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Chattanooga: Passat chinês e ID Crozz devem dobrar produção americana

Chattanooga: Passat chinês e ID Crozz devem dobrar produção americana

Em 2019, a Volkswagen lançou um Passat bastante estranho no mercado americano. Após oito anos e uma crise bilionária pelo caminho, o prático sedã médio da marca alemã deveria ter ido pelo mesmo caminho de seu irmão NMS chinês, ou seja, migrar para a plataforma modular MQB.


Contudo, não foi assim que aconteceu. Apresentado em Detroit, no começo do ano passado, o Passat 2020 se apresentou como um segundo facelift, este até bastante forçado em relação ao anterior, que era mais condizente com a missão de meia vida. O motivo: baixas vendas e ameaça dos SUVs.

Nesse caso, o Passat 2020 ficou parecendo aqueles projetos que conhecemos bem, onde o produto parece uma nova geração, mas não é. Ainda feito sobre a PQ46, o modelo fabricado em Chattanooga, Tennessee, ficou devendo em evolução. Ele tem o 2.0 TSI com 176 cavalos e câmbio Tiptronic de seis marchas.

Ganhou um ar mais expressivo e até contornos alterados, mas não passa de um facelift. Com vendas iniciadas no outono americano, o Passat 2020 a princípio deve durar pelo menos mais alguns anos. Pelo menos deveria, mas não é isso o que diz o site Wards Auto, citado pelo mexicano Al Volante.

Chattanooga: Passat chinês e ID Crozz devem dobrar produção americana

Segundo o que se fala, a segunda geração do Passat começará a ser feita ainda este mês em Chattanooga. Estranho, uma vez que o facelift faz aniversário agora e nem tem seis meses de vida comercial. Falar em segunda geração, significa que o produto terá plataforma MQB e, essencialmente, será o maior NMS II chinês, evolução natural para o mercado americano desde sempre.

Antes de Detroit 2019, o NMS II era dado como certo, pois, era lógico para atender o mercado americano, ainda mais por ter um porte maior que o anterior e ainda dispor de tecnologias mais recentes, como cluster digital e multimídia com telas maiores. Mais leve e rígido, com alguma redução de custo para os states, seria o ideal.

A Wards Auto fala também do ID Crozz com produção ainda este ano nos EUA, o que ajudaria a fábrica à atingir o dobro da capacidade atual, ou seja, 240.000 carros por ano. O Atlas Cross Sport é outro reforço para bater a meta. A planta tem 3.800 funcionários e atualmente não atinge os 120.000 carros por ano planejados.

[Fonte: Wards Auto via Al Volante]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Toyo_Highlander fan

    O facelift quer queira ou não o deixou bem atual como seus “irmãos” de marca.

  • leitor

    A impressão que tenho é que a VW tem muito que reformular nos carros e no marketing pra atrair os americanos. No Brasil é até interessante e podemos ver que não deixam a desejar em relação aos modelos de outras marcas do mercado aqui. Pra melhorar a imagem talvez tenha
    até que entrar na Nascar. Ou então continuar a apostar em outras marcas do grupo e deixar a VW de lado.

  • leitor

    Creio que a VW tem muito que reformular nos carros e no marketing pra atrair os americanos. No Brasil é até interessante e podemos ver que não deixam a desejar em relação aos modelos de outras marcas do mercado aqui. Pra melhorar a imagem talvez tenha até que entrar na Nascar. Ou então continuar a apostar em outras marcas do grupo e deixar a VW de lado.

  • rodrigosr

    Esse facelift, de fato, nunca fez sentido.

  • 😎.

    Esse Passat foi um erro ,deveriam é apostar desde o início na nova geração chinesa.

  • nãotemjornalistajapa

    Camry e Accord vendem bem nos EUA

  • Lukoh

    E quando chega o Passat 2020 no BR (modelo alemão, óbvio)… pois os 0km de R$ 165k ainda sao lote 2018.

  • Paulo_Mathias32

    Esse Passat americano é bizonho. Quase o que fizeram com o 207 brasileiro: inseriram forçadamente o visual do modelo mais moderno vendido no mercado chinês numa plataforma antiga, gerando um carro sem proporção nenhuma. Mas feita a bagunça, duvido muito que venham a lançar o modelo chinês nos states tão cedo, sobretudo porque este se tornou caro demais para o mercado americano.

    • Aristênio Catanduva

      “caro de mais para o mercado americano” essa é a questão chave o preço de um Passat atual sempre vai estar atrelado aos modelos premium de Audi, BMW e Mercedes

  • Daniel Deichmann

    Jettão

  • Tommy

    Não sei porque essa insistência em fazer um Passat específico pros EUA quando as versões que vendiam bem sempre foram as alemãs, essa aí é um Jetta tamanho GG

  • Luke

    Por que não fabricam o modelo Europeu lá? Ele não serve para o mercado americano? Não acho que seria uma problema que nem o 500 foi por ser minúsculo, já que o Passat não é tão pequeno para os padrões americanos.

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