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Catarinense Busscar é comprada pela paulista Caio

busscar-panoramico-dd Catarinense Busscar é comprada pela paulista Caio

Ela foi um dos maiores encarroçadores de ônibus do mundo, mas nos últimos anos entrou em declínio por conta de uma disputa acionária interna que derrubou uma das empresas mais famosas no transporte rodoviário de passageiros e também urbano. A catarinense Busscar finalmente mudou de mãos, agora passa para o controle de outra brasileira, a Caio do grupo Induscar, com sede em Botucatu/SP.



Forte no segmento rodoviário, tendo até gerado uma divisão colombiana, a Busscar agora foi arrematada judicialmente por R$ 67,1 milhões, tendo um sinal de R$ 9 milhões e 50 parcelas pelos próximos quatro anos. As três plantas da empresa foram adquiridas junto com todo maquinário, móveis e edificações.

Sediada em Joinville e fundada 1949, a Busscar anteriormente se chamava Nielson, sobrenome dos irmãos descendentes de suecos que iniciaram o negócio. Em 1989, a empresa muda a denominação para a atual. Porém, a crise financeira começa em 2000 e culmina com a falência em 2012.

Agora, a Caio – Companhia Americana Industrial de Ônibus – forte no segmento de transporte urbano de passageiros, quer retomar a produção de ônibus rodoviários da Busscar, pois seus dois produtos do segmento não possuem representação significativa. Com isso, as duas empresas atuarão em suas áreas mais fortes e deverão competir melhor com a Marcopolo, líder entre os fabricantes de ônibus.

A promessa da Caio é investir R$ 100 milhões na Busscar, que pode ter um novo nome. A administração da empresa começa em abril e as contratações a partir de maio, sendo dada preferência para ex-funcionários da companhia. Desde 2007 que a empresa paulista pretendia uma fusão com a catarinense, mas só após a falência desta foi possível fechar o negócio.

[Fonte: Diário do Transporte/Foto: Fábio Schramm]

Agradecimentos ao Jaimir.

  • Airplane

    Ainda bem que acabou em boas mãos.
    Espero que a Caio tenha sucesso com essa aquisição.

    • Tyrion Lannister

      Sò de mudar o nome da empresa já será uma operação fail.

  • Wolfpack

    Parabéns a Caio. Eu sempre achei os ônibus da Busscar com melhor desenho do que os Marcopolos. Vamso ver se retomam a produção e empreguem mais gente.

    • Luciano RC

      E consegue gerar empregos, melhorar o mercado e até oferecer um produto de qualidade que traga uma melhora do mercado. Sempre torço para as empresas crescerem e o país ir pra frente.

  • Luciano RC

    Acho lindo esses ônibus de dois andares com 4 eixos. Confesso que queria ter um, montar como Motorhome e cair na estrada por toda América. Pena que nasci Pobre.

    • eduardo helio

      Não desista! não é necessário você ter um ônibus enorme pra cair na estrada, na net tem uma infinidade de modelos de carros pequenos (utilitários geralmente) que vc pode projetar, a Kombi é um ótimo exemplo, não é um supra sumo em tecnologia mas tem um conjunto mecânico robusto e barato de manter. eu também tenho esse sonho, mas queria fazer de moto.

      • Luciano RC

        Eu queria um Ônibus grande, pois tenho Sonho de ir até o Alasca. KKKKKK

        Mas já pensei em comprar um Trailer e ir.

  • eduardo helio

    Na minha infância eu era obcecado por ônibus, enqanto meus colegas sonhavam com Escort XR3 e Gol GTI (os esportivos top da época) eu sonhava em ter um ônibus de tres eixos. kkkk

    • leomix leo

      O meu era ser caminhoneiro, cheguei até a dirigir um MB 1935 na área do posto de gasolina do coroa, mais fiquei só nisso.

      • Tyrion Lannister

        Se o Brasil fosse um país sério e seguro, eu certamente largaria tudo para ser caminhoneiro a viajar este mundão de país. Mas do jeito que é não dá coragem, insegurança total, profissionais não valorizados, categoria sem respeito.

