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Carro de luxo virou popular

Carro de luxo virou popular

Em grandes centros urbanos, não necessariamente capitais brasileiras, os carros considerados de luxo, atualmente são vistos com muita frequência nas ruas. Há quatro ou cinco anos atrás, esses “carros de rico” custavam na casa de R$ 100 mil ou até menos, mas hoje em dia, para ter um modelo verdadeiramente premium, o preço inicial ronda pela casa de R$ 150 mil, de acordo com artigo do Estadão.


Antes, não havia muitos nas ruas, mas com a mudança no panorama do mercado brasileiro nos últimos anos, o carro de luxo acabou se tornando acessível para muitos consumidores, que até então estavam em segmentos mais abaixo. Mas não apenas isso, sua principal missão – em especial no Brasil, diga-se de passagem – acabou caindo por terra, a exclusividade.

Se antes, o consumidor que queria se destacar no lugar comum deveria investir acima de R$ 100 mil para ter um status no trânsito, mas agora isso só consegue ser obtido acima de R$ 200 mil, segundo o jornal. Com o mercado brasileiro indo do sucesso ao fracasso em questão de poucos anos, o legado do curto período de pujança colocou nas ruas muitos carros de luxo ou modelos caros em grande quantidade, daí hoje as ruas das cidades grandes estarem cheias de “carros de rico”.

Carro de luxo virou popular


Mesmo com a recessão econômica e a consequente queda nas vendas de automóveis, quem sofreu mais foram os consumidores de baixo poder aquisitivo, que fizeram o mercado despencar de modo geral, mas as vendas de carros mais caros continuaram estáveis por mais tempo, até começarem a cair também. No começo da implantação de fábricas para produção nacional, há cerca de quatro anos, as montadoras precisavam fazer volume para justificar o investimento recente no Brasil.

Assim, chegamos a ver os carros de marcas premium com preços de carros médios. Não era raro vermos modelos da BMW e Audi com preços até abaixo de R$ 90 mil. Com essa ofertas, o mercado de luxo era visto como novo filão no Brasil e, sim, naquela época, a exclusividade ficou em segundo plano nas ações das montadoras. Mesmo a Mercedes-Benz se aproximou das rivais para oferecer produtos mais baratos, assim como a Jaguar e Land Rover, embora um pouco mais acima. As vendas geralmente ficavam entre 15 mil e 20 mil por ano.

Carro de luxo virou popular

No entanto, não foram apenas as marcas premium que fizeram o “carro de rico” ficar mais “popular”. O SUV, em termos gerais, é o principal produto que tornou acessível um produto até então para poucos. Mesmo com EcoSport e Duster, algo maior e mais sofisticado só mesmo no mercado de luxo.

Assim, os novos players desse segmento chegaram sem cerimônia com preços bem mais elevados e alguns passam fácil dos R$ 100 mil. Mais recente, o compacto deixou de ser referência para altas vendas entre os utilitários esportivos, pois o Compass provou que mesmo sendo médio e mais caros que a maioria, chegou a ser líder mensal. Mas, com isso veio a popularidade e agora é visto com frequência em quase qualquer lugar. Ou seja, a exclusividade ficou em segundo plano. Se o Corolla vendeu 6,6 mil no mês de agosto, o Classe C emplacou 10 vezes menos, mas ainda assim um bom número para um período de crise: 624 unidades.

A diferença nessa mudança do consumo de automóveis no Brasil em meio à pior crise do país, fez com que o segmento de carros de luxo ampliasse seu market share, enquanto os carros verdadeiramente populares entraram em declínio. Como a tendência – uma das poucas, infelizmente – mundial dos SUVs chegou com força ao país, fazendo com que 25% do Top 20 mensal seja composto por utilitários esportivos, essa participação acabou tomando dimensões impensáveis poucos anos atrás.

[Fonte: Estadão]

Carro de luxo virou popular
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123 Comentários

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  • A mudança no panorama de vendas realmente é muito diferente do que viamos 10~15 anos atrás… Juro que esqueço que Jeep é (ou foi) marca premium no Brasil.

