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Catalisador: para que serve?

Catalisador-carro-3 Catalisador: para que serve?

São muitos os componentes que fazem parte do conjunto mecânico de um automóvel. Entre eles, o catalisador (ou conversor catalítico) desempenha um papel importante no funcionamento do aparato, sendo responsável por converter as substâncias nocivas liberadas pelo escapamento em substâncias inofensivas antes de serem expelidas para a atmosfera. No entanto, muitos “sabidões” acabam achando que este equipamento é um tanto quanto desnecessário no veículo – iremos comentar mais a respeito logo a seguir.



Os catalisadores são exigidos em todos os veículos comercializados no mercado brasileiro desde 1997 – cerca de cinco anos após a chegada dos primeiros modelos equipados com tal recurso. Nos Estados Unidos, porém, a situação é diferente, visto que ele é considerado um equipamento obrigatório desde meados da década de 1970. O porquê disso? Como citamos no parágrafo anterior, ele é extremamente importante para evitar a liberação de substâncias nocivas, sendo que na maioria dos casos ele consegue converter aproximadamente 98 por cento dos gases nocivos e poluentes. Logo, acaba resultando em menor poluição no meio-ambiente.

A lista de compostos nocivos do sistema de escapamento do carro que são convertidos em composto inofensivos pelo conversor catalítico inclui os hidrocarbonetos (na forma de gasolina não queimada), os monóxidos de carbono (formados pela combustão da gasolina) e óxidos de nitrogênio (causados pelo calor no motor que força o nitrogênio do ar a formar conjunto com o oxigênio). Ele consegue converter o monóxido de carbono em dióxido de carbono, os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água e óxidos de nitrogênio em nitrogênio e oxigênio.

Para se ter uma noção, os óxidos de nitrogênio e os hidrocarbonetos podem formar uma névoa fotoquímica (smog), além de chuva ácida no caso do primeiro, e o monóxido de carbono aparece como um “veneno” para o nosso sistema respiratório.

Porém, como você já deve imaginar, para que os gases tóxicos sejam convertidos em gases inofensivos, é preciso que o catalisador esteja em boas condições e, fora isso, seja de boa procedência.

Assim como praticamente todas as peças de um veículo, há sempre um modelo específico de catalisador para cada automóvel. Logo, consulte sempre o manual proprietário antes de adquirir um novo catalisador para o seu carro. Os catalisadores originais de fábrica costumam apresentar durabilidade de pelo menos 80 mil quilômetros. Já os catalisadores para reposição, também originais, têm duração mínima de aproximadamente 40 mil km. Isso, é claro, quando você abastece o seu automóvel com combustível de qualidade (combustíveis com chumbo em sua composição podem danificar o componente).

Catalisador-carro-3 Catalisador: para que serve?

Quais são os componentes de um catalisador?

A concepção de um conversor catalítico é relativamente simples. Ele é formado por um núcleo cerâmico ou metálico, que envolve uma camada de metais nobres, uma cápsula ou carcaça metálica, uma manta expansiva (que atua como um isolante térmico) e as flanges (cones de entrada e saída).

Na maioria das vezes, o catalisador está posicionado nas proximidades do tubo de saída do motor. Com isso, ele consegue aproveitar a temperatura da combustão da unidade, que auxilia no funcionamento do mesmo.

Como funciona um catalisador?

Os três gases nocivos citados acima entram no catalisador e são filtrados por um conversor composto por paládio e molibdênio, que reagem com os três gases, convertendo-os em vapor de água e nos outros gases não tóxicos.

Como posso detectar que o catalisador do meu carro está com defeito?

É um tanto quanto difícil detectar defeitos no catalisador sem que a peça seja removida para observar o desempenho do motor sem ela. No entanto, entre os principais sintomas está o aumento da rotação do motor em marcha lenta, aumento de consumo de combustível, interrupção do funcionamento do motor após alguns minutos (caso o componente esteja entupido, gerando aumento da contrapressão no escape) e lentidão ao se pisar no acelerador.

