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Chevrolet Montana – defeitos e problemas

Chevrolet Montana - defeitos e problemas

A Chevrolet Montana é uma picape leve da General Motors que está em sua segunda geração, embora haja aí uma contradição. O modelo é voltado para o trabalho, pois perdeu o apelo para o lazer do modelo anterior. Desde 2011, ela é a opção mais barata da marca.


Mas, apesar de não ter vendas ruins ainda hoje, quais são seus defeitos e problemas?

Herdeira da clássica Chevy 500, a Montana é a terceira picape leve lançada pela GM no Brasil, sendo que a segunda foi a picape Corsa, que hoje é bem rara de se ver nas ruas. Em 2003, a montadora lançou no mercado a Montana, um modelo derivado do Corsa C e que tinha um visual bem esportivo.

Esta picape leve era bem moderna para a época e seguia a evolução do compacto, que era semelhante ao similar europeu. A Montana era atraente e vendeu bem durante seus sete anos de mercado. Porém, em 2011, a GM precisava renova-la e não havia um sucessor, pois o Corsa C não teria continuidade aqui.


Recém-saída da crise, a GM não quis gastar com um geração completamente nova e investiu recursos locais na segunda geração, que usou a base do Celta (plataforma do Corsa B dos anos 90 e da Corsa Pickup) para colocar um modelo mais simples no mercado, derivado do Agile. Este já saiu de cena, mas a versão comercial continua a esperar uma terceira geração, de fato nova.

Mas, o que os donos da atual Montana apontam como defeitos e problemas?

Motor e câmbio

Chevrolet Montana - defeitos e problemas

Entre os defeitos e problemas da Montana, os proprietários mais reclamam é da falta de robustez e performance do veículo. O motor 1.4 8V é considerado fraco e com pouca força em baixas rotações, entregando este 94 cavalos na gasolina e 99 cavalos no etanol, além de 12,9/13,0 kgfm a 3.200 rpm.

Este motor já deu trabalho para alguns donos da picape Chevrolet. Num dos relatos, o proprietário disse que abriu o propulsor nada menos que seis vezes! Em uma delas, por causa de travamento. O dono levou em dois mecânicos diferentes, mas não detalhou os serviços feitos.

Noutro caso, um vazamento da bomba d´água ocorreu aos 6.000 km apenas. Mas, não foi apenas este que apareceu em um carro relativamente novo. Um relato diz que a luz da injeção ficou acesa aos 27.000 km, devido a um problema no medidor de fluxo de ar. O dono teve que pagar R$ 350 na internet com frete, para receber o componente, que na revenda custava R$ 1.280.

Numa Chevrolet Montana LS 2015, a luz de injeção se acendeu aos 20.000 km e uma análise eletrônica indicou problema no catalisador mas, após limpeza, continuou o problema. Entretanto, um mecânico teria dito que o mesmo estava bom. O problema não foi solucionado.

No mesmo carro, mas com 25.000 km, começou a falhar o motor acima de 80 km/h. O problema era a bobina e após sua troca, o propulsor voltou a funcionar redondo. Em outro relato, uma Montana 2014 com 30.000 km, teve a junta do cabeçote queimada aos 23.000 km, bem como um vazamento de óleo no câmbio com 18.000 km e mais a caixa de direção com estalos aos 29.000 km.

Embora seja um motor muito antigo e bem conhecido, muitos problemas deveriam ter sido corrigidos ao longo do tempo, mas isso parece que não aconteceu. Um exemplo fala de uma Montana 2015 com vazamento da junta do cárter aos 15.000 km.

Nesse relato, o problema aconteceu um mês após vencer a garantia de um ano do veículo e a revenda não quis arrumar. O cliente teve que fazer o reparo por conta própria. Outro vazamento do mesmo tipo ocorreu com outro cliente da GM aos 18.000 km.

Também envolvendo a mecânica da Chevrolet Montana foi o caso de um cliente que relatou os seguintes defeitos e problemas: 3.000 km, vazamento de água do radiador pela mangueira. 4.000 km, o motor falhando exigiu troca de velas. 4.000 km e a  coluna de direção ruidosa apareceu. Ainda assim, todos os itens foram trocados na garantia. Porém, no último caso, demorou um mês para chegar a peça da direção.

O câmbio também não passou sem problemas nas mãos dos clientes da Chevrolet. Alguns reclamam que a transmissão tem folga e que os engates são secos e difíceis, assim como as peças são caras e problemáticas para encontrar.