    • Eu particularmente não considero a jeep uma marca Premium, seus carros não concorrem diretamente com os da land rover por exemplo, e nem tem tecnologia para isso, muito menos preço e status.

      • beleza mais pra mim qualquer carro de 50 ou 60 mil é pra rico ou pessoa bem de vida tem muitos desses por ai isso nunca vai mudar, e tem bastante gente bem de vida aki no brasil… só eu que nem carro tenho kkkkkkkk

          • São pessoas que não sabem o valor do dinheiro e nem quanto tempo trabalham pra pagar um carro. Eu entendo quem tem 3 milhões na conta e compra um Ônix (afinal, tanto faz), mas a imensa maioria ainda compra ele financiado e dando a vida pelo carro.

        • Pra mim jah era caro uns 20 mil os de entrada.
          Nao acho justo lah na europa e eua aumentar pouco e aki muito.
          Por mais equipamento q tenham embarcado,ainda falta pra igualar a qualidade deles.
          Todavia q fossem importados,mas a maioria das porcarias sao feitas aqui.

          • Foi uma combinação bombástica que fez o preço do carro no Huezil disparar nos últimos anos. Primeiro a reposição integral das alíquotas de IPI sobre os automóveis. Quase na mesma época entrou em vigor a obrigatoriedade do ABS mais o duplo air bag, que retirou de linha modelos que forçavam a base dos preços pra baixo, como o Mille e o Gol G4 que não podiam receber os equipamento e foram sucedidos por carros relativamente mais modernos (e caros). Pra tentar justificar esse aumento nos preços, as marcas passaram a enxugar o número de versões dos modelos de acesso e se concentrar nas mais completas. Os últimos anos-modelo do Celta eram quase todos 4 portas e “completos”. Por fim mas não menos importante, o programa Inovar-Auto que sobretaxa automóveis importados e impõe quotas de importação, o que significa fechar o mercado doméstico. Tal medida permitiu o aumento de preços praticado no mercado interno.

            • O aumento jah comecou antes do inovar auto.
              A economia do pais tava bombando,fato q aumentou e muito a inflacao e a confianca do governo q ia conseguir manter o ritmo soh com o consumo.

    • Embora a Jeep sempre tenha se destacado em qualidade, refinamento e principalmente na estrutura monobloco robusta, nunca foi uma marca premium.
      O fato é que antigamente a Jeep oferecia apenas os modelos mais requintados de seus SUVs.
      A chegada do Renegade foi o 1º modelo acessível da marca em nosso mercado, mas evidenciou a mecânica ordinária de um simples Fiat.
      Não só a mecânica se evidencia como uma marca civil, mas outros detalhes construtivos também. Quem já teve a curiosidade de verificar a montagem a fiação e cabos deve ter visto certa similaridade com os carros da Fiat.
      Aliás, pode ter certeza de que falhas elétricas e eletrônicas serão as maiores ocorrências no Renegade e Compass no Brasil, porque o padrão de qualidade não é muito superior do de uma marca comum.

  • “Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre
    E o motivo todo mundo já conhece,
    E que o de cima sobe e o de baixo desce
    Bom xibom, xibom, bombom”

    • Muito pelo contrário… Normalmente quem tem $$ não liga tanto assim pra status, é melhor ainda um carro bom que não se destaque entre os outros (Touareg ou mesmo um Corolla). A Cayenne faz muito sucesso justamente por ser discreta em relação aos outros modelos.

    • Se a pessoa fica bravinha por ver muita C180, 320 … para a rua, é a mesma coisa que o cidadão que fica bravinho por ver muitos Onix para a rua.
      A pessoa acha que é uma coisa, que de fato não é, pq se fosse de vdd adoraria que o carro dela fosse comum, ou ainda teria algo que só uma pequena minoria tem a possibilidade de ter.
      Sou da opinião que, quem tem muito, muito mesmo, é o mais discreto possível. Essa coisa de comprar as coisas só e unicamente para chamar atenção, é habito de quem não tem e ou nunca teve e agora quer mostrar para os outros que tem alguma coisa.

