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Como rebaixar carros dentro da lei?

Como rebaixar carros dentro da lei?
Rebaixar carros dentro da lei é algo possível

Como rebaixar carros de acordo com a lei e não ter problemas? Bem, sabemos que carro rebaixado é para alguns um símbolo de status e estilo. Os jovens, em especial, adoram esse tipo de veículo modificado, cuja suspensão tem sua altura reduzida e que, em alguns casos, chega bem próximo do solo.

Rebaixar carros é uma prática popular em diversos países e aqui no Brasil não é diferente, com proprietários incrementando seus carros com dispositivos de ajuste de altura, luzes de neon ou LED, rodas de grandes dimensões, cromados, entre outros.


O assunto de rebaixar o carro chegou até mesmo ao Denatran que, por conta da segurança, chegou a determinar que essa modificação na suspensão era ilegal, mas depois criou regras para que fosse liberada novamente.

A onda de carros rebaixados surgiu nos anos 80, na Califórnia, onde os carros rebaixados virarem febre e esse estilo de vida se espalhou rapidamente por todo o mundo, mas tal como lá, o Brasil também viu as autoridades fiscalizando forte esse tipo de modificação automotiva.

Como rebaixar carros dentro da lei?


Legislação sobre rebaixar carros

Antes de mais nada, o que diz a lei sobre rebaixar carros?

Para certificar esse tipo de modificação de rebaixar a suspensão do carro, a fim de que estivesse dentro das regras de segurança, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou em 29 de agosto de 2008, ou seja, há quase 10 anos, uma nova resolução que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A Resolução Nº 292/2008, diz no Artigo 6°:

“Na troca do sistema de suspensão não será permitida a utilização de sistemas de suspensão com regulagem de altura
Parágrafo único: Para os veículos que tiverem sua suspensão modificada, deve-se fazer constar no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo – CRV e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – CRLV a nova altura do veículo medida verticalmente do solo ao ponto do farol baixo (original) do veículo.”

Mas havia um problema. Na mesma resolução, o Contran entrava em contradição com o Artigo 8º, mas no Inciso IV:

“Ficam proibidas:
(…)
IV – A alteração das características originais das molas do veículo, inclusão, exclusão ou
modificação de dispositivos da suspensão.”

Como esse detalhe começou a gerar problemas para quem queria rebaixar carro dentro da lei, as autoridades tiveram que mexer mais uma vez. Em realidade, duas vezes. A primeira ocorreu em 5 de junho de 2009, quando surgiu uma nova determinação do Contran com a Resolução 319/2009, que altera a 292/2008 ao dizer:

RESOLVE:

“Art. 2º Alterar o inciso IV do artigo 8º da Resolução CONTRAN nº 292/2008, que passa a ter a seguinte redação:

Art. 8º Ficam proibidas:
I -……………….
II -………………
III -……………..
IV – A adaptação de 4º eixo em caminhão, salvo quando se tratar de eixo direcional ou autodirecional.”.

Ou seja, a questão envolvendo rebaixar carros foi retirada do texto.

