Elétricos Governamental/Legal Híbridos

Carro elétrico: aprovado projeto de lei para ponto de recarga a pedido do dono

Carro elétrico: aprovado projeto de lei para ponto de recarga a pedido do dono

Um dos problemas que o carro elétrico enfrenta no Brasil é a instalação de pontos de recarga de baterias. Com pouca infraestrutura, o Brasil ainda está muito distante de atender ao novo mercado que está se formando no mundo e que promete chegar em breve ao país. Plugues para conectar o cabo de energia ainda são raros por aqui, sendo que alguns shoppings em cidades grandes ou redes de compartilhamento de veículos já oferecem essa opção.


Recentemente, a BMW fechou uma parceria com a empresa EDP para criar um “corredor elétrico” entre São Paulo e Rio de Janeiro. E quem quer ter seu próprio ponto de recarga doméstica ou empresarial, mas estes ficam em um prédio de condomínio? O deputado Heuler Cruvinel (PSD-GO), havia criado um Projeto de Lei da Câmara (PLC) 65/2014 que obrigava as concessionárias de energia elétrica a instalarem pontos de recarga nos edifícios comerciais e residenciais, além de vias públicas.

O PLC 65/2014 era até interessante, mas barrava numa questão fundamental: quem pagaria a conta? Diante da possibilidade de geração de custos para terceiros – que não se beneficiariam do dispositivo – e para a administração municipal, o PLC65/2014 foi revisado no Senado. O senador Jorge Viana (PT-AC) alertou sobre a possibilidade de custos para quem não pediu a instalação. Ele questionou dizendo: “Imagina ficar obrigada a concessionária de energia elétrica disponibilizar pontos de recarga em estacionamentos autorizados pelo poder público local. Mas quem vai pagar esse custo?”

Carro elétrico: aprovado projeto de lei para ponto de recarga a pedido do dono


Agora, na Comissão de Infraestrutura da Câmara, o PLC 65/2014 foi aprovado, mas com o texto mudado. Nesse caso, a obrigação de instalação do ponto de recarga para carros elétricos e híbridos plug-in ainda continua sendo da concessionária de energia, mas apenas sob pedido expresso do cliente. Será ele o único a pagar pela instalação elétrica e pelo consumo através dela, que será cobrado por tarifa pré-paga ou conta de energia separada, que possibilita ao proprietário do veículo saber exatamente o quanto está consumindo mensalmente com seu carro.

Mas, é necessário regulamentação sobre a instalação das tomadas de recarga e uma emenda do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) já está tratando disso. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM), salienta que o custo para a instalação do ponto de recarga é quase zero e este será um estímulo para a introdução do carro elétrico no cenário brasileiro. Nesse momento, o PLC65/2014 segue para nova análise na Câmara após as modificações. Se virar lei, será de grande ajuda para quem mora ou trabalha em prédios.

[Fonte: Senado Federal]

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86 Comentários

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  • “conta de energia separada, que possibilita ao proprietário do veículo saber quanto está consumindo mensalmente com seu carro”

    Ou seja….. a companhia poderá definir preço do KW/h diferenciado (um valor para a casa e outro para a tomada veicular).

    • Eu tenho certeza que por aqui governo e css de energia vão tornar inviável o carro elétrico. Seja por meio de imposto diferenciado (maior) ou tarifa mais cara para recarga.

      • A com certeza irão ter que encontrar uma forma de compensar a tributação que recolhem hj no combustível. Difícil é prever se será no IPVA, no valor da energia…, mas para algum lugar vai. Mais provável que seja sobre o veiculo em sí pq a energia é difícil de controlar e diferenciar do uso doméstico/industrial.

    • Jamais! Tenha fé que no país isso jamais aconteceria rsrs…
      De qualquer modo, fico me perguntando se realmente temos condições de massificar a venda de carros híbridos/elétricos no país, já que dependemos quase que inteiramente de hidrelétricas (e quando há seca, já sabem…).

    • Tenho quase certeza que irão inventar novos padrões para plugs no Brasil; será um tipo em São Paulo, outro no interior, outro no RJ e outro em Minas. Depois de 5 anos irão querer padronizar e a conta será nossa. Só esperar…

    • Confesso que do trecho: “conta de energia separada” entendi que se refere à individualização por usuário e não diferenciação de tarifa, pois como o posto de recarga ficará em um local de amplo acesso, é importante que haja um controle de quem utiliza para recarga.

