Etc Tecnologia

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

Como dirigir carro automático?

Carro automático. Para alguns, um veículo difícil de dirigir. Para outros, um conforto insubstituível.


O carro com transmissão automática sempre foi um conforto a mais para o condutor.

Afinal, dispensa-o da tarefa de mudar marchas manualmente e acionar a embreagem, descansando assim a perna esquerda e o braço direito. Isso, claro, em países com direção à esquerda, como o nosso.

Até 1921, todos os carros tinham transmissão manual, mas a partir dessa data, não ficou muito diferente.


Em realidade, o processo de mudança de velocidade de forma automática foi inventada por Alfred Horner Munro, no Canadá. Mas, o sistema usava ar comprimido para mover as engrenagens, o que não encontrou utilidade em aplicação automotiva.

Por isso, passaram-se alguns anos até que um câmbio automático com acionamento por fluído hidráulico, fosse inventado.

Para a grande maioria dos brasileiros, a origem deste tipo de transmissão poderia ser naturalmente americana, já que os EUA a utilizaram durante décadas e em larga escala.

Ainda hoje é a opção que domina aquele mercado. Porém, se engana quem pensa que foi algum americano que a desenvolveu.

Existe uma controversa sobre sua origem, mas é creditada à José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos, dois engenheiros brasileiros, que desenvolveram a primeira caixa de transmissão automática de funcionamento hidráulico em 1932, que viria a ser a base de quase todos os carros automáticos ao longo de décadas.

Os inventores venderam a patente para a General Motors posteriormente e esta lançou o primeiro automóvel automático em 1940.

A outra seria a alemã ZF após o fim da Primeira Guerra Mundial. Certo ou não, o Brasil ainda contribuiu com outra patente de transmissão automática, que nunca encontrou lugar no mundo automotivo.

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

O que é e quais são os tipos de câmbio automático?

O câmbio automático, como o nome diz, faz as trocas de marcha de forma independente do condutor, fazendo o mesmo com o acionamento da embreagem.

Existem alguns tipos de transmissão, sendo a mais comum a chamada “automática” ou “hidramática”, onde o fluído hidráulico sob pressão muda as engrenagens e permite as trocas sem auxílio do condutor, assim como também utilizam conversor de torque no lugar da embreagem tradicional.

Outro tipo é o câmbio CVT, que possui um conjunto de polias e correias de aço, cuja relação é infinita, pois a variação não tem um limite entre as duas, possibilitando eliminar marchas e tornar a condução mais confortável, suave e econômica, mas com performance inferior ao automático.

Por fim, existe o câmbio automatizado de dupla embreagem, que em realidade é um câmbio mecânico com dois eixos de engrenagem, que precisam da eletrônica para modular duas embreagens (uma dentro da outra), evitando assim a perda de força nas trocas e melhor performance e rapidez que as demais.

O automatizado comum (Dualogic, GSR, I-Motion e Easy’R) é apenas um sistema de braços eletromecânicos que atuam numa caixa de marchas manual como qualquer outra.

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

E as tais letras do câmbio automático, o que significam?

Um automóvel automático basicamente é constituído em seu habitáculo de uma alavanca seletora de marchas e dois pedais, um para o acelerador e outro para o freio, sendo este bem maior que num carro manual.

Outro item obrigatório em um carro assim é o indicador de marchas no painel, que informa a posição o câmbio está, facilitando assim a condução do veículo.

Não há segredo para ligar o carro automático, mas dependendo do modelo, necessita-se pressionar o pedal do freio nesse momento.

A medida é uma segurança do veículo, mas o câmbio geralmente fica travado na posição Parking (P). O que? Bom, antes de sair, é necessário saber o que aquelas letras no seletor de marcha significam.

Basicamente, um câmbio automático vem com as letras P (Parking), R (Ré), N (Neutro) e D (Drive). Dependendo do tipo de câmbio e fabricante do veículo, podem ser adicionadas S (Sport) e L (Low). Isso é mais comum em câmbio do tipo CVT. Mas, o seletor pode ter também os números 1, 2 e 3.

Mas vamos a eles. O P significa o estacionamento permanente do veículo, servindo como um bloqueio da caixa de transmissão, vital para se evitar acidentes.