Num caso relatado em site de reclamação, o dono disse que o câmbio não engatava direito as segunda e terceira marchas, sendo necessário ajustar os cabos de acionamento. O mesmo carro apresentou defeito na direção.

No consumo, os donos de Montana também se queixam. Alguns falam que, abastecida com etanol, a picape leve faz de 5 a 6 km/l na cidade e de 7 a 8 km/l na estrada. Um relato diz que a comercial da Chevrolet faz 7 km/l na cidade e 10 km/l na estrada, com gasolina.

Os relatos mencionam que mesmo com o ar desligado, o carro bebe bastante. Mesmo vazia, a picape da GM tende a consumir mais. Outros, porém, apontam que a mesma é bem econômica em cidade e estrada.

A troca de bobina de ignição também é outro dos defeitos e problemas mais recorrentes da Chevrolet Montana, sendo que os casos variam muito de quilometragem. Em um deles, o carro teve o item substituído aos 60.000 km.

A embreagem é outro item não muito apreciado, sendo que um dos donos diz que não há ajuste do sistema e outro apontou que a mesma estava patinando aos 36.000 km. Isso sem contar o vazamento do retentor do câmbio, que acarreta em grande vazamento de óleo lubrificante.

Suspensão

Chevrolet Montana - defeitos e problemas

A suspensão é considerada baixa e ruidosa por parte dos donos de Montana. A reclamação maior é em relação ao barulho, tanto na frente quanto atrás, irritando muitos proprietários.

Num relato, o dono disse que molas e amortecedores não suportam carga, sendo que os primeiros foram trocados aos 50.000 km (carro 70.000 km), assim como buchas de suspensão e rolamentos trocados com apenas 36.000 km. O mesmo disse que a suspensão dianteira desalinha com facilidade.

Outro menciona que a frente é muito baixa, raspando fácil em qualquer lugar e batendo o fundo, onde acaba soltando a fixação do para-choque, cuja reparação em caso de avaria, não sai barato.

No caso da bobina trocada aos 60.000 km, o mesmo dono falou que sua Montana teve as buchas de balança e amortecedores trocados aos 77.000 km. Outro cliente apontou a troca de escape completo aos 75.000 km.

Na garantia, um cliente da Chevrolet disse que foram trocados o amortecedor dianteiro direito e o retentor do câmbio, com vazamento considerável de óleo, aos 3.000 km. Outro caso similar foi relatado.

Outro comentário fala de um cano do ar-condicionado e que raspava na carroceria, geando assim barulho excessivo acima de 2.700 rpm na Montana 2014. Carro ficou 14 dias na revenda para descobrirem o defeito. No mesmo carro, foi relatado que a direção apresentava ruídos ao esterçar, mas a revenda disse que era normal.

Na suspensão da Montana, uma unidade teve as buchas trocadas com 35.000 km e apenas com um ano e meio de uso. Outro exemplar apresentou defeito antes de 49.000 km, quando teve uma bateria trocada e dois cubos de roda traseiros substituídos. O mesmo apresentou defeito nos freios ABS.

Os pneus são ditos como de pouca durabilidade. Um dono disse que os pneus foram trocados aos 30.000 km, o mesmo em relação a outro caso. Um relato fala de troca com 27.000 km e sem carregar peso.

Numa Montana 2015, a picape teve problemas com os freios ABS em menos de 1.000 km por causa de sensor do cubo. No mesmo carro, os rolamentos dianteiros trocados aos 20.000 km, enquanto vazamento de juntas do câmbio e  pneus trocados na mesma quilometragem.

Uma Montana 2017 teve trocados bomba de direção hidráulica, reservatório e mangueiras desse sistema, assim como coluna de direção e cinta do airbag. O câmbio teve que ser trocado e a suspensão teve bandejas e buchas reparadas. Tudo isso com apenas 10.000 km rodados.

Defeitos diversos

Chevrolet Montana - defeitos e problemas

A Chevrolet Montana é tida como um carro de acabamento muito simples e cheio de plásticos. A montagem de peças e revestimentos é criticada e até a vedação tem defeitos e problemas.

Num relato, a borracha das portas acabou saindo e buchas de balança foram trocadas com apenas 3.500 km. No mesmo carro, a tampa do fluído da direção hidráulica estava vazando, mas revenda disse que é normal.

