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China tem queda de 50% nas vendas em março, mas retoma ritmo

China tem queda de 50% nas vendas em março, mas retoma ritmo

A China voltou a acelerar após uma queda abrupta de 79% nas vendas de veículos no mês de fevereiro, quando atingiu o pico da pandemia de coronavírus no país. Em março, já saindo da crise mais aguda, o maior mercado do mundo registrou queda de 50% em comparação com o mesmo período de 2019.


Apesar do resultado negativo, a China está retomando o ritmo após o Covid-19. Em 2020, as vendas estão 36% abaixo do nível de 2019, o que demonstra que o mercado local vai voltar à normalidade nos próximos meses, podendo até iniciar o segundo semestre com emplacamentos totalmente normais.

Essa aceleração nas vendas, ocorre em virtude da reabertura das lojas no país e ao retorno da operação das fábricas que estavam paradas. Só em Wuhan, metrópole que foi o epicentro original do Covid-19, as atividades foram suspensas por mais de dois meses.

Na última semana de março, as vendas ficaram apenas 24% abaixo do normal. Por lá, as vendas também deverão ganhar um impulso extra. Apesar de a contaminação não ter evoluído nas últimas semanas, o consumidor chinês mudou de atitude em relação à doença.

O temor de contágio por doenças respiratórias graves, algo que pode ser potencializado com a cultura alimentar local, está fazendo com que os compradores adotem medidas mais protetivas em relação à mobilidade urbana. Em pesquisa recente, um indicador apontou que o chinês considera mais carros com filtro antibacteriano e maior proteção do ambiente.

Da mesma forma, a maioria do que não consideravam comprar carro, já querem ter um na garagem. O motivo é o temor de contaminação no transporte público. Assim, a bordo de um automóvel com proteção contra vírus, o comprador se sentirá mais seguro.

Ainda assim, nem todo mundo conseguirá licença para ter um carro na garagem, exceto se o mesmo for elétrico. Com Pequim mantendo os incentivos fiscais, as vendas desse tipo de automóvel devem saltar muito por lá.

[Fonte: Infomoney]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Senna ever

    Daqui pra frente os números serão sempre positivos, até aparecer uma nova crise (criada ou não).

  • Luconces

    Wuhan sendo “normalizada” enquanto Suifenhe começa a ter as mesmas medidas feitas em Wuhan, em Jiaozhou subiram o risco de Baixo para Médio para risco de contágio e as fronteiras terrestres com Rússia estão fechadas.

    Está longe de acabar o problema do Covid19.

    • SDS SP

      Na empresa onde trabalho existem duas plantas em Wuhan e a produção ainda não voltou. Só estão com o mínimo de pessoal para não deixar tudo largado.
      O medo é de aparecer uma segunda onda de infecções. Acho que isso só vai ser resolvido de vez quando aparecer alguma vacina.
      Engraçado que OMS logo no começo dizia que a epidemia estava controlada e isolada em Hubei, que fronteiras não precisavam ser fechadas, que todos poderiam viajar normalmente e entre outras trapalhadas. Ninguém sabe ao certo o que está acontecendo.

      • Luconces

        Cara, eu to acompanhando esse vírus desde 31 de Dezembro do ano passado. Se eu tava acompanhando, todos os países com certeza também estavam.

        Eu fico sem entender a lógica da OMS com isso tudo, de começo não era nada, sob controle e tudo mais.

        A gente tem três fábricas (Jiaxing, Dongguan, Guangzhou) na China e 2 estavam paradas, uma voltou agora com capacidade de 60%… A empresa já esta pensando em como desconcentrar a produção de lá para um futuro próximo.

        • SDS SP

          Acho que todo mundo vai pensar numa forma de tentar descentralizar parte da cadeia de suprimentos, o que é algo que já está acontecendo, pois a mão de obra chinesa já não é tão mais barata assim. Indonésia e Vietnã serão bastante beneficiados. Outro lugar que pode se dar bem é o México aqui na América.
          O próprio Brasil também pode morder alguma coisa, dada a brutal desvalorização da moeda.

