Usado da semana

Carro da semana, opinião de dono: Chevrolet Corsa Sedan 2000

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Olá, tudo bem? Sou leitor do Notícias Automotivas faz um tempinho, e gosto muito da seção do Usado da Semana, em que o próprio leitor conquista um espaço pra falar do próprio carro, dando aos outros leitores uma noção de como é aquele carro que ele deseja (ou não) comprar no dia-a-dia, ou mesmo servindo como mais uma história sobre carros que muita gente (eu, por exemplo) gosta de ler.

Dito isso, venho hoje falar do carro que uso atualmente, desde que comecei a dirigir. Ao contrário de vários relatos daqui do NA, que citam carros novos e que ainda se encontram 0km na concessionária, trago aqui um mais velhinho, que, por pouco, não se encontra mais nas concessionárias (mas, se você ainda gostar muito do carro, dá pra comprar a versão “mais nova”, que, corrijam-me se eu estiver errado, ainda usa a mesma plataforma).

Histórico

A história de vida do Corsa Verde começa em um ensolarado dia no fim do ano 2000, quando minha mãe, procurando um carro bonito e barato e após vasta pesquisa mercadológica (GM não quebra, FIAT quebra, carro sem traseira é feio), chegou à única e óbvia conclusão de que queria um Corsa Sedan. Negociou ferrenhamente descontos, decidiu os itens a serem levados (tudo era opcional naquela época), e delegou a mim (na época com 8 anos de idade) o mais importante: a cor do carro. Escolhi obviamente a melhor, e o negócio foi concretizado.

A partir daí, minha mãe usou o carro com muita parcimônia, se aproveitando de suas poucas tarefas e de seu terrível medo de estradas. Com isso, o carro, em 11 anos, andou 55.000km, uma marca exemplar. Até aí tudo excelente; o problema foi ela, em um momento ruim da vida, ter se esquecido completamente da árdua tarefa de trocar o óleo do carro e, quando ele começou a dar problema, levar num mecânico mais ou menos pra fazer o serviço. Teve que retificar o cabeçote e trocar várias peças, uma dor de cabeça absurda para um carro tão “novo”. Logo na hora que eu estava tirando a carteira.

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Felizmente, passado o susto, o Corsa começou a ser usado por mim, em 2011 mesmo, para idas à faculdade, saídas, etc., de início só algumas vezes, aumentando gradativamente com o tempo até o início de 2012, quando minha mãe comprou outro carro pra ela e me deu esse, agora utilizado exclusivamente por mim. Nesse meio tempo, já com 11 anos de vida, até os 13 que tem hoje, que o Corsa começou a “se descobrir”.

Andava pelo menos 40 km por dia para minhas atividades estudantis, pegou muita estrada (não tinham contado pra ele antes o que era isso), e já coleciona hoje 85.000km e várias aventuras. Nesse meio tempo, trocou itens que se desgastam em um carro já dessa idade, como velas e amortecedores, mas nada absurdo. Troquei, além disso, o sistema de som, que estava com os cabos envelhecidos (não tocavam tão bem) e não tinha suporte para USB.

Já brigou muito nessa vida também. Bateu algumas vezes, apanhou de ser jogado na calçada, deu narigada no nariz de coleguinhas vindo na contramão, seja com minha mãe na condução antigamente, seja comigo. Felizmente nada que comprometesse nem o motor nem os ocupantes, só pequenos sustos. Todos, menos um, culpa de imprudentes alheios.

O futuro dele já está todo traçado. Vai andar comigo até completar os 14 anos e aí, saído do fundamental, vai encarar minha irmã (recém saída da carteira de motorista) por mais alguns anos. Nessa época vai passar por perrengues tipo arranhadas em poste de garagem, amassadinho de para-choque, muita falta de fôlego em subida, esse tipo de coisa, até os 18 anos, pelo menos. Aí, já carro criado, vai ser entregue para o mundo, provavelmente nos seus 130.000km.

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Problemas comuns

Nesse tempo que estou com o Corsa, fazendo manutenção preventiva e tudo mais, conversei com mecânicos sobre o carro para entender alguns problemas comuns a esperar com o tempo. Já ouvi falar muita coisa, e não sei se procedem ou são relacionadas ao ano/modelo em questão (já que muitas coisinhas mudam), mas de todo jeito compartilho aqui.

– O carro tende a “bater pino”, ou seja, fazer um barulhinho de tec-tec-tec, com o tempo. Acredito, no entanto, que isso aconteça muito mesmo no motor VHC, com o carro abastecido a gasolina. Mas não sei bem, então fica aí.

– Alguns já tiveram o problema de travar uma das rodas traseiras numa frenagem brusca, “saindo de traseira” com o carro. Fico feliz de nunca ter tido isso, nem sei direito como é.

– A marcha ré pode demorar alguns segundos a entrar e encaixar direitinho. Depende do humor do carro. Se você tiver xingado ele porque não conseguiu fazer uma ultrapassagem, ele vai se vingar mascando a marcha ré. Não é nada do tipo que te deixa na mão; é só soltar a embreagem, pisar de novo e engatar, que vai.

– Já ouvi muita gente falando que ele demora a dar a partida, ainda mais de manhã. Isso deve ser um problema de todos os carros, mas já relatei isso pra um entendido de carros e ele disse “Corsa tem isso mesmo”. Bom, eu não sou um entendido de carros.

– O carro faz barulho. Isso é fato. É barulho na porta, no capô, no banco, em qualquer lugar, em algum momento vai ter algum barulho. Isso é devido à crescente piora na qualidade do acabamento do carro (e, de novo, deve acontecer em tudo que é carro, mas o Corsa levou a fama). Tem o barulho nos amortecedores (que é uma buchazinha que gasta), barulho na frente do lado direito (que pode ser a bateria um pouco solta), barulho lá na frente (que pode ser algo meio solto batendo no para-choque), etc. Pelo menos, se o carro é bem cuidado, ele reserva o barulho apenas para os pisos bastante irregulares e quebra-molas, deixando os momentos de “calmaria” bastante… calmos.

– Falando em para-choque, se você bater, desista de alinhar 100%. Simplesmente não vai. Do lado esquerdo, entre o para-choque e o capô, e em volta dos faróis, as peças não se encontram muito bem. Mesmo com o carro original de fábrica, com o tempo, essas imperfeições vão aparecendo. Nada absurdo, mas já é um desalinhamento.