  • não entendi aonde esse texto quis chegar… “carros de rico” não estão mais acessíveis. são os “carros de pobre” que dispararam nos preços, tornando a diferença relativamente pequena e, consequentemente, pessoas passaram a puxar um pouco mais a corda pra pegar algo mais “exclusivo”

    • Também acho que o problema foi esse, os carros populares dobraram de preço aqui no Brasil e os mais luxuosos não acompanharam esse aumento.
      Uno que antigamente custava 20 mil, hoje não sai por menos de 40.
      O corolla que era na faixa dos 60, já está nos 120…

      Se comparar com uma Série 3 por exemplo, antes custava 100 e agora custa 150, ou seja, aumentou bem menos

      • Carros luxuosos não acompanharam o aumento?
        Quanto custava um Audi de entrada em 2013 e quanto custa hoje?
        Quanto custava uma BMW de entrada em 2013 e quanto custa hoje?

        • Eu não tava falando especificamente de 2013, mas de um período muito maior, porém mesmo em 2013 o Serie 3 custava 129 e agora custa 149, o corolla de entrada custava 60 e agora custa 90 se pegar as versões mais caras, antes custava 80 e agora estão beirando os 120

    • Sempre citei isso. E vou repetir aqui: Azera completíssimo em 2009 era preço de Corolla, Vectra elite e Civic…. agora estes carros todos passam de 100k nos modelos melhores…e devido ao Inovar Auto Azera bateu 150k…… Qualquer POP da vida é 40 contos. Pensando meramente pela aquisição um Cayenne fica “barato” perto da porcaria SW4.

  • Sempre achei isto também… o tanto de mercedes e BMW que vejo nas ruas é de se espantar… e não é só em bairros mais ricos também, é em toda a cidade.

      • O Brasil é um país de contrastes. Muita gente rica, e muita gente pobre. Mas a realidade é que fazendo uma média geral, o salário médio é baixíssimo. E claro, boa parte dos “novos ricos” na verdade simplesmente ostenta o que nao tem.

        • A media aritmetica dos salarios é R$ 1800,00, muito pouco.
          Com R$ 1800,00 por mês, a pessoa só não passa fome, tem que colocar geral em casa para fazer alguma coisa que traga uns trocados para dentro de casa, senão não sobrevive.

      • Desde que consiga pagar em dia o carne de 60 meses tá tudo bem.
        Ruim é quem não consegue comprar algo nem com o carnê, pois não tem aprovação de crédito.
        Não tenho nada contra comprar parcelado, desde que pague.

    • Sempre penso da seguinte forma. Alguns especialistas afirmam que no Brasil 1% da população tem a renda dos 80% restantes. Isso significa que em um grupo de 100 pessoas uma delas possui a renda das outras 80 pessoas mais pobres somadas. Agora você imagina um grupo de 100 pessoas, onde 80 são muito pobres e tem renda aproximada de R$ 300,00 por mês (sim, pobre mesmo), isso significa que a cada grupo de 80 pessoas assim uma tem renda mensal de R$ 24.000,00 (que é a soma da renda das 80 pessoas pobres). Agora você pega uma grupo qualquer de pessoas e soma 100 indivíduos (pode ser da sua empresa, bairro, amigos do Face) e pega os 80 mais pobres, dentro do grupo de 100 vai ter 1 pessoa que possui a renda somada dessas 80. Lógico que entre alguns grupos de 100 pessoas só vai ter pobre (mas em outro grupo de 100 pode ter 2 ou 3 ricas), mas se temos quase 200 milhões de habitantes significa que temos 2 milhões de pessoas que possuem renda somada igual a de 160 milhões dos mais pobres.

  • Carros de rico não ficaram mais populares, ficaram mais acessíveis aos que tem dinheiro, só isso. Pobre continua andando de ônibus e sonhando em ter um modelo de luxo e os preços estão mais caros do que nunca. A facilidade (aos que tem dinheiro) é maior pelo fato de agora termos montadoras como Audi, BMW e Mercedes instaladas no nosso país, aumentando a oferta (antes somente importando) e um maior número de ccs espalhadas pelos quatro cantos do Brasil. Muitas dessas ccs estão inclusive no interior onde a não muito tempo atrás, para se comprar um modelo de luxo, muitos tinham que ir a capitais ou grandes centros.

