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Carro da semana, opinião do dono: Mitsubishi Outlander 2011

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Em março de 2016 surgiu uma oportunidade de comprar um Mitsubishi Outlander 2011 e não perdi a chance. Na época, tinha um Peugeot 408 ano 2013, comprado seminovo na concessionária.
O Peugeot 408, apesar de apresentar excelente desempenho e conforto, tornou-se inadequado para o uso familiar, devido a constantes viagens de lazer para o litoral e serras, conduzindo esposa, filhos e bagagens.

Moro num condomínio e fiquei sabendo que uma vizinha estava vendendo o Outlander devido a problemas financeiros. Não entrarei em maiores detalhes, mas uma pessoa da família estava gravemente doente e as pesadas despesas médicas a obrigavam a tomar essa decisão.

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Portanto, eu já conhecia o carro e sabia da procedência e tratamento que os donos davam ao mesmo. Eram pessoas do meu conhecimento diário e de razoável condição financeira. Infelizmente, estavam passando por um momento difícil que pode acontecer com qualquer família.

Resumindo, fechamos negócio por R$ 45.000. Paguei R$ 35.000 em dinheiro e assumi R$ 10.000 referentes a dívidas de IPVA e emplacamento atrasados, multas e outras dívidas da família. Contra o carro já havia uma ação de penhora e pelo que entendi, poderia até ser apreendido. Por esse motivo, o carro permanecia trancado na garagem há meses.

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O Outlander estava em excelente estado de conservação, com apenas 42.000 km rodados e com todas as revisões e trocas em dia. Todos os acessórios e sistemas funcionavam perfeitamente, incluindo chaves-reservas, alarmes e sensores.

1 ANO DEPOIS

Cerca de 14 meses e 12.000 km rodados depois, posso dizer que o Outlander atende totalmente minhas necessidades de locomoção, oferecendo espaço e conforto de sobra, empurrado por um motor 2.4 e por um câmbio CVT que parece que foram feitos um para o outro.

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Já relatei aqui no NA minha experiência com o CVT, que precisa ser corretamente usado para entregar seu potencial. Em poucas palavras, câmbio CVT é sinônimo de progressividade e você tem que pisar acompanhando a evolução do carro, ou seja, ir “pisando atrás”. Não adianta atolar o pé e achar que o carro vai se comportar como um foguete. Sabendo dominar esse macete, o câmbio CVT é a maravilha sobre rodas.

Descreverei minhas impressões sobre o carro conforme 3 aspectos que julgo serem os mais importantes na avaliação de um automóvel: conforto, desempenho e manutenção.

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INTERIOR E CONFORTO

É um carro bonito, que apresenta um visual agradável e equilibrado, sem maiores excessos. Olhando de frente, passa por um ASX (Outlander Sport em outros países) enquanto pela lateral e traseira lembra uma Pajero.

A construção e acabamento são robustos e meio que rústicos, parecendo que os engenheiros não quiseram perder tempo com babados e firulas. Apesar dos forramentos da porta e painel serem todos de plástico duro sem maciez, os encaixes são perfeitos e sem rebarbas nem brechas.

Os bancos em couro arranham facilmente e já apresentam pontos gastos e descosturados. São meio rasos e não apresentam um bom “encaixe”. Mas os controles elétricos de altura e profundidade permitem achar o acerto ideal com facilidade. Os bancos traseiros são reclináveis e tem porta-copos no centro.

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O apoio de braço central oferece um ótimo espaço para objetos, tendo ainda saída USB e conexão para o som do smartphone sair nos alto-falantes. As portas apresentam espaço para trecos e garrafas de água, com controle individual de vidro elétrico e trava.

O painel, como todo carro japonês, é a essência da simplicidade, coisa que me agrada bastante. Controles de luzes, limpadores e setas estão todos ao alcance dos dedos e logo atrás do volante. Nos dois porta-luvas dá para colocar pequenas bolsas, pastas de documentos e pacotes, embora não tenham iluminação interna.

O computador de bordo tem funções que permitem definir médias de quilometragem, memória para 2 trechos, estimativa de combustível e consumo, tudo bem informado e de fácil acesso. Avisos sonoros e alarmes alertam o condutor para portas abertas, luzes acesas e cinto de segurança. Enquanto o condutor não colocar o cinto, será obrigado a ouvir uma insistente voz feminina solicitando colocar o cinto, inclusive cortando o som do CD. Não tem mais desculpa para esquecer de colocar o cinto!

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Airbags para condutor e passageiro, sem surpresas. O assistente de rampa (brake-holder) garante que o carro não desça nas largadas em terreno inclinado.

O volante é pequeno, de boa empunhadura e com controles de piloto automático (cruise-control) e seleção de estações e volume de som. Pode ser regulado na altura e profundidade. Tudo super prático e bem resolvido.

O som com 6 alto-falantes envolve todo o ambiente com excelente qualidade. Uma coisa que me espantou foi o esterçamento progressivo do volante, que permite fazer manobras num menor espaço, além de exigir menos esforço. De fato, agora faço manobras no mesmo espaço que antes não fazia no Peugeot 408!

