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Carro da semana, opinião de dono: Honda CR-V 2005

Carro da semana, opinião de dono: Honda CR-V 2005

Fala pessoal! Meu nome é César Mora, tenho 27 anos e moro em São Bernardo do Campo/SP. Por ter nascido e crescido no berço da indústria automobilística brasileira, sempre fui apaixonado por carros e automobilismo, até chegar ao carro que irei relatar, uma Honda CR-V RVSI 2.0 16v 4×4 2005, tive diversos carros de propostas e segmentos diferentes, além de novos e usados, para entenderem o que tenho como referência, listo em ordem cronológica: Ford Escort CHT 1.6 LX álcool 89, Chevrolet Chevette SL/E 1.6 89, Celta Life 1.0 2007, Nissan Sentra S 2.0 16v Mec 2008, Hyundai i30 2.0 16v Aut. 2011, Megane Grand Tour Dynamic 1.6 16v 2008, Nissan March 1.0S 2013 e por ultimo a CR-V.


A Escolha

Estou com ela (a Giovanna, sim ela tem nome como todos tiveram, valendo a pena destacar o Denzel Washington – Sentra Preto, e o Gohan – March branco) faz 1 ano e meio, devido o costume com carros médios nos últimos anos, e por ser o único carro de casa, o simpático March não estava me satisfazendo e resolvi buscar um substituto que tivesse maior espaço interno e acabamento menos espartano.

Procurei muito outro Sentra, pois o carro havia deixado saudade (me arrependo até hoje por ter trocado ele pelo i30) mas quando encontrava o preço para fazer uma troca chave x chave, o carro não estava bom, quando encontrava o carro, o preço fugia do orçamento, ampliei minhas buscas e encontrei nessa geração pouco vista nas ruas da CR-V o carro ideal: tranquilidade mecânica, acabamento sem luxos, mas de muita qualidade, espaço de sobra e um item de conveniência que aprecio demais, o teto-solar elétrico.


Carro da semana, opinião de dono: Honda CR-V 2005

O Carro

Vinda de uma época em que era importada diretamente do Japão e em versão única de acabamento (Equivalente a EXL mexicana), a segunda geração da CR-V foi importada em pequenos volumes devido o alto preço (R$ 115.000,00 que corrigidos pelo IPC hoje estariam em torno de R$ 190.000,00) entre 2002 e 2006, tendo passado por um facelift em 2005 onde ganhou faróis de dupla parábola, rodas de liga leve aro 16, CD changer para 6 discos e novo painel baseado no Accord contemporâneo.

Completa para a época, ela possui além dos básicos Ar condicionado, Direção hidráulica e trio elétrico, conta com ABS+EBD, Air Bag duplo, faróis de neblina, piloto automático, comandos de som no volante, as já citadas rodas aro 16 e tração 4×4 on demand.

Por ser um carro destinado ao perfil familiar, a CR-V possui amplo espaço interno permitindo viagens longas com conforto mesmo para 5 adultos, espaçoso porta-malas e um arranjo interno que permite algumas configurações dos bancos traseiros (repartidos, rebatíveis e inclináveis) e também ótimo espaço dianteiro com a alavanca de câmbio no painel, bem como a do freio de mão, liberando espaço entre os bancos para uma mesinha retrátil.

O truque mais interessante desse engenhoso SUV japonês é que por possuir o estepe fixado na tampa traseira, o porta-malas detém um espaçoso fundo falso, ideal para acomodar itens pequenos sem que balancem muito (também temos práticas alças para sacolas nas laterais do porta-malas) a tampa do fundo falso tem pernas e se transforma em uma prática mesa de lazer!
Resumindo, um ótimo pacote para um carro com 10 anos e que de tabela valia R$ 35.000,00, porém consegui negociar chave x chave sendo que meu March valia de tabela pouco mais de R$ 29.000,00.

