Chevrolet História Sedãs

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)
Chevrolet Malibu

A Chevrolet ostenta uma boa história no segmento de sedãs mais refinados no mercado brasileiro. Esta lista inclui uma variedade de modelos, como o Chevrolet Opala, o Chevrolet Omega e até mesmo o Chevrolet Malibu, este último o protagonista dessa matéria.

A trajetória teve início no ano de 1968, quando a marca trouxe ao País o Opala, considerado o seu primeiro carro de passeio em terras tupiniquins. Em pouco tempo, o modelo conseguiu conquistar os olhos dos endinheirados da época. Ele foi oferecido em configurações cupê de duas portas, sedã de quatro portas e a perua Caravan de duas portas.


Ele foi comercializado e produzido nacionalmente até 1992. Mesmo beirando as três décadas da sua “morte”, o Opala continua sendo uma verdadeira paixão dos entusiastas de clássicos nacionais, sendo tratado por muitos como uma verdadeira relíquia.

No mesmo ano, mais precisamente em agosto de 1992, ele deu lugar ao Chevrolet Omega, um modelo também produzido localmente que estreou nas versões sedã e perua, esta última sob o nome de “Chevrolet ômega Suprema”. O novo Omega era maior, mais luxuoso e mais moderno que seu antecessor.

Esta primeira geração foi comercializada até meados do ano de 1998. Quase 10 anos depois, em 2007, a Chevrolet lançou a sétima geração do carro (considerando os modelos oferecidos lá fora) por aqui, como um carro ainda mais avançado, maior e espaçoso, com direito a um motor 3.6 V6 com até 292 cavalos de potência, transmissão automática de cinco marchas e tração traseira.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

A geração mais recente do Omega durou por aqui até 2012. Nesse mesmo ano, saiu de linha também o já citado Chevrolet Malibu. E vamos começar falando de forma inversa (do fim de linha até o seu lançamento), visto que o Malibu não conseguiu alcançar um certo sucesso e ser objeto de desejo por parte dos consumidores – diferente do Opala e do Omega.

Na realidade, o Malibu foi lançado para se posicionar entre o Omega e o Vectra (e posteriormente o Cruze). Enquanto o Omega fazia frente a modelos como Audi A6, BMW Série 5 e Mercedes-Benz Classe E (pelo menos em porte e nível de equipamentos, visto que o Chevrolet custava menos da metade dos alemães), o Malibu concorria com Honda Accord, Ford Fusion, Toyota Camry e companhia.

O Chevrolet Malibu, considerado um sedã médio lá fora e um médio/grande por aqui, foi lançado no Brasil em maio de 2010. Bem antes disso, ele já se posicionava como um carro para lá de tradicional nos Estados Unidos, visto que é oferecido por lá desde 1964.

Confira abaixo os principais detalhes da trajetória do Chevrolet Malibu no Brasil e no restante do mundo:

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

Chevrolet Malibu no Brasil

Primeira geração para os brasileiros

Vamos inverter os papéis e começar falando da curta história do Malibu no mercado nacional. A primeira geração do sedã para os consumidores brasileiros fez a sua estreia por aqui no ano de 2010, com a intenção de competir diretamente com os japoneses Honda Accord e Toyota Camry, além do Ford Fusion.

O sedã chegou importado dos Estados Unidos e em versão única de acabamento, a LTZ, com motor 2.4 litros Ecotec de quatro cilindros a gasolina, transmissão automática de seis marchas e tração dianteira. O preço? R$ 89.900.

Para efeito de comparação, o Honda Accord era comercializado por R$ 99.800 na configuração EX 2.0 e R$ 144.500 na EX V6, enquanto o Toyota Camry V6 tinha preço na casa dos R$ 130 mil. Os japoneses, no entanto, sempre foram consideravelmente mais caros que a maioria dos modelos do mesmo segmento. Isso pode ser afirmado pela diferença de R$ 10 mil entre o Malibu 2.4 e o Accord 2.0.

Por outro lado, o seu principal concorrente e o modelo mais vendido do segmento, o Ford Fusion, podia ser encontrado na versão com motor 2.5 pelo preço de R$ 84.900, enquanto o topo de linha com propulsor V6 tinha preço de R$ 99.900.