Abrindo o porta-malas, dá-se de cara com um recurso que agrada qualquer pessoa: a tampa inferior rebate e transforma-se num simpático “banquinho”, ideal para descansar ou usar como “mesa” numa festa no sítio. Segundo o manual, aguenta até 100 kg e posso garantir que me aguenta numa boa.

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O porta-malas é enorme (700 litros), tem ganchos para fixação de volumes e redes, saída USB, cavidades para objetos e uma tampa retrátil que pode ser estendida para ocultar a carga. Ainda no porta-malas temos controles elétricos que permitem recolher os bancos traseiros sem o menor esforço. Isso mesmo, aperta um botão e os bancos dobram e fecham sozinhos! Quem costuma transportar grandes volumes no porta-malas sabe como isso facilita a vida.

MECÂNICA E DESEMPENHO

O Outlander é movido por um motor 2.4 que deixa o carro com uma força descomunal de 170 cv. A menor pisada, o carro reage instantaneamente e dá a impressão que não vai parar mais. Isso pode ser muito bom, mas também pode ser muito perigoso. Devido ao excelente isolamento acústico, é fácil chegar a 120 km/h pensando estar a 80 km/h.

Já atingi 160 km/h em rodovias e facilmente poderia chegar aos 180 ou 200 km/h, bastando continuar pisando. O silêncio engana e nada no comportamento do carro acusa essa velocidade. Portanto, atenção e bom senso sempre.

O câmbio CVT deixa o carro mais solto e com a rotação sempre na medida certa para retomadas. Mantendo a rotação ideal, o carro fica mais econômico.

Depois fiquei sabendo que o modelo 2011 foi o último a vir com motor 2.4 e tração 4×4 com bloqueio, sendo que a partir de 2012 a Mitsubishi tirou a tração 4×4 e “rebaixou” o Outlander para um motor 2.0, deixando-o mais gastão. Vai entender…

Por falar nisso, faço média de 7 a 7,5 km/l na cidade, pisando manso e sem exageros. Na rodovia chego a fazer 10,5 km/l com máxima de 110 km/h. Passando disso, a sede do motor 2.4 começa a aumentar…

Os freios ABS são super justos e parecem agir sem o menor esforço, dando sensação de solidez e confiança. As pastilhas ainda são as originais japonesas Akebono e não vejo sinal de cansaço nem barulho.

Da mesma forma, velas e componentes elétricos e hidráulicos ainda são originais e não apresentaram qualquer sinal de mal funcionamento. A suspensão não preza pelo conforto, pois acho que a escola japonesa visa mais a segurança. Então vamos combinar que a suspensão é firme, mas sem apresentar batidas nem rangidos.

Por falar nisso, sempre considerei a função principal da suspensão manter o carro no chão e não unicamente proporcionar conforto. Afinal, para manter no chão um carro de 1.600 kg com um motor 2.4 e 170 cv de potência, não pode ser uma suspensão molenga ou frouxa.

MANUTENÇÃO

Até agora, a troca da enorme bateria de 75 amperes. A anterior da marca Heliar durou exatos 3 anos, conforme a nota fiscal que acompanhava o manual. Comprei uma bateria Moura por R$ 500 e espero que dure outros 3 anos.

Também troquei em janeiro/2017 os 4 pneus originais Pirelli, que já estavam no fim. Os pneus originais do Outlander são 225/55 de aro 18. Resolvi colocar pneus com perfil 60, o que garantiu um rodar mais macio e confortável. Após pesquisar na internet, consegui encontrar 4 pneus Dunlop por um preço razoável. O original Pirelli ou o Continental estão custando em torno de R$ 1.000 a unidade, o que para mim está fora de cogitação.

Em fevereiro/2017 comprei o filtro de ar original do motor por R$ 70 no site chinês Aliexpress. Ainda comprei por R$ 25 o filtro de ar da cabine que, por incrível que pareça, é o mesmo da Chevrolet S-10. Eu mesmo troquei os dois em menos de 10 minutos.

Nas trocas de óleo o manual indica 5W30, que já consegui achar até por R$ 25, das marcas Total e Petronas. O filtro de óleo é o mesmo da família Fiat Fire e custa no máximo uns R$ 15 no Extra ou Carrefour.

E só.

RESUMO

É impossível comparar o Outlander ao meu carro anterior, o Peugeot 408. São conceitos e propostas totalmente distintas. Evidente que o 408 tem um nível de conforto e acabamento muito superior ao do Outlander. O interior parecia uma sala de estar e os bancos eram verdadeiros sofás de luxo. O desempenho do motor THP 1.6 turbo era incrível embora bebesse praticamente a mesma coisa do Outlander.

O Outlander é um SUV pé-duro mas tem qualidade no que é essencial. Abre mão de mimos e oferece desempenho honesto. Com a tração 4×4 com bloqueio já arrisquei uma trilha leve sem fazer feio.

Em outras condições de necessidade, eu até permaneceria com o Peugeot 408, mas eu precisava de um carro maior e surgiu essa oportunidade. Embora me desfazendo de um carro 2013 e “retrocedendo” para um 2011, adquiri um carro de excelente qualidade e procedência por um valor coerente.

Embora tendo condições, nunca comprei carro zero na vida e não pretendo mudar de ideia, se Deus quiser.

Obrigado ao NA e abraços a todos do Zé Mundico.

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