Tem muita coisa no Corsinha também que é “macete”, devido a inúmeras “falhas de projeto”. Assim como em vários (todos) outros carros. Se você tem um Corsa e ele der um problema, procure o defeito na internet. Muitas vezes (mais do que pensamos) o defeito é um fio dando mau contato, um parafuso ou uma borrachinha mal apertados, uma mangueira ficando velha. Não vai dar certo sempre, mas pode salvar uma grana.

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Itens de série

Esse aqui veio com o que minha mãe achou interessante e barato: desembaçador traseiro, cinto de segurança retrátil atrás, para-choque na cor do veículo (acho que pro Corsa na época já era de série), sistema de som já instalado, vidro elétrico dianteiro com one-touch e trava elétrica com levantamento de vidros quando trava.

O que ficou de fora? Coisas supérfluas. Ar condicionado, direção hidráulica, motor 1.6. Airbag e ABS não sei nem se era opcional. Câmbio automático é quase uma lenda, já ouvi falar em um ou dois espécimes, mas de todo jeito, se for perguntar mamãe, “é coisa de quem não sabe dirigir”. Paciência.

Dito isso, vamos à ficha técnica do Corsinha, pra saber a que realmente ele veio.

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Desempenho

O menino conta com um motor MPFI 1.0 de 60 pôneis garanhões prontos para o labor a apenas 6000 rpm, com um torque de incríveis 8,3 kgfm a 3000 rpm. Contando que o Corsa não é exatamente um carro muito leve, dá pra imaginar que, de fato, o motor não é um dos melhores.

A relação de marchas do câmbio é longa. Bem longa. E isso, obviamente, não ajuda na sensação de desempenho. Você está lá tranquilo andando na cidade, passa uma marcha, e de repente na hora de acelerar ele não vai. É, isso acontece absolutamente o tempo inteiro. O Corsa é menino criado pela avó, não aguenta essas coisas. Tem que ser no ritmo dele. Se quiser andar com um ritmo mais forte, tem que manter um giro mais alto, pisar mais fundo, reduzir a marcha, e aí, sim, na hora que aprender o jeito de dirigir, vai conseguir um desempenho considerável. Subida de segunda sem um impulso, então? Desiste.

Essa relação longa é boa em duas coisas. Primeiro que o consumo do carro, se você andar direitinho, diminui consideravelmente; mesmo com o carro do peso que é e com o motorzinho de cortador de grama que tem, dá pra andar sem dinheiro. Segundo que o carro não berra aos 100km/h, mesmo que precise de um esforço pra chegar nessa velocidade. Falando nisso, não faço a menor ideia de quanto tempo demora no 0 a 100.

chevrolet-corsa-sedan-2000-usado-semana (6)Provavelmente termino um miojo nesse intervalo.

Na cidade o desempenho do carro, como já notado, é pífio. Já na estrada… também. Dá pra dirigir bem tranquilo, a não ser, lógico, que você queira ultrapassar a barreira dos 110km/h. Já aviso: não faça isso. O carro é pouco estável, treme um pouco até em linha reta. Se passar um caminhão do lado, então, dá a impressão de que ele vai voar.

Ultrapassagem, então, chega a doer: colocar o carrinho na pista da esquerda pra passar do caminhão, ainda mais se tiver um ou mais passageiros, só em retas bem grandes, diminuindo pra terceira marcha, sabendo que não tem ninguém atrás pra passar por cima. Mas não é o fim do mundo. Dá pra viajar bem tranquilo com ele, e até que se segura nas curvas, dada a maciez da sua suspensão (sim, ela é bem macia, falando nisso).

Considerando, lógico, a velocidade segura que ele pode pegar nas retas, e a prudência inata de todos os motoristas. Ele aguenta algumas curvas a 80km/h naquelas serras de Petrópolis, por exemplo. Pegando as duas faixas, claro, mas aguenta sem cantar pneu (ou canta um pouquinho se for fechada, recomendo velocidade de 60km/h caso haja eventuais passageiros).

Mas o que é mais estranho disso tudo é que o carro consegue arrancar de segunda. Não acho que é saudável fazer, com certeza gasta mais a embreagem, mas ele faz, sem reclamar e ficar tremendo. Para um carro com o motor e relação de marchas que tem, é um feito.

Consumo

Dito tudo isso sobre o desempenho, dá pra imaginar o consumo. Ele bebe proporcionalmente ao pé do motorista. Com meu pé pesado, ele consome mais, fazendo média de 11 km/l na cidade e 14 km/l na estrada. Mas dá pra fazer direito, ser uma pessoa correta no trânsito e diminuir essa margem para 12 km/l na cidade e 16 km/l na estrada sem muito esforço além de o de se acostumar a dirigir um monge tibetano. Já ouvi falar de marcas melhores, principalmente na estrada, mas nunca fiz.

Conforto e acabamento

O conforto é uma bela atração do carro. Não é um primor, mas é bom ficar dentro dele, principalmente comparado aos concorrentes da época. Existe forração nas portas (coisa que muita gente não vê nos 0km faz tempo), é difícil achar lataria aparente em qualquer lugar do carro, tem um volante daqueles macios, que eu acho maravilhoso e que, como nem eu nem minha mãe usamos anel, continua novinho, espaço interno até interessante para quem tem menor entre-eixos do que um Gol 2014 e um porta-malas de 390 litros, o que, dado o tamanho do carro, é uma vitória. E, querendo ou não, você se sente bem no carro. Considerando a idade e o preço do Corsinha, ele é muito bem arrumado e acabado, até mesmo comparado com carros de hoje.

O painel é bem simples, de plástico duro. Até que é bem montado, mas vai fazendo umas folguinhas com o tempo. Os mostradores são basicamente um de gasolina (cuja luz de reserva não acende), um de temperatura (que oscila entre 90 e 95 graus o tempo inteiro e chega nos 100 se você ligar o ar do carro) e um de velocidade (que não sobe de jeito nenhum). Não tem conta giros.

A posição de dirigir do carro é ótima… para mim. Eu dirigi 30. 000 km com o carro, desde que tirei carteira, então é fácil para mim ficar confortável. Mas não tem essas firulas novas que tem nos carros de hoje em dia, como ajuste de altura do banco e do volante, e o volante é bem grande. Se for contar que o banco não “abraça” tanto assim o motorista, achar uma posição boa para dirigir, para quem é mais fresco, pode se tornar um problema. Eu mesmo, se entrar no carro e alguém tiver mexido no banco e/ou nos retrovisores, demora um tempinho até ficar confortável de novo. Viajar com o carro, então? O conforto acaba depois de um tempo.

