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Com Chery, CAOA deve encerrar produção da Hyundai em Goiás

Com Chery, CAOA deve encerrar produção da Hyundai em Goiás

As metas são ambiciosas. Ter 5% do mercado nacional nos próximos anos. Para isso, a CAOA Chery pretende investir US$ 2 bilhões em produtos e desenvolvimento daqui para frente, buscando levar a marca chinesa de posição discreta ao destaque no cenário automotivo nacional. Para isso, vale até alegar ser uma “montadora 100% nacional”.


Mas, tudo isso não ocorreu por acaso, apenas por conta do prejuízo da Chery, após US$ 530 milhões aplicados no Brasil, entre construção da fábrica e polo automotivo em Jacareí-SP. A CAOA, sem surpresas, assumiu um novo compromisso no mercado brasileiro ao adquirir 50,07% da filial local da montadora chinesa, mas os números envolvidos e as declarações da própria empresa confirmariam o que rumores já dizem há algum tempo: o casamento com a Hyundai está chegando ao fim.

Um acordo entre as partes já teria sido firmado para que, em dado momento, os direitos de produção da CAOA sobre produtos da Hyundai se encerrará. Antes, porém, findará a importação de carros da Coreia do Sul. É por conta disso que a empresa brasileira disse oficialmente que a nova operação contará com o apoio de sua fábrica em Anápolis-GO. Lá, atualmente são feitos os modelos ix35, Tucson e os caminhões das linhas HR e HD.

Com Chery, CAOA deve encerrar produção da Hyundai em Goiás


Para crescer ao nível que a CAOA Chery deseja, não apenas a planta de Jacareí será necessária, mas a de Goiás também. Algumas fontes falam em apenas produção de motores na fábrica da CAOA, mas ela tem capacidade para 80 mil veículos por ano e pode abrigar a fabricação de carros da Chery.

Além disso, a unidade paulista hoje está dimensionada para 50 mil por ano, mas o projeto original era para 150 mil. Mesmo sem esse acréscimo, a nova empresa terá 130 mil unidades/ano de capacidade instalada. Outro ponto é que a chinesa já havia iniciado a construção de uma planta de motores no Vale do Paraíba, reforçando assim a intenção de nacionalização de produtos futuros.

Mas, até chegar ao objetivo, a CAOA Chery atuará de forma gradual, especialmente no caso da nova controladora brasileira, que começará assumindo a importação de veículos da China a partir de 2018. Então, provavelmente assumirá posteriormente a distribuição e a comercialização direta da marca, assim finalizando no controle sobre a fábrica de Jacareí. A CAOA tem rede de 180 lojas e comenta-se que ela utilizará essa estrutura a favor da Chery.

Quanto à Hyundai, nenhuma das partes confirma o fim do casamento. Para a marca coreana, sobrariam algumas alternativas ao fim do acordo com a CAOA. Uma delas é a produção de caminhões HR e HD – pelo menos o primeiro tem potencial – no Uruguai, como faz a Kia Motors através do grupo Gandini, que continua como representante da marca.

Com Chery, CAOA deve encerrar produção da Hyundai em Goiás

No caso do Hyundai New Tucson e eventualmente de outros modelos de volume, o México pode surgir como origem, ainda mais que Hyundai e Kia entraram em acordo no país latino após divergências locais. Para a Hyundai Brasil, o que é preciso realmente ser feito no país, já sai da linha de montagem em Piracicaba-SP, nesse caso HB20, HB20S e Creta. Para a CAOA, apenas a comercialização da marca coreana não precisaria realmente ser posta de lado, enquanto distribuição, importação e produção seriam exclusivas da montadora asiática.

E a Chery? O que não falta à marca chinesa é um portfólio amplo de produtos que podem ser vendidos e fabricados no país, em especial os utilitários esportivos da plataforma T1X, que hoje são os modelos Tiggo 5x e Tiggo 7 – na ordem por tamanho e categoria – sendo que a marca prepara o Tiggo 9 de sete lugares e possui o aguardado Tiggo 2, derivado do Celer, que deve dar adeus rapidamente.

O sedã Arrizo 5 tem tamanho de médio e motor de compacto, mas tem opção turbo. O problema seria o preço. Já o Arrizo 3, mais compacto, seria mais interessante, porém, não tem o mesmo apelo estético. Já o Arrizo 7 tem um conjunto completo para atuar no segmento médio, com motor 1.5 Turbo de 152 cv e câmbio CVT ou DCT.

Por imagem, esse modelo é o atual topo de linha da marca. Para volume, o New QQ serve bem de início, já que um hatch maior e superior ao Celer se faz necessário. A Chery teve alguns projetos pelo caminho, mas se há algo nas pranchetas, ainda está em segredo. Falou-se em um compacto de projeto nacional há alguns anos, o que pode funcionar melhor que adaptar um carro feito para a realidade chinesa.

 

Com Chery, CAOA deve encerrar produção da Hyundai em Goiás
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