Como funciona o regulador ou plugue de octanas de modelos como Chevrolet Omega e Vectra, dos anos 90?

plugue de octanas chevrolet
plugue de octanas chevrolet

O Chevrolet Omega foi um sedã super moderno que chegou ao mercado brasileiro no ano de 1992.

Imagine o salto em tecnologia que a marca americana forneceu a seus clientes, pulando do jurássico Chevrolet Opala para um sedã que tinha tudo de melhor disponível lá no mercado europeu.

Uma das novidades que chegaram com o modelo foi o regulador de octanas. O Omega foi vendido inicialmente com motores 2.0 e 3.0, e destes, o mais interessante sem dúvida era o motor alemão 3.0 de seis cilindros em linha, um motor de alta performance e desempenho.

Diferente do que acontece com os motores dos nossos dias, onde a tecnologia analisa automaticamente a qualidade do combustível usado, os modelos Omega e Vectra A, aquele Vectra quadradinho que chegou aqui em 1993, precisavam de um regulador de octanas, também conhecido como plugue de octanas.

chevrolet omega 1 1
chevrolet omega 1 1

As centrais eletrônicas dos motores daquela época não tinham sensor de detonação, então esse plugue era utilizado para alterar o mapa de ignição do motor, para se adaptar aos diferentes tipos de combustível que eram oferecidos lá no velho continente europeu.

As opções do plugue eram de gasolina com 91 octanas ou 95 octanas.

Estes plugues alteravam a rotação do motor, em marcha lenta, e também diminuíam o ângulo de ignição, conforme indicava um material da Chevrolet da época.

O plugue preto vinha de fábrica no Omega com motor 3.0, e o mesmo modelo com motor 2.0 tinha opções de plugue amarelo e laranja.

painel digital omega
painel digital omega

A potência do Omega CD 3.0 era de 165 cavalos com o plugue na posição 91, e 171 cavalos na posição 95. Nesta última, a aceleração de 0-100 era feita em torno de 9 segundos, e a velocidade máxima passava dos 200 km/h.

Mas, com isso, o consumo ficava maior também, é claro.

O mesmo modelo, vendido na Europa, tinha potência de 177 cavalos, bem mais do que os 165 declarados no Brasil, mas é claro que por aqui pode ser que o mapa de injeção tenha sido alterado, para lidar melhor com o combustível brasileiro.

A gasolina brasileira na época tinha a classificação de octanagem 87 IAD, se medida pelo método norte-americano, e octanagem 91 RON, se medida pelo padrão europeu, então isso indica que o plugue deva ser usado na posição 91 em nosso país.

Se o combustível utilizado for uma gasolina Podium, por exemplo, é bem tranquilo usar o plugue na posição 95, já que ela tem um valor mínimo de octanagem de 102 RON, garantido pela Petrobras.

Algumas destas informações podem ser vistas no vídeo abaixo:

google news2Quer receber todas as nossas notícias em tempo real?
Acesse nossos exclusivos: Canal do Whatsapp e Canal do Telegram!

O que você achou disso?

Toque nas estrelas!

Média da classificação / 5. Número de votos:

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.




Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 18 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.