Não é um freio de mão nem um sistema que bloqueia o carro, e sim apenas um bloqueio do câmbio.

Seletores modernos de acionamento eletrônico podem confundir e acabar em acidentes, como o que vitimou um ator famoso.

Geralmente o carro só pode ser ligado ou desligado (com a retirada da chave) com a alavanca nesta posição. Ele é usado em conjunto com o freio de estacionamento.

O R é a ré, sem mistério.

O D é o Drive, que significa que o carro está pronto para andar. É neste que o carro permanece a maior parte do tempo de condução, pois nele as marchas são trocadas em todos os regimes de trabalho do motor.

No S, as marchas são mais exploradas para se obter giros mais elevados e mais potência, sendo usado em uma condução mais esportiva.

No CVT, a relação das polias é encurtada para criar o mesmo efeito. Também pode-se guiar em posição S todo o tempo, se desejar. Obviamente, o consumo será maior, mas as respostas serão melhores.

Em L, geralmente em câmbio CVT, permite que as relações sejam encurtadas ainda mais, para que o motor possa trabalhar em um regime mais elevado para vencer aclives acentuados ou declives muito íngremes. Seu uso é bem limitado e nessas condições apenas.

E os números?

Aplicados em câmbios automáticos tradicionais, os números são limites de marcha onde a caixa irá trabalhar.

Até 1, será a primeira, praticamente a mesma função do L. Nas posições 2 e 3, o câmbio ficará limitado até estas marchas. Também seu uso é próprio para certas ocasiões, onde é necessário mais força do propulsor.

Mas se engana quem pensa que terminou por aqui.

A alavanca dispõe de um botão para destrava-la, a fim de evitar acidentes durante o funcionamento.

Alguns carros apresentam um botão chamado Overdrive Off, que basicamente tem a função de fazer o veículo vencer aclives ou declives longos, sem alternância de marchas ou variação de relação (CVT).

Outras caixas apresentam botões para trocas manuais de marcha, que também podem ser feitas na própria alavanca ou no volante (botões ou borboletas). Essa função de troca manual pode ser acionada por botão em câmbios automatizados comuns.

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

Dirigindo um carro automático

Bom, a partir daí, agora é andar. Antes de mais nada, é preciso ter em mente uma coisa.

Algo básico para quem não tem costume ou prática em dirigir, mas que para motoristas que sempre dirigem carros manuais é um sacrifício momentâneo: Esqueça o pé esquerdo.

Ele não trabalha em um carro automático, onde apenas o direito cumpre as missões de acelerar e frear o veículo. A dica é importante para se evitar sustos e até acidentes.

Por que? Um motorista comum, que não é um piloto profissional, dificilmente terá a sensibilidade no uso do pé esquerdo sobre o pedal do freio.

Mesmo que o condutor pense e tenha consciência do que vai fazer, a força aplicada ao pedal é sempre muito maior que a necessária e isso pode provocar frenagens muito fortes e repentinas se o motorista esquecer desse detalhe.

Dá para aprender a frear com o pé esquerdo, mas só com alguma prática e atenção, então é melhor deixar ele de lado.

Depois de ligar o carro automático, mantenha o pé no freio e mude para a posição desejada na alavanca do câmbio.

Para a frente, D. Para trás, R.

O N é o neutro e mantém o carro parado e desengatado, é como o ponto morto do câmbio manual.

Uma vez na posição desejada, que ainda pode ser as demais já citadas, alivia-se o pé do freio para o veículo começar a andar.

E o acelerador? Num carro automático, outra característica é a aceleração imediata. Pouca, mas constante.

Por isso, basta tirar o pé do freio para o veículo começar a andar suavemente. O recurso é bom em manobras e no anda-e-para do trânsito.

Mas, alguns automáticos modernos possuem a função Auto Hold ou Brake Hold, que trava os freios com o carro engatado e parado.

Basta acionar para que o veículo não se mova nessa situação, evitando assim colocar o câmbio em N para se aliviar o pé do freio.

Depois de liberar o freio, basta ir acelerando da forma que achar melhor, com o câmbio em D ou S sem restrições.

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

Nas demais opções (L, 3, 2 ou 1), a caixa ficará em marchas ou em relações muito curtos, limitando o desempenho do veículo, forçando o motor e elevando absurdamente o consumo.