Carro da semana, opinião de dono: Honda CR-V 2005

O Desempenho

Dotada do mesmo motor K20A do Civic SI nacional, a CR-V possui ajuste que privilegia o torque, desenvolvendo 150 cv e desempenho a contento. Sem pretensões esportivas, ela anda muito igual ao Kia Sportage 2.0 2008 que meu irmão possui, porém tendo bem mais “chão”, não que seja um Focus fazendo curvas, mas tem muito mais estabilidade e “balança” bem menos que a dupla coreana Tucson/Sportage. O câmbio de quatro marchas desenvolvido pela própria Honda possui escalonamento perfeito, sem trancos, indecisões e aproveitando as benesses do I-VTEC, deixando o motor girar até próximo dos 7.000 RPM para corte quando utilizando o Kick-Down, a caixa ainda possui o sistema Grade Logic que monitora a angulação e em descidas aciona o freio-motor, economizando combustível e freios.

A tração 4×4 permite alguma diversão em estradas de terra e areia, não podemos esperar um desempenho Offroad de Troller, mas ela aciona a tração integral de forma suave e imperceptível aos leigos, os pneus Scorpion de uso misto são mais barulhentos que os Kumho mais voltados ao asfalto que já utilizei, nesse ponto depende da necessidade de cada um.

Carro da semana, opinião de dono: Honda CR-V 2005

O Convívio

Até aqui mais apresentei o carro do que falei sobre o dia-a-dia, pois acredito que muitos não tenham proximidade com essa geração, que é bem diferente da terceira que começou a vir do México e com outro perfil.

Perto dessa onda de carros cada vez mais altos, a CR-V não parece tão grande assim, tendo em altura o mesmo que a recém-lançada HR-V, sua agilidade é muito parecida com a de um Corolla no transito, mas não instiga a acelerar forte todo momento. O consumo fica levemente acima da média de suas concorrentes, fazendo entre 7,3 e 7,5km/l na cidade e por volta de 11.5 km/l na estrada, sempre com gasolina.

O desempenho como falei anteriormente não decepciona, tendo em mente a proposta do carro, obviamente o Sentra 2.0 mec. Era muito mais forte, rápido e divertido, mas comprei consciente de que não poderia ter tudo em um carro só nesse valor, na estrada é agradável, o isolamento acústico é bom, e ela entra bem nas curvas de raio curto e médio.

Mesmo com 10 anos e 143.000 km tudo funciona perfeitamente, como novo, sem barulhos ou desgastes, os botões e painel são de plástico simples, porém de boa aparência e muito resistentes, como é de praxe em carros japoneses, o painel com iluminação permanente (reduzindo a intensidade quando ligamos o farol) é muito bonito, tanto na escolha das cores quanto no grafismo. Os bancos em couro legítimo chamam a atenção pela qualidade sem ranhuras ou quebras por ressecamento, melhor que muito carro Premium com a mesma idade que já andei.

A manutenção até então nestes 25.000 km que andei com ela foi apenas o trivial: óleo, filtros e pastilhas. Como o carro possuía histórico de manutenção em concessionárias até a última revisão feita antes da venda, o funcionamento é perfeito e a saúde do motor que não baixa nenhum dos seus fluídos, indica que pode rodar muitos milhares de quilômetros desta forma.

Carro da semana, opinião de dono: Honda CR-V 2005

Conclusão

Existem muitos carros bons em nosso mercado hoje em dia, e obviamente, depois de um tempo, o cuidado com a manutenção vale até mais do que a qualidade de produção do carro, mas não tem como negar que de fato a boa fama de Honda e Toyota se confirma neste caso, acredito que com um Pós-venda ineficiente, dificilmente o carro chegaria neste estado após 10 anos e 140.000km.

Obviamente por ser um carro com pouca oferta no mercado, é preciso um pouco mais de atenção para encontrar peças, caso não queira pagar os preços bem altos das peças na rede de concessionárias, mas estas tem todas as peças com espera máxima de 5 dias.

Para quem procura um carro seguro e completo para levar a família ao preço de um popular básico, indico a compra. Quem preza o desempenho em detrimento da praticidade, deve procurar outro carro, não irá gostar da Honda CR-V.

Eu estou plenamente satisfeito com minha “Geladeira duplex” 4×4 e não penso em me desfazer dela tão cedo, optando quando possível adquirir outro carro com perfil mais entusiasta para uma diversão com menos compromisso em relação ao conforto e praticidade. Encerro agradecendo a oportunidade de expor minha opinião e dividir com outros apaixonados por carros um pouco do meu dia-a-dia automotivo.

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