    • exatamente, exitem muitos ricos no brasil… mais quantidade de pobre é maior isso nunca vai mudar, a questão é essa mesmo quem não é tão rico deixa de comprar carro.. televisão, celular pra poder comer, deixa as coisas materiais de lado, já o rico ou o bem de vida gasta quando pode ou quando quer com qualquer coisa e carro é uma delas, enquanto isso a maioria fica vendo os carrão por ai pela janela do ônibus, ou num carrinho véio ou a pé kkkk

  • A Exame publicou uma reportagem tempo atrás sobre a diferença entre rico e classe média ( http://exame.abril.com.br/blog/etiqueta-financeira/ricos-x-classe-media-onde-esta-a-diferenca/ ). Vale a pena a pena ler, visto que a maioria aqui ainda confunde os dois. A relação do rico (de verdade) com carro é meio extremista. Ou o cidadão vai ter um carro mais simples, que não chama atenção (maioria) ou vai ter um carro caro de verdade (350k pra cima). Essa faixa de 100 à 300k é destinada principalmente pra classe média e seus financiamentos intermináveis rsrs

    • Você tocou num ponto importante. Eu presto serviço para alguns empresários, muitas vezes faço atendimento na residência. Um dos meus clientes possui 2 Corollas, blindados, para ele e sua esposa. Vendo o tamanho da casa você percebe que poderiam ser carros muito mais caros. Certa vez ele me disse que prefere carro discreto para não chamar atenção. Antigamente ele andava de Mercedes e já havia sofrido assaltos e até um sequestro. Ele disse ainda que, apesar de sentir falta do luxo, ele vai continuar com o Corolla.

      • Concordo plenamente. Conheço empresários que têm Porsche na garagem, mas deixam guardado pro fim de semana. No dia-a-dia, andam de Civic, por incrível que pareça. Chama bem menos atençao e protege a família. Ostentar diariamente num país como o Brasil é uma insanidade. Nem Mercedes Classe C é boa ideia, tem que ser algo mais comum mesmo.

    • Este é um ponto de vista realmente interessante. A classe média, notadamente a “classe média falida” usa e abusa do consumo como forma de se realizar na aquisição de produtos e serviços. São carros absurdamente caros para a nossa realidade, viagens para lugares no exterior e diversos outros exemplos de compras acima da capacidade/realidade, bancadas a carnês e dívidas a perder de vista. Eu te digo até mais: o cara só vai ter um carro absurdamente caro quando já estiver “descendo a ladeira”, e certo de que o patrimônio que construiu é mais do que suficiente para ter uma vida boa até os netos. Aí alguém com a mente rica se dá ao luxo de gastar com um automóvel.

          • É sim amigo, a não ser que você considere os parâmetros socioeconômicos escrotos do governo. Eu diria que a classe média alta vai até uns 30 mil. Conheço muita gente que ganha nessa faixa e se enquadra perfeitamente no conceito de classe média da matéria que eu citei ali em cima.

            • Não considerei os parâmetros do governo, mas acho que 20 mil parece elevado para classe média. Talvez faça sentido se considerar como classe média aquela parcela da população que está entre os ricos (que realmente ganham muito) e os pobres (que ganham muito pouco). Pelo conceito da matéria que você listou ali em cima, certamente faz sentido.

          • Acredite, é!!! Numa pequena família (pai, mãe, filho(a)) junte plano de saúde, taxa de condomínio, energia, seguro do carro, escola particular e alimentação e no fim do mês não vai sobrar quase nada!!! hehehehe Sem falar em fatura de cartão de crédito ou financiamentos!!!
            Pode melhorar se a mulher ganhar na mesma faixa, dai 50, 60 mil dá pra viver sem muitas preocupações!!!