Afora o preço mais baixo em exatos R$ 5 mil, o Fusion levava vantagem frente ao Malibu por ser um carro bem mais tradicional no segmento. O modelo da Ford chegou por aqui em 2006 e se posicionou como o primeiro automóvel importado do México a fazer sucesso no Brasil, com vendas mensais acima de 1.000 unidades.

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Pode-se citar ainda o Hyundai Azera, que em 2011 foi renovado, com novos detalhes no visual, no acabamento interno e na lista de equipamentos. O sedã coreano tinha um motor 3.3 V6 de 265 cavalos de potência, capaz de leva-lo aos 100 km/h em apenas 8,4 segundos, e podia ser encontrado por atraentes R$ 90 mil.

Voltando a falar do Chevrolet Malibu, o modelo foi um dos primeiros a contar com a nova identidade visual dos carros da marca norte-americana aqui no Brasil. O design era marcado pela grade do radiador com um elemento trapezoidal, repartida por uma barra horizontal na cor da carroceria com a gravatinha dourada da Chevrolet na parte central.

De acordo com a marca, o Malibu teve o visual inspirado no superesportivo Corvette, especialmente na parte traseira da carroceria. O carro conseguia se impor frente aos modelos da mesma categoria, com um certo refinamento no visual, sobretudo pela enorme profusão de detalhes cromados e pelas rodas de alumínio de 18 polegadas.

Contudo, há pessoas sem muita familiaridade com o design do Chevrolet Malibu, em especial pelo fato da dianteira do carro ser um tanto quanto volumosa e abaulada, ao passo que a traseira tinha um formato mais “chapado” e lanternas que não conversavam muito bem com os faróis dianteiros.

O interior do carro também chamava a atenção na época, com acabamento dentro da média do segmento e um painel com o conceito “Dual Cockpit”, também inspirado no Corvette. Tal conceito cria uma espécie de divisão no ambiente do motorista e do passageiro. No caso do condutor, há uma seção com todos os instrumentos do carro, enquanto o passageiro dianteiro ostenta um espaço mais amplo, porta-objetos e recursos de entretenimento.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

O acabamento do Malibu mistura materiais emborrachados macios ao toque, detalhes em madeira e bancos com revestimento em couro, estes com regulagens elétricas e aquecimento. Além disso, o Chevrolet conta com volante também em couro ajustável em altura e profundidade e instrumentações com iluminação “Ice Blue”, a mesma usada nos primeiros Chevrolet Camaro ofertados por aqui.

O espaço interno é outro ponto de destaque do sedã da Chevrolet. Afinal, o carro conta com entre-eixos de 2,85 metros, considerado o maior da categoria na ocasião do seu lançamento. Sendo assim, os passageiros do banco de trás contavam com um amplo espaço para as pernas.

Nas dimensões, são 4,87 metros de comprimento, 1,78 m de largura e 1,45 m de altura. O porta-malas tem capacidade para 428 litros de bagagens.

De acordo com a Chevrolet, o sedã saía de fábrica com um tratamento especial no isolamento acústico, com o uso de um composto mais denso nas caixas de roda, utilizado para diminuir o barulho proveniente dos pneus em contato com o solo. Além disso, o para-brisa é duplo, também para reduzir os níveis de ruído.

Bem equipado de fábrica, o Chevrolet Malibu LTZ 2010 foi anunciado com recursos de segurança como airbags frontais, laterais e de cortina (seis ao total), controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, assistente de frenagem de emergência (Panic Assist), freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), entre outros.

Há ainda recursos como direção com assistência elétrica, monitoramento individual da pressão dos pneus, ar-condicionado digital, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos, espelho retrovisor interno e externo do lado do motorista com função eletrocrômico, bancos dianteiros com ajustes elétricos (oito para o motorista e seis para o passageiro) e aquecimento, sensor de luminosidade, sensor de chuva e partida remota do motor pela chave.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

A lista inclui também controle de cruzeiro com comandos no volante, rodas de alumínio de 18 polegadas, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantos no banco traseiro, sistema de som premium da marca Bose com entrada USB, CD e MP3 player e oito alto-falantes, computador de bordo, chave presencial, botão start/stop, entre outros.

Entre os opcionais, o sedã podia receber sensor de estacionamento traseiro, sistema de DVD player com telas e entradas A/V nos dois encostos de cabeça dianteiros e uma chave com display digital que replica as informações do computador de bordo (como relógio, nível de combustível, hodômetros e pressão dos pneus).

