
Os EUA ampliaram o escudo anti-carros chineses e, a partir de 2027, nenhuma marca poderá vender veículos de origem ou com tecnologia da China no mercado americano, criando assim uma barreira técnica para impedir a presença destes sob alegação de proteção da indústria e de segurança.
Hoje, os carros chineses pagam 100% de imposto de importação nos EUA, mas mesmo isso ainda não é uma limitação se a aduana americana não liberar a entrada de tais veículos, com a nova lei indo exatamente nessa direção.
Mas, segundo analistas, o consumidor americano forçará a entrada de carros chineses no mercado com um forte desejo de compra, uma vez que o público não está alheio ao que se apresenta no mercado internacional.

Yale Zhang, diretor administrativo da consultoria Automotive Foresight, em Xangai, disse ao site South China Morning Post: “[As montadoras americanas] enfrentariam reclamações de consumidores que deveriam desfrutar de veículos elétricos inteligentes e acessíveis [fabricados por empresas chinesas].”
Como se sabe, os preços dos carros subiram no mercado americano e os elétricos, em especial, só evoluíram para as categorias mais altas, com preços que a maioria não pode pagar. Jim Farley, CEO da Ford, já alertou os funcionários de que os carros chineses chegarão em breve.

O motivo é que a defasagem tecnológica e a elevação dos preços no mercado americano forçarão as montadoras locais a investirem muito mais em carros inteligentes e baratos, mas isso é um enorme desafio para a indústria americana.
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Enquanto a conta não fecha em Detroit, do outro lado do Rio Detroit, o Canadá, assim como o México, mais ao sul, deverão receber ainda mais carros chineses, porém, aqueles dotados de tecnologias de ponta e por uma fração do preço em dólar dos amercianos.
A presença de tais carros na fronteira ou mesmo a passeio nos EUA servirá como uma vitrine não oficial de marcas como BYD, Geely e GAC, por exemplo. E, no final da história, o aviso de “olhe, mas não toque” é um sentimento tão ruim que fará o consumidor americano protestar. Assim, pode ser que mesmo pagando 100%, os chineses terão enorme demanda nos states.
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