Chery Tiggo 2011: detalhes, versões, motor, consumo, fotos, etc

Chery Tiggo 2011: detalhes, versões, motor, consumo, fotos, etc

O Chery Tiggo 2011 chegou ao mercado nacional ainda com o visual original de lançamento do SUV de porte compacto da marca chinesa, que na época era representada no Brasil pela empresa Venko, que atualmente trabalha com a SsangYong.


O modelo era vendido no mercado desde 2009, sendo importado diretamente de Wuhu, onde fica a sede mundial da Chery. Baseado no Toyota RAV4, o Tiggo chegou como rival do Ford EcoSport e antes de players como Renault Duster.

Bem diferente da gama atual da Caoa Chery, o antigo utilitário esportivo ainda era parte do portfólio original da marca de Anhui, que inicialmente se utilizou de carros já existentes para ganhar mercado na China.

A atualização tirou muito do visual associado ao RAV4, dando mais personalidade ao modelo chinês, que trouxe novos faróis grandes, grade cromada, capô curto, para-choques robustos e lanternas claras.

Por dentro, o Chery Tiggo 2011 tinha um painel antigo, incluindo cluster analógico, mas um rádio mais moderno. O SUV da marca asiática teve o acabamento atualizado, porém, ainda de baixo custo visível e visual tentando refletir luxo.

Em sua concepção, o primeiro Tiggo era na verdade um modelo de porte médio, mas devido à idade do projeto, baseado no Toyota, ele tem porte que hoje seria classificado como compacto.

Ainda assim, levava alguns elementos próprios de seu segmento, como suspensão traseira multilink, banco traseiro com ajustes de encosto e distância, altura avantajada e largura maior. O acabamento dos bancos e cor bege refletiam isso.

Medindo 4,28 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,70 m de altura e 2,51 m de entre-eixos, o Chery Tiggo 2011 tinha espaço interno mediano e porta-malas com apenas 435 litros. A tampa traseira abria de forma lateral e estepe.

Com ar condicionado, direção hidráulica, trio elétrico completo, rodas de liga leve, faróis de neblina, som com CD player e USB, bancos em couro, freios com ABS, airbag duplo, entre outros, estavam disponíveis.

Na época, ele custava R$ 51.900 e isso o colocava como um rival direto do EcoSport, mas não havia outro SUV nessa faixa de preço, tornando-o muito apreciado por causa do preço baixo.

Além disso, trazia um pacote de equipamentos de série que também reforçava a proposta de mais por menos, como todos os carros chineses daquela época, tendo ainda sensor de estacionamento, ajuste de altura dos faróis e alarme.

Equipado com motor 2.0 16V, o Chery Tiggo 2011 era equipado com um propulsor Acteco, a divisão de motores da marca, sendo construído em alumínio, mas com potência abaixo do esperado, entregando 135 cavalos e também 18,5 kgfm.

Sem câmbio automático, o SUV tinha somente transmissão manual de cinco marchas e apenas tração dianteira, embora em outros mercados, o Tiggo tivesse opção de força nas quatro rodas e até transmissão automática de quatro marchas.

Essas configurações, por exemplo, estavam disponíveis na Argentina. O modelo também foi oferecido com motor 1.6 Acteco em alguns países e chegou a ter motor 1.8, dependendo do mercado. Nunca teve o propulsor diesel 1.9 Acteco.

Após o Chery Tiggo 2011, a marca chinesa bateu cabeça sobre o destino de seu portfólio de utilitários esportivos. O Tiggo “clássico” ainda teve um terceiro visual, além de uma evolução, chamada Tiggo 5.

Este modelo compartilhava a mesma plataforma, mas era maior e com um visual diferenciado. Foi testado por aqui, mas nunca lançado, diferente da Argentina. Ele chegou a ser mostrado no Salão do Automóvel 2014, com o Celer nacional.

Contudo, a Chery mudou o foco e lançou o Tiggo 2, um crossover derivado do Celer, que se mantém como um importante player da marca no país. Com a mudança para a CAOA, o Tiggo 7 se apresentou, assim como Tiggo 5x e Tiggo 8.

O modelo antigo, como esse da linha 2011, ainda recebeu transmissão automática de quatro marchas, mas acabou sendo substituído tanto pelo Tiggo 2 quanto pelo Tiggo 5x. Fora do país, ele também usou uma caixa CVT.

Sempre importado da China, o Chery Tiggo não chegou a ser montado no Uruguai, como o Chery Face, sendo que o primeiro a ser fabricado no país foi o crossover Tiggo 2, seguido depois pelo trio de modelos médios na CAOA, em Goiás.