Sob o capô, há um motor 2.4 litros DOHC de quatro cilindros a gasolina da linha Ecotec, dotado de injeção eletrônica sequencial e quatro válvulas por cilindro. Ele consegue gerar 171 cavalos de potência, a 6.400 rpm, e 22,1 kgfm de torque, disponível a 4.500 rpm.

Junto a este propulsor está uma transmissão automática de seis marchas (com opção de trocas sequenciais de marcha através da alavanca no console ou nas borboletas atrás do volante) e tração dianteira.

De acordo com dados informados pela Chevrolet, o Malibu consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e alcança velocidade máxima de 194 km/h. Como comparação, o Fusion com seu 2.5 de 173 cv cumpre a mesma prova em 9,9 segundos e tem velocidade limitada a 180 km/h, ao passo que o Azera V6 com 245 cv registra 8,7 s e 225 km/h.

Sendo assim, dá para considerar que o Chevrolet Malibu entrega números de desempenho somente razoáveis para os padrões da sua categoria na época.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

E durante a sua trajetória no mercado nacional, o primeiro Malibu se manteve praticamente intacto, sem qualquer alteração relevante. Em 2011, seu primeiro ano cheio de vendas, o sedã da Chevrolet emplacou somente 1.382 carros, enquanto o Ford Fusion fechou com 9.586 vendas e o Hyundai Azera com 8.476 exemplares comercializados.

Foi no ano de 2012 quando o Chevrolet Malibu deixou de ser importado para o Brasil. Quando ele deu adeus ao mercado, tinha preço tabelado em R$ 99,9 mil, cifra que explicou parte de seu insucesso por aqui.

Segunda geração para os brasileiros

Mesmo com o fracasso da primeira geração do Malibu por aqui (ou a sétima a nível mundial), a Chevrolet ainda ensaiou trazer uma segunda geração do sedã (ou a oitava) para os consumidores brasileiros. O carro ficou mais bonito e clássico, com direito ainda a um interior mais moderno e bem-acabado e novos equipamentos de série.

A expectativa inicial era que o novo Chevrolet Malibu fosse lançado por aqui no segundo semestre de 2012, na versão de acabamento LTZ e com o motor 2.5 litros aspirado de quatro cilindros a gasolina, este com 200 cv e 26,4 kgfm. O carro oferecido lá fora era bem equipado, com até 10 airbags, alerta de saída de faixa, câmera de ré e ar-condicionado de duas zonas como destaques.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

O modelo foi apresentado sem muito alarde durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2012, como forma de avaliar a recepção por parte dos clientes da marca. Além disso, ele chegou a ser flagrado rodando aos arredores da fábrica e centro de testes da General Motors em São José dos Campos (SP).

Todavia, a alta expressiva do dólar fez a General Motors abortar os planos de vender o novo Chevrolet Malibu no Brasil. As primeiras e únicas 101 unidades importadas do sedã foram vendidas para as concessionárias da marca, que precisaram usa-los como parte da frota operacional por pelo menos seis meses para então oferece-los no mercado.

O Malibu foi importado na versão LTZ, com o motor 2.4 Ecotec de apenas 167 cv e 23 kgfm, associado ao câmbio automático de seis marchas. Cada unidade foi comercializada por algo em torno de R$ 105 mil. Hoje é possível encontrar o sedã no mercado de usados com preço na casa dos R$ 70 mil.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

Chevrolet Malibu no restante do mundo

Antes de tudo, vai uma curiosidade: o Chevrolet Malibu não surgiu originalmente como um carro produzido em série pela marca, mas cimo como uma versão do Chevrolet Chevelle, um modelo médio ofertado pela marca no mercado norte-americano entre os anos de 1964 e 1977 e que deu lugar ao próprio Malibu.

Ao todo, são nove gerações do Chevrolet Malibu ofertadas no mercado. Todavia, três foram oferecidas como Chevelle Malibu e as outras seis apenas como Malibu.

Então, o Chevrolet Chevelle Malibu, ofertado entre 1964 e 1967, foi considerado como a primeira geração do Chevrolet Malibu. O carro era comercializado nas carrocerias sedã de quatro portas, conversível ou cupê de duas portas e perua, com motor V8 de 300 cavalos de potência e câmbio manual ou automático de quatro marchas.

