
A expansão acelerada das fabricantes chinesas começa a aparecer com força fora do país, levando projetos recentes a mercados onde espaço interno e preço pesam bastante.
O MG Hector Tomahawk é um desses exemplos e estreia na Índia como SUV de até três fileiras, oferecendo versões EV e híbrida plug-in.
Apesar do nome, ele não possui relação técnica com o Hector a combustão, pois deriva diretamente do Wuling Starlight 560 apresentado na China.
Esse modelo apareceu no fim de 2025 e chegou às lojas chinesas no começo deste ano, antes de ganhar identidade própria para o mercado indiano.
A movimentação acompanha um ritmo intenso de lançamentos, já que fabricantes chinesas apresentaram, em média, 3,6 novos modelos por dia nos últimos cinco meses.

As versões EV e PHEV recebem dianteiras diferentes, embora ambas tragam pequenas alterações visuais em relação aos respectivos modelos comercializados pela Wuling.
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O híbrido plug-in possui frente na cor da carroceria, entrada de refrigeração maior, acabamento preto abundante e proteção inferior com aparência de alumínio.
Já o EV adota desenho frontal mais simples e quadrado, permanecendo visualmente bastante próximo do Starlight 560 vendido originalmente pela marca chinesa.
Independentemente da motorização, a carroceria possui 4,745 m de comprimento, distância entre-eixos de 2,810 m e altura livre do solo de 23 cm.
A cabine com volante à direita pode receber duas ou três fileiras, oferecendo 610 litros de porta-malas com cinco lugares ou 192 litros usando sete assentos.

Entre os equipamentos aparecem tela multimídia de 15,6 polegadas, painel digital de 8,8 polegadas, comandos por gestos e teto panorâmico dividido em duas partes.
Iluminação ambiente com 256 cores e sistema de áudio com dez alto-falantes também estão disponíveis, acompanhados por um assistente baseado em inteligência artificial.
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Esse recurso inclui modo karaokê e biblioteca com mais de 8.000 músicas de diferentes gêneros, ampliando a proposta de entretenimento durante as viagens.
O Hector Tomahawk EV utiliza um único motor dianteiro com aproximadamente 204 cv, alimentado por uma bateria de 69,2 kWh.
A autonomia supera 500 km, enquanto o sistema aceita recarga rápida em corrente contínua de até 90 kW e oferece funções V2L e V2H.

Na configuração PHEV, um motor 1,5 litro aspirado trabalha como gerador ao lado de um único motor elétrico e uma bateria menor de 20,5 kWh.
A autonomia combinada passa de 1.100 km, sendo 115 km percorridos exclusivamente utilizando energia armazenada na bateria, segundo os números divulgados.
Na Índia, o EV custa entre ₹19.49 lakh (R$ 107.700) e ₹23.49 lakh (R$ 129.400), dependendo da configuração escolhida.
Pelo programa Battery-as-a-Service, o preço inicial cai para ₹13.99 lakh (R$ 77.100), enquanto a bateria passa a ser cobrada separadamente pelo uso.
Nesse plano, a tarifa é de ₹4.90 (R$ 0,26) por quilômetro, permitindo reduzir consideravelmente o valor pago inicialmente pelo veículo elétrico.

O Hector Tomahawk PHEV começa em ₹25.70 lakh (R$ 142.000) na compra convencional, posicionando-se acima do EV dentro da nova gama indiana.
A modalidade BaaS reduz esse valor para ₹21.79 lakh (R$ 120.400), acompanhada por cobrança de ₹3.20 (R$ 0,17) por quilômetro pela bateria.
As primeiras entregas do EV estão programadas para setembro, enquanto compradores da configuração híbrida plug-in começarão a receber seus veículos em novembro.







