Chineses tomam quase 30% dos híbridos plug-in e mostram que as tarifas contra EVs não bastaram, na Europa

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A ofensiva chinesa deixou de depender apenas dos EVs e agora encontrou nos híbridos plug-in uma rota ainda mais incômoda.

Em março, marcas chinesas lideradas pela BYD avançaram com força entre consumidores que buscam modelos eletrificados mais acessíveis no continente.

Segundo a Dataforce, as vendas europeias de híbridos plug-in chineses cresceram mais de quatro vezes em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Com esse salto, as marcas chinesas passaram a responder por quase 30% desse segmento específico do mercado automotivo europeu.

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Os registros de EVs chineses e de híbridos sem tomada também bateram recorde no mês, embora a participação tenha ficado praticamente estável.

No total, os carros chineses alcançaram 9,4% do mercado europeu em março, após quase dobrarem as vendas anuais para 140.094 unidades.

O desempenho mostra uma recuperação importante depois de um início de ano mais lento para as fabricantes chinesas na Europa.

Essas marcas atraem motoristas sensíveis a preço, mas também tentam vender tecnologia como argumento central contra rivais europeias tradicionais.

As tarifas da União Europeia sobre EVs fabricados na China pouco fizeram para conter esse avanço regional.

Ao mesmo tempo, a expansão europeia ajuda as fabricantes chinesas a compensarem a guerra brutal de preços em seu próprio mercado doméstico.

Julian Litzinger, analista da Dataforce, apontou a BYD como principal responsável pela alta dos híbridos plug-in em março.

A demanda foi impulsionada por SUVs como Seal U e Atto 2, que ampliaram a presença da marca em países europeus.

Versões híbridas plug-in de modelos Jaecoo e Omoda, da Chery Automobile Co., também registraram forte procura, segundo Litzinger.

A ambição da BYD ficou ainda mais clara com o pedido para entrar na European Automobile Manufacturers’ Association.

A maior vendedora mundial de EVs solicitou adesão ao grupo europeu, mas a decisão ainda não saiu diante da oposição de membros atuais.

O crescimento chinês aumenta a pressão sobre Mercedes-Benz Group AG, Volkswagen AG e BMW AG em um momento especialmente desconfortável.

Essas fabricantes tentam conter a queda na China, maior mercado automotivo do mundo, onde marcas locais avançam rapidamente.

Além disso, tarifas dos Estados Unidos elevam custos e tornam o cenário global ainda mais difícil para as montadoras europeias.

Houve algum alívio em março, quando as vendas de carros na Europa tiveram a maior alta em quase dois anos, segundo a ACEA.

Mesmo assim, o mercado europeu segue abaixo dos níveis anteriores à pandemia, deixando muitas fábricas operando com capacidade ociosa.

Com maior participação de mercado, fabricantes chinesas começam a buscar presença industrial direta na região para sustentar a expansão.

A Stellantis negocia com a Dongfeng Motor Corp. uma possível produção conjunta de veículos na Europa e na China.

A dona de Peugeot e Citroën identificou quatro fábricas europeias que podem ser vendidas ou compartilhadas com outros fabricantes.

A Dongfeng está entre as empresas chinesas interessadas nessas unidades, em um movimento que pode redesenhar parte da produção regional.

O Reino Unido se destacou como mercado especialmente favorável, com a BYD registrando ali seu maior crescimento europeu em março.

O Jaecoo 7 virou o modelo mais vendido do país no mês, superando Ford Puma e Nissan Qashqai.

O SUV custa cerca de £30.000 (R$ 201.100) e ganhou o apelido de “Temu Range Rover” por lembrar uma versão mais barata da marca britânica.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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