  • Bem interessante a proposta, mas “O senador Eduardo Braga (PMDB-AM), salienta que o custo para a instalação do ponto de recarga é quase zero” Oi? é só colocar uma tomadinha ali no poste né, sei hahshahshahs

    • Exatamente, não precisa de disjuntor, quebrar a parede para passar fio, não precisa do fio também. Nossos nobres senadores acham que a transmissão vai pelo ar.

  • Que rolo estão fazendo. Claro que precisa de um relógio específico pra cada vaga no condomínio, mas nao precisa de lei pra obrigar o provedor de energia a fazer isso. Tem que ocorrer por demanda do mercado. Além disso o próprio condomínio pode montar seu sistema e dividir a conta de energia por meio de sistema de fração (tal como já se faz com água, aquecimento, etc), se houver uma quantia significativa de interessados. Mas nao, querem resolver mais uma vez por meio de canetaço. E depois há quem ainda pergunte por que é difícil empreender no Brasil!

    • Acho que a proposta só diz que se o consumidor solicitar um ponto a operadora é obrigada a fornecer desde que o consumidor arque com as despesas. Se um condomínio/empresa quiser nada impede de fazer o que vc falou, desde que dentro da franquia contratada com a distribuidora.

    • Tem que ser relógios separados, até com água os novos condomínios já estão separando, já foi provado que quando é compartilhado há desperdício de água.

      • Pode até haver desperdício, mas que a fração da conta de água cobrada no boleto do meu condomínio é muito menor do que a que eu gastava quando tinha água individualizada, isso é! Talvez seja porque quando é individualizada, você paga metade pelo consumo e mais metade pela tarifa de esgoto, etc. Já na conta única para todo o condomínio, acredito que, proporcionalmente, estas taxas extras, ficam mais baratas!

      • Nao. Divide só entre quem usa. Por isso a necessidade de instalar relógios individuais, mas nao precisa ser a concessionária a fazer isso (muito menos por meio de lei). Esse é meu ponto. Usa-se o sistema de fraçao, normal. Quem usou zero, paga zero.

    • eu até concordo contigo, tenho muita vontade de ter um carro elétrico, mas na “vida real em condomínio” a coisa não é tão simples assim.

      uma estação individual de recarga custa em torno de 6000 reais, fora projeto e mão de obra da instalação.

      uma estação “compartilhada” para 2 veículos, com proteção contra intempéries (ideal para uso compartilhado pelos moradores do condomínio) custa em torno de 18 mil, fora o projeto e a mão de obra.

      PODE TER CERTEZA que a instalação de um equipamento desses (compartilhado), ao chegar numa assembléia, vai ser barrada por gerar taxa extra. A alegação vai ser “por que tenho que pagar taxa extra (em um condomínio de 300 apartamentos) e pagar um adicional de luz porque apenas dois bonitões resolveram comprar carro elétrico”. Veja bem, mesmo que seja uma taxa extra de 50 reais em parcela única, vai ter muita gente (muito provavelmente a maioria individualista) que não vai querer pagar e o projeto condominial não vai sair do papel.

      “se houver uma quantidade significativa de interessados”, como você falou,caímos no “teorema do biscoito Tostines”: “não vai haver tantos interessados enquanto não tiver onde recarregar as baterias, ou não haverá onde recarregar as baterias enquanto não tiver tantos interessados”

      Para condomínios, por incrivel que pareça, o melhor é que cada interessado instale sua própria estação de recarga individual (com relógio individualizado) na sua própria vaga, mas mesmo isso ainda recai em regulação do condomínio, pois ainda que a vaga de garagem seja parte individual do morador, em tese, está nas áreas comuns, não podendo ser realizado qualquer tipo de obra ali sem que haja a prévia autorização do condomínio (autorização que é discricionária da administração ou pode ser “delegada” à assembléia, dependendo de como está a convenção). E podem alegar que as obras para instalação de um ponto individual geraria muitos transtornos para a coletividade e simplesmente barrar antes que ela comece.

      Na teoria, condomínio é muito bom, mas na vida real (tá, tem suas benesses) é um inferno.