Atualmente, a Chery tem quatro modelos com nome Tiggo em produção no Brasil, todos bem mais modernos que o antigo, sendo equipados com motores 1.5 de até 115 cavalos, 1.5 Turbo com até 152 cavalos e 1.6 TGDI de 186 cavalos.

Eles ainda usam transmissão automática de quatro marchas ou automatizada de dupla embreagem com seis marchas. Espera-se pela chegada do Tiggo 2 atualizado com motor 1.0 Turbo e câmbio CVT.

Chery Tiggo 2011 – detalhes

Chery Tiggo 2011: detalhes, versões, motor, consumo, fotos, etc

O Chery Tiggo 2011 tinha um visual igual ao do primeiro Tiggo, um modelo que surgiu em 2005, tendo sido vendido até 2016, quando era conhecido como Tiggo 3. O SUV tinha frente com faróis dotados de parábola única.

Eles vinham ainda com luzes diurnas e pistas integrados. A grade tinha um acabamento cromado e estilizado com o logotipo da Chery, o antigo, além de entradas de ar no mesmo corpo.

Além disso, o Tiggo 2011 trazia ainda capô com vincos suavizados, bem como para-lamas com repetidores de direção. O para-choque tem molduras laterais pretas com faróis de neblina quadrados.

Ao centro, entrada de ar na cor do carro e com suporte para placa. Nas laterais, rodas de liga leve aro 16 polegadas com pneus 235/60 R16, bem como maçanetas e retrovisores na cor do carro. No teto, barras longitudinais no teto.

Nas portas, barras de proteção na cor do carro, enquanto a traseira portava lanternas verticais com lentes claras, com tampa do bagageiro ostentando um suporte com pneu sobressalente, protegido em uma capa personalizada.

Com abertura lateral, a tampa do bagageiro era incorporado ao para-choque, mas o suporte da placa era fixo na carroceria e posicionado à esquerda do veículo. A vigia tem defletor de ar acima e com luz auxiliar de freio.

No vidro, desembaçador elétrico, assim como limpador e lavador. Havia ainda antena no teto e na parte inferior do veículo, sensores de estacionamento. O escape tinha a ponteira cromada. As luzes de neblina eram circulares.

Por dentro, o Chery Tiggo 2011 tinha acabamento em cor cinza com visual que lembrava muito o Hyundai Tucson da época, que era bem mais caro. O ambiente trazia painel com cluster analógico de fundo branco com computador de bordo.

Velocímetro, nível de combustível, temperatura da água e conta-giros estavam presentes. O volante, com assistência hidráulica e ajuste em altura, mas não tinha couro. Além disso, o painel contava com rádio 2din ao centro.

Nele, havia CD player, USB e auxiliar, tendo display digital na cor azul. Logo abaixo ficavam os comandos do ar condicionado, assim como também alguns botões auxiliares. No túnel, a alavanca de câmbio ficava à frente do cinzeiro.

Nos comandos do ar condicionado havia uma moldura preta e no cluster, outra em preto brilhante. Os bancos eram em tecido de malharia azul com cinza, tendo o banco do motorista ajuste em altura. Geralmente os donos aplicavam couro.

O banco traseiro era bipartido e com ajustes de inclinação do encosto. As portas tinham acabamento em plástico duro e tecido azul, tendo comandos dos vidros elétricos, enquanto os retrovisores ficavam num comando próximo destes.

Havia travamento elétrico das portas e porta-malas, além de chave-canivete com telecomando e alarme. Os vidros eram verdes e o para-brisa degradê, tendo ainda cintos de 3 pontos para quatro pessoas, bem como travas de segurança.

No teto, alças e espelhos nos para-sois, bem como retrovisor interno dia e noite. Luzes de leitura e porta-óculos também faziam parte do pacote, assim como porta-copos e objetos. O porta-luvas era pequeno e simples.

Na traseira, o bagageiro leva 435 litros até a altura dos vidros, além de cobertura retrátil para bagagens e iluminação. O Chery Tiggo 2011 tinha ainda airbag duplo e cintos dianteiros com pré-tensionamento, bem como ajuste elétrico dos faróis

Não havia piloto automático e nem sensor crepuscular, sendo que até o computador de bordo era básico, mas focado no consumo. Ainda assim, suspensão traseira multilink, freios a disco nas quatro rodas com ABS e EDB.

Com o rebatimento do banco traseiro, o bagageiro ampliava-se bem. O carro recebia ainda fonte 12V, cinto traseiro subabdominal para o quinto passageiro. Não havia nem Isofix na ocasião e só havia apoio de cabeça para quatro pessoas.