Já a segunda geração do Chevrolet Malibu, oferecida entre 1968 e 1972, também era um Chevrolet Chevelle Malibu. O modelo ficou maior, ganhou um novo motor 5.0 V8 com potências entre 200 e 300 cavalos, novos detalhes de acabamento interno em carpete e vinil, painel de instrumentos que posteriormente foi usado também no Camaro e novos detalhes visuais.

No ano de 1973, a marca anunciou o Chevrolet Chevelle Malibu como a terceira geração do Malibu. Na ocasião, o Chevelle chegou nas versões Deluxe, Malibu, Malibu SS e Laguna. Todavia, um ano depois o Deluxe saiu de cena e então o Chevelle Malibu passou a assumir o posto de modelo de entrada da linha. Um dos destaques do carro era o conjunto de quatro faróis quadrados. Ele durou até 1977.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

Enfim, o nome Chevelle foi abandonado e em 1978 a marca anunciou a nova geração do Chevrolet Malibu. O carro recebeu uma plataforma inédita, que rendeu uma redução de peso de 230 kg a 450 kg (variando conforme a versão) e trouxe ainda dimensões maiores, com maior espaço para a cabeça, pernas e ombros dos ocupantes.

O Chevrolet Malibu 1978 chegou nas carrocerias sedã, cupê e perua, com motor 3.8 V6 e 5.0 V8 com até 230 cavalos de potência, câmbio manual ou automática e tração traseira. Entre as curiosidades, esse modelo foi utilizado como táxi no Iraque e também como modelo de competição na Nascar entre 1973 e 1983.

Já a quinta geração do Malibu estreou em 1997 e foi oferecida até 2005. O carro era construído a partir de uma versão estendida da plataforma GM N, usada também pelos modelos Buick Skylark e Pontiac Grand Am. O modelo chegou somente na carroceria sedã de quatro portas, com motor 2.4 de até 150 cv ou 3.1 V6 de até 170 cv, sempre com transmissão automática de quatro marchas.

Em 2004, o Chevrolet Malibu de sexta geração deu o ar da graça. O modelo passou a usar a plataforma Epsilon da GM, baseada no Opel Vectra C de 2002, e foi oferecido na carroceria sedã convencional de quatro portas e também na hatch Malibu Maxx de cinco portas (o primeiro hatch médio da marca desde o Corsica de 1989).

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

Tal geração do sedã chegou com um visual característico, com uma grade frontal larga dividida horizontalmente por uma barra cromada, fazendo conjunto aos faróis angulosos. O motor do carro era um 2.2 Ecotec de 145 cv, 3.5 V6 de até 220 cv ou 3.9 V6 de 240 cv, com transmissão automática de quatro velocidades.

Sua sétima geração, anunciada em 2008 e descontinuada em 2012, foi a primeira oferecida aqui no Brasil. O carro manteve a plataforma Epsilon, mas revisada para entregar uma maior distância entre-eixos, resultando também num comprimento maior em quase 8 centímetros.

Lá fora, ele tinha motor 2.4 Ecotec de até 170 cv ou 3.6 V6 de até 250 cv, com câmbio automático de quatro ou seis velocidades.

Na oitava geração, o Chevrolet Malibu foi lançado primeiramente na Ásia no final de 2011 e chegou à América do Norte somente um ano depois, onde foi comercializado até 2016. Ao todo, quase 100 países em seis continentes receberam o Malibu de oitava versão. O sedã passou a usar a nova plataforma Epsilon II.

Chevrolet Malibu: anos, modelos, detalhes (e motores)

Todavia, ele não obteve boa aceitação por parte dos americanos. Tanto é que o Malibu foi atualizado menos de um ano após ter sido lançado. O carro ganhou uma nova grade frontal, bancos dianteiros redesenhados no anterior, melhorias no revestimento do banco traseiro, console central redesenhado, adoção do sistema start/stop e alterações na suspensão, direção e freios.

Por fim, a nona e atual geração do Chevrolet Malibu, que chegou em 2016, recebeu um visual mais moderno e inspirado no irmão maior Impala, além de uma maior distância entre-eixos, materiais mais leves para redução de peso e novas tecnologias, como o alerta de colisão frontal, controle de cruzeiro com frenagem automática e detecção de pedestres, central MyLink com Android Auto e Apple CarPlay, entre outros.

Fora isso, trata-se do primeiro Malibu a oferecer uma versão híbrida, dotada de um motor 1.8 litro a gasolina e outro elétrico, que juntos rendem 180 cavalos de potência.

Fotos do Chevrolet Malibu

Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

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