China: carros elétricos locais vencendo estrangeiros

wuling hongguang mini ev 1

A China já tem 12% de seu enorme mercado automotivo nas mãos dos carros elétricos e isso é uma boa notícia para os fabricantes instalados no país.


No entanto, o que parece bom para todos, não necessariamente será, especialmente para os fabricantes estrangeiros.

Até pouco tempo atrás, fabricantes ocidentais como Volkswagen e General Motors, dominavam as vendas de carros na China, mesmo que associadas com empresas locais.

Empresas como a VW, chegam a ter três joint-ventures, chegando a mais de 4 milhões de carros vendidos por ano.

Contudo, no ambiente local está mudando e especialmente do carro elétrico, porque os chineses estão procurando os produtos nacionais, de marcas que até então eram startups ou fabricantes tradicionais de carros a combustão.

Boa parte dos 2,5 milhões de elétricos vendidos em 2021 na China são de marcas locais e não dos players internacionais.

Com exceção de dois modelos da Tesla, os demais carros no Top 10 de carros elétricos na China são de marcas nacionais.

Confira abaixo os mais vendidos no ano passado:

  1. Wuling Hong Guang Mini EV – 424.138
  2. Tesla Model Y – 169.547
  3. Tesla Model 3 – 150.879
  4. BYD Qin Plus PHEV – 111.553
  5. Li Xiang One YERV – 90.491
  6. BYD Han (BEV) – 86.860
  7. BYD Song Pro/Plus PHEV – 78.939
  8. Changan Benni EV – 76.400
  9. GAC Aion S – 71.184
  10. Chery eQ – 68.821

Pelo que se pode ver, carros de marcas como VW, Chevrolet, Toyota ou Honda nem aparecem na lista, mostrando a preferência nacional por carros elétricos locais.

Com exceção de três modelos, considerados baratos, os demais são grandes e caros, incluindo os carros da Tesla.

No primeiro quadrimestre de 2022, as marcas internacionais caíram de até 70% para 52% de market share.

No entanto, em abril, chegaram a 43% das vendas. Mas, no caso dos carros elétricos, apenas 20% das vendas estão nas mãos de marcas estrangeiras.

Isso revela como a VW teve problemas em emplacar seus modelos ID na China, dado um início fraco e que levou à consideração de que a marca não teria sido confiante demais no mercado chinês.

A preferência local pode fazer com que a projeção de vendas dessas marcas de fora, acabe convertendo parte da produção para exportação ou prejuízo.

[Fonte: FCE]

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.