        • Exatamente. Possível até é, mas a obra civil necessária para fazer isso não é simples (nem mesmo nos condomínios mais modernos com instalações elétricas padronizadas) e com certeza geraria algum tipo de transtorno para os moradores… então em um ambiente condominial a maior chance é que a iniciativa seja barrada antes mesmo de começar. Mesmo que a despesa seja integralmente custeada pelo interessado e tenha um bom projeto elaborado pela concessionária de energia elétrica, ainda vai ter (muita) gente que vai reclamar e barrar a obra porque só porque vai causar algum tipo de transtorno durante a execução.

          • Sim. È possivel. No entanto é uma obra muito custosa. Acredito que tendo a possibilidade, as novas edificações sejam projetadas com isto em mente o que tornaria este custo muito mais baixo.

        • No meu condomínio, com 160 vagas (duas torres com 40 ap e duas vagas para cada ap), já há pontos com tomadas comuns em várias vagas (nas colunas de sustentação da cobertura do estacionamento), além dos pontos de luzes. Se o sistema utilizar a mesma rede, não vejo muito problema em fazer uma pequena “gambiarra” colocando uma tomada de recarga e medidor em cada coluna/vaga. Talvez o problema maior seja no futuro para ler tantos medidores de consumo individuais e separados (em condomínios os medidores convencionais ficam normalmente em uma sala todos juntos) ou fazer como na Alemanha:a ccs estima seu consumo mensal pelo seu perfil, vc paga mensalmente uma taxa fixa e no fim do ano o próprio consumidor faz a leitura e envia para a ccs de energia. Se vc consumiu mais, paga a diferença e se consumiu menos, a ccs devolve a diferença. Se vc burlar a leitura, recebe uma multa altíssima, pois eles aleatoriamente fazem uma verificação da sua leitura.

  • O maior empecilho para os elétricos hoje é o IPI altíssimo, que torna os preços dos elétricos proibitivos.
    Se houvesse demanda de recarga, pode ter certeza que a iniciativa privada rapidamente instalaria pontos de recarga.

  • Pessoal fala muito em pontos para abastecer, mas esquece que o Brasil já pena pra suprir as necessidades elétricas de suas cidades e indústrias, imagine abastecer milhares de carros…

    • Isso é conversinha de governos pra ficarem comprando energia de fora e pegando a sua parte por fora dos governos dos países que vendem para o Brasil.

      Outra coisa é de ficar querendo construir caríssimas hidrelétricas e etc pra poder gerar energia, quando na verdade eles preferem deixar a solar e eólica de lado, energias mais baratas e limpas. Mas deixam de lado pq o governo e as empreiteiras precisam fazer as imensas obras faraônicas para que o governo pegue a sua propria sagrada.

      O Brasil tem capacidade de vender energia pro planeta terra.

    • Pena para suprir nos horários de pico. De madrugada várias turbinas são desligadas pela ociosidade, justamente no horário que se concentrariam a recarga dos carros.
      Mas claro, novos investimentos serão necessários, o que é natural e normal.

      • Ociosidade? Em 2016 Itaipu gerou 103.098GWh isso é 84% de aproveitamento da capacidade instalada,e estamos falando de algo que depende da natureza. Com esses 103TWh daria para cada um dos 61 milhões de carros brasileiros rodarem 25km por dia durante um ano. Não é muito né? e olha que Itaipu sozinha produz 17% da nossa energia.

        • É o que eu falei: necessita sim de novos investimentos (principalmente na diversificação), mas não há motivo para esse alarde todo como se o carro elétrico fosse acabar com a energia do País. Em último caso, ainda há as termelétricas.

          • Ta e onde que são desligadas turbinas?
            Sim precisa diversificar e energia solar em casa seria uma boa pq reduz necessidade da rede, mas tem de ser implantada junto com a comercialização dos carro caso contrário sim entraria em colapso rapidinho com a massificação dos elétricos.

            • Itaipu não é a única hidrelétrica do país, você sabe né? Há outras, além das eólicas, que também usam turbinas. A questão é que de madrugada, a rede como um todo é sim mais ociosa e comporta tranquilamente um aumento de demanda. Claro que a demanda de carro será superior à ociosidade, e aí que entram os investimentos.

