentes que possam ficar um tanto quanto “livres” do peso extra da blindagem.

Todavia, um dos principais quesitos a serem analisados é a procedência da empresa que promoveu a blindagem do carro. A dica é adquirir automóveis com proteção de blindadoras que ainda estão no mercado e com longos anos de “estrada”, para que você possa garantir suporte à proteção do veículo.

Além disso, o automóvel blindado deve certificar a proteção na documentação, emitida pelo Exército.

Você deve ficar atento ainda a alguns outros pontos, como as condições dos vidros (que não devem apresentar trincas e motores com mau funcionamento, já que os vidros blindados são mais pesados); o estado da suspensão, dos pneus (que contam com uma cinta metálica para que possam rodar mesmo furados) e das rodas, que podem ter vida útil menor por causa do peso extra.

Você deve checar ainda as condições dos parafusos instalados nas forrações de porta ou revestimentos de coluna (que devem estar posicionados de forma precisa, indicando uma boa instalação por parte da blindadora); o funcionamento dos comandos (que podem ter sido afetados no desmonte do carro para a instalação da proteção) e o alinhamento, abertura e fechamento das portas (que não podem apresentar folgas).

Inclua ainda na lista a verificação vidros contaminados por infiltração de impurezas e também o cheiro de umidade na cabine do carro, que pode afetar a durabilidade da aramida.

Carro blindado usado vale a pena? (veja 4 dicas)

Como manter um carro blindado?

Do mesmo modo que você terá maior proteção contra assaltos com o carro blindado, por exemplo, os custos com manutenção, seguro e combustível também serão maiores. Segundo especialistas, em caso de um acidente ou reparo, o conserto de um automóvel blindado é pelo menos 20% maior que um carro convencional.

Fora isso, não é qualquer oficina que consegue lidar com carro blindado – ou algumas podem até pegar o seu veículo, mas devolve-lo com danos na proteção.

Já o seguro também é mais caro devido à necessidade de garantia adicional da blindagem, com cobertura para danos como incêndio ou colisão que podem afetar a proteção. Vale a pena consultar a sua seguradora, fazendo uma cotação antes de concretizar a compra de um carro blindado para saber se o preço do seguro não ficará alto demais para o seu perfil.

O consumo de combustível elevado, por sua vez, está relacionado ao peso extra do carro. Porém, é algo relativo, visto que o aumento do gasto com combustível pode depender do modelo e da blindagem utilizada no veículo.

Carro blindado usado vale a pena? (veja 4 dicas)

Quais os carros blindados mais populares?

O mercado de blindados tem seus “queridinhos”. A lista inclui modelos como o Toyota Corolla (por conta de sua robustez, liquidez na revenda e o preço mais em conta levando em consideração uma comparação com os carros mais luxuosos); Honda Civic (que segue os mesmos critérios do Corolla); Hyundai Tucson (tem aparência discreta e preço baixo, apesar de contar com motorização fraca); Volkswagen Tiguan (motorização potente e boa liquidez) e Range Rover Evoque (alto refinamento a bordo, boa dose de equipamentos e motor potente).

Quais os tipos de blindagem disponíveis?

Há quatro níveis de proteção de blindagem.

O primeiro deles é o Nivel I (resistente a disparos de armas calibre 32 e 38); Nível II e II-A (resistentes a armas de calibre 9 mm e Magnum 357) e Nível III-A (a mais comum no mercado, com resistência quatro vezes maior que o Nível I, assegurando proteção contra armas Magnum 357, 9 mm (pistolas e submetralhadoras), espingardas calibre 12 e Magnum .44).

[Imagens: divulgação e AMAERJ]

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