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Com chinesa distante, FCA agora está de olho numa fusão na Coreia do Sul

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A Great Wall Motors veio à tona e parece já estar submergindo na tentativa de adquirir a Fiat Chrysler, que passa por um período financeiro muito ruim. O grupo capitaneado por Sergio Marchionne havia iniciado conversações com a montadora chinesa, mas após aparente avaliação desta, o negócio ficou mais difícil de ser concretizado. Não apenas no lado financeiro, mas também no político, visto que a administração Trump certamente impediria o negócio que envolve um dos ícones da indústria americana.



A Fiat Chrysler já tem até uma estratégia para a venda, separar as operações de Alfa Romeo e Maserati, assim como fizeram com a Ferrari. Isso por conta do grupo Elkann, da família Agnelli, que não quer perder o poder, pelo menos não nessas duas marcas lucrativas. Mas, se as chances da Great Wall diminuíram, Marchionne não reduz seu interesse em uma fusão. Após negativa da GM e da Volkswagen, o chefe da FCA está de olho na sul-coreana Hyundai.

No caso da Hyundai-Kia, uma fusão com a FCA não traria impedimentos políticos nos EUA, visto que há boas relações comerciais deste com a Coreia do Sul, inclusive com acordo de livre comércio, bem como apoio militar em defesa do país asiático contra a belicosa Coreia do Norte. Essa aliança garantiria as bençãos de Washington para o negócio. Um membro da equipe de Trump chegou a dizer que basta um anúncio de investimento bilionário da montadora nos EUA, que gere milhares de empregos, e terá total apoio do presidente.

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Por enquanto, ainda nada se sabe sobre as intenções da sul-coreana, que tem plantas de produção em Virgínia, Ohio e no Alabama. O grupo asiático é o quinto fabricante mundial e uma fusão com a Fiat Chrysler o colocaria numa posição de destaque no ranking mundial. A FCA, por sua vez, tem grandes operações nos EUA e Europa, mas tem excesso de capacidade e sofre pressão interna dos acionistas das famílias Elkann e Agnelli.

Uma fusão com a Hyundai-Kia significaria ampliar muito a participação sul-coreana no mercado americano com as marcas da Chrysler, especialmente a Jeep e a RAM. Além disso, evitaria que o grupo investisse em picapes, algo que vem sendo colocado de lado pela empresa há muitos anos. Já a sinergia entre as empresas começaria do zero e provavelmente algumas marcas adquiridas seriam extintas.

Um enxugamento teria de ser feito na FCA, exceto se a expansão da Hyundai nos EUA incluir as fábricas da Fiat Chrysler, reduzindo assim os custos. No passado, Chrysler, Hyundai e também a Mitsubishi criaram uma joint-venture chamada Global Engine Manufacturing Alliance LLC (GEMA). Dela surgiu os atuais motores Tigershark usados nos modelos Jeep Compass e Fiat Toro, por exemplo. Na Hyundai, esse motor é conhecido como Theta. 

[Fonte: Ásia Times]

 

 

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