            • Nesse cenário que você mencionou, sim, dá para gastar os 20 mil sem muito esforço, mas aí depende de como a pessoa ou família gerem a renda. Se forem 20 mil brutos, descontando-se imposto de renda e uma quantia destinada à reservas financeiras e planos futuros, consigo entender que sim, dá para gastar essa grana sem muito esforço, mas vivendo em um padrão considerado “bom”. Escola particular, condomínio e seguro podem variar muito dependendo do local (cidade) onde a pessoa vive. Isso também sem levar em conta que as 2 partes do casal podem trabalhar, e talvez recebam benefícios/subsídios, que acho que seriam bastante comuns para quem recebe um salário nesse valor.

  • É preciso ver também que o mercado de usados e seminovos também está cheio de carros de luxo, muitas vezes a preços atrativos, o que ajuda a propagar a ideia de que carro de luxo virou popular. Na faixa dos 40 a 50 mil é possível encontrar BMWs, assim como Audis e Jeeps, que carregam o mesmo status de carros de luxo, ainda que não sejam exatamente recentes.

  • Não vejo nada de mais nisso, pois sabemos que tem carro por aí (Mercedes, Audi, por exemplo) com preço praticamente igual ou até mesmo inferior a uma Hilux, Ranger ou coisa parecida.
    E além do mais, sempre houve e sempre haverá gente que ganha muito dinheiro e que sabe comprar o que é bom.

  • Jeep é marca premium????? Mesma coisa falar que Pegeout e Citröen são marcas premium tambem! Por isso carro o Brasil é tão caro, No Brasil a pessoas que acrescetam e dão status para certas coisas que não deveriam ter glamour algum

    • Essa questão de carro premium é muito relativa, eu não gosto de usar esse termo para nenhuma marca. Audi é premium? A1, A3 e A4 pra mim não são, assim como a série 3 da BMW.

      • Em termos. Uma coisa é o carro, outra é o relacionamento que a marca tem com o consumidor que o compra zero. É uma experiência bem diferente do que comprar numa FIAT, Chevrolet, VW, Ford da vida que estão acostumados com carros mais baratos e pessoas “low profile”. Agora comprar em garagem de usados a experiência premium é zero também.

            • Eduardo, não estou falando mal do atendimento em uma concessionária premium, só digo que A3 e série 3 não são carros Premium, por melhor que seja o atendimento estes carros já existem aos montes nas ruas.

              • São carros bem batidinhos, é verdade, mas 1/3 da experiência está em comprar esses carros novos , outro terço nos produtos em si e o terço final no pós venda. Comprar o carro numa revenda e levar no mecãnico para arrumar não representa a experiência completa. Masss, tem gente que não dá bola, por isso existem as churrascarias e os restaurantes da moda com reserva de 6 meses. Por isso existe a Schin de R$0,85 e a Don Perignon de R$1.500,00. Agora Bentley, Rolls, Ferrarri, etc, são o que se chamam de marcas “exclusivas” em que chamar de premium é sacanagem.

                • Isso depende de cada pessoa, eu particularmente me interesso apenas pelo produto em si e no pós-venda prático (ou seja, preços e disponibilidade de peças, não faço questão nem de ser bem tratado). Prefiro que me xinguem na concessionária e me dêem mais 10% de desconto rsrs… Enfim, tenho um amigo que comprou uma Série 1 da BMW com o pacote de revisões, depois descobriu que ele não cobria praticamente nada (nem uma troca de velas, que por sinal custam R$800, somente as peças). Pesquise a quantidade de proprietários de BMW insatisfeitos e você se surpreenderá.