Quais são os cuidados que devo ter com o catalisador?

Como havíamos citado anteriormente, você não deve abastecer, em hipótese alguma, o seu automóvel com combustível que tenha chumbo em sua composição, já que este pode inutilizar e até mesmo entupir o componente.

É preciso ainda dirigir com cautela, sem passar por muitos buracos e/ou valetas de maneira mais “brusca”, por exemplo. Isso pode evitar impactos na região inferior do veículo, para que não haja deformações estruturais no catalisador e também danos na colmeia interna do componente.

Catalisador-carro-3 Catalisador: para que serve?

Além disso, é recomendado que substituir o catalisador sempre que for detectada alguma avaria, como danos na carcaça, para evitar que partículas da cerâmica obstruam a passagem dos gases de escape, resultando em superaquecimento do motor e perda de potência.

Pode-se ainda evitar estacionar o veículo em locais abarrotados de folhas secas, matos ou qualquer tipo de material que possa sofrer combustão ao ser aquecido. Um catalisador pode ter temperatura de aproximadamente 400 ºC, podendo levar a um princípio de incêndio.

Outra dica é manter o sistema de ignição do veículo (velas, cabos de vela e bobinas) sempre em boas condições, para evitar que o combustível não queimado entre e contamine o conversor catalítico.

É permitido remover o catalisador do veículo?

Você provavelmente já deve ter escutado por aí que o catalisador reduz a potência do motor de um carro e que muitos já até removeram o equipamento do conjunto. No entanto, esse ato é proibido por lei e pode gerar uma infração grave passível de multa, podendo gerar ainda a apreensão do veículo. Da mesma forma que outros componentes, os carros foram projetados já com o catalisador e a sua remoção pode gerar problemas, como a contrapressão do sistema de escape ou alterações inesperadas no sistema de injeção eletrônica.

Esses problemas podem ser ocasionados por uma falha na comparação das leituras dos dois sensores de sonda Lambda presentes no escapamento. O primeiro, posicionado antes do catalisador, identifica o que está sendo expelido pelo motor, enquanto o segundo, localizado depois, identifica as substâncias processadas pelo catalisador. Os dois comparam os resultados para ajustar a injeção e manter os níveis de emissão e consumo sempre uma faixa aceitável.

Com isso, há perda de rendimento do motor, desgaste prematuro das peças e aumento do nível de ruídos. Além disso, a retirada do catalisador promove o aumento de emissão de gases ainda mais tóxicos.

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  • Henrique Bittancourt Gouveia

    Hoje escuto pouco sobre pessoas que tiraram o catalizador de um veículo mas ainda temos sempre os espertinhos.

    • Yamaha Mt-09

      Os “engenheiros” de garagem que existem por ai que fazem muito os mesmo que rebaixam o carro cortando as molas e dizendo que o carro fica mais seguro.

      • Felippe2010

        exatamente, os caras cortam tudo de qualquer jeito e ainda tem coragem de dizer que melhorou a estabilidade

      • Celso

        Tem modificações mal feitas, mas também não dá pra criar enormes dificuldades nas modificações em carros. Nos EUA, as transformações são mais fáceis, como tanto vemos em programas de transformação de carros na tv a cabo. Isso cria um mercado, que gera emprego e renda a muita gente, a criação da indústria da transformação q também contribui para o desenvolvimento do país.

        • Isso mesmo! Em alguns países basta ser uma peça homologada e pronto, pode usar. Mas nem sempre modificações são gambiarras, algumas vezes são melhorias no projeto, mantendo-se coisas que já eram previstas, mas em um dado modelo não há a possibilidade ou não veio de fábrica. Eu mesmo inclui uma barra estabilizadora no meu Palio, pois a Fiat teve a cara de pau de cortar a mesma dos modelos básicos (e isso vem desde 1996!). É uma modificação, porém para incrementar a segurança. No lado oposto, temos o que foi dito acima, mudanças na altura do veículo, sem critérios e parâmetros adequados, o que pode gerar efeitos problemáticos.