No assoalho, havia a alavanca de abertura do bocal do tanque, enquanto atrás, havia um cinzeiro e também um porta-copo central, para o quinto passageiro. Havia ainda porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros.

Chery Tiggo 2011 – versões

Chery Tiggo 2011: detalhes, versões, motor, consumo, fotos, etc

Na maior parte do tempo, o Chery Tiggo 2011 foi vendido apenas em uma versão, visto que não tinha opcionais e os acessórios, como bancos em couro, eram instalados nas concessionárias.

  • Chery Tiggo 2.0 MT

Equipamentos

Chery Tiggo 2011: detalhes, versões, motor, consumo, fotos, etc

  • Chery Tiggo 2.0 MT – Motor 2.0 e câmbio manual, mais faróis de neblina, faróis com projetores e luzes diurnas em LED, rodas de liga leve aro 16 polegadas, sensor de estacionamento, estepe externo com cobertura, tampa do bagageiro de abertura lateral, retrovisores na cor do carro, para-choques na cor do carro, repetidores de direção nos para-lamas, barras de proteção nas laterais, maçanetas na cor do carro, para-brisa degradê, lavador e limpador do vidro traseiro, desembaçador traseiro, lanternas em LED, luz de neblina, freios com ABS e EDB, airbag duplo, cintos dianteiros com pré-tensionadores, cintos de 3 pontos para todos, apoios de cabeça para todos, ar condicionado, direção hidráulica, coluna de direção ajustável em altura, vidros elétricos nas quatro portas, travamento central elétrico, retrovisores com ajustes elétricos, banco do motorista com ajuste em altura, banco traseiro bipartido com ajustes de encosto e distância, luzes de leitura, alças no teto, retrovisor interno dia e noite, bancos em tecido de cor azul e cinza, portas com acabamento em tecido azul, acabamento geral em cor bege, espelhos nos para-sois, sistema de som com CD player/MP3/USB/axuiliar, quatro alto-falantes, fonte 12V, luz interna do porta-malas, luzes de cortesia, volante com comandos de áudio, computador de bordo, faróis com ajuste em altura, cobertura do compartimento de bagagem, barras longitudinais no teto, antena no teto, alarme, entre outros.

Preços

Chery Tiggo 2011: detalhes, versões, motor, consumo, fotos, etc

O Chery Tiggo 2011 tinha um preço acessível em sua época. Ele custava na faixa do Ford EcoSport e bem abaixo de modelos como o Hyundai Tucson e o Kia Sportage.

Sem opcionais, ele focava em mais por menos, oferecendo um pacote mais recheado de equipamentos com um valor mais competitivo, de modo  a atrair os consumidores, que pagavam mais por modelos de menor conteúdo, apesar de nacionais.

  • Chery Tiggo 2.0 MT – R$ 51.900

Chery Tiggo 2011 – motor

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O motor do Chery Tiggo 2011 era produzido pela Acteco, que é a divisão de motores da marca chinesa. Identificado como SQR-484, o propulsor de quator cilindros substituiu o anterior Mitsibishi 4G3, que era feito pela CAC.

Feito em alumínio, o motor faz parte de uma família de propulsores de carcaterísitcas diferentes, indo de 0.8 e três cilindros até um V6 3.0, embora o mais potente seja ujm 2.0 TGDI que agora tem 254 cavalos.

Com duplo comando de válvulas no cabeçote, acionados por correia dentada, o SQR-484 era um propulsor aspirado de 1.971 cm3, desenvolvido pela austríaca AVL.

De concepção moderna, embroa com várias opções de equipamentos para aumentar ou diminuir seu rendimento em função do custo, a unidade empregada pelo Chery Tiggo 2011 era a ais simples.

Tendo variação de abertura e fechamento de válvulas apenas na admissão, o SQR-484 tinha injeção multiponto, mas era abastecido apenas com gasolina. Ele entregava 135 cavalos a 5.750 rpm e 18,5 kgfm a 4.300 rpm.

Não era o melhor rendimento que a Chery tinha, mas no contexto da época e perfil do Tiggo, ele era considerado aceitável. O SUV teve ainda o SQR-481 1.6 16V, mas foi considerado fraco para o mercado brasileiro.

Tendo transmissão manual de cinco marchas, o Chery Tiggo tinha relações longas, o que tornava o carro um tanto lento para seu porte e peso. O conjunto mecânico em si não era ruim, porém, era limitado.

Desde seu lançamento no Brasil, o Chery Tiggo portou o mesmo motor, embora o mesmo tenha tido opção de transmissão automática de quatro marchas e conversor de torque, produzida pela própria Acteco.

