Cinto de segurança “inteligente” da Volvo promete mudar o jogo e expõe o quanto os carros atuais ainda são ruins em colisões

volvo ex30 ultra twin motor 5
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Basta inclinar o tronco para a frente, com os pés parados, para perceber como um detalhe simples pode separar um susto de uma proteção bem calibrada.

Foi essa a lógica de uma demonstração montada pela Volvo em recentes testes com a imprensa, comparando cintos atuais com uma nova geração mais “esperta”.

A novidade estreia nos bancos dianteiros do 2027 Volvo EX60, um crossover totalmente elétrico que chega ao mercado ainda neste ano, segundo a marca sueca.

A Volvo sustenta que o cinto deixou de ser um componente “mecânico” e virou um sistema que interpreta quem está sentado e como deve segurar.

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Com radar e câmeras dentro da cabine, além de controladores mais sofisticados, o cinto foi projetado para reconhecer variações praticamente infinitas de tamanho, forma, altura e peso.

Na prática, a força de retração muda conforme o ocupante e o cenário do impacto, em vez de apenas travar do mesmo jeito para todo mundo.

Até agora, os cintos mais avançados da Volvo conseguiam ajustar essa força com base em três perfis distintos de passageiro, o que limita decisões em situações reais.

O novo cinto multi-adaptativo trabalha com 11 perfis quando a colisão acontece, prometendo reagir mais rápido e com maior precisão.

O cérebro por trás disso é o processador central HuginCore (pronuncia-se HUGH-gin-CORE), que decide a resposta usando dados dos sensores já existentes no carro.

Esses sensores fazem parte da tecnologia de ocupantes “No One Left Behind”, e agora o cinto passa a compartilhar a mesma leitura do interior.

“Recebemos dados dos carros, aprendemos mais e, com tecnologia over-the-air, evoluímos a funcionalidade ao longo do tempo e melhoramos a segurança durante a vida do carro”, disse Thomas Broberg, consultor técnico sênior da Volvo.

Na demonstração, o cinto mais antigo “cumpriu a missão”, apertando de uma vez para impedir a queda, mas a sensação foi mais brusca.

Já a versão multi-adaptativa apertou com força gradual, reduzindo o tranco, e Broberg afirmou ao CarBuzz que novos retratores foram desenvolvidos sem grande aumento de custo no projeto.

O ganho fica mais claro ao imaginar uma colisão sem cinto: se uma faixa flexível já pode causar hematomas, abrasões, lesões em tecido e até fraturas de clavícula, um painel ou volante pode ser devastador.

A Volvo diz que refina essa resposta para cenários como uma mulher grávida ou um motorista idoso e frágil, em que o “mesmo aperto para todos” vira risco.

A base vem de pesquisas próprias iniciadas nos anos 1970, com equipes visitando colisões reais para entender, do para-choque à estrutura, como o carro e os ocupantes se comportam.

Broberg afirma que os dados coletados foram decisivos para evoluir a segurança, lembrando que cintos antigos não reconheciam diferenças entre gêneros e que isso mudou.

A marca também estuda impactos específicos de EVs contra árvore ou poste para evitar que a bateria de alta tensão seja perfurada, e segue usando guindastes para erguer carros a 100 pés e soltá-los em testes extremos.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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