Além disso, caso você tenha lido isso aqui, acreditado em mim, comprado um Corsa Verde e colocado mais de 110km/h nele, deve se perguntar: “Poxa, se a relação de marchas é tão longa, por que parece que tem uma siderúrgica funcionando embaixo do capô?” A resposta é simples: ruído interno. É bem alto, não perdoa. Em pisos irregulares (que é a hora que um ou outro barulhinho aparecem) fica ainda pior. Tenho o hábito de procurar o barulho até achar e corrigir, e isso ajuda muito, já recebi elogios pelo fato de o carro não “bater” nada. Mas a revolução industrial no capô continua. E você se lembra de que, afinal, não precisava mesmo de conta giros.

Segurança

O carro não é muito seguro, ainda mais sem airbags. Teria curiosidade de ver um do tipo nos crash tests de hoje.

Não, espera, dá pra ver sim:

Ou algo similar com um carro da época, com airbags:

Manutenção e mercado

Lembra daquela vez que você estava dirigindo seu Santana 1988 AP na estrada e ele de repente te deixou na mão, e você, calmamente, parou no acostamento, entrou pra dentro do mato e encontrou uma peça sobressalente que era justamente a que tinha estragado? Pois então, se tivesse procurado um pouco mais tinha achado uma do Corsa, também.

O custo de manutenção do Corsa é muito baixo. Se tratar direito, ele dura um bocado. A peça é barata, até porque o carro está aí faz tempo, com um motor utilizado faz um tempão em vários carros da linha. Lataria, então? Desde o século passado até 2010 ele continuou com exatamente as mesmas peças de carroceria. Se amassar uma porta é só ir na padaria e pedir uma nova. Vendem por quilo.

Essa confiabilidade e disponibilidade de peças, aliado ao conforto e ao design “bonitinho” (que, vamos ser imparciais e adultos aqui, dá vontade de abraçar), fazem com que o Corsa seja um carro procurado por aqueles que querem um carro barato. Ou seja, o valor de revenda dele é bem grande. Mercado é uma preocupação? Morre de medo de Renault Clio ou de Fiesta Tristonho? Vai de Corsa que tá tudo bem.

Conclusão

Eu gosto muito do meu carro. Sim, é verdade, acho que é a maior conclusão que tirei escrevendo esse texto. O carrinho é guerreiro, aguenta estrada, treme diante do perigo mas segue em frente e vai ficar na família até pelo menos seus 18 anos de vida caso nada de extraordinário aconteça. 18 anos é coisa demais pra muito carro por aí.

Agora sério… o carro é fraco, mesmo. E o consumo nem sempre ajuda, porque muita gente balanceia essa fraqueza com “habilidade no volante”. Mas se você não for de Corsa, vai de quê? Me chamem de clubista, mas não vejo Siena 2000 e afins batendo o Corsa em praticamente nenhum quesito.

Carros antigos costumavam ser fracos, mesmo, e esse é o preço por maior espaço interno, mesmo que esse espaço não seja tão grande assim hoje em dia, a não ser que vá ainda mais atrás no tempo, em direção aos carros quadrados, que faz tempo já bateram 20 anos de uso. Isso quando a vontade do motorista não é outra e tudo que ele quer é um pouco de conforto e um design “atual”. Para o preço e para a proposta, o carro é honesto, dá conta do recado, e já marcou a vida de muita gente.

Por Daniel Lage





  • VZS

    Belo texto, me fez dar muitas risadas! hahaha

    E, realmente, se comparado com seus concorrentes do início do século não sobra muita coisa boa mesmo. Iria de corsinha mas pegaria o bolinha. Porta-malas para mim só seria necessário pra caso queira sequestrar alguém.

    • SauloNardotto

      Vendi ano passado meu Corsa bolinha ano 2000 azul e posso dizer que para primeiro carro foi um carro muito honesto. Só vendi realmente porque faltava ar-condicionado e devido ao motor que já me incomodava demais rodando na estrada, tanto pelo barulho como pela falta de potência.
      O carrinho é econômico e tem manutenção barata.

  • fabritch

    Que bem conservado este carro! Na minha adolescência andei mto em Corsa Sedan e depois por um tempo no Prisma antigo. Tenho trauma com o pequeno espaço interno. Mas este carro é bom mesmo, é o carro que todo mundo da família já teve.

  • Heisenberg

    Minha esposa possuiu por três anos um Classic Life 2005 VHC que foi adquirido com 20 mil km e revendido com 43 mil km.
    O carro em si era bom, espaçoso no porta malas e confortável (ainda que meu Economy ganhe em maciez, mas peca em estabilidade).
    Durante esse tempo, sendo usado aqui na cidade e já ter feito três viagens em todo o tempo que esteve em nossas mãos. o carrinho sim é ruim de se fazer ultrapassagem na estrada. Não era nada econômico na cidade com o AC ligado, fazia em torno de 7,5km/L. O motor grilava na saída e em baixa rotação ao acelerar.
    Foi gasto uma boa grana com manutenção. Um jogo de quatro pneus, boia de combustível, troca da correia dentada e rolamento, uma bateria de 60A, motor da ventoinha do radiador, dois amortecedores dianteiros e buchas e retiragem das mossas de estacionamento. Enfim o corsinha nunca sofreu acidentes e sua pintura era 95% original, salvo o parachoque traseiro que já foi repintado.
    Ao todo, durante os 23 mil km que foram rodados em nossas mãos, os custos de manutenção somou mais de 2600 reais. Muito dinheiro gasto isentando o combustível e impostos.
    O corsinha ao ser posto a venda rapidamente foi vendido por conta do estado de conservação do carro que era impar. Todo final de semana dedico até 4 horas para cuidar das "máquinas" que possuímos. Um bom cuidado é um convite a revenda fácil.

    Hoje ela possui um Celta 2007-2008 o qual pertenceu a minha mãe. O carro foi adquirido com 12 mil quilômetros há 6 meses e hoje com 14550 km rodados só nos custeou a troca do óleo. Diferentemente do Corsinha, esse Celta pelo menos possui AC de fábrica e alarme e travas originais.

