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Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

O Chevette Tubarão foi o modelo original do compacto da General Motors, fabricado a partir de 1973.


O apelido vem da frente curvada para dentro, que os donos acabaram chamando-o de tubarão devido a sua forma, que lembraria o animal marinho.

Além disso, o Chevette Tubarão surgira na mesma época em que o filme Tubarão estreou nas telonas, apavorando muita gente.

Não se sabe se a produção cinematográfica americana influenciou também, mas ao contrário do “carcharodon carcharias”, o pequeno da GM agradou muito mais.


Variante nacional do Opel Kadett, o modelo foi o menor carro da General Motors do Brasil até a chegada do Corsa nos anos 90.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Assim como ele, foi um alemão naturalizado brasileiro, que caiu no gosto do público dos anos 70, sendo feito assim até 1977.

Ele teve cinco versões, sendo que duas delas eram “esportivas” e com direito a visual personalizado.

Teve apenas um tipo de motor com duas versões, além de duas transmissões manuais.

Por quatro anos, o Chevette Tubarão foi o representante máximo da Chevrolet num segmento de carros pequenos e baratos.

Seu estilo bem equilibrado fez dele um sucesso, mas apenas a carroceria sedã com duas portas foi feita com esse estilo.

Chevette Tubarão

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

O Chevette Tubarão foi um sedã compacto de duas portas produzido pela General Motors do Brasil em São José dos Campos, Vale do Paraíba, no leste do estado de São Paulo.

Ele foi vendido nas versões Standard, Especial, L, SL (que duraria até os anos 90), GP e GP II, essas duas últimas eram esportivas.

Com 4,120 m de comprimento, 1,570 m de largura, 1,320 m de altura e 2,390 m de entre eixos, o Chevette Tubarão era simpático.

Sua frente tinha dois faróis circulares simples, montados em molduras quadradas.

A grade tinha quatro frisos cromados e o capô retilíneo descia até sobre ela.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

O para-choque era laminado e abaixo dele havia uma entrada de ar adicional e dois piscas individuais.

A parte inferior da carroceria na frente tinha um pequeno spoiler natural em seu desenho.

Com uma carroceria bem delineada, como outros compactos dos anos 70, o Chevette Tubarão tinha linhas bem limpas.

As maçanetas embutidas eram cromadas e o retrovisor do lado esquerdo (o direito não era obrigatório em 1973) também tinha o mesmo acabamento.

As portas tinham um bom tamanho e não possuíam quebra-vento, que era uma moda (e necessidade) naquela época.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

As janelas traseiras ainda não abriam e as colunas C tinham uma pequena grelha para não deixar o interior abafado totalmente.

Na traseira, a tampa do porta-malas terminava no topo do conjunto, que tinha duas lanternas simples com luzes de ré, principal e piscas.

O para-choque era laminado também e sob ele, ficava a placa de identificação do veículo com uma luz de iluminação.

O Chevette Tubarão tinha o nome do modelo no capô e na traseira.

Na versão SL, que era a mais “luxuosa”, frisos cromados eram aplicados na base da carroceria, grade e nos vidros.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Além disso, também tinha moldura preta com o nome Chevette SL na traseira.

Os para-choques tinham batentes pretos e as janelas eram basculantes, tendo inclusive antena.

Em qualquer versões, o modelo tinha rodas de aço aro 13 polegadas com belas calotas cromadas.

Interessante era o bocal do tanque, que ficava atrás da grade na coluna C direita.

Chevette Tubarão – interior prático

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Por dentro, o Chevette Tubarão era igualmente simples e funcional.

O painel em material plástico tinha um quadro de instrumentos com apenas o necessário na versão de entrada.

O velocímetro com hodômetro total e os marcadores menores de nível de combustível e temperatura da água eram obrigatórios.

Conforme a versão, tinha com relógio analógico. Luzes-espia também faziam parte do pacote.

Os difusores de ar eram circulares e não havia ar condicionado naquela ocasião.

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O Chevette Tubarão tinha porta-luvas aberto nas versões mais baratas e chamava atenção pela alavanca de câmbio avançada.