Nas mudanças manuais, dependendo do câmbio, a função fica presa e só pode ser mudada novamente pelo condutor ou até que o câmbio assuma a tarefa quando houver risco para o sistema.

Os carros automáticos não apenas deslocam-se de forma uniforme, mas também cumprem as mesmas funções que um motorista exige durante a condução com câmbio manual.

Ou seja, aceleração, redução, retomada, etc. Dependendo da velocidade e da posição do pedal do acelerador, o câmbio automático entenderá o que o condutor está querendo.

Caixas mais modernas até memorizam os hábitos do condutor ao longo do tempo, respondendo assim mais rapidamente aos seus pedidos.

Se afundar o pé de forma imediata, o câmbio entende que se quer mais potência do motor para uma saída rápida ou para uma ultrapassagem, por exemplo.

Se o pedal for pressionado normalmente, o câmbio vai trocar as marchas de forma mais confortável para o condutor e até econômica.

Para este último, ainda vale manter o pedal levemente pressionado em alguns regimes de trabalho, fazendo com que o câmbio automático mantenha marchas mais altas para reduzir o giro do propulsor e o consumo.

Em velocidade, se o condutor pretende pegar uma subida longa e não deseja mudar manualmente, pode fazer o kick down, que mantém o câmbio em marcha curta para que o giro elevado e a força do motor ajudem o veículo a vencer o plano inclinado.

No geral, esse tipo de câmbio entende o que se pede através do movimento do acelerador.

Em desacelerações, ele reduz automaticamente as marchas e se o freio usar usado com mais força ou a inclinação for acentuada demais, pode-se reduzir até duas ou mais marchas. Tudo é indicado no painel do veículo.

Como dirigir carro automático? (passo a passo)

Atenção em manobras nos carros automatizados simples

Aqui estamos falando dos carros mais baratos, com aqueles câmbios chamados de Easy’R, Dualogic, I-Motion ou GSR.

Em carros automatizados, que dependendo da marca usam botões no lugar de alavanca, o uso do pedal do acelerador requer mais atenção.

O motivo é o acionamento automático da embreagem, que é mecânica e igual a dos carros manuais.

Como se trata apenas de um disco, o dispositivo eletromecânico corta muito o contato entre motor e câmbio, o que faz o veículo perder aceleração e causa uma impressão ruim de falta de força.

Para se evitar isso, é necessário aprender o tempo certo das trocas, a fim de aliviar o pé do acelerador quase no mesmo tempo da troca, como num manual.

O efeito em muitos casos é bem parecido. Na ré, cuidado com o freio, pois é necessário acelerar o carro e não há como usar a embreagem para controlar o movimento do veículo.

Num automatizado tradicional, o carro não fica acelerado, pois o sistema desengata o carro, porém, sistemas mais atuais criam o mesmo efeito do câmbio automático, acelerando levemente o veículo.

Essa função é uma vantagem não descrita acima e que agora podemos falar. Em planos inclinados, não acentuados, o câmbio automático em D, S ou outra posição, mantém o veículo parado.

O motivo é que ele mantém uma aceleração leve, conforme já mencionada. Nessa situação, a força aplicada é equilibrada com o aclive, fazendo assim com que o carro fique parado, embora na verdade ele esteja acelerado suavemente.

Bom para se evitar deixar o carro descer e facilita as saídas. Se o plano for muito íngreme, será necessário manter o pé no freio e acelerar rapidamente.

Carros com Hill Holder ou assistente de partida em rampa ajudam a manter os freios acionados por três segundos nessa situação. Para desligar o carro, basta colocar o câmbio em P e depois retirar a chave, se houver.

No geral, a condução de um carro automático é fácil, até mais do que num carro manual, embora muitos discordem disso. No automatizado, apenas o uso em planos inclinados, em especial durante manobras, requer atenção.

A proposta geral é o conforto e isso significa evitar fazer algumas coisas de forma manual, deixando que a máquina assuma a tarefa.

O uso de câmbio automático aumentou muito nos últimos anos, tanto que tramita um projeto de lei que cria uma categoria de habilitação exclusiva para carros automáticos.

Como dirigir carro automático? (passo a passo)
Nota média 5 de 3 votos

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 12 anos. Saiba mais.

Notícias por email