Um caso interessante é o de um dono de Montana 2013, que acusou vazamento de fluído de freio no interior do veículo. O mesmo falou que o tanque não enche completamente e que a bomba trava com facilidade, embora caiba mais combustível.

Um dono falou que barulhos são ouvidos nos vidros, sendo que o carro tem menos de 12 mil km. Pior mesmo foi um cliente falar que, com somente 1.800 km, pontos de ferrugem foram encontrados na carroceria. O mesmo apontou cheiro de combustível no habitáculo e banco do passageiro com defeito ao bascular. Caixa de direção ficou barulhenta.

Como se vê, apesar da proposta ser boa, a Chevrolet Montana carece de maior atenção e boa parte dos problemas tem relação com seu projeto, que envolve um propulsor antigo e uma plataforma dos anos 90, assim como a redução de custos em sua fabricação.

[Fonte: Clube Chevrolet/Reclame Aqui]

Chevrolet Montana – defeitos e problemas
Nota média 3 de 2 votos

  • Munn Rá : O de Vida Eterna

    Corrigindo ………………………………………………………………………………………………………….. Chevrolet Mostrana

    Corsa Pick Up e até mesmo o antigo ( e até desconhecido ) Chevy 500 eram mais bonitos ! ( minha opinião )

    • Gabriel

      Opinião de muita gente também. kkkkk
      Quando o Cobalt sofreu o facelift (que agora considero aceitavel esteticamente) deviam ter dado a montana o mesmo desenho, não seria uma obra de arte, mas deixaria de ser tão feia.

      • MaurícioVSP

        Deveriam ter colocado aquela frente do último ano do Agile no Brasil, mas que ainda continuou um tempo na Argentina. Muuuuuito melhor

        • Gabriel

          Pra mim ambas as frentes do Agile e a primeira do cobalt são igualmente horríveis. A do cobalt atual deu uma melhorada, mas tbm não é grande coisa.
          Um “meio-medio” da Chevrolet que tem uma frente linda (o mais bonito da GM nessa categoria) é o Chevrolet Cavalier, se não me engano vende no mexico.

    • Marcus Vinicius

      Chevy 500 nada mais é do que um chevette

      • Gabriel

        Chevette tbm é bem mais bonito que a monstrana atual (mesmo o chevette não sendo bonito)
        E naquela época não eram considerado feios.

        • Paulo Lustosa

          Agora a Chevy 500 era ruim.

      • Munn Rá : O de Vida Eterna

        Sim com toda certeza assim como a Mostrana nada mais é que um Agile !

        Portanto estou falando apenas no tocante á questão estética destes carros

  • El Gato!

    Por favor, não quero ofender ninguém e/ou depreciar o patrimônio alheio… mas é difícil acreditar que ainda se fabrica o modelo hoje em dia. Incrível.

    • Oliveira

      das 13.106 vendidas, 11.411 foram venda direta.. então ela é, basicamente, para empresas ou frotas.. assim como Strada (67.227 e 64.412), Saveiro (45.920 e 40.360) e Toro (58.477 e 46.856).. as demais tem vendas varejo maiores ou mais expressivas do que as diretas..

      • Fernando Gabriel

        Exato, Oliveira. Se existe quem compre, existe quem fabrique, além de que, os descontos na Montana são muito generosos para CNPJ.

  • Pedrov154 #BrasilADT, DeusADT.

    Que jeito horrível de fechar a manhã de sexta-feira. 😦

  • Theu

    Juro q li Chevrolet Monstrana

  • Marcus Vinicius

    A Montana exportada para a argentina usa o motor 1.8 em vez do 1.4 do modelo vendido no mercado interno

  • Gabriel

    1) A montana devia estar com a cara do Cobalt atual, ficaria bem melhor esteticamente.
    2) Motorização poderia ser um 1.0 turbo flex e no topo da linha um 2.0 diesel na faixa dos 160cv muito utilizado pela chevy americana em carros de passeio. Como nenhum desses motores é utilizado no BR, podia então manter o fraco 1.4 e na de topo o 1.8 8v
    3) Versão com cabine estendida (assim como a Saveiro e a Strada)
    4) Tirar esse painel de instrumento bizarro

    Assim acho que ficaria bom, e pelo menos não desonraria o bom nome “Montana”

    • Hugo Leonardo Dos Santos

      Mas ela tem cabine estendida, não tem cabine dupla

      • Fernando Gabriel

        Na verdade ela não é nem cabine estendida nem dupla, aqueles “vidrinhos” atrás são só design, não há praticamente espaço atrás dos bancos.

