Chery já mira os EUA e manda recado direto: “não é se, é quando”, mas Washington quer travar tudo no grito

chery jetour x90 pro (1)
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Ser a segunda maior vitrine automotiva do planeta em volume faz dos Estados Unidos um ímã óbvio para marcas chinesas, mesmo com o clima político cada vez mais hostil.

Nos bastidores, executivos chineses contam com um cenário em que tarifas caiam e restrições afrouxem, mas ninguém arrisca prever se isso vai acontecer ou em qual prazo.

Entre os nomes mais citados nessa corrida está a Chery, que reúne um portfólio amplo e quer colocar praticamente todas as suas bandeiras no horizonte americano.

A lista inclui Exeed, iCar, Luxeed, Jetour, Omoda, Jaecoo e a própria marca Chery, todas tratadas como peças de um tabuleiro maior.

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Falando com repórteres na sede da companhia em Wuhu, na China, o presidente da Chery International, Zhang Guibing, deixou a intenção sem rodeios.

Ele afirmou que a questão não é “se”, mas “quando”, dizendo que a empresa “definitivamente” espera entrar no mercado americano no futuro.

Guibing insistiu que todo mundo reconhece o tamanho do mercado dos EUA e que “todos definitivamente têm a ideia” de vender carros por lá.

A Chery, que cresceu rápido no mercado doméstico, agora prioriza expansão internacional e vem concentrando energia em Europa, Oriente Médio, Sudeste Asiático e América Latina.

Como parte desse avanço, a montadora também está montando a operação para começar a vender no Canadá ainda neste ano.

O plano canadense deve começar por British Columbia, Ontario e Quebec, num movimento visto como aquecimento para mercados mais complexos.

Mesmo com o discurso confiante, Guibing reconheceu que um lançamento nos EUA dependerá das políticas tanto americanas quanto chinesas, além do grau de prontidão da própria empresa.

Segundo a Reuters, ele citou esse conjunto de condicionantes como o filtro decisivo para transformar desejo em cronograma.

Do lado americano, o presidente Donald Trump disse no início do ano que poderia aceitar marcas chinesas, mas apenas se elas fabricarem no país e com mão de obra local.

Ainda assim, a resistência no Congresso é forte, com parlamentares republicanos e democratas se opondo à ideia mesmo quando a produção seria feita em solo americano.

No mês passado, dezenas de democratas na Câmara enviaram uma carta a Trump pedindo que ele tome “qualquer e toda ação decisiva necessária” para impedir vendas locais de marcas chinesas.

O argumento central é que essas empresas ameaçariam as marcas domésticas e poderiam corroer partes relevantes do setor manufatureiro dos Estados Unidos.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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