            • Uma merda, já tive 320I 12-13 e A4 14-15 comprados zero. Na BMW fui literalmente ofendido e cheguei a fazer revisão rodando apenas 4 mil km (em uns 5 meses). Na Audi fui bem tratado, mas sempre com aquele olhar de superioridade dos atendentes e do gerente (pasmem!) porque acabara de sair um dono de Q7 e eu estava com um A4 Ambiente de módicos 130 mil… Sem contar a quarta revisão de 3200 reais, sendo elas de 6 em 6 meses ou 7.500 km, com valor médio de mais de 2 mil reais.
              Se tu fores buscar o carro deixado na revisão vestindo bermuda, camiseta e chinelo, te olham torto e NINGUÉM te atende, é uma MERDA.
              Por ano, por causa das concessionárias que você tanto adora, eu pagava cerca de 5 mil reais anuais apenas em manutenção básica de óleo, filtro e besteirinhas mais.
              Resumindo: Essa tua experiência premium custa 150 mil do veículo + 5 mil reais anuais de manutenção + 6 mil de IPVA + 1,5 mil por cada pneu runflat + 10 mil se quebrar um LED do farol, + 7 mil de seguro por ano + a depreciação ABSURDA, já que me desfiz do Audi com apenas 12 mil km por 90 mil, então, uma perda de 40 mil em 2 anos de pouquíssimo uso, + 300 de uma calça jeans, + 200 de uma camisa polo, + 300 de um sapato (pq senão não te atendem).
              Por mim, que não me dessem um bom dia na concessionária, mas que cobrassem valores justos pelo serviço, já que os carros são excepcionais.
              Hoje tenho duas caminhonetes a diesel que comparadas com alemães são um lixo, principalmente a da Toyota que não anda po%%a nenhuma e parece um pula-pula, mas fico tranquilo sabendo que posso rodar nelas o quanto eu quiser e são muito mais fáceis e baratas de manter que um alemão.

              • Sensacional o seu relato, eu penso exatamente assim. O carro (a máquina) têm todos esses agregados que vc citou muito bem. É insano pra quem é “classe média” pensar nisso e achar normal. Isso é pra quem tem muita bala na agulha. Sua decisão foi muito acertada, eu faria o mesmo.

                • Amigo, não é nem a questão de poder arcar ou não com os valores cobrados, mas de permitir ser feito de IDIOTA e pagar 2000 reais por alguns litros de óleo e um filtro que custariam uma fração disso se comprados fora da concessionária.
                  É o fato de entrar numa css pra revisar o carro que foi resultado de tanto trabalho e sair de lá com aquele sentimento que a gente tem quando é passado pra trás, quando percebe que foi enganado e saiu no prejuízo, entende?
                  Mas pro infeliz que comentou ali em cima, isso tudo pode ser obliterado se uma atendente te der uma xícara de café e os mecânicos te tratarem como “senhor”. É ou não é carente um cidadão desses?

                  • Sim, eu entendo o sentimento perfeitamente! Eu já me sentia assim na VW com as revisões a cada 6 meses ou 5.000km… imagina numa situação “premium”. Eu não tenho estômago pra isso. Eu concordo com o seu ponto de vista e penso igual.

    • Para mim a Citröen já foi premium, quando tinha o Xantia, o XM, e modelos caros no mercado, com suspensão ativa entre outras coisas, mas hoje é só mais uma marca como as outras! E deixou a DS ser premium!!!!

      • O 3008 tem suspensão traseira ativa. Não acredito que a Citroen seja Premium, já a linha DS na minha opinião é perfeita, só falta um motorzinho melhor.

          • Eu dirijo um Pallas e o meu não tem ASR (controle de tração), quando andei no Lounge quase bati no carro da frente. Acelerei tudo de primeira e o desempenho estava apenas ok, bem parecido com o Pallas, mas quando o carro passou pra segunda, acho que pegou tração no chão e deu uma patada pra frente rsrsrs… Imagino com remap como deve ficar, dizem que é fácil trocar a turbina e colocar 220cv nesse motor sem perder torque em baixa.

            • Hahaha a grande vantagem do turbo é esse torque em baixa sempre presente em qualquer triscada no pedal, é bem divertido. No meu caso, eu fiz o remap (não sei se vc conhece o Pixel, que é do DS Clube), e coloquei downpipe e válvula de prioridade DV+, a estimativa é uns 180whp mesmo, com etanol. Precisava colocar num dinamômetro pra avaliar, mas o carro fica bem legal de guiar (nem parece que tem 1.5T). E o consumo, melhorou bastante também.

    • A Jeep fez fama quando vendia o Grand Cherokee a $80 mil dolares por aqui. Foi ate artigo na Forbes ha alguns anos, como os brasileiros pagavam esse absurdo em um modelo que nos Eua é carro de classe média baixa. Depois que lançaram Renegade mudou um pouco essa imagem pq ficou “acessível”.