As portas tinham revestimento em vinil e os bancos não possuíam apoios de cabeça.

A versão SL, a partir de 1976, tinha acabamento em tom marrom ou preto, que incluía também o painel, volante, console e todo o resto.

O painel passou a ter cobertura como no GP e ganhou instrumentos coloridos, além de imitação de madeira.

Desse ano em diante, os bancos tinham apoios de cabeça integrados opcionais nessa época e eram confortáveis.

O espaço interno era teoricamente para cinco pessoas, mas atrás era bem apertado.

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Na frente, o câmbio ficava presente dentro do habitáculo e deslocava direção e pedais para a esquerda.

Por essa característica, a alavanca era bem longa e inclinada. O túnel atrás também incomodava pelo volume.

O porta-malas tinha somente 323 litros, brigando por espaço com o tanque, que ficava em pé atrás do banco traseiro com seus 45 litros, bem com o estepe, posicionado igualmente em pé no espaço lateral.

Chevette Tubarão – tração traseira

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O projeto do Chevette Tubarão não inovava em termos mecânicos.

O motor era longitudinal e dianteiro, com transmissão logo depois e eixo cardã, ligando o conjunto motriz até o diferencial no eixo rígido traseiro.

A suspensão dianteira era independente com braços sobrepostos, enquanto a traseira apostava nas barras Panhard.

Essa configuração de tração traseira com motor dianteiro não era exclusividade do Chevette Tubarão.

O rival Dodge Polara também tinha configuração semelhante.

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Com exceção da versão GP, o sedã tinha motor 1.4 8V de quatro cilindros em linha e refrigerado a água.

Este foi o primeiro motor nacional com comando no cabeçote acionado por correia dentada.

Dotado de carburador simples, ele entregava 69 cavalos (brutos) a 5.800 rpm e 9,8 kgfm a 3.600 rpm.

Dessa forma, o Chevette Tubarão ia de 0 a 100 km/h em longos 19 segundos e tinha máxima de 145 km/h.

O sedã iniciou sua carreira no Brasil com câmbio manual de quatro marchas do modelo Clark, importado da Opel.

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Isso foi somente em 1973, visto que depois passou a usar o Isuzu-4 com o mesmo número de marchas.

Essa caixa seria usada pelo modelo até 1984.

O Chevette Tubarão tinha ainda freios dianteiros a disco (não ventilados) e traseiros a tambor.

Também tinha com molas helicoidais e amortecedores simples.

Na época, o consumo era de 11 km/l na cidade e 14 km/l na estrada.

Chevette Tubarão – o esportivo GP

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Durante o GP Brasil de 1975, a General Motors comemorava 100 mil unidades produzidas do Chevette Tubarão.

Ele foi o carro oficial da prova e experimentado até pelos pilotos da época.

Para celebrar o evento e o marco produtivo, a empresa lançou uma versão esportiva, chamada GP (Grand Prix).

Dessa forma, o Chevette Tubarão passava a igualar-se aos rivais com uma proposta mais esportiva.

Entretanto, não exatamente relacionada com a performance.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

O Chevette Tubarão GP trazia faixas decorativas pretas sobre capô e porta-malas, tendo moldura preta na traseira.

Havia também faixas decorativas pretas nas laterais com as letras “GP”, bem como rodas de magnésio com tala larga e pneus Firestone especiais.

Era pintado somente na cor prata e ainda tinha molduras pretas envolvendo a área envidraçada.

A dianteira ainda tinha faróis de neblina amarelos, fixados na grade.

Dentro, o Chevette Tubarão GP tinha bancos individuais com apoios de cabeça integrados e reclináveis.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

O ambiente era escurecido e o volante tinha três raios com uma bandeira quadriculada ao centro.

Também havia o mesmo padrão no lado esquerdo do painel.

Este, por sua vez, tinha tinha cobertura maior e envolvia também os difusores de ar centrais.

O cluster vinha com conta-giros e instrumentação colorida, bem como relógio.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Marcadores de combustível e temperatura da água se juntavam aos voltímetro e manômetro de óleo num console instalado sobre o túnel central.

