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Como o sistema de cotas prejudica os carros importados

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Em setembro de 2011, o governo decidiu introduzir um IPI majorado de 30% sobre as alíquotas vigentes para os carros importados. Na mesma ocasião, instituiu uma cota de até 4.800 carros por ano sem o adicional de imposto para os importadores de veículos.

A medida fez o setor despencar nas vendas, já que obriga as marcas importadas à trabalhar – dependendo da marca – com um volume consideravelmente menor do que o esperado, como no caso da Kia Motors, que atualmente tem nove modelos e limite de 400 carros por mês em sua cota.

Diante disso, as marcas precisam focar no segmentos que estão vendendo, mas mesmo assim, tais modelos privilegiados na importação não atendem a demanda de mercado e acabam faltando nas lojas, como é o caso do Kia Sportage, que tem até fila de espera, de acordo com a agência Auto Informe.

Apesar da crise, o segmento de importados verifica a falta de modelos no mercado por causa dessa limitação e não pela falta de clientes. O SUV da Kia, por exemplo, tem fila de espera. Acontece que os clientes que compram importados, buscam um produto diferenciado e mesmo na atual situação do mercado, quando surge a oportunidade, efetuam a compra.

Assim, carros como Land Rover Discovery Sport, Range Rover Evoque, BMW X6 e Jaguar F-Pace apresentaram bom desempenho recentemente nas vendas, mesmo sendo muito caros. Como algumas marcas pouco utilizaram suas cotas em 2016, também por conta da crise, a Abeifa – associação dos importadores e de algumas montadoras – pleiteia junto ao governo a redistribuição das cotas não utilizadas por outras marcas no ano passado.

A medida amenizaria a atual situação do mercado de importados, que verificou queda de 44,5 % no primeiro bimestre de 2017, somando apenas 3.631 unidades. Mas, as chances de uma alteração nas regras em momento tão próximo do fim do Inovar-Auto são poucas. Em 31 de dezembro, o programa automotivo nacional sai de cena e com ele as cotas e o IPI majorado de 30%. Com isso, o setor deve crescer. A Abeifa estima que mesmo com as regras atuais, o mercado deve reaquecer em 2018 e o volume deve dobrar de 30 mil para 60 mil carros vendidos.

[Fonte: Auto Informe]

Agradecimentos ao Alan Petrovicky.

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