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Chrysler e Dodge terão futuro na FCA

Chrysler e Dodge terão futuro na FCA

A FCA falou de Alfa Romeo, Jeep (especialmente), Maserati e RAM, mas comentários sobre as outras marcas do grupo. Marchionne confirmou algumas ações localizadas relacionadas com Fiat e Jeep, mas e Chrysler e Dodge? A duas marcas eram alvos de rumores sobre uma possível extinção no novo plano estratégico da empresa, mas de acordo com Marchionne, elas terão futuro dentro da companhia.


A sobrevivência da Chrysler agora depende da Waymo, divisão de carros autônomos do Google. Como se sabe, a empresa do Vale do Silício tem uma frota de veículos da marca americana, no caso a minivan Pacífica. O modelo é o único carro recente da marca, visto que o 300C foi lançado ainda na época da DaimlerChrysler, em 2005, mas ganhou geração atualizada em 2011. A marca até perdeu o Chrysler 200 de forma prematura, junto com o Dodge Dart.

Agora, para virar o jogo, a Chrysler será uma marca associada com a condução autônoma e mais de 62 mil unidades da Pacífica serão utilizadas na frota da Waymo. Um aplicativo da Alphabet (dona do Google) pretende integrar essa frota ao serviços do Uber, criando assim uma rede de mobilidade bem ampla nos EUA. Mas não ficara nisso, a FCA pretende lançar mais um carro, mas este provavelmente será SUV ou minivan, a fim de substituir o 300C.

Chrysler e Dodge terão futuro na FCA


No caso da Dodge, o foco da FCA será seu lado esportivo, hoje representado com sucesso na linha Hellcat. Atualmente com os modelos Challenger, Charger, Durango, Journey e Grand Caravan. Se isso for, então parte dessa gama deverá ser substituída ou encerrada sem sucessor. Os dois últimos já estão bem velhos e precisam de substitutos. Mesmo com a Pacífica, a Dodge não recebeu um monovolume derivado do mesmo. Já o crossover, ainda está num limbo e pode perder seu espaço para os produtos da Jeep.

Challenger tem futuro como o representante esportivo da Dodge, enquanto o Challenger deve seguir o mesmo caminho, ambos com a plataforma Giorgio. O Durango também pode ter o mesmo destino, mas em todo caso, o motor V8 6.2 Hellcat precisará caber no cofre. Essa linha bem focada no mercado americano, deve ajudar na mudança de imagem do carneiro montês, visto que operações no exterior estão mudando de foco, especialmente no México, onde deixa de comercializar carros da Hyundai.

Com isso, todas as marcas da FCA parecem encaminhadas de algumas forma, com exceção da Lancia, que até o momento só vende o Ypsillon e logo mais não terá o que fazer, pois o mesmo é derivado do Fiat Punto, que será descontinuado com o Alfa Romeo MiTo. O que você faria com ela?

[Fonte: Autocar]

Chrysler e Dodge terão futuro na FCA
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  • THM

    Em resumo, Ford e FCA não manterão carros de tração dianteira nos EUA, mas apenas SUVs, crossovers, picapes, e um ou outro carro de tração traseira(Charger, Chsllenger e Mustang) para aqueles que gostam do “Prazer de dirigir”

    A Pacifica está garantido porque é um nuicho que vende com os

    O sedan 300 se tornará desnecessário quando lançarem uma nova geração do Charger,líder do segmento, pois não investirão em uma nova geração de um segundo sedan grande

  • THM

    Dodge : Charger e Challenger
    Chrysler : Pacifica

    A Dodge sobreviverá como marca de muscle cars, podendo aproveitar a plataforma Giorgio da Alfa. Não será mais a marca de volume que foi no passado, mas uma marca restrita para entusiastas, focados em “performance acessível”

    A Chrysler, com o acordo com a Waymo, fornecerá de forma gradual 62 mil unidades daquele que deve ser o seu único veículo, incrementando suas vendas estáveis do segmento de minivan familiar. Garantiu a sobrevivência com apenas um modelo ( que é recente)

    Pode ser que, se a FCA conseguir lançar projeto próprio de serviço de aluguel dos carros autônomos, o projeto Chrysler Portal seja lançado.
    Seria a primeira montadora voltada 100% para esse serviço, em vez de vendas para clientes

  • Guilherme Batista

    Por mim a Lancia pode ir embora mesmo, não vai fazer muita falta, afinal, nem no mercado europeu ela teve tanto renome assim. Bem raro alguém lembrar da marca pra alguma coisa.

    Uma coisa que eu faria diferente é não deixar a Chrysler morrer desse jeito. Acredito que deveria ter um sucessor do 300C ou algum carro pra ficar no lugar dele, pois é um carro com estilo marcante e que ainda inspira muita gente. Acredito que a falta de sucesso é só uma questão de envelhecimento do projeto mesmo.

    No mais eu gosto dessa separação de marcas que a FCA esta fazendo, Dodge com os Muscles, RAM com as picapes e JEEP com os SUVs e Off roads.

    • th!nk.t4nk

      Tem um bocado de Lancia nas ruas ainda, e todo mundo reconhece a marca aqui na Europa. O problema é que foi completamente abandonada, e hoje viraram só mais opçoes de baixo custo no mercado de usados. Uma pena, pois os carros eram estilosos e se diferenciavam até bem dos FIAT. Poderia ter sido oferecida na América do Sul tranquilamente (pra vender nas concessionárias do grupo, sem necessidade de criar outra rede). Com pouco investimento, poderia ter virado a linha “premium” da FIAT no Brasil, por exemplo (assim como a PSA tem a DS).