  • Tyrion Lannister

    A aquisição da Busscar pela Caio/Induscar foi no mínimo estranha. Eu tenho acompanhado o caso a anos (sou busólogo). A Caio abriu no final dos anos 90 e foi adquirida pelo Grupo Ruas, dominante no transporte coletivo da cidade de São Paulo. Só que este mesmo grupo tem milhões em dívidas e como conseguiu adquirir a Busscar tão fácilmente, sendo que na disputa do último leilão havia outras duas empresas estrangeiras interessadas e o grupo Gontijo também já teve interesse na encarroçadora, inclusive uma delas ofereceu mais de 130 milhões pelo patrimônio e operações da catarinense. A história está bem mal contada. Vamos ver se a Caio realmente vai dar operacionalidade a empresa ou vai acabar de enterrá-la de vez. Reabilitar a empresa seria uma boa, principalmente para a geração de empregos e também para melhorar a concorrência, já que praticamente a Marcopolo domina o segmento de ônibus rodoviários e ainda tem as suas coligadas como a Neobus e tem oferecido produtos de qualidade duvidosa (Geração 7, a pior que já existiu). Os empresários do setor não tinham outras opções e grandes frotistas como Gontijo/Viação Garcia/ Viação Motta/Rotas do Triângulo (antiga Nacional Expresso) e REX (Real Expresso) que só compravam Busscar e foram obrigados a se renderem aos G7/Neobus N10 ou optar pelos ônibus da Comil (outra que está ruim das pernas e abriu recuperação judicial, talvez seja por isso que não assumiu a posição da Busscar). Irizar também tem vendas pífias.

    • Lukoh

      E se tivesse sido comprada pela Marcopolo???

      • Tyrion Lannister

        Pior ainda…

    • Cleber Pereira

      Veja o que consta no despacho do juíz: ” As diversas tentativas de alienação judicial da ‘Operação Busscar Ônibus” ocorridas em 26.11.2014, 16.3.2016, 29.3.2016 e 7.7.2016 restaram infrutíferas; A manutenção da ‘Operação Busscar Ônibus’ gera despesas mensais para a massa falida, as quais acabam por corroer seus ativos; A venda englobada do parque fabril oportuniza a reabertura de fonte produtora de riquezas, garantindo empregos à cidade, pagamento de tributos e uma gama de oportunidades empresariais reflexas da retomada das atividades da ‘Operação Busscar Ônibus’; A ‘Operação Busscar Ônibus’ já foi devidamente arrecadada e avaliada judicialmente. Com essas ponderações, por decisão deste juízo processou-se a proposta (fls. 36-41). No mesmo comando, ainda, afastou-se a ideia de preço vil e estabeleceu-se as regras do negócio. Houve ampla publicidade da nova condição venal e apenas duas outras empresas, ambas estrangeiras, atenderam os termos formais do edital e sinalizaram o interesse na aquisição (fls. 81-83). Uma terceira interessada acabou desclassificada. Inconformada, interpôs recurso, cujo efeito suspensivo, porém, não foi concedido (fls. 191-196).
      Pela decisão de fls. 100-108, foi assinalado prazo para que as propostas das empresas estrangeiras fossem adequadas. Contudo, ambas, por escrito, declinaram do interesse em participar do certame (fls. 145-147). Remanescente apenas a oferta da Caio Induscar, conforme previamente estabelecido por este juízo, foram apreciadas as condicionantes inseridas na proposta inaugural (fls. 154-157 e fls. 246-247) e, ato contínuo, nova manifestação da administração judicial, oportunidade na qual reeditou os termos da anterior (fls. 258-259).”

    • Marco

      Uma pena a Irizar ter vendas pifias pois seus veículos possuem muita tecnologia embarcada. Sempre vejo reclamar que os Marcopolo G7 se deterioram muito rapidamente. Com pouco tempo de uso e já estão batendo tudo. Até hoje a Gontijo possui antigos Busscar rodando e dando conta do recado. Dizem os entendidos que são bem mais duráveis e bem construídos que os ônibus da Marcopolo, principalmente os da G7. É isso mesmo, Tyrion?

      • Zetros1833

        Não dá pra comparar os atuais G7 com os modelos que a Busscar fabricava antigamente. São processos produtivos diferentes em que os produtos passaram a utilizar materias mais leves, como o plástico industrial por exemplo.

        Os modelos da Marcopolo que são contemporâneos com os da Busscar são os G5 e G6.

        • Tyrion Lannister

          G6 ainda possuia uma boa qualidade!!

      • Tyrion Lannister

        Exatamente, Marcopolo Geração 7, a pior geração que já existiu.

      • Sim. As principais reclamações do grupo Gontijo são as constantes infiltrações e baixa qualidade das carrocerias.

        Haja vista, que a Gontijo deprecia seus ônibus em 15 anos.

      • Irizar não vende mais, por não ter capacidade produtiva. Não consegue atender frotistas como o grupo JCA ou Gontijo que compram acima de 100 unidades.

    • DiMais

      o detalhe é que não foi a Caio que adquiriu a massa falida da Busscar, mas sim os sócios proprietários da Caio.. pode parecer um detalhe pequeno mas faz muita diferença.. as operações de uma empresa não terão influência alguma da outra.

      • Tyrion Lannister

        SIm, a ideia é a mesma da Marcopolo e Neobus, uma não influencia na outra.

    • Gambixx

      Se não me engano a Ciferal também é da Caio, não? Faz tempo que não vejo notícias dela, ainda existe?

      • Tyrion Lannister

        Ciferal faliu faz muito tempo.