    • MaurícioVSP

      A plataforma não aceitaria mudanças no motor. Nem o 1.8 da segunda geração do Corsa serviria. Deveria ter, pelo menos o motor 1.6 que foi usado no Corsa da primeira geração mas não foi atualizado. Como este motor 1.4 é usado em muita coisa ainda hoje, é a opção.

      • Lucas Fernando

        Caberia o 1.8 tranquilo, é o mesmo familia 1, plug&play.

      • Paulo Lustosa

        Cabe o 1.8 sem problema nenhum, tanto é que as de exportação e as Chevrolet Utility sul africana são motor 1.8 8V. Plataforma do Corsa B em questão de motor é tão versátil a ponto de caber no cofre um 2.4L 16V do Vectra sem gambiarra.

    • Paulo Lustosa

      só queria ver como por motor a diesel em um carro que não suporta mais de 700kg de capacidade de carga

      • Gabriel

        Tbm queria ver kkkkkk seria o desafio pros engenheiros da GM fazer essa pickup boa.
        É um pouco de utopia pensar em uma pickup pequena com um motor diesel, seria interessante, gostaria de ver.

  • Franco da Silva

    Chevrolet Montana – Defeito: Existir.

    • Schlatter70

      Eu ia dizer que o maior defeito é a feiura, mas você foi mais feliz.

  • Marcelo Amorim

    Tive duas da antiga,uma Sport 1.8 e uma Conquest 1.4,pra usar como carro de passeio achei melhor de andar que as concorrentes,pro trabalho nao é.O consumo da Sport 1.8 era terrível,coisa de 6.5 km/l na gasolina,a 1.4 era um pouco melhor,fazia 8km/l.

    • Fabão Rocky

      Tenho um Corsa sedã 1.4 Premium, é o meu xodó. Estou me desfazendo apenas pelo seu alto consumo: 8km/l msm.

  • Julio Alvarez

    tenho uma 2014.
    3000km – travou o freio dianteiro direito, não saia do lugar
    15000km – bateria pifou, tive que trocar
    20000km – ar condicionado pifou, problema de válvula eletrica.

    depois de reclamar sobre os problemas com chefe dos mecânicos da concessionária Codive de Vinhedo, a resposta foi: “se o carro não quebrar, fico sem emprego”.

    • Mambo Ted

      Kkk essa foi boa kkkk

  • Fernando Gabriel

    Eu não acho o visual externo dela ruim, pelo contrário, a frente é mais agressiva que o antigo Agile, mas, ela carece de atualizações, caso não venha uma nova geração: Adotar a frente do Ultimo Agile, adotar cambio 6M e sistema de injeção e motor do Onix 1.4, assim como Direção Elétrica, um conjunto que é muito mais bem resolvido, tanto em consumo, potencia e baixo ruído, A GM já tem tudo isso em casa, basta aplicar nela, até uma mudança radical. A Strada vende mais, mas é mais cara e o antigo Fire é sofrível.

  • Zé Mundico

    Um vizinho aqui perto tem uma Montana da geração antiga com motor 1.8, super bem conservada. O cara sai de madrugada catando lata e papelão pela cidade e volta de manhã cedinho. Eu mesmo já ví chegar carregada de lata de cerveja e quase arrastando a traseira.
    Ele me disse que já fez o motor 2 vezes mas não pretende se livrar tão cedo da fera. Sempre me diz que não encontra outra que aguente o rojão…rsrsrsrs

  • Paulo Lustosa

    Único defeito realmente crônico do motor 1.4 da GM é o da bobina, e agora o catalisador das versões de 99cv da Montana, que é o mesmo catalisador de aço inox do Cobalt, Onix e Prisma novo, que em uma das falhas de bobina e o carro começar a falhar, derrete uma das colméias e aí lascou tudo. Fora isso, varia mais do dono, já que tive dois GM 1.4 (Prisma antigo e Cobalt LTZ) e fora o problema de bobina nos dois e o catalisador no Cobalt, nunca deu problema realmente sério.

  • zekinha71

    Esse carro só tem um defeito: existir, o resto é consequência.

  • Ricardo

    Defeitos: tudo. Haha

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