    • Chronosky

      Aprendi a dirigir em um Celta =P no inicio odiava aquele carro, depois de um tempo adorava odiar aquele carro até pegar intimidade com o bicho hehehehe ai passei a gostar, depois que peguei minha CNH passei pra um Gol 1.0 e senti falta da agilidade do celtinha :D acho que o unico que supera é o Ka mesmo… hj tenho um Novo Palio Sporting e ele é menos agil que o Gol… sinto saudades do Celtoso hehehehehe

    • MecanicoDigital

      Tem certeza que ele só tinha 20.000km? Pq as peças que foram trocadas normalmente sofrem desgaste com pelo menos o dobro deste km….

      • Castle_Bravo

        Ia dizer a mesma coisa, se a quilometragem está correta, o proprietário anterior judiou muito do Corsinha!

        Meu tio rodou com um Corsa Super 16v até os 110 mil, trocando apenas velas, óleo, filtros e correia dentada e obviamente pneus. O resto do carro estava inteiro, como novo. Esses carros não têm boa fama por acaso, eu hoje tenho um 2011 da segunda versão, perto de 60 mil km e também, fora um contratempo que tive com a ventoinha do radiador e uma lâmpada queimada, não gastei nada além da preventiva.

  • Bryan_1993

    Texto bem divertido, parabéns, e bem explicativo!

    Já tivemos um 2002 na família, só que n tinha direção hidráulica, e por isso n ficou mt tempo.

  • Tosca16

    Só pelo carro vão uns lhe criticar, eu conheço donos de Classic até mais antigos que o seu e são muito felizes… quem não tem condição de ter um carro melhor mantém o seu por muito tempo, aliás alguns corsas hoje vejo isso no imenso clube do Corsa do Brasil são verdadeiras relíquias pelo primor de conservação, outros pelos mimos e outros pela simples personalização … É um modelo que agradava sim na sua época, hoje está muito aquém do mercado .

  • CharlesAle

    Quando trabalhava em oficina de frota,fiz muita manutenção nestes corsas,troca de ´leo,troca de correia dentada,o carro é muito bom,nem tanto econômico,mas compensa com uma resistência incrível.Seu motor é muito resistente,mas não se dá bem com óleo muito viscoso(20w50)era comum ter de fazer descarbonização do bloco e TBI,que suja demais com os vapores do óleo.

    • Kenappe

      Limpeza de corpo da borboleta ou (TBi) so é feita devido a um canal que retorna os vapores do cárter para ser aspirado pela admissão. Antigamente esse canal era voltado para baixo e os gases eram expelidos direto no ar.

      Devido a novas normas de emissão de poluentes agora volte e meia a TBi esta melecada de óleo.

      Se tiver errado por favor alguém se habilita e explica da maneira correta.

  • FelipeLange

    Minha mãe também tem um Corsa Sedan 1.0, só que é a versão limitada Milenium. A minha opinião:

    Pontos fracos:

    – O motor vibra pra caramba, em baixas rotações até quando você está fora do carro você sente a vibração;
    – Ruído interno do motor ridículo acima de 3500 rpm. Isolamento acústico péssimo e acabamento mal-feito;
    – Motor fraquíssimo, em qualquer subidinha pede redução. Não sei como ainda fabricam carros desse peso com motor desse;
    – Falta iluminação no porta-malas, mas no porta-luvas por ironia tem;
    – Não tem conta-giros;
    – Posição de dirigir, o pé esquerdo fica mal-apoiado;
    – Bancos traseiros que deixam as coxas mal-apoiadas;

    Pontos fortes:

    – Manutenção em conta;
    – Facilidade de achar peças de reposição;
    – Visual harmonioso;
    – Cintos de três pontos traseiros com regulagem de altura;
    – Revestimento dos bancos de veludo em alta qualidade, inexistente em até médios de hoje em dia;

    Digo tudo isso porque sei do que estou falando. Convivo com ele todas as semanas. E sou obrigado a pegar estradas com o coitadinho.

    Por que estamos com ele? Porque na época da compra, não sabia que tinha opções melhores pelo mesmo preço, compramos ele usado.

    Por fim, que bom estar cuidando bem do seu carro. Mas o que houve com as calotas originais?

    Tem um lado positivo, perto do Mille que a minha mãe tinha, o Corsa com certeza tem mais segurança.

    • Heisenberg

      Esses motores VHC são muito ruidosos. Isso eu provo. Aqui em casa há dois modelos – Um Celta e um Palio. O motor do Palio comparado ao do Celta parece um motor de "Jaguar" na questão de ruído.

      • Edson Roberto

        Heisenberg, esses corsas não usam o motor VHC. Esse motor éo MPFI antes do aumento da taxa de compressão.

        • FelipeLange

          O Edson tem razão.

          • FelipeLange

            Outro ponto fraco:

            – Suspensão desconfortável e sem subchassi;

    • SauloNardotto

      O meu antigo Corsa Wind ano 2000 tinha iluminação no Porta Malas também, estranho o Milenium não ter…

  • Junoba

    Meu avô rodou 70.000km em três anos, com um Astra.

    O corsa está muito pouco rodado comparado a outros da época.

    • mvnascimento

      Pois é, meu Palio 99 tá com 187000!!! E o cara quer se livrar dele com 130…

    • Sephirot_

      Meu tio rodou 190.000km em cinco anos, com um EcoSport. Ele tá com o carro até hoje, e acho que o motor ainda aguenta muito mais. Fora alguns problemas decorrentes da alta quilometragem e que existiriam em qualquer carro, ele está muito bom.

      Uma coisa que não gosto nele é o ruído de rolagem das rodas muito alto, mas li que isso é típico da geração anterior do Eco.

  • FelipeLange

    "Coisas supérfluas. Ar condicionado, direção hidráulica, motor 1.6."

    Supérfluo, se você mora em um lugar frio e gosta de se exercitar dentro do carro. Ou porque gosta de sofrer.

    "A relação de marchas do câmbio é longa. Bem longa. E isso, obviamente, não ajuda na sensação de desempenho."

    Não sei se o da minha mãe é diferente, mas chegou a 120 Km/h, o carro já está em altas rotações e pedindo marcha. Marcha curta ou longa em excesso não são bons em um carro. O ideal é o câmbio 4+E, como utilizado no Focus por exemplo.