  • jkpops

    Eu sendo executivo da CAIO retomava com força total não só a produção de rodoviários mas também a de Urbanos pois a Busscar sempre foi a 2º força nos urbanos e tem modelos como o micruss que vendia e se retomada a produção venderá bem mais que o modelo Solar foz da CAIO. Essa aquisição pode ser mais prejudicial à comil mas vamos ver daqui a 2,3 anos como estará o mercado de onibus…

    • Tyrion Lannister

      A Comil não consegue deslanchar nem com o lindo Invictus.

    • Gambixx

      Não esquecer a Mascarello que faz painel na base do facão. Apesar da empresa ser enorme em Cascavel pode-se chamar de produção artesanal…

  • Luis Burro

    Ao menos ficou no Brasil!
    Este é mais um exemplo de milhares de empresa q foram pro vinagre depois de passadas aos herdeiros.Ou ngm quer se incomodar e tocar o negócio por seguir outra carreira,ou na divisão entre eles acaba com um achando q está sendo passado pra trás.

  • Luis Burro

    Na verdade eu não vejo muita diferença nas carrocerias, só um especialista pra saber!

  • Ricardo Blume

    Desejo que a Busscar consiga reencontrar seu caminho novamente. A fabricação de carrocerias no Brasil está perigosamente ficando nas mãos de poucos. Não desmerecendo a concorrência, ao contrário, parabenizando pela excelência conquistada ao longo dos anos mas, em termos de mercado, quanto mais players melhor. Sucesso a Caio/Busscar.

  • Dafomg

    Eu acho uma bruta sacanagem a justiça autorizar a venda sem pagar as dívidas trabalhistas. Coisa de Brasil mesmo.

    • André

      A justiça está correta em autorizar a venda para nao atrapalhar o negócio e gerar ainda mais desemprego. Já basta o não pagamento dos direitos trabalhistas, ficar sem emprego é pior ainda. De qualquer forma, os antigos donos serão acionados judicialmente para pagamento das dividas.

    • DiMais

      a Busscar faliu, não tinha mais chances de voltar à ativa como uma empresa.. a venda da massa falida é para o pagamento de dívidas mesmo que passe longe de cobrir parte delas, mas seria ainda mais inviável achar algum comprador interessado na empresa como existia anteriormente.
      quanto a ser coisas de Brasil, veja o que o governo dos EUA fez com a GM.

    • Luciano RC

      Tem que vender e tentar usar a parte estrutural existente para gerar empregos e crescer o mercado. Olha o que acontece com a Vasp em SP. Um monte de aviões e prédios abandonados, podendo ser vendido para outras empresas e gerar empregos, renda, impostos e melhorar a imagem (já que está tudo abandonado).
      O problema é que fica um briga de quem vai ganhar o que e no final ninguém leva nada.

  • DiMais

    só uma correção, foram os sócios proprietários da Caio que adquiriram a Busscar e não a própria fabricante.

  • Austin&Katya

    Saudades dos ônibus monobloco… Saudades do flecha azul, nunca vi ônibus mais lindos e mais poderosos que os Sacania flecha azul e os GM Coach PT-4104… Os Mercedes O-362 também eram legais, mas dos monoblocos o único que tive oportunidade de andar foi o Mercedes O-400, que por acaso tinha câmbio automático hahha

    • Tyrion Lannister

      E os O-370 e O-371? Você não é desta época?

      • Sou mais novo, mas esqueceram dá discussão, os imponentes Tecnobus Tribus II, III e IV.

      • jkpops

        A MB descontinuou a linha de monoblocos em uma monobra esquisita digamos de passagem pois seus veiculos vendiam muito mas muito mesmo itapemirim e gontijo que eram as maiores frotistas compravam aos montes e as empresas de fretamento eventual ta também como plaetatur,ranéa,gracimar,danubio azul entre muitas outras muitos dizem que foi um acordo de cavalheiros tipo a marcopolo oferecer aos clientes o produto com chassi MB e carroceria Marcopolo

  • alessandro wills silva melonio

    Felizmente o verdadeiro design das carrocerias busscar vai ficar na Colômbia. Os Nielson não souberam administrar a empresa após a morte do mentor da busscar mas a arte de desenhar, criar e inovar sim. E isso vai para a Colômbia porquê já não vejo os mesmos aspectos com a gestão dá caio. E tomara que dessa merreca que foi vendida a empresa sobre para os ex funcionários…

  • André Luiz

    Seria interessante vvoltar com a logomarca Busscar que sempre foi sinônimo de qualidade da produção de carrocerias. Grande prova disso são os “Magnatas” que eram os onibus leitos do modelo Diplomata 380 da Expresso Brasileiro que rodaram na Rio x Sp por mais de 30 anos em estado impecável.

  • Vinícius

    Eu manteria o nome Busscar para a divisão de ônibus rodoviários. Acho que teria um bom apelo junto ao público e e empresas do ramo…

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