E não parava por aí, o Chevette Tubarão GP tinha tampa no porta-luvas e uma série de itens adicionais.

O motor continuava o mesmo, mas este sofreu modificações no ano seguinte.

GP II

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Em 1976, o Chevette Tubarão pulava para 200 mil produzidos e a GM atualizou levemente a versão SL, assim como criou a versão Especial, bem pelada para ser barata.

No caso do esportivo, o modelo ganhou a versão GP II, que trazia os melhoramentos no motor 1.4, atualizado em carburador, comando de válvulas e distribuidor.

Com isso, a fim de economizar mais combustível, o motor 1.4 ficou mais forte, passando a ter 72 cavalos brutos na mesma rotação e torque de 10,8 kgfm, igualmente no mesmo giro.

O GP II trazia agora retrovisores pretos e de formato aerodinâmico nos dois lados, podendo agora ser adquirido em outras cores, como amarelo, branco e vermelho, por exemplo, além do prata.

Até 1977, o Chevette Tubarão reinou absoluto.

Chevette Tubarão: anos, versões, motor, equipamentos (e detalhes)

Derivado do Opel Kadett de quarta geração, o brasileiro surgiu seis meses antes do alemão e nunca teve os mesmos faróis quadrados deste.

Em 1978, o Chevette Tubarão saiu de cena para a chegada do facelift inspirado no modelo americano (foto acima).

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Milton Fabiano Camargo

    Que delícia de carrinho! Tive dois.

  • Verdades sobre o mercado

    O anúncio de revista/jornal onde o Chevette vermelho aparece de traseira com a tampa do porta-malas aberta e as malas fora, o carro não tem retrovisor do lado do motorista !

    • Dan RF

      Percebi isso também. E a foto não estava invertida, vide a leitura da placa estar normal. Estranho isso né?

      • Verdades sobre o mercado

        Como estamos no Brasil alguém deve ter roubado em algum intervalo da sessão de fotos :)

      • Marcelo Nascimento

        Também pensei nisso, mas o volante também está do lado certo.

    • zekinha71

      Deve ser uma versão pé de boi premium, uma versão que vem mais depenada pra evitar furtos.

  • RicardoVW

    Na boa! Nostálgico, mas um porcaria, assim como o Corcel, único carro dessa categoria das antigas realmente bom é o Passat,

    • Verdades sobre o mercado

      Concordo. Chevette foi meu primeiro carro (na verdade condução). Passat sim um bom carro.

  • Racer

    Gostava muito deste carrinho. Meu irmão teve um 73 amarelo queimado (igual ao da foto 3 e outras) e era divertido guiar o carrinho. Depois meu pai comprou um Chevette 84, que era tão gosto quanto de andar.

  • RKK

    Alguns componentes eram até modernos para época como motor com comando no cabeçote e escoamento de gases crossflow, direção por pinhão e cremalheira, vindo a receber freios à disco na dianteira e câmbio de 5 marchas no início da década de 80. Porém aquele eixo rígido traseiro era o que matava…

  • Ademir Junior

    Na estrada de terra é muito melhor que qualquer SUV

  • alemãoVP

    A grelha na coluna C não tinha função de ventilação do interior… de onde tiraram isso?? De um lado, o do passageiro, ela escondia o bocal do tanque e do outro era apenas decorativa… No veículo de placas ZZ3412 que ilustra essa matéria é possível ver a parte interna da coluna C completamente fechada por uma moldura…. além disso, nessa mesma foto é possível notar que o vidro traseiro já era basculante, pois é possível ver o mecanismo de abertura do mesmo….

  • Henrique12

    Número 1 das quebradas desse Brasil…

  • Al

    Me lembro de ter lido certa vez que o carro de F1 da Coopersucar usava a caixa de direção do Chevette, feita pela Gemmer.

    Nada tão incomum, naquela época era comum carros de Fórmula 1 usarem algumas peças oriundas e adaptadas de carros de passeio.

    Mas alguém aí sabe se essa informação procede?

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