
A manutenção dos EREVs chineses começa a mudar de escala, com intervalos de troca de óleo chegando a três anos ou 30.000 km.
A Li Auto adotou essa política nos SUVs L8 e L9, enquanto a Xiaomi anunciou a mesma promessa para os futuros Skynomad.
A estratégia busca reduzir a diferença de uso diante dos EVs, que exigem menos visitas periódicas às oficinas durante a rotina comum.
Baterias maiores permitem que muitos proprietários conduzam diariamente apenas no modo elétrico, recarregando em casa e usando o extensor somente em viagens longas.
Nesse cenário, algumas pessoas precisavam substituir o óleo mesmo sem acionar o motor a combustão durante todo o intervalo previsto pela fabricante.

Li Auto e Xiaomi agora tentam responder a essa insatisfação, aproximando os custos de conservação dos EREVs daqueles encontrados nos EVs.
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Os Skynomad passarão por uma revisão inicial após um ano ou 10.000 km, valendo o limite que for alcançado primeiro.
Depois dessa etapa, as trocas de óleo serão exigidas a cada três anos ou 30.000 km, segundo o planejamento divulgado pela Xiaomi.
A empresa fechou parceria com a Shell e escolheu um lubrificante API SQ 0W-16 de baixa viscosidade para o extensor de autonomia.
Ainda não há informação sobre a quantidade de óleo utilizada pelo motor 1.5 turbo fornecido pela Harbin Dongan para esses SUVs.

A Li Auto segue uma aplicação diferente, pois elimina a revisão inicial e dispensa qualquer período específico de adaptação mecânica.
Segundo a marca, os novos L8 e L9 possuem monitoramento inteligente da vida útil do óleo, justificando o intervalo direto de três anos.
A Shell também fornece um produto exclusivo de viscosidade muito baixa e longa duração, embora graduação e capacidade não tenham sido divulgadas.
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A troca realizada em um centro oficial da Li Auto custa 1.180 yuans (R$ 918) para o período de três anos ou 30.000 km.
Fora da rede, a Tmall Car Care cobra 600 yuans (R$ 467) por um serviço com quatro litros de óleo Shell 0W-16.

A diferença de preço levanta dúvidas sobre economia real, principalmente porque funcionários teriam recomendado evitar oficinas independentes para preservar a cobertura contratual.
Contatos da fabricante afirmaram que até produtos da mesma graduação e especificação poderiam afetar a garantia, conforme relato do portal Electric Planet.
Esse controle sobre lubrificantes e atendimento também pode reforçar receitas posteriores em um mercado pressionado por margens muito estreitas na venda de veículos.
Ainda não está definido se os mesmos intervalos serão adotados fora da China, onde clima, estradas e hábitos podem exigir calendários diferentes.
A Xiaomi permanece concentrada no mercado chinês, enquanto a Li Auto amplia presença em países da Ásia Central e do Oriente Médio.
Outras fabricantes seguem critérios mais tradicionais, como Mazda e Volkswagen, que mantêm trocas anuais ou a cada 10.000 km em seus EREVs.
A regra vale para Mazda EZ-6, EZ-60 e Volkswagen ID Era 9X, independentemente da proporção usada entre condução elétrica e extensor.
A BYD adota outro método nos híbridos DM-i, com odômetros separados para os modos EV e HEV e revisões ligadas ao uso real.
Quem recarrega frequentemente em casa e dirige mais no modo elétrico tende, portanto, a visitar menos vezes a rede e trocar menos óleo.
O novo intervalo triplica a média praticada por várias marcas, mas lubrificantes específicos e exigências de garantia podem reduzir parte da vantagem financeira.
