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Clio Sedan: versões, motores, equipamentos, visual e detalhes

Clio Sedan: versões, motores, equipamentos, visual e detalhes

O Clio Sedan é um compacto que foi desenvolvido para atuar em mercados emergentes, fora da área de influência europeia, onde os sedãs pequenos não vendem bem.


Lançado em 2000, o sedã da Renault esteve no mercado nacional em sua forma original até 2009, quando foi substituído pelo Symbol, que nada mais era do que o próprio Clio Sedan com mudanças estéticas.

Começou a ser produzido em Córdoba, Argentina, visando principalmente o mercado brasileiro, já que o Clio originalmente só era fabricado na Europa em carroceria hatch.

Clio Sedan: versões, motores, equipamentos, visual e detalhes


Por aqui, o Clio Sedan teve basicamente dois motores e nunca teve transmissão automática, o que foi um erro parta um carro que tinha como aspiração o padrão europeu entre os brasileiros.

O 1.6 16V seguiu sua vida comercial inteira, acompanhado quase sempre do 1.0 16V. Com aparência pouco harmônica, já que o Clio hatch não havia sido projetado inicialmente para ter um sedã, ele tinha suas vantagens.

A maior era o tamanho do porta-malas, com seus generosos 510 litros, semelhante ao que o sucessor Logan consegue oferecer. De bom acabamento inicialmente, o Clio Sedan fez uma boa dupla com o Clio, apesar dos detalhes.

Clio Sedan

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O Clio Sedan tinha uma aparência bem europeia e similar à do Clio até as portas traseiras. O compacto tinha frente curta e traseira volumosa, tendo faróis duplos em lente única com piscas e tamanho compactado.

O capô tinha recortes retos juntos aos faróis e logotipo da Renault. Já a grade tinha forma de meia-lua. O para-choque tinha pequenas entradas de ar sob os faróis e vincos suaves marcavam o protetor.

Os faróis de neblina da versão RT eram circulares. A grade inferior lembrava uma boca. Com para-lamas feitos em plástico, o Clio Sedan tinha ainda repetidores de direção neles, enquanto as portas tinham protetores pretos.

Estes apresentavam a identificação da motorização. Os retrovisores eram pretos e, no teto, a antena do rádio ficava junto ao para-brisa. As maçanetas embutidas também eram pretas nessa época e as portas eram as mesmas do Clio hatch.

Clio Sedan: versões, motores, equipamentos, visual e detalhes

As colunas C eram desproporcionais ao desenho do carro, visto que a Renault manteve as portas traseiras do hatch e isso conflitou com a criação de um porta-malas saliente.

Este tinha vigia mais inclinada e ampla, além de tampa curta e alta. Esta ainda tinha uma deflexão na parte superior que se harmonizava com o desenho das lanternas, que eram bem grandes e envolventes.

A tampa do porta-malas tinha maçaneta preta e prominente, além de identificação da marca e modelo. O para-choque reproduzia os vincos vistos na frente, tendo ainda um baixo relevo para placa com iluminação da mesma.

As rodas de liga leve aro 14 polegadas tinha formato de flor com oito raios e pneus 175/65 R14. Na versão RN, as rodas eram de aço com calotas estilizadas.

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Por dentro, o Clio Sedan tinha um ambiente com painel dotado de formas arredondadas. O cluster era analógico com fundo branco e velocímetro, nível de combustível, temperatura da água e conta-giros, todos de iluminação vermelha.

Além disso, trazia ainda um display digital com hodômetros e alguns dados do veículo, como indicador de nível de óleo, primazia apenas do motor 1.6 16V.

No centro, um display digital no alto tinha informações do sistema de áudio e temperatura externa. O rádio com CD e identificação de estações, abaixo dos difusores de ar, não possuía display próprio, sendo este o citado mais acima. Isso inibia o furto do aparelho.

Os comandos ficavam numa haste presa à coluna de direção, perto do volante. O ar condicionado era manual e bem potente. O volante de três raios tinha airbag de série e vinha com dois botões para buzina, além de ajuste em altura.

No console central, os dois botões dos vidros elétricos dianteiros (somente) eram separados, tendo ainda um botão de travamento central e o acendedor de cigarros.

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A ergonomia do Clio Sedan não era das melhores, tendo luz de alerta entre os bancos e ajuste dos retrovisores externos ao lado esquerdo do painel. Havia ainda airbag do passageiro no alto do painel e porta-luvas com porta-copo.

