China tem 150 marcas de carros, mas somente duas realmente ganham dinheiro com modelos elétricos

china porto
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Quão grande é o mercado chinês?

O gigante asiático se tornou o mais volumoso do mundo, com 26 milhões de veículos vendidos em apenas um ano e com capacidade instalada para fazer 50 milhões… Simplesmente a metade do mercado global!

Nesse gigante ainda adormecido, diferente de outro que está em coma autoinduzido, existem pelo menos 150 marcas de carros esperando por seus consumidores.

É tanta marca que um chinês num estacionamento com um carro de cada uma delas, ficaria simplesmente em choque…

Segundo um estudo da GlobalData, dessas 150, 97 são de propriedade chinesa, com outras 43 oriundas de joint ventures com estrangeiras e o restante sendo marcas internacionais, segundo publicou no site CarNewsChina .

byd fabrica 4
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Nesse ambiente, onde a lei é a do forte que devora o fraco, apenas os mais robustos entre os que possuem algum músculo, sobreviverão a atual guerra de preços, que está enfraquecendo em especial os fabricantes estrangeiros.

Mas, antes que os teóricos da conspiração digam que existe um plano mestre, os fabricantes chineses menores também estão perecendo.

Mesmo startups de carros elétricos sucumbiram sem um dedo de ajuda de Pequim e os tradicionais, como a Lifan, faliram, sendo incorporadas pelos gigantes da China.

Ainda que existam 150 marcas, o estudo da GlobalData aponta que apenas duas delas ganham realmente dinheiro com carros elétricos, o tipo de automóvel que se tornou a peça chave para a expansão automotiva do país por onde Zhang He não esteve.

li auto 1
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O levantamento aponta naturalmente para a BYD, que hoje disputa com a Tesla a liderança global em elétricos e quer um dia superar a Toyota em híbridos, sendo a primeira em plug-in. A outra? Não pense em GWM, Geely, FAW ou SAIC… Essa é a Li Auto.

Desconhecida aqui, a Li Auto nasceu em 2015 e se apoia na tecnologia EREV ou carro elétrico com extensor de alcance, onde o motor a combustão apenas serve como gerador para ampliar a autonomia da bateria, como o primeiro BMW i3.

As demais marcas? Ou estão gerando prejuízo, ou compensam suas perdas com a produção de carros a combustão. Os chineses decidiram ganhar cotas de mercado no lugar de lucrar e agora estão pagando a conta disso.

O efeito é em cadeia, já que os fornecedores também competiram para ter preços menores e conquistar mais marcas, também entrando no vermelho por pura ambição, ainda que na China, quem não tiver espaço, morrerá. Então, se correr, lá na frente o bicho pega. Se ficar, já sabe…

 

 

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X