Essa mesma caixa é usada hoje no Tiggo 2, que logo mais terá uma CVT. NO exterior, o Tiggo chegou a usar um 2.4 4G63 da Mitsubishi, mas isso fora no começo.

A Chery ainda tinha na época os motores 1.1 do QQ, depois 1.0, além do 1.3 dos Face e S18, bem como o 1.5 SOHC do Fullwin, que acabou no Tiggo 2, além dos 1.6 16V do Cielo e os mais atuais, como 1.5 Turbo de até 152 cavalos.

Essa gama era bem completa, assim como de transmissões manuais, automáticas e CVT. Havia somente dois motores diesel, sendo um 1.0 de três cilindros, além de um 1.9 de quatro cilindros e 127 cavalos.

Desempenho

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O desempenho do Chery Tiggo 2011 era fraco, visto que sua transmissão era longa e o motor 2.0 precisava de giros altos para entregar força. Nisso, a resposta ao acelerador era lenta, ao gosto dos consumidores chineses.

Nesse caso, o SUV precisava de 15 segundso para ir de 0 a 100 km/h, desempenho semelhante ao de um carro popular 1.0. A velocidade final não passava de 170 km/h, confirmando o baixo desempenho do modelo.

  • Chery Tiggo 2.0 MT – 0 a 100 km/h – 15 segundos
  • Chery Tiggo 2.0 MT – Velocidade máxima – 170 km/h

Consumo

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Se o desempenho era fraco, o consumo era ainda pior. Mesmo com câmbio longo, o Chery Tiggo 2011 sofria com a falta de sinergia entre as partes mecânicas, além de ter um peso excessivamente alto, com 1.375 kg.

Isso fazia com que ele alcançasse apenas 7,7 km/l na cidade e pobres 9,2 km/l na estrada, como se fosse abastecido com etanol e não gasolina. Para mudar a situação, ele teria de ter pelo menos um motor 1.5 TGDI para reverter os números.

  • Chery Tiggo 2.0 MT – Consumo urbano – 7,7 km/l
  • Chery Tiggo 2.0 MT – Consumo rodoviário – 9,2 km/l

Chery Tiggo 2011 – manutenção e revisão

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A Caoa Chery tem planos de revisão a cada 10.000 km ou 12 meses, o que vier primeiro. No caso do Chery Tiggo 2011, o custo de revisão até 60.000 km é de R$ 4.694,97, um valor bastante alto para um carro de nove anos.

Na rede Chery, as revisões incluem troca de óleo do motor, troca de fluído de freio, troca do filtro de combustível, filtro de ar do motor, filtro de ar da cabine, correia em V, correia dentada, velas, fluído de refrigeração, entre outros.

Durante as revisões, são feitas inspeções em diversos itens do carro, incluindo parte elétrica, mecânica, suspensão, direção, freios, itens de segurança, além de serviços como balanceamento, alinhamento, funilaria, pintura e higienização.

A reede Chery tem hoje cerca de 120 lojas pelo país, sendo em sua grande maioria, pertencentes à CAOA, que possui duas fábricas de automóveis da marca no país, sendo uma em Jacareí e outra em Anápolis.

Revisão10.000 km20.000 km30.000 km40.000 km50.000 km60.000 kmTotal
2.0R$ 254,49R$ 784,55R$ 677,34R$ 805,68R$ 486,97R$ 1.685,88R$ 4.694,97

Chery Tiggo 2011 – ficha técnica

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Motor2.0
Tipo
Número de cilindros4 em linha
Cilindrada em cm31971
Válvulas16
Taxa de compressão10:1
Injeção eletrônicaIndireta
Potência máxima135 cv a 5.750 rpm (gasolina)
Torque máximo18,5 kgfm a 4.300 rpm (gasolina)
Transmissão
TipoManual de 5 marchas
Tração
TipoDianteira
Direção
TipoHidráulica
Freios
TipoDiscos dianteiros e traseiros
Suspensão
DianteiraMcPherson
TraseiraMultilink
Rodas e Pneus
RodasLiga leve, aro 16 polegadas
Pneus235/60 R16
Dimensões
Comprimento (mm)4.285
Largura (mm)1.765
Altura (mm)1.705
Entre eixos (mm)2.510
Capacidades
Porta-malas (L)435
Tanque de combustível (L)57
Carga (Kg)375
Peso em ordem de marcha (Kg)1.375
Coeficiente aerodinâmico (cx)ND

Chery Tiggo 2011 – fotos

https://www.youtube.com/watch?v=UiUq7v1BusY

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.