Com a importação de eletrificados em pauta, GM sugere regra ao estilo México: tarifa menor só para quem fizer 100 mil carros no Brasil e trouxer 20 mil

gm fabrica ceara 2
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A recente disputa entre Anfavea e BYD por incentivos fiscais que acabaram sendo concedidos pelo governo federal piorou o clima no setor automotivo nacional, que agora vive uma guerra que vai além das vendas e produção nacional…

Mas, é exatamente sobre este último que um novo ator entra no palco da discussão sobre incentivos fiscais para importação de veículos e peças.

Ao receber o vice-presidente e ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin, a General Motors apresentou um novo plano de incentivo às importações de veículos eletrificados que não prejudicaria a produção nacional.

A ideia da GM seria inspirada no modelo mexicano, com bene­fí­cios tri­bu­tá­rios para importação atrelados diretamente ao volume de produção nacional, valendo assim tanto para operação em CKD como para importação de veículo inteiro.

Fábio Rua, vice-pre­si­dente da GM Amé­rica do Sul, disse: “A gente tem a prá­tica de sem­pre pro­por alguma coisa para ten­tar des­tra­var dis­sen­sos no setor, que é com­plexo, mas tem mais con­ver­gên­cias do que diver­gên­cias.”

Rua continuou: “Pro­cu­ra­mos estu­dar as refe­rên­cias inter­na­ci­o­nais. Nesse caso, o México é um exem­plo, mas pode­mos apri­mo­rar o modelo deles.”

gm fabrica scs
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Parceiro automotivo do Brasil e da Argentina, o México adota uma política tributária que concede incentivos fiscais para importação de veículos mediante um determinado volume produzido localmente.

Nesse caso, a cada 100.000 veículos fabricados no país, a montadora pode importar 10.000 com benefícios tributários.

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O executivo da GM propôs: “Pode­mos esta­be­le­cer que esses 10 mil car­ros sejam elé­tri­cos ou híbri­dos, para melho­rar o modelo. Com essa pro­posta, pode­mos evi­tar que, a cada seis meses, quem se bene­fi­cia de cotas de tarifa redu­zida vá pedir a reno­va­ção delas.”

Rua disse mais: “As cotas podem ser esta­be­le­ci­das atre­la­das a avan­ços de eta­pas fabris. Vai se bene­fi­ciar quem gera emprego e investe em pes­quisa e desen­vol­vi­mento, para esti­mu­lar que con­ti­nue inves­tindo no País. E não vamos limi­tar as cotas a qual­quer país. Não se pode dis­cri­mi­nar.”

No texto da proposta da GM, a empresa sugere que a cada 100.000 carros produzidos localmente e com mínimo de R$ 500 milhões investidos no país, uma montadora teria direito a 20% do volume de produção localizada com incentivo fiscal.

Essa cota proposta pela GM seria assim de 20 mil carros com benefício a cada 100 mil produzidos e R$ 500 milhões investidos. Agora, resta saber se o governo federal considerará a sugestão da GM.

[Fonte: Estadão]

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook