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Como escolher um carro?

mulher-comprando-eua Como escolher um carro?

Preciso de um carro! Essa é a primeira coisa que um futuro comprador de automóvel coloca na cabeça, seja motivado por fator emocional ou necessidade mesmo. As razões pelas quais uma pessoa compra um automóvel são inúmeras, mas desde que se tenha em mente que um veículo precisa estar em sua posse, então alguns caminhos precisam ser percorridos com atenção e cautela.



Afinal, não se trata simplesmente de colocar o dinheiro em um bem não durável, existem muitos aspectos que podem transformar o desejo ou necessidade de ter um carro em pesadelo. Por isso, a escolha de um carro para comprar não é algo tão simples de ser resolvida. Muitas variáveis precisam ser colocadas na equação e no final, se tudo ocorrer como se espera, o resultado será satisfatório para quem definiu e executou a sua compra.

Alguns aspectos nesse processo de escolha de um carro precisam ser levados em consideração, sendo a primeira delas a necessidade. Preciso de um carro, mas para que? Ou melhor, por que? Desejo? Necessidade? Tudo isso é preciso ser analisado antes da busca por um carro.

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Processo de escolha do carro

Marca, modelo, segmento, motorização, cor, câmbio, número de portas, estilo, etc. Tenha em mente o que você realmente quer em um automóvel. Seja realista nessa parte e leve em consideração também o que o carro desejado poderá impactar em sua vida, se ele caberá em sua garagem, se poderá levar as pessoas que você quer transportar, por exemplo. Caso tenha escolhido um modelo de carro ou uma categoria, essa primeira parte já está resolvida.

Se não se decidiu sobre qual tipo de carro, peça a opinião de amigos e pessoas que tenham veículos e experiência nessa área. É muito importante saber o que vai procurar. Porém, se você procura um carro por utilidade prática, então a escolha precisa ser pensada com mais calma, pois o carro precisará cumprir alguns requisitos. Se precisa de espaço, pense nas categorias que oferecem tal atributo, tais como peruas ou minivans.

“Sou solteiro, mas preciso ir e vir diariamente”. Considere então os subcompactos ou compactos, que são pequenos e econômicos. “Preciso de um carro com capacidade de enfrentar vias esburacadas, sem pavimento ou simplesmente não quero um carro baixo, que raspe em lombadas ou ficar em alagamentos”. Então, pense em como os utilitários esportivos podem ser úteis.

Se você fará um uso comercial do veículo, picapes, vans, furgões e multivans são praticamente obrigatórios, mas se o mesmo envolver apenas o transporte de pessoas e malas, então pense nos atributos dos sedãs, hatches e aqueles que tenham um bom espaço para bagagens.

Família grande, pequena, viagens, uso diário, uso em fins de semana, lazer, fora de estrada, comercial ou negócio próprio, enfim, existem diversos aspectos que é preciso colocar na mesa e ponderar nessa hora. Cada um sabe o que precisa ou deseja e essa parada é exatamente importante para não se arrepender depois. Se até aqui você escolheu, então parta para o fiel da balança, o custo.

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Pesquisa e teste no carro desejado

Mas como fazer? Busque todas as opções, novas ou usadas. Pesquise muito na internet. Acesse sites especializados que possam oferecer suas opiniões e avaliações sobre o produto desejado. Procure saber o máximo sobre o produto. Entre também nos sites dos fabricantes. Outro caminho que precisa ser percorrido é em direção aos fóruns ou clubes do carro escolhido.

Procure observar as impressões dos donos, defeitos, vantagens, dicas, entre outros. O convívio com quem tem o mesmo produto que você quer ter na garagem será benéfico antes e depois da compra. Muitas vezes, o carro escolhido, seja por desejo ou necessidade, não traz boas notícias com as experiências dos donos publicadas por aí.

Nesse aspecto, é preciso levar em consideração cada um desses pontos negativos e se eles poderão impactar muito no seu convívio com o veículo após a compra. Consumo, defeitos, falhas de projeto ou vícios, performance abaixo do esperado, custo de manutenção elevado, falta de peças ou atendimento ruim da rede autorizada, por exemplo, podem te influenciar muito na decisão de compra.

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Visita lojas multimarcas ou concessionários atrás de usados ou novos. Vá até shopping automotivos, onde a oferta é bem maior e pode-se comparar melhor os preços. Feiras livres automotivas e feirões de fábrica também são boas oportunidades para fazer negócio, mas não se apresse. Não corra para fechar negócio, tenha mais de um carro em vista.

Sempre é bom ter uma ou duas alternativas de mesma categoria, para que você não fuja do seu objetivo. Outra dica importante é andar no carro. Faça um teste antes. Essa experiência é importante para ver como o carro é ao guiar e se isso vai lhe trazer benefício. Pode ser que aquele carro que você procura não te caia bem ao volante.

Ande num modelo novo, independente se for comprar usado. Se a compra for de usado, melhor ainda, pois quando for andar naquela oferta do mesmo modelo que escolheu, terá mais condições de saber em que estado o veículo está. Ande em mais de um se possível para fazer uma comparação entre os usados.

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Quanto quero pagar no carro

Quando falamos em custo, não estamos falando de preço inicial, apesar de que este último é realmente o início de tudo. Estabeleça um teto para gastar. Veja se seu orçamento é suficiente para comprar aquele carro. Se puder comprar à vista, sem comprometer as finanças, faça isso e ainda de quebra peça um bom desconto.

Caso não seja possível comprar à vista, junte o máximo de dinheiro possível para ampliar a entrada e reduzir os juros do financiamento. Verifique se cada parcela também não impactará na renda mensal. Prazos menores significam juros menores. Se comprar novo, exija o máximo de vantagens possível e confira todos os itens que foram oferecidos na hora de retirar o carro. A loja prometeu, tem que cumprir.

Se for usado, depois de andar, peça para fazer uma inspeção em oficina de confiança. Caso haja problemas, peça desconto ou parta para outro. Verifique a documentação e a procedência. Veja se existem restrições, problemas com leilão ou pendências judiciais. Peça para ver o manual de revisões do carro para ter uma noção de como ele foi tratado pelo antigo dono. Se tiver notas fiscais, melhor ainda.

Em caso de carro usado, inspecione a numeração de chassi e observe se o carro apresenta marcas de repintura ou funilaria. Desalinhamento de carroceria indica batida passada. No caso de quilometragem, observe o estado de pedais e volantes, que não podem aparentar muito mais que o km indicado no painel. Olhe o estado geral do carro para ver se está aceitável.

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Custo de propriedade do carro

Busque informações sobre o custo de manutenção, seja no site do fabricante ou em busca pela internet. Uma boa dica para sair de apuros que nem necessitam de uma intervenção mecânica ou elétrica é o clube de proprietários do modelo escolhido. Além de indicações sobre revendas e oficinas que cumprem ou não o serviço, estes espaços reúnem diversas informações úteis para resolver pequenos problemas ou dúvidas sobre o carro.

Também leve em consideração o seguro a ser pago. Neste caso, seu perfil, endereço e histórico são fatores importantes para que o valor do seguro seja maior ou menor, mas o próprio modelo gera uma diferença enorme no preço. Se for muito visado, será bem mais caro segura-lo.

Lembre que a compra de um carro não representa apenas seu custo de aquisição. Há o custo de propriedade, onde, além do seguro e manutenção, são incluídos custos com lavagem, estacionamento, combustível, acessórios (se necessário), impostos como IPVA e DPVAT, entre outros. Ou seja, tudo o que virá após a compra do carro.

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  • Eduardo Sad

    Meu primeiro carro foi um marco, uma verdadeira conquista! Bem no início eu ficava mais servindo a ele do que ele a mim. Em vez dele, deveria ter comprado uma samambaia: enfeitava mais a garagem sem dar nenhuma despesa.

    • Robinho

      kkkkkkkkkk boa

  • impostoéroubo

    cada 1 tem 1 gosto

    • Mas certas pessoas tem 2 gostos distintos kkkkk. Se é que me entende.

  • Robinho

    estou nesta jornada a procurar um substituto ao carro da minha esposa…

    • Eduardo Sad

      Esse negócio de escolher carro pra esposa as vezes é bem complicado, quando as prioridades do casal sao distintas…

  • konnyaro

    A escolha do carro é pelo emocional ou pelo racional, sendo que nesta época de crise pesa mais este último.
    Hoje em dia temos que ser contadores para fazer a escolha correta do carro: Despesas variáveis tais como gasto de combustível, custo de manutenção, pedágios, etc e também os gastos fixos como IPVA, licenciamento, seguro, depreciação, estacionamento, etc, sendo que muitas pessoas esquecem que existem estes gastos e pensam apenas que se podem pagar a parcela do financiamento já estariam aptos a serem proprietários de um carro.
    Se puser tudo na ponta do lápis, algumas vezes é melhor ficar usando Uber do que ter que comprar um carro.

  • afonso200

    a foto do JAC, kkk o faustao no vidro,,,,,, poxa 6 anos de garantia, como o vivente vai fazer as revisoes se muitas CCS fecharam

  • Zé Mundico

    Aprendi com o passar do tempo que carro é um eletrodoméstico com rodas. Precisa ser confiável e precisa ser bem cuidado para cumprir seu objetivo: te levar de um lugar para outro com conforto e segurança.
    Como tudo na vida, tem seus custos de manutenção e impostos de propriedade e uso, coisa que muita gente esquece na hora da compra, achando que aquele carro vai levá-lo a outra dimensão de vida.
    Considero o tamanho do bolso a coisa mais importante na compra de um carro. Como hoje em dia se vende carro em até 60 mêses, a pessoa tem todas as chances de acabar se perdendo nas contas e terminar pagando até 3 vezes por um bem que daqui a 5 anos estará valendo a metade.
    Quem quiser que jogue pedra, mas nunca me metí a besta de comprar carro zero, sempre preferí carros com até 3 anos de uso, dentro da garantia e com baixa quilometragem. Agradeço comovido a quem comprou zero e me vendeu pela metade do preço, pois assumiu um prejuízo por mim.
    Bom carnaval a todos. Divirtam-se muito, tomem todas e mais algumas, mas pelo amor de Deus não vão fazer besteira na direção.

    • Mas carro com 3 anos de uso não desvaloriza 50 por cento não. Se for carro popular com 2 ou 3 anos de uso a desvalorização é baixa, carro grande desvaloriza um pouco mais. Pega como exemplo carro popular de locadora com 1 ano de uso, dependendo da cidade é algo como 10 por cento mais barato que um novo. E se for financiar o juro de usado é maior.

  • Louis

    Ter e manter um carro é uma das maneiras mais fáceis de se gastar dinheiro. Vai dinheiro “a rodo”, principalmente na Banânia. Muitas vezes, de maneira inconsciente, pessoas viram escravas de carros, trabalham para manter o possante.

  • Pedro Henrique

    hoje eu tenho um problema, não consigo olhar um carro e pensar só pelo lado da emoção…
    parece que já to programado pra escolher o que vai me dar menos gasto e não oque me agrada mais

  • El Gato Negro

    Somos apaixonados por carro. Todos aqui. Sabemos detalhes técnicos, modelos, itens das versões, dados de consumo, e o escambau. Temos um carro, dois, ou as vezes até mais do que isso na garagem. Adoramos a sensação de dirigir, poderíamos fazê-lo por horas e horas. Sonhamos com as autobahns alemãs, com Nurburgring, com Interlagos. Achamos divertido zerar o computador de bordo antes de uma viagem, e programar as funções de acompanhamento. Lavar o bólido, seja ele um 1.0 popular ou um hipercarro, é um cerimonial de culto ao automóvel.

    Mas a verdade, absurdamente clara, é uma só. Ser proprietário de carro, no Brasil hoje, é uma cagada financeira sem precedentes. Um estupro orçamentário. Em épocas de Uber, ser proprietário de um automóvel está virando sinônimo de estupidez.
    Infelizmente.

    • Samluzbh

      Nos últimos meses incluindo todos os tópicos, este seu comentário foi o melhor de todos, da licença pra fazer minha suas palavras.

      • El Gato Negro

        Fique à vontade, amigo.
        :o)

    • Emanuel Schott

      Ter um carro é cagada financeira sem precedentes, a não ser que o transporte público da sua cidade seja ineficiente, que taxi cobre R$20 pra andar 1 Km porque não tem concorrência ou que ônibus rodoviário cobre mais em uma passagem do que gastamos de gasolina (mesmo com a gasolina nesse absurdo).

      Não é uma coisa exata e depende muito do uso e do local. Resta fazer contas.

  • Samluzbh

    Uma dica boa é escolher o carro com 75 % de razão e 25% de emoção, quanto mais cérebro envolvido menos chances de gastos desnecessários.

  • Traveller

    Vendi os dois carros que tinha (o meu e o da minha mulher) e comprei só um, mais completo e, melhor de tudo, quitado, sem prestação de nada! No dia a dia, só Uber e minha esposa fica com o carro. Uma das melhores decisões que tomei na vida…

  • Catatau

    Comprar carro por imagem/status é uma burrice imensa.

    É justamente isso que as montadoras querem: vincular o carro ao emocional, para a pessoa gastar mais que o necessário.

    A menos que seja milionário e esteja disposto a rasgar dinheiro…

  • OtarioBrasileiro

    O processo de escolha de um carro é simples: The best or nothing!

    … ou seja, carro tem nome e sobrenome: Mercedes-Benz.

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