    • Edson Roberto

      Po… mas vc está em um 1.0 que realmente teve esse motor como foco de economia de combustivel. Valendo dizer inclusive dizer que eles eram economicos. O problema é que nessa epoca, pelo fdato dos cambios não serem curtos, não eram ageis e principalmente sempre tiveram o isolamento acustico ifnerior.

      Mas pegue os motores maiores e verá que há melhorias acusticas tbm.

      • FelipeLange

        Aproveitando, queria saber o melhor método para medir o consumo de combustível. Na cidade e estrada.

        • Edson Roberto

          Felipe, quando for complementar sua resposta, utilize a opção editar ao lado de Enviar Comentário, assim evitam-se posts desnecessários.

          Sobre dizer a medição de combustivel, geralmente o pessoal enche o tanque do carro e roda até a reserva e faz a conta de quantos quilometros rodou com a quantidade de combustivel que colocou. Isso só valeria se vc usar apenas na cidade ou apenas na estrada. Mas essa média é medida dessa forma.

          Há carros que possuem um computador de bordo que também podem gerar uma média bem proxima do real. O meu C3 é assim.

      • FelipeLange

        Mas o câmbio longo não deixa o carro com mau desempenho. É só uma sensação. A não ser que seja em excesso.

        • Edson Roberto

          Depende do motor e como o cambio foi escalonado. O J3 é um exemplo disso. Ele é péssimo em rotação baixa por conta de um cambio que é muito mais longo do que deveria. Na minha opinião, os melhores 1.0 que tinham o melhor cambio eram da safra entre 2001 e 2002.

          Eram longos sem serem desconfortaveis e tinham um desempenho muito bom. (antes dessa era de ganhar um cavalo para mostrar a outra marca a melhor potencia….ou o aumento da taxa de compressão com o encurtamento do cambio).

          Por isso fico feliz em ver os cambios alongados voltando mesmo em forma de "bluemotion" a exemplo da VW nesses modelos. Quem já dirigiu sabe que é muito mais agradavel além de não precisar ficar cambiando sem necessidade. Um carro que inclusive meu pai possui, é o Celta que eu odeio a trocação de marcha a todo momento. Isso dá um cansaço enorme para rodar no dia a dia no transito.

    • netovskifln

      O autor do texto foi irônico na afirmação, o texto é bem humorado.

      Eu senti mais falta foi de conta-giros.

      • FelipeLange

        Não manjo das ironias…

  • Alex_abade

    Aqui em casa também temos um Corsa desse só que 2005 (já renomeado para Classic). Alguns tópicos me chamaram atenção, são eles:
    "- O carro tende a “bater pino”, ou seja, fazer um barulhinho de tec-tec-tec, com o tempo." – Sim, ele bate pino (especialmente frio e com muito tempo sem funcionar) e não adianta fazer retifica no cabeçote, trocar comando de válvula, nem nada, ele vai bater pino. Alguns dias bate menos, outros você acha que o barulho se resolveu, mas tem dias que você acha que o motor vai pifar de tanto barulho.
    obs: Já ouvi dizer que trocar a gaiola do comando de válvula resolve isso, nunca fiz.

    "- Alguns já tiveram o problema de travar uma das rodas traseiras numa frenagem brusca," – Já passei por isso… não foi divertido.

    "- A marcha ré pode demorar alguns segundos a entrar e encaixar direitinho. Depende do humor do carro. Se você tiver xingado ele porque não conseguiu fazer uma ultrapassagem, ele vai se vingar mascando a marcha ré. Não é nada do tipo que te deixa na mão; é só soltar a embreagem, pisar de novo e engatar, que vai." – Isso já é característica da GM, parece que até o Onix tem essa frescura (só ouvi falar).

    No geral concordo com você, carrinho "bom", o daqui de casa está com 194 mil KM e até que tá aguentando bem.
    Quanto ao relato, você está de parabéns. Muito bem escrito, deu pra dar umas risadas e passou, de certa forma, o sentimento que você parece ter pelo carro.

  • Alexsandro0712

    Uns dos textos mais legais no "carro da semana" parabéns.

  • Diego27BMW

    Tenho um Corsa Wagon 01, engraçado.. com algumas diferenças mas as qualidades são as mesmas.

  • Diogo182gt

    Muito legal o texto. Saudade do meu Wind 97. Fiz várias viagens com ele, sempre a 120 km/h e não tinha essa sensação de instabilidade. Mas não sei o fato de ter sido meu primeiro carro eu gostava tanto, assim como o leitor, ou se o carro é tão apaixonante mesmo.. hehe.. dá vontade de abraçar foi ótima.. rs

    • Janduir

      Já viajei com um amigo de SP pra Buzios num 1.0 Mpfi Hatch com 4 pessoas, andando de boa fez 18km/l, até achei que o ponteiro estava com defeito… era bem fraco, mas muito economico…

      • Diogo182gt

        bom.. realmente era bem fraco, mas comparado aos 1.0 da época o MPFI foi uma revolução. O hatch era bem econico, eu fazia uns 17km/l na estrada.

        • SauloNardotto

          Também achava esse motor MPFI econômico. E assim como você, já fiz várias viagens no meu Wind 2000 a mais de 120 Km/h na maior parte do tempo e estabilidade ele tinha sim, só faltava motor.

  • jonasperola

    Eu compraria na minha opinião 1.6 completo é um bom carro.

    • CyborgPilot

      O Corsa 1.6 anda muito, quem tem sabe que o torque pro peso dele até sobra (13 kgfm).

      • FelipeLange

        Olha, se eu tivesse no lugar da minha mãe, teria me arrependido. O pior é que pelo mesmo preço, achava alguns Corsa GLS com o motorzinho 1.6 16V, com vidros elétricos nas 4 portas, travas elétricas, direção assistida e ar condicionado. Deve ter um desempenho show de bola

    • jonasperola

      Não é dificil encontrar um Corsa 1.6 em perfeitas condições e com excelente custo beneficio, perante ao Prisma (antigo).
      O Corsa tem um excelente custo-beneficio, outro que tenho interesse é o Fiesta Sedan 1.6 tambem esses dois me despertam interesse.

