
Ser a segunda maior vitrine automotiva do planeta em volume faz dos Estados Unidos um ímã óbvio para marcas chinesas, mesmo com o clima político cada vez mais hostil.
Nos bastidores, executivos chineses contam com um cenário em que tarifas caiam e restrições afrouxem, mas ninguém arrisca prever se isso vai acontecer ou em qual prazo.
Entre os nomes mais citados nessa corrida está a Chery, que reúne um portfólio amplo e quer colocar praticamente todas as suas bandeiras no horizonte americano.
A lista inclui Exeed, iCar, Luxeed, Jetour, Omoda, Jaecoo e a própria marca Chery, todas tratadas como peças de um tabuleiro maior.
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Falando com repórteres na sede da companhia em Wuhu, na China, o presidente da Chery International, Zhang Guibing, deixou a intenção sem rodeios.
Ele afirmou que a questão não é “se”, mas “quando”, dizendo que a empresa “definitivamente” espera entrar no mercado americano no futuro.
Guibing insistiu que todo mundo reconhece o tamanho do mercado dos EUA e que “todos definitivamente têm a ideia” de vender carros por lá.
A Chery, que cresceu rápido no mercado doméstico, agora prioriza expansão internacional e vem concentrando energia em Europa, Oriente Médio, Sudeste Asiático e América Latina.
Como parte desse avanço, a montadora também está montando a operação para começar a vender no Canadá ainda neste ano.
O plano canadense deve começar por British Columbia, Ontario e Quebec, num movimento visto como aquecimento para mercados mais complexos.
Mesmo com o discurso confiante, Guibing reconheceu que um lançamento nos EUA dependerá das políticas tanto americanas quanto chinesas, além do grau de prontidão da própria empresa.
Segundo a Reuters, ele citou esse conjunto de condicionantes como o filtro decisivo para transformar desejo em cronograma.
Do lado americano, o presidente Donald Trump disse no início do ano que poderia aceitar marcas chinesas, mas apenas se elas fabricarem no país e com mão de obra local.
Ainda assim, a resistência no Congresso é forte, com parlamentares republicanos e democratas se opondo à ideia mesmo quando a produção seria feita em solo americano.
No mês passado, dezenas de democratas na Câmara enviaram uma carta a Trump pedindo que ele tome “qualquer e toda ação decisiva necessária” para impedir vendas locais de marcas chinesas.
O argumento central é que essas empresas ameaçariam as marcas domésticas e poderiam corroer partes relevantes do setor manufatureiro dos Estados Unidos.
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