  • E logo as ruas vão ficar cheias desses carros de “luxo” abandonados, pois os donos “ricos” não vão ter cash pra bancar amortecedores, pneus, e outras coisinhas que quando precisam ser trocadas vão acabar com orçamento familiar.
    Entra aquele dilema, consertar o carro, ou comer, pagar o plano de saúde, a prestação da casa, etc.

    • Desculpe, mas o seu raciocínio está muito errado. Rico não compra só carro 0km, muito pelo contrário, o mercado de Ferrari/Audi/BMW seminovos é muito grande (tem para todos os tipos de ricos rsrs). Conheço 2 pessoas que trabalham em loja de usados premium, e a rotatividade é maior do que se imagina.

      • Vc não entendeu o “luxo” e “ricos”, entre aspas, aqui Classe C e Série 3 são vendidos como carros de ricos, e não são, tem até Classe C táxi no aeroporto de Cumbica.
        E os “ricos” são aquele pessoal que compra carro pra ostentar, agregar valor no camarote, mas no primeiro pepino do carro já faz gambiarra, porque não tem grana pro conserto. Conheço um monte assim.
        Próximo do ginásio do Ibirapuera tem uma rua, que uns anos atrás estava lotada de Lexus, Accord, Camry, MB, BMW, Omega aussie, tudo abandonado, virando sucata.

        • Concordo, principalmente na parte de gambiarra nas manutenções. Uma vez eu estava lendo uma postagem no clube do meu carro (que nem é de luxo, mas não é popular), e o sujeito estava todo feliz porque quebrou o suporte de motor e ele colocou uma “havaianas” (sim, dessas de mercado mesmo) no lugar da bucha, e disse que resolveu o problema. Me chamaram de otário quando falei que paguei R$500 no suporte hidráulico na concessionária.

  • Quando eu era criança, 25 anos atrás, se você visse uma bmw ou uma mercedes na rua, podia tirar foto. Era raridade. Hoje em dia parece arroz de festa. Qualquer um que tenha uma situação um pouco melhor, já mete um financiamento a perder de vista, e leva um desses para casa.

  • A crise mundial fez com que as marcas premium oferecessem carros mais baratos, mais pelados, de entrada. Por isso antigamente era raro ver BMW e Mercedes nas ruas, e hoje em dia é comum.
    É só ver o quão completo em tecnologia era uma BMW/Mercedes de 15 anos atrás, por exemplo. Hoje em dia temos modelos de entrada de marcas premium que são mais pelados que carros médios.
    Porém a manutenção desses carros premium continuam caríssimas. Só que o brasileiro não enxerga isso na hora de comprar.

    • Isso no Brasil né? Aqui na Europa sempre teve carro premium pelado. É um opçao no configurador. Compra quem quer (embora a grande maioria pegue versoes intermediárias). No Brasil nao oferecem versoes peladas porque o produto precisa ser caro e sofisticado pra manter o status da marca, já que o brasileiro dá pouco valor ao resto (qualidade de montagem/fabricaçao, materiais, segurança, robustez, etc). É como Apple no Brasil, se fizerem versoes baratas o povo simplesmente pára de comprar, porque nao vai mais agregar status. Brasileiro come mortadela e arrota caviar, isso é muito nítido (e triste).

  • Eu já parei de medir riqueza pelo carro. Tem muita gente andando de carrão e não paga condomínio, vive de trambiques.
    Rico é aquele que tem um patrimônio a ponto de não precisar mais trabalhar para pagar conta (trabalha por opção).

  • Um familiar meu, que troca de carro de vez em sempre, agora possui uma linda 325i preta. Ele sempre pesquisa muito, é muito paciente e procura sempre a melhor oportunidade possível. Nunca compra carros novos, mas com baixíssima quilometragem. Segundo ele, a manutenção que ele levantou numa concessionária em BH e o preço de peças era muito próximo do Bravo TJet que ele tinha antes desse carro. Daí, eu me pergunto: a BMW que baixou de preço ou é a FIAT que pratica preços muito altos?

  • Pobre desempregado andando de busão e marajás da política e seus “parças” dirigindo carrões. Se pegarmos apenas o número de políticos e cargos comissionados, facilmente dá para sustentar esse mercado de luxo.