  • Leandro1978

    Tive um, exatamente do mesmo ano, porém prata e com direção (sem ar). Fiquei cinco anos com ele e rodei pouco menos de 40 mil km (rodava mais na cidade). Gostava do carrinho. Achava-o meio gastão, mas talvez fosse influência do anterior, um Ka com motor Endura, que era bastante econômico. Na estrada, realmente, até 100 km/h era silencioso, mas a 120 o motor urrava como se pedisse mais marcha. Um aspecto que não gostava era o acabamento, pois a minha mãe teve um Wind 95 e era gritante como a qualidade do tecido usado nos bancos havia caído em cinco anos. Foi um carro que gostei de ter tido (como todos os demais), mas hoje é anacrônico ainda ser fabricado.

    • jonasperola

      O Corsa foi um bom carro o que houve que a GM não quis tornar o Corsa batizado de Classic, um carro interessante e foi perdendo em acabamento e equipamentos, desing, foi tipo naquela se pegar pegou, o mais anacrônico é o preço, não gostei daquela frente e da traseira e o acabamento é bastante porco sem falar no painel. O mais dificil é como vende aos montes.
      É mais facil comprar um completo 1.6 em perfeitas condições do que perder dinheiro.

  • CristianoCPB

    Esse corsa era bom, confortável, bom acabamento para a categoria.
    Meu irmão tem um Classic 2009, e a diferença para os abaixo de 2005("CORSA") é muito grande, o carro é duro, barulhento, só anda bem em alta rpm, o acabamento é bem pior do que estes antigos.
    Quanto ao cambio, isto é comum, tenho um focus que é 4+E, como disse o Felipe, o carro na 5º marcha, não anda, simplesmente não sai do lugar mesmo com o pé no fundo, quase provoquei um acidente na minha primeira viagem com ele, não passava dos 120km/h, já reduzindo para a 4º ele vai aos 180Km/h fácil, é justamente para economia na estrada, tem que reduzir sim.
    Ótimo texto! Bem humorado e sincero.

    • jonasperola

      Que estranho meu tio tinha um focus sedan 1.6 ano 2008 que inumeras vezes já deu 160 km/h em 5ª marcha e com AC ligado e o velho guerreiro zetec não negava fogo, saudades daquele focus.

      • CristianoCPB

        Comigo aconteceu isso, o meu na 5º a 100Km/h, fica pelos 2200rpm, não tem força alguma, tenho que chegar aos 120Km/h na 4º, depois do embalo passo a 5º.
        Ele chega a 180Km/h na 5º também, mas demora mais que o dobro do tempo em comparação se estivesse em 4º.
        Nunca passei de 180km/h por cagaço(e também a minha esposa quase teve um treco), mas o carro em momento algum deu sinal de perigo, cheguei a largar o volante e ele nem se mexeu, nem ficou "flutuando". Só queria saber o máximo do carro, mas não tive coragem, acho que ele ainda vence essa marca dos 180Km/h mole…
        Também com o ar ligado, Zetec 1.6, Só Gasolina 2007.

  • Acelerando

    O Corsa é a prova que a indústria automobilística é dinâmica, sempre mudando mas nem sempre evoluindo.

  • Thiago_NCO

    Ri muito! Um dos melhores relatos já publicados no NA! Parabéns!

  • CyborgPilot

    Tenho um Classic 2003 há quase 4 anos e discordo e concordo com muitos pontos destacados por vc. Sobre o desalinhamento do para choque que aparece depois de alguma encostada e quase nunca se consegue alinhar de novo é verdade, mas discordo sobre o que vc disse que com o tempo o painel vai se afrouxando e que aparecem vários barulhos internos no carro. No meu não apareceu barulho interno nenhum e nem em um outro Corsa que a minha irmã tem. O resto não posso comparar, pois o motor e o cãmbio do meu são diferentes. No caso o meu é 1.6 8V cãmbio automático com 92 cv e 13 kgfm de torque, números que o deixam muito mais esperto. Discordo também que Corsa automático é raridade, pois eu mesmo já vi vários aqui na região onde moro e também sempre vejo anúncios de venda na internet e classificados de jornais.

  • Caldeira

    Ótimo relato do dono, texto muito prazeroso de ler, um dos melhores, hehehe

  • alexhmoraes

    Posso dizer que é um dos melhores carros 1.0 já fabricados no Brasil. Tem seus defeitos, tem, mas no conjunto ele sai melhor que a concorrência!
    Eu sou suspeito pois tive 5 Corsas.

  • Ubaldir

    Texto delicioso. Parabéns ao escriba.
    Minha esposa teve um Corsinha Millenium da mesma safra desse do texto (ano 2000), só que era hatch e cor cinza chumbo. Ela adorava o carrinho, até hoje ainda fala dele. Eu, particularmente, nunca dirigi um carro mais "fraco" de motor que aquele (talvez o Gol 1000 de primeira geração passasse selação semelhante). E o dela ainda tinha ar condicionado. E o pior é que o danado era "inteligente": desligava sozinho sempre que você pisava fundo no acelerador. A sensação era a de se estar guiando um carro com defeito, tipo velas sujas ou bicos de injeção entupidos: você pisava fundo ao sair do sinal, ele saía quase se arrastando, quando de repente o ar desligava sozinho e você sentia um tranco no bicho, quase como se você tivesse apertado um botão de KERS. Assim você começava a ganhar alguma velocidade e começava a se animar e relaxar o pé direito, e lá vinha o ar "inteligente" de novo, dessa vez ligando sozinho. A sensação era de que tinham amarrado uma carretinha atrás do carro. O único jeito era afundar o pé de novo, e o que acontecia? Ar desligado e tranco pra frente… kkkkk. E assim você ia, de tranco em tranco. O melhor mesmo era não usar o ar.
    Lendo o texto, acredito que muitos dos problemas que o escriba relatou são particulares do modelo dele, em especial por conta dos acidentes que não foram detalhados no texto. O da minha esposa ficou com a gente até os 85 mil quilômetros rodados (atingidos em 6 anos de uso), e foi passado pra frente impecável, sem ruídos internos ou externos, a não ser o da danada da pinça de freio GM, que em pisos irregulares teimava em causar uma batida metálica, algo que me parece que sobrevive até hoje no Cruze. Os problemas mecânicos foram mínimos no carrinho. Só manutenção de rotina mesmo. A única coisa que troquei nele pra vendê-lo com ares de zero km foi a capa de couro da manopla do câmbio. de resto não havia um detalhe sequer que desmerecesse o danadinho. No frigir dos ovos, foi um grande companheiro para minha esposa.