      • Guilherme Batista

        Sem dúvida as pessoas reconhecem, o que eu quis dizer é que devido a estratégia da marca, ela nunca foi uma marca realmente desejada pelas pessoas sabe. É igual você falou, ela acabou sendo opção de baixo custo.

        E concordo totalmente com você, deveriam ter transformado ela em uma marca premium, já eram carros com design bem estilosos, era só colocar algumas coisas de luxo e pronto

  • Ady Bastos

    Sugestão: Revisem o texto antes de publicar.

    “A FCA falou de Alfa Romeo, Jeep (especialmente), Maserati e RAM, mas comentários sobre as outras marcas do grupo.” HEIN?

    “Challenger tem futuro como o representante esportivo da Dodge, enquanto o Challenger deve seguir o mesmo caminho, ambos com a plataforma Giorgio.” ÃNH?

    “Essa linha bem focada no mercado americano, deve ajudar na mudança de imagem do carneiro montês, visto que operações no exterior estão mudando de foco, especialmente no México, onde deixa de comercializar carros da Hyundai.” COMO?

    Ou o redator estava bêbado quando redigiu essa matéria, ou estou com sérios problemas para interpretar alguns trechos do texto.

    • Uranium

      Os textos aqui são assim mesmo. Tem frases que a cada vez que você lê, fazem menos sentido.

    • Pete Alves

      O mais louco é essa parte da Hyundai (!?)

      • Ady Bastos

        Sem comentários…

      • Vitor Meireles

        A Dodge vende o Attitude no México, que nada mais é do que um Hyundai Accent/Mitsubishi Mirage (Attrage) com outra marca. Lá ela vende alguns Fiats também, como o Grand Siena (Dodge Vision) e o Tipo (Dodge Neon), além de ter a Strada como Ram 700.

        O erro é que a Dodge usa atualmente o Mitsubishi como fonte, não o Hyundai. Isso desde que a coreana passou a oferecer sua versão no mercado mexicano.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Acho que a FCA suspendeu o plano de partilha da arquitetura Giorgio com a Dodge assim os eventuais sucessores da dupla de Muscle Cars continuará com evoluções da arquitetura atual. Faz parte da estratégia da FCA manter certo isolamento entre os “núcleos” “RAM-Fiat Professional”, “Fiat”, “Dodge-Chysler”, “Alfa Romeo-Maserati”, “Jeep”, “Abarth-Mopar” mais ou menos isolados para o serem facilmente desmembrados da FCA caso algum destes núcleos ser desativado ou vendido em separado.

    • Vitor Meireles

      Não suspendeu não. O próximo Grand Cherokee está cotado para usar a Giorgio. O problema é que sedans estão em baixa e o mercado de CUV/SUVs em alta. Isso deve ter feito o grupo repensar o planejamento. Para o CUV/SUVs a FCA tem a Jeep/RAM e é ali que eles estão concentrando os esforços no momento. Creio que eles tenham um certo medo de lançar veículos dessa categoria em outras marcas (Dodge e Chrysler, principalmente) sem o posicionamento ideal e gerar competição interna. A Alfa só se deu bem nessa porque é uma marca de nicho. Agora, o mercado geral de sedans só cai. Até a Ford já anunciou a extinção de vários carros (sedans) no futuro próximo.

      • THM

        Exato, amigo. No caso da Alfa Romeo, a FCA sabe que precisava de uma marca premium para competir com Mercedes, Audi e BMW, não para vender mais que eles, mas para ter seu espaço nesse lucrativo filão, tal qual Volvo.
        *A Maserati é muito exclusiva e já competia acima desse segmento “premium de grande volume”

        Foi feito um estudo interno há uns anos sobre “qual marca teria a missão de ir atrás no segmento premium” , e envolvia 3 marcas (Alfa, Chrysler e Lancia).

        As 3 são marcas de história, mas que estavam esquecidas e precisariam de investimento para um “reerguimento”

  • THM

    Lancia foi icone com seu fundador; depois, teve o periodo pos guerra, q afetou todas as construtoras italianas, mas voltou ao auge com belos sedas e coupes (Flaminia, Aurelia)

    Depois, na era Fiat, conheceu uma nova era dourada,nao mais ligada ao luxo, mas a.desportividade( Fulvia, stratos, delta integrale)

    No entanto, a.derrocada começou quando a Fiat adquiriu a Alfa Romeo. Sucessicos.erros e falta de visao,levaram a Lancia a isso.

  • Guilherme Batista

    Lancia é ícone para entusiastas, gente que gosta de carro, mas pela população em geral ela nunca foi uma marca aclamada pelo povo, nunca foi uma marca com números incríveis de vendas, foi isso que eu quis dizer.
    Eu também gostava demais da marca, mas ja tem muitos anos que esta abandonada, então eu prefiro que acabe logo, pois não vejo sentido em manter a marca do jeito que tá.

    Fica a impressão que ela existe só pra FCA não ter problemas com o sindicato das fábricas.

  • Hodney Fortuna

    Muito bela essa minivan Pacifica!

  • Eduardo Brito

    Para mim a Chrysler tinha que virar uma marca de luxo da FCA, com a Alfa Romeo sendo um Luxo “esportivo”. Já a Dodge pode continuar com os Muscle Cars, afinal, quem não conhece o Dojão Americano?

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