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Com promessa de seis milhões produzidos em 2017, Volkswagen dobra fabricação do e-Golf

e-Golf-2017-1 Com promessa de seis milhões produzidos em 2017, Volkswagen dobra fabricação do e-Golf

Nestes últimos dias de 2017, a Volkswagen lançou uma dupla informação ao mercado internacional. A montadora alemã prometeu produzir seis milhões de veículos até o encerramento do ano, onde o último dia útil ocorreu nesta sexta (29). Obviamente, algumas plantas devem trabalhar até pelo menos o dia 30 (sábado).



Esse volume é um recorde para a marca alemã e não envolve as demais empresas do grupo, tais como Audi, Porsche, Seat ou Skoda, por exemplo. Pouco mais de dois anos depois do Dieselgate, a VW agora parece bem recuperada do escândalo envolvendo um software fraudulento em motores diesel.

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Atualmente, de acordo com a empresa, mais de 60 modelos são produzidos em 50 plantas espalhadas por 14 países. Para manter a máquina em alta, a Volkswagen lançou só este ano, pelo menos 10 modelos globais e já acumula mais de 150 milhões de carros vendidos, um número realmente bem expressivo.

Embora o Fusca tenha vendido mais de 22 milhões, o Golf é disparado o best seller da VW, estando acima de 34 milhões vendidos, sendo que só em 2017, ele emplacou um milhão de unidades, sendo líder na Alemanha e União Europeia. A marca divulgou também que o Tiguan foi o modelo de maior crescimento nas vendas, subindo 40% com 730 mil emplacamentos. Polo e Santana também são destaques em vendas.

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Nesse ambiente tão positivo, a Volkswagen anunciou que dobrará a produção do e-Golf, a versão elétrico do hatch médio. Parece estranho a marca buscar ampliar a cadência do produto, quando se prepara para iniciar a produção de seu carro elétrico nativo, um derivado do conceito I.D. Rumores dizem que o e-Golf morre na atual geração do hatch, pois apenas o GTE e/ou outro híbrido plug-in continuará. Afinal, a empresa pretende investir um total de US$ 85 bilhões até 2022 apenas em carros elétricos, condução autônoma e serviços de mobilidade.

Porém, parece que ainda há mercado para ele, a exemplo do que ocorre atualmente com o Tiguan feito em Ösnabruck, na fábrica que foi um dia da Karmann. Esta geração anterior do SUV foi mantida em produção até que um sucessor adequado tomasse seu lugar em certos mercados, entre eles obviamente o americano e também o brasileiro. Da mesma forma, o e-Golf pode se tornar um hatch elétrico de preço menor que o I.D.

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Mas no caso do e-Golf, o real motivo é que as vendas de carros elétricos voltaram a crescer na Alemanha, após a revisão dos incentivos fiscais para elétricos. Com isso, a produção em Dresden passou de 35 para 70 carros por dia. O modelo caiu em vendas nos EUA, registrando queda de 8,7%.

Em recente atualização, o elétrico pulou de 130 km para 200 km de alcance, segundo o padrão EPA, embora no NEDC tenha 300 km. O motor elétrico passou de 115 cv para 134 cv, enquanto o torque pulou de 27,4 kgfm para 29,5 kgfm. E aqui? A promessa da VW é de que o e-Golf chega oficialmente em 2018.

[Fonte: Automobile Magazine/Autoblog]

 

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  • vicegag

    Um ótimo carro o Golf, líder de emplacamentos na Alemanha, pena que aqui a VW reduza e empobreça conteúdo e aumente os preços.

    • Isaac Ferreira Santo

      Exatamente isso. Sem contar que ja estamos praticamente em 2018 e a VW nada de mostrar o faceift do golf. Se ao menos voltasse a ter o padrão europeu ja era um bom começo

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