  • LeandroBalmant

    Meu vô teve um idêntico a esse, mas tinha trava, direção e alarme. Vendeu e comprou um Ka 2010 0 km completo que se arrepende até hoje de pagar 510 reais por mês.
    Ele amava o carro, mas tinha uns probleminhas, como entrar água na porta traseira que ninguém conseguiu resolver e o estofamento da porta que furou com o cotovelo dele (que parece uma faca).

  • daviddiniz

    Meu primeiro carro foi um Classic VHC Flex Zero km que foi comprado em 2006 e pedi que tivesse Ar Condicionado(de fábrica) e Direção Hidráulica(essa colocada na concessionária já que era o LIFE).É um ótimo carro o corsinha. Hoje eu tenho um Logan 1.6 2011 e que só me dá alegria também.

  • Mathw12

    Eu tenho um bolinha 2 portas ano 2000 também. Está com 210 mil quilômetros originais e funciona redondo. O meu nunca teve problema de grilar o motor, em qualquer que seja a situação. Pro hatchback, o motor não é tão fraco assim, sobretudo em relação a um Celta. O que muda mesmo é a relação de marchas do câmbio, que são razoavelmente espaçadas entre si para um motor de 1 litro; ele não anda esgoelado o tempo todo como os modelos mais recentes, mas demora mais a encher. Na pista não passa dos 150 km/h (no ponteiro). Se for num aclive então, não passa dos 110~120 km/h.

    • SauloNardotto

      Tinha um exatamente igual ao seu… bolinha 2 portas 2000 e estava chegando nos 200 mil km quando o vendi em agosto do ano passado. Se tem uma coisa que sempre funcionou redondo nele foi o motor…

      Ah, e também não passava de 150 km/h kkkkkkk

  • FelipeLange

    Motorzinho 1.6 16V, 14,8 kgfm de torque, 100 cv, distribuídos em apenas 983 Kg… Esse é o Corsa GLS…

    Se não fosse a falta dos airbags, comprava com certeza…

    <img src="http://bestcars.uol.com.br/carros/gm/2001/corsa-sedan-gls.jpg"&gt;

    • Marciomaster

      Eu tive um GLS 1.6 16v 1998, completo com AB2, são 102cv, médias de 11km\l na cidade e 14Km|L na estrada, rodei 130mil KM e nunca me incomodou. Recentemente (dois anos atras) troquei o corsa da minha esposa, um 1.0 ano 2000 pelado com mais de 200mil por um clio 16v completo, se arrependimento matasse….

  • Rajeneesh

    Parabéns!!! Pelo artigo e por utilizar o veículo por tão longo tempo.

  • Bruno Alves

    Muito engraçado o jeito que você escreveu. Adorei o relato.

    Mas sobre o carro, tá ai um carro que eu nunca teria. Só de pensar em não conseguir ultrapassar nem um caminhão, já me dá arrepios.

  • Peraldiano

    Um carrinho decente e dentro da sua proposta de ser barato e confiável.Andei vários anos em vários da empresa (como passageiro) e fui testemunha do sofrimento dos motoristas para fazer a latinha "andar" nas ladeiras e subidas de rampa,mas tudo bem.Era econômico,peça barata e ainda rendeu verba na hora do leilão. Mas nem de graça eu queria ter um…

  • silasrana

    Texto muito bom. Muito bem escrito! Parabéns pelo carro!

  • Anderson_sp

    Meu pai teve um "Millenium" prata 2001 se não me engano, o carrinho era bom (dentro das suas limitações) e nunca deu nenhum problema nos 3 anos que ficou com ele.

  • xjujuperesx

    "Provavelmente termino um miojo nesse intervalo." quase tive um convulsão de risos hahahahahahhahahaahahahahahahahhaha, muito bom!

  • Diogo182gt

    O mais engraçado é que o desenho do Corsa foi inspirado no Urso Panda buscando atingir o publico femino, mas caiu também nas graças dos marmanjos. Bom, eu sou fissurado nos animais, quando fiquei sabendo disso, mesmo q não seja muito másculo, não me senti nenhum um pouco mal com a idéia.

  • mjprio

    Muito legal o seu texto. Divertido. Mas já nas primeiras frases eu constato aquilo que sempre defendi: MULHER NÃO SABE CUIDAR DE CARRO!!! Veja que elas esquecem do óleo, "comem a embreagem" não fazem alinhamento , balanceamento, etc.. Certa vez minha mulher perguntou porque eu levava o carro na oficina "toda hora" aí eu falei pra ela que diferente do que ela pensa carro não é so pra botar gasolina e andar!!! Tem que cuidar. Já na minha família, eu comprei meu Fiesta Sedan na mesma época do Fox da minha irmã(AGO 2012) Meu carro hoje tem 15mil km e onde paro todos ficam loucos com o estado de conservação e já ficam fazendo proposta pra comprar. Já o da minha irmã, bem, fora as 4 batidas bobas até , está com 8 mil km e ela sequer fez alguma revisão nestes quase dois anos. Peguei o carro tempo atrás e motor tá rateando, não trocou o óleo, todo desalinhado e óbvio documentos vencidos. Aí eu sou que sou obrigado a pagar mais seguro ne…

    • Louis

      Acrescente aí que mulher passa direto em lombada. Sobre o óleo, uma amiga minha estava com 30 mil km sem trocar o óleo kkkkk

    • Castle_Bravo

      Bem por aí, mas hoje não pode falar isso que é pedir pra ser chamado de "machista" e ser visto com cara-feia por todos.

      O que acontece ao meu ver, é que as mulheres não tem a cultura automobilística que nós temos e é importante para a vida adulta.

      Nós quando moleques, brincamos com carrinhos de brinquedo, dirigimos no colo de nossos pais, brincamos de dirigir com o carro parado, tiramos o carro da garagem, jogamos videogames de corrida. As mulheres não têm essa base, por isso quando aprendem a dirigir, já maiores de idade, é tudo novo, "alienígena" pra elas. Pra piorar, muitas frustradas (aí pode-se incluir alguns homens também) ainda viram ativistas de transporte coletivo e vêm bostejar na internet considerando os motoristas inimigos da sociedade.

      Não sou pai ainda, mas se um dia tiver uma filha, certamente tentarei apresenta-la à cultura automotiva o mais cedo possível.