A alavanca de câmbio, assim como o volante, eram revestidos em couro na versão RT. O assoalho do sedã da Renault era acolchoado, enquanto as portas tinham bom acabamento.

Os bancos tinham tecidos suaves e agradáveis. Estranhamente, o console entre os bancos não era centrado com o painel. O acabamento de colunas e teto também era bom.

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Atrás, o espaço era mediano e havia banco bipartido com dois apoios de cabeça, além de cintos de três pontos apenas nas extremidades. Já o porta-malas do Clio Sedan era muito bom com 510 litros e fácil acesso.

Com 4,150 m de comprimento, 1,639 m de largura, 1,417 m de altura e 2,472 m de entre eixos, o modelo tinha suspensão dianteira McPherson e a traseira com eixo de torção, tendo tanque de 50 litros.

A direção era hidráulica e havia travamento elétrico através da chave eletrônica. O Clio Sedan também tinha desembaçador traseiro, iluminação interna padrão e espelho no para-sol. O RT tinha freios ABS.

O Clio Sedan ganhou motor 1.0 16V em 2001 e, no ano seguinte, as séries especiais O Boticário e Alizé.

Atualização

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Em 2003, o Clio Sedan passou por sua única atualização visual, que durou os seis anos seguintes. Nessa alteração, além do visual, a nomenclatura também foi alterada e o 1.6 16V ficou mais potente.

A frente ficou mais fluida com faróis maiores e quase triangulares, que reposicionavam os piscas para cima. O capô ganhava mais altura nas laterais e vincos pronunciados ao centro, enquanto a grade se mesclava com o para-choque.

Neste, o Clio Sedan tinha uma extensão com o losango da Renault e um para-choque novo com entrada de ar extra na parte superior e grade inferior ampla chamava atenção, assim como os protetores pretos no lugar dos antigos vincos.

O para-choque tinha ainda dois faróis de neblina em mesma posição do anterior. O desenho dos faróis e dos vincos do protetor, se harmonizam descrevendo uma curvatura.

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Com as novas versões Authentique, Expression e Privilége, o Clio Sedan substituía as antigas RN, RL e RT. Assim, a mais completa tinha novas rodas de liga leve aro 14 polegadas com bom acabamento, agora com pneus 185/65 R14.

Os retrovisores passaram a ser na cor do carro, assim como as maçanetas. Na traseira, o sedã da Renault tinha lanternas repaginadas. Além delas, apenas o para-choque mudou, recebendo o mesmo protetor frontal.

Por dentro, a padronagem em dois tons (azulado acima e bege abaixo) se mantinha. O ambiente se manteve praticamente o mesmo, sem acréscimo de opcionais ou equipamentos.

Assim como no antigo RT, o Privilége também podia ser adquirido com motor 1.6 16V, mas sem ABS e alerta de nível de óleo.

Clio Sedan: versões, motores, equipamentos, visual e detalhes

 

Em 2006, o Clio Sedan ganhou um novo volante com desenho mais amplo, além de para-choques com três entradas de ar inferiores e dotadas de vinco central, bem como acabamento superior mais liso.

O para-choque traseiro recebeu acabamento liso também, ficando mais limpo visualmente. Houve mudanças na maçaneta da tampa, que passou a agregar o logotipo da Renault. O tamanho do sedã pulou para 4,191 m de comprimento.

As molduras laterais externas se mantiveram da mesma forma, tais como no modelo de 2000. As rodas de liga leve ganharam desenho mais suave e com raios menores.

Clio Sedan: versões, motores, equipamentos, visual e detalhes

O interior voltou a ter cluster de fundo branco, enquanto os bancos assumiram um visual mais sóbrio, sem estampas diferenciadas como no passado.

O Clio Sedan teve ainda as séries especiais Expression Egeus e Plug, sendo a primeira com opção 1.0 16V. Em 2009, saiu de cena para dar lugar o Symbol, sua versão atualizada e renomeada.

Motores

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O Clio Sedan teve algumas mudanças em sua mecânica ao longo de nove anos de mercado. Dois motores (K4M e D4D) foram protagonistas da aventura desse compacto de três volumes por aqui.

Em 2000, o modelo chegava com o motor 1.6 16V K4M de duplo comando de válvulas no cabeçote. Este propulsor tinha 1.598 cm3 e trabalhava com taxa de compressão de 9,7:1.

Seus comandos eram acionados por correia dentada interna e tinha injeção multiponto. Abastecido apenas com gasolina, o K4M entregava 102 cavalos a 5.750 rpm e 15,2 kgfm a 4.250 rpm.