  • Eu acho que não se deve medir riqueza pelo carro, tanta gente ai que vive devendo e tem um carro para ostentar, ou financiado para N parcelas, ou sei lá…

  • Uma boa parte com ctza nao eh novo.E com os de entrada cada vz mais caros,apesar do ipva,seguro e manutencao muito mais pesados,acho q ateh deve compensar pelo q oferece.
    Ainda q muita gente nao fica com o carro por muito tempo ou faz a manutencao como esperado.

  • Discordo um pouco. Com menos de 200k você consegue exclusividade em um carro novo. Exemplo Subaru WRX, não é um carro que se vê a rodo nas ruas e chama a atenção por onde passa.

  • Lamento, mas o A3 da foto não é carro de rico. Ele é bem pobre em acabamento e na questão mecânica, pois tem suspensão comum e câmbio pra lá de passado, sem falar os materiais da cabine que não são superiores a qualquer sedã médio, aliás, dependendo do sedã, ele é mais pobre.

  • Estes jornais se distanciaram da realidade da sociedade. Preço no mercado e a realidade salarial são coisas completamente diferentes. A renda do brasileiro encolheu segundo dados publicados nestes mesmo jornais frente a inflação….Então Por que estadão não pública uma relação salários médio x preço de uma automóvel. Não apresentam uma perspectiva de quantos anos / salário custa um veículo e quanto isso era no passado. Os Premium q se tem.na rua tem.varias explicações, mas também a queda de preço de modelos importados não vendidos q encalham nas concessionárias frente a outras marcas ditas comuns que já tem como eles dizem preços nas alturas, mas q nem por isso são baratos ou acessíveis…Ficaram é absurdamente caros….Mas compreensível em um país completamente aloprado…
    Mas pra mim o q temos nas ruas são apenas muitos usados de marcas Premium. Pense em 600 unidades de modelos mercedes / mês multiplicado por 12 meses, são mais de 6000 em um ano em sua maioria encontrados em 10 ou 12 capitais. Isso considerando um modelo mercedes, ampliando está conta a sei lá 29 ou 30 modelos de marcas Premium…Temos muitos usados q passam como novos e top de linha , mesmo sendo usados. Isso considerando q a manutenção astronômica despenca de preço com menos de 5 anos no mercado de usados, estaria aí uma explicação mais coerente, do que o jornal faz supor…

  • Acontece que os carros “normais” ficaram muito caros e se aproximaram das marcas de luxo. Logo, o consumidor fica muito tentado a comprar uma Mercedes, Audi, BMW.

  • Esses dias um amigo mecanico mostrou uma Mercedez 2011 (não lembro o modelo – mas usava o motor 1.6 turbo). O cliente que comprou seminovo e tinha 2 luzes acesas e o cliente quando soube o preço da peça avariada (sei que tinha 1 sensor de abs ruim), resolveu deixar como está e apenas trocar o óleo do motor e filtros…

  • Eu moro em um bairro que ainda é considerado “periferia”, não tem NET aqui, Sedex não entrega, precisa ir na agência dos Correios buscar seu pacote. Mas a vizinhança aqui está boa, um tem um Q3, o outro tem um Jeep Renegade e eu um 320i 2014.

  • Pra mim…se quiser status mesmo…precisa ter uma Ferrari…Lamborguini….ou helicoptero….os ricoes tem tudo isso….no mais..a tal da hrv…jeep compass..corola que gerente de banco anda desfilando como se fosse rico…é tudo modinha….maior ia e funcionario publico que se endivida pq tem salario garatnido pela estabilidade…lembra do I30 quando chegou aqui? todo mundo queria um i30…carrinho da moda…mesmo com cambio autommatico de 4 marchas ultrapassado,…problema é que e rico nao ta nem ai…foda é os novos ricos…ou pobre metido a rico…..o tal classe media….e com isso vemos ford ka a 60 conto…..nao dao valor ao dinheiro mesmo…no brasil temos os carros e a gasolina mais cara do mundo e os nego andam desfilando de corola como se fosse o rei do gado….kkkkkkkkk

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