    • SilenceBass

      Pois é… meu carro foi de mulher, sou 2o. dono dele, porém, ao olhar o manual, vi que umas trocas de óleo foram seguindo a quilometragem e não o tempo… vai saber quantos "anos" ficou o óleo lá… =/

      hoje, troco rigorosamente após 6 meses… que é o básico do básico… fora outras coisas "básicas".

  • douglasrecruta

    Tivemos um classic aqui em casa, nos atendeu muito bem e no momento certo. Hoje, eu não compraria outro. Pra ser sincero, só li metade do relato, pois achei estranho comparar o carro com uma pessoa, e quanto aos barulhos, me parece ser coisas simples, que podem ser solucionados com carinho ( cuidado, zelo ) . E não acho ar condicionado e direção hidráulica, elétrica luxos… Mas é um bom carro.

    • Hoje nao, mas na epoca sim.
      A forma como ele escreveu é normal pra quem é apaixonado por carros

  • Guidope

    Conselho pra acabar de vez com o problema de arranhar a marcha ao engatar a ré nos carros da GM (serve pra qualquer outro carro também): pise na embreagem, coloque uma marcha qualquer que não seja a ré (eu evito a 1ª marcha pq ela é mais dura que as outras) em seguida, sem tirar o pé da embreagem, coloque a ré!
    Resumindo: embreagem, engate a 2ª marcha (por exemplo) e sem tirar o pé bote a ré.

    Duvido a marcha arranhar mais alguma vez! Pode testar!

    • SilenceBass

      Ou então, (básico), pisa na embreagem e depois no freio, só nisso dá alguns segundos e engata a ré… não arranha nem a pau também.

      • Guidope

        A desvantagem é que se perde muito mais tempo pra fazer como vc falou e se não demorar o tempo necessário a marcha vai arranhar.
        Desse jeito que eu falei vc gasta 1 segundo se for Rápido na mão

  • Landrutt

    Um bom carro. Minha irmã teve um hatch GLS 1.6 00 de 2000 a 2002, com AB2 e ABS, o acabamento era primoroso. O único "defeito" era a facilidade de entortar o arco das portas dianteiras, os vagabundos entortavam colocando o joelho na porta e usando um pé-de-cabra para roubar o som. Depois da segunda vez em menos de um ano que minha irmã teve esse prejuízo ela resolveu vender o carro e pegar um Xsara.

  • Louis

    Tive um Corsa igual a este, mas era 1999, comprei com 25 mil km e vendi com 120 mil km. Carrinho guerreiro, não dava problema, fiz muitas viagens com carro carregado e 5 pessoas, mesmo com motor fraco.

  • Castle_Bravo

    Já tivemos vários carros na família da GM e posso dizer sobre o pegar de manhã. Não tem lógica! às vezes ao bater o arranque eles pegam de primeira, outras vezes demoooora, mas sempre pega, e não tem relação com a temperatura, ou com o combustível usado, em dias bem frios (perto de zero grau) já bati o arranque de manhã com gasolina no tanque, e ele pegou instantaneamente, bem como em verões ou dias quentes já "apanhou" pra pegar.

    Sobre os VHCs "baterem pino", é normal em carros de alta-compressão (quase todos hoje). Volta e meia em baixíssimas rotações, usando gasolina velha ou com pouco etanol (baixa resistência) eles terem esse comportamento. Evite baixar muito as rotações ao dirigir, passe a marcha no tempo certo e "pise" um pouco mais. Isso praticamente acaba com os grilos, apenas claro, se a gasolina que estiveres usando seja muito velha, ou adulterada, ou ainda o motor estiver carbonizado.

    Sobre a ré, é também normal na marca. Experimente engatar a ré alguns segundos depois do carro parar, não imediatamente ou com o carro ainda rodando. Se não me engano, no manual fala em cinco segundos após parar (!!!) mas não precisa esperar tudo isso.

    Pelo relato de "tremer" em velocidade mais alta, teu carro está com as rodas desbalanceadas. Passe numa borracharia, calibre os pneus, alinhe a suspensão e bote os chumbinhos pra resolver. ;)

  • jonasperola

    Qual dos dois tem o pior desempenho o Corsa Sedan ou Fiesta Sedan ambos 1.0??

  • suguii

    O Corsinha é um típico carro simples, mas honesto. Meu primeiro carro foi um Corsa "bolinha" MPFI 1.0 vinho pelado de tudo e fiquei com ele por 1 ano até que troquei pelo sedan cor prata com a mesma configuração porque eu precisava de um porta malas maior, eu usava o carro tanto pra trabalho quanto pra passeio. Fiquei com ele por 4 anos e nunca me deixou na mão, as únicas coisas que troquei foi óleo e pneu. Evidentemente eu sabia das limitações, na estrada nunca passava de 110 km/h, mas na cidade já consegui deixar outros 1.0 pra trás (Fiesta, Uno, Gol…). Pode ser um carro fraco, manco, sem segurança e o raio que o parta, mas fiz boas lembranças com ele… já levei muitos amigos, colegas de facu pras baladas e praias, conheci minha namorada (hoje esposa), ganhei um bom dinheiro trabalhando com ele…hj eu tenho um New New Fit, mas as vezes eu fico olhando sites de lojas de carros e fico namorando um….

  • Excelente texto, divertido e honesto
    Aqui ja tivemos um corsa hatch 1.6 4 portas… como andava bem… saudade, carro excelente, como voce descreveu.. e na epoca foi revolucionario

  • Marco_Aurelio

    Gosto muito desse carrinho. Já tive um Classic Life 2007 e fiquei com ele 8 meses. Antes tinha um Siena 1.0 16V completo. Achava o Corsinha melhor de retomada e de subida do que o motor multiválvulas da Fiat, muito embora em matéria de conforto, o Siena dava uma lavada. Vendi o bichinho e peguei um Siena 1.8 da minha irmã, isso em setembro de 2007, que na época estava com 36 mil km rodados e 4 anos de uso. Hoje, ainda com o carro, já estou com quase 113 mil km rodados, e de despesa, só uma revisão anual e troca de óleo, mais nada. Pena que hoje em dia os Classic não chegam nem perto do que eram os antigos Corsa, principalmente no quesito SUSPENSÃO, que piorou muito. Gostava muito também do antigo CORSA 4 PORTAS, mais até que o modelo reestilizado. Esse bichinho vai deixar saudades…

  • priscila

    parece carro de pooodle



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