              • Sei, por isso perguntei onde (local) se desliga por ociosidade? O que acontece é o desligamento por falta de água.
                Turbina por turbina, as termoelétricas também usam turbinas, essas sim entram sob demanda quando não há capacidade de geração por fontes renováveis. Mas ai não tem nada de ociosidade elas são planejada para entrarem apenas em épocas de estiagem manutenção de outras fontes e outros percalços pq seu custo de geração é bem mais alto.

  • Uma solução seria, no meu ver, dois compartimentos de bateria. Um para a bateria do dono do carro e outro onde a bateria pudesse ser trocada. Seria um serviço rápido, não seria necessário muito tempo de espera de carga. Para isso poderia ter um padrão no serviço e na peça.
    Chegou no posto, troca a peça rapidamente, paga ou registra o uso (consignado ou crédito), segue o caminho.
    O estado da bateria ou carga residual se resolve com normas de negócio.

  • Quanto de energia (Kw) eu gastaria por exemplo para abastecer completamente um Tesla? Eu gostaria de conseguir calcular, com o valor do Kw que pago hoje, quanto me custaria o km rodado. Não tenho noção se eu economizaria ou não. Eu consigo calcular o retorno do investimento do GNV mas quanto custa rodar com o elétrico?

      • Vi agora que o Tesla 3 tem opções de 50 e 75kw. Vou entender então que para carregar 50kwh eu preciso de 55kwh consumidos, 55x$0,895=$49,20. A autonomia para os 50kw é de 350km, então meu custo será de $0,14 por km. Fantástico até mesmo com nossa energia sendo caríssima para o padrão mundial.

          • o gás de cozinha e a gasolina só tem subido de preço.
            com um kit fotovoltaico se atende as necessidades dos eletrodomésticos e do carro.
            Passei a usar mais fogão e forno elétricos, e o botijão que tinha que trocar a cada 40 dias hoje já dura mais de 3 meses.

              • Aqui está a pegadinha das ditas produção de energia “alternativas” e o porque não se pode abandonar a hidroeletricidade. Energia solar só produz enquanto tem sol (tem algumas usinas na Espanha que produzem a noite porque usam um sal especial que retem calor). Energia eólica só funciona enquanto está ventando. A hidroeletricidade você pode gerar 24*7 porque consegue estocar água (não nas novas usinas projetadas pelos ecochatos que funcionam a fio dágua)

        • O valor é mais ou menos este, mas para ver o payback vc deve considerar o investimento inicial. O GM bolt custa $37.500 com autonomia de 380 km , em reais +-123.000 se comparar com uma HRV intermediaria aqui no brasil a R$90.000 vc roda uns 100.000km com a diferença. Mas ainda deve contar custo de oportunidade, manutenção de ambos …..

          • Pois é, pra mim nunca valeu a pena e acho que nem valerá tão cedo, eu rodo 15 mil km por ano no máximo, compraria a HRV, que pra mim é mto mais que um Bolt, abasteceria duas vezes por mês, andaria uns 5 anos e não teria gasto o valor pedido pelo elétrico, sem contar que vai vir a conta de energia tbm do elétrico, que não vai ser o mesmo valor pago em nossas residências, vai ser maior, pode apostar…

  • …essa mania de dificultar, pra encarecer o produtos é bem típico….e a quantia de políticos/ partidos em torno do assunto…feito moscas…nem deveria ser da ossada deles…

  • Cada vaga deveria ter uma tomada. Após o condomínio ser instaurado e o sorteio de vagas, seria ligada a tomada ao relógio da unidade respectiva do prédio. Como a recarga seria feita durante a noite e madrugada adentro, tenho certeza que o custo seria baixo devido ao horário. Agora, nas ruas, alguma empresa seria responsável por administrar e cobrar o valor da recarga. Com boa vontade, se faz tudo nesse país. Mas o que se não tem é boa vontade e boa fé.

  • No Brasil já estaria sendo produzido/comercializado Carros Eólicos ( possuídores de motores/estocadores de vento ) e um projeto by Dilma mas infelizmente por causa do golpe dos ” cochinhas ” e empresas automobilísticas isso foi boicotado

  • Rapaz, oq va ter de gambiarra… se já existem os famosos ” gatos” , quando popularizar, vai existir ” leões ” . Aqui é Brasil, terrinha do ” jeitinho brasileiro”. Eu farei como os amigos falaram, produzirei energia e andarei a custo zero, para pagar a parcela do carro que com ctz vai ser a preço de carro de luxo a combustão.

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