          • Marcelo A.

            Também espero que isso aconteça nos próximos anos, nessa pandemia o mundo inteiro está vendo o que acontece quando a produção e/ou o fornecimento de suprimentos do mundo todo fica tudo concentrado em um só país, ainda mais em um regime fechado como a China onde não há como confiar nas informações divulgadas pelo governo de lá.

        • zekinha71

          Depois da pandemia, a OMS e a China vão ter que dar muitas explicações pra todos os países sobre os erros e ocultações de informaçoes.

          • Cesar

            O Brasil pediu para OMS declarar a pandemia e ela fez pouco caso.

        • radiobrasil

          OMS é “padrão Fifa”… rss Não preciso dizer mais nada…

    • Cesar

      Enquanto metade da população do mundo não for contaminada ou surgir algum medicamento ou vacina, nada estará acabado.
      Vai vir uma segunda, terceira onda e recomeça tudo de novo.

      • Luconces

        EUA já tem um relatório que conta com uma pandemia que duraria 18 meses justamente por causa dessas ondas de infectados…

        • Cesar

          Pois é.
          Agora imagine você preso dentro de casa por um ano e meio.

          • Jr

            Não vai acontecer, eles vão acabar liberando as pessoas com cautela e elas vão sendo contaminadas aos poucos para não deixar o sistema de saúde colapsar

    • kirig

      Espero que em uma segunda onda hajam como Humanos, fornecendo informações corretas.

      • Luconces

        Aí infelizmente é pedir muito, não tem como esperar informações corretas se a Mídia na China não é livre.

  • zekinha71

    Apenas fogo de palha, já está começando a espalhar o covid pra outros lugares onde supostamente não teve, e os chinas vão ter o troco que merecem, ou vão continuar escondendo números.

  • Zé Mundico

    Sem falar que existem fortes indícios que o número de infectados e mortos na China foi muito maior do que anunciam. Posso até caçar os links no Google, mas até órgãos independentes da própria imprensa CHINESA e a insuspeita imprensa IRANIANA afirmam que o quadro foi muito pior do que o anunciado. A coisa por lá já estava estourando desde novembro e o governo tentando apagar o fogo com balde.
    Quanto a retomada industrial da China, o mal já foi feito e vai demorar para voltar ao normal. A estrutura logística do país vai ter que mudar e isso leva tempo e custa muito dinheiro.
    Quem for esperto pode se aproveitar da situação e mesmo as indústrias top (automotivas, eletrônicos, tecnologia, etc) podem transferir suas fábricas para índia, Indonésia, Malásia, Vietnã, Quênia, África do Sul, México e mesmo Brasil.
    É nessas horas que por aqui faz falta uma política industrial séria, focada e uma classe política que pense além da próxima eleição. Também ajudaria bastante um presidente mais preparado, pragmático e menos tapado do que esse demente que temos aí.

    • Marcelo A.

      Tinha até um pessoal questionando do porquê de 1 milhão de chips telefônicos terem sido desabilitados da noite para o dia na China, durante essa pandemia, daí se pode cogitar várias coisas já que naquele país fechado e sem liberdade não se pode confiar em nada que venha do governo.

      Quando a reindustrialização do mundo com a fuga de industrias ocidentais da China, também espero que isso aconteça nos próximos anos, nessa pandemia o mundo inteiro está vendo o que acontece quando a produção e/ou o fornecimento de suprimentos do mundo todo fica tudo concentrado em um só país, ainda mais em um regime fechado e sem liberdade como a China, basta ver que eles tentaram esconder o problema o máximo possível ainda em novembro/dezembro, até perseguiram os médicos que começaram a divulgar o problema, só depois que a doença já tinha se espalhado fora de controle e não dava mais para esconder é que eles foram admitir.

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