Com transmissão manual de cinco marchas, o Clio Sedan 1.6 16V ia de 0 a 100 km/h em bons 9,8 segundos e com máxima de 180 km/h. O consumo era de 8,3 km/l na cidade e 13,7 km/l.

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No ano seguinte, surgia o D4D 1.0 16V para todas as versões, trazendo arquitetura semelhante com duplo comando no cabeçote e correia dentada, além de injeção multiponto.

Com 999 cm3 e 10:1 de taxa de compressão, o D4D entregava 70 cavalos a 5.500 rpm e 9,5 kgfm a 4.200 rpm. Assim como o K4M, este propulsor tinha como característica um funcionamento com giro mais elevado.

Assim, também manual, o Clio Sedan 1.0 16V atingia os 100 km/h em 15 segundos e 160 km/h de velocidade final. Porém, mesmo sendo fraco em performance, esse modelo era bem econômico.

Na estrada, fazia ótimos 15,7 km/l e na cidade bons 12,1 km/l. Podia assim rodar quase 800 km com um tanque.

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No ano de 2003, o Clio Sedan 1.6 16V ficou mais potente, passando a dispor de 110 cavalos na mesma rotação do K4M anterior e com o mesmo torque de 15,2 kgfm, mas este caiu para 3.750 rpm.

Isso melhorou o desempenho em velocidade final, que alcançava 192 km/h. O consumo também melhorou, passando a 9,4 km/l na cidade e 15,2 km/l na estrada.

Porém, a mudança duraria apenas um ano. Isto porque, este mesmo motor, receberia a tecnologia flex em 2004, passando a dispor de 115 cavalos e 16 kgfm, ambos nas mesmas rotações da versão a gasolina e taxa de compressão do D4D.

O consumo piorou com a tecnologia flex, em especial com gasolina, que caiu para 8,9 km/l na cidade e 13,5 km/l na rodovia.

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Em 2005, o Clio Sedan 1.0 16V teve seu D4D atualizado para 76 cavalos a 6.000 rpm e o torque pulou para 10 kgfm, mantendo-se em 4.250 rpm.

Ele era ainda abastecido com gasolina, mas assim como o K4M anteriormente, também recebeu a tecnologia Flex um ano depois. Nesse caso, o D4D passou a dispor de 77 cavalos e 10,2 kgfm nas mesmas rotações.

O consumo na gasolina era de 10,2 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada. Essa foi a última modificação mecânica do Clio Sedan antes de seu fim.

Symbol, o Clio Sedan diferente

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Em 2009, o Clio Sedan saía de cena um ano após o Clio ser oficialmente rebaixado por conta da chegada do Renault Sandero. Então, como o Logan já estava no mercado brasileiro desde 2007, a marca resolveu manter o sedã.

Para isso, haveria necessidade de mudança de visual do Clio Sedan e assim adotou um visual mais prolongado na frente, assim como na traseira, criando um carro novo, chamado Symbol.

Na frente, adotou-se faróis maiores e grade menor, além de novo para-choque. Na traseira, lanternas diferenciadas, assim como tampa do porta-malas, colunas C com vigias e para-choque diferenciado.

Por dentro, o Symbol ganhou painel diferente, mas ainda baseado no antigo do Clio Sedan. Feito na Argentina, ele tentou tapar o buraco deixado pelo sedã compacto anterior até que o Logan assumiu a posição de destaque.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • marcosCAR

    Bem completo,vale a pena para quem não pode ir de 0km.

    Terá espaço de sobra no porta malas e um motor que não bebe muito.

    Poucos mimos, porém se for comparar com alguns modelos novos , o clio ainda leva vantagem.

  • André

    Mesmo sendo um horror em design, o Simbol um pouco menos ruim, são 2 modelos muito bons, extremamente robustos.

  • Julio Andraski

    Tinha Clio Sedan na europa, sim. O Thalia e o Symbol foram fabricados na Turquia. E poderiam ter acrescentado que houve uma versão do Clio com marca Nissan no México.

  • matheus

    Tive um hatch 1.0 16v em 2004 e um sedan privilege em 2007. Ambos, muito bons de dirigir e bem completos para o mercado à época.

  • Marcus Vinicius

    O último Symbol (baseado no antigo clio) também foi feito na Turquia. O Logan também é feito nesse mesmo país e usa o Nome Symbol.

  • Alexandre

    Tem uma foto na reportagem que não é do Clio sedan brasileiro. É a 11° foto.

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