        • Luis Burro

          Sim,mas desde q não desrespeite a lei ou ofereça risco aos outros.

      • Henrique Bittancourt Gouveia

        É tanto engenheiro de garagem que me dá medo.

  • Ricardo

    Dura só 80 mil km!!
    Ninguém troca pois, para variar, como tudo no Brasil é absurdamente caro e torna a troca inviável!

    • Felippe2010

      meu carro já tem quase 200 mil km e nunca trocou, como voce disse, o valor de um catalisador novo é um absurdo

    • O meu Palio 96 com quase 150 mil km ainda está com ele, uns tempos atrás, ele estava com falha na alimentação e cogitei a troca, felizmente não foi necessário, pois era problema com a bomba de combustível (ainda original), porém se realmente fosse algum problema com ele, eu teria que gastar por volta de 500-600 reais com um paralelo, um original então… provavelmente iria ser bem mais alto! Mesmo sendo materiais caros, não dá para entender a razão de custar tanto!

    • José Barbosa

      Por isto é tão importante que se adote inspeções obrigatórias em toda a frota, e aí se exija os reparos necessários para manter o veículo dentro dos parâmetros de fábrica. Sem obrigatoriedade, ninguém nunca vai trocar, salvo se perceber uma absurda diferença no desempenho e/ou consumo (sendo que os relatos garageiros apontam o contrário).

      • T1000

        Inspeção obrigatória só serve pra dar dinheiro para amigo de políticos.
        Sai fora com essa aberração!

        • José Barbosa

          Não estou falando em inspeção para finalidades escusas, e sim aquela que tem por objetivo garantir a segurança de todos.

      • Ricardo

        O governo poderia obrigar, mas incentivar e controlar preços mais acessíveis. Mas …

      • Luis Burro

        Poisé,querem economizar agora,quero ver economizar com o câncer de pulmão!

  • Ric53

    Tirando o fato de que algumas pessoas simplesmente arrancam o catalisador, também existem catalisadores para carros preparados, o que será que muda??

    • Pedro Henrique

      são catalisadores de alto fluxo de ar, o próprio nome é autoexplicativo “catalisador high-flow”
      tem capacidade de maior fluxo de ar sem perda/redução de função catalítica ou acabar “amarrando” o motor

  • afonso200

    essses carrinhos comuns de 2010 pra ca sao feitos pra durar 80mil km…. aqui em casa temos uma fielder 2005 AT com 205mil km, e ta muito boa.

    • Daniel

      Que, muito provavelmente, o catalisador está ali só pra fazer peso morto!

  • Daniel

    Meu C4 (que foi embora hoje ;( ) começou com trancos no cambio por volta dos 70mil km… a caixa de cambio já havia sido trocada… o problema era o catalisador, por não funcionar direito, as leituras deixavam a central do carro confusa, e o cambio dava os trancos. Ainda bem que o carro ainda estava na garantia (e, depois de muita briga, pq nada é fácil na PSA) trocaram o catalisador e pararam os trancos.
    Um catalisador daqueles custa uns 2mil reais! Alguém realmente acha que o pessoal com carro 2005, 2000, 1997, 2010, 2013! vão gastar uma grana pra trocar o catalisador?
    A maioria dos carros anda poluindo muito mais do que se imagina!

    Por isso que eu digo que carro velho, ou vira carro antigo (pra coleção e rodar pouco, mas em estado perfeito de conservação) ou deveria ir pra prensa e virar prego!

  • Ricardo Blume

    Ou seja, o carro polui menos até cerca de 80 mil km por que após isso, ninguém se habilita a trocá-lo (custo).

  • Dyeimys Aguiar

    A nova Ranger é campeã em problema de catalisador, e minha Captiva está com problema nele também, foi identificado ainda na garantia q estava com problema e a Chevrolet se recusou a trocar, agora lá vou eu entrar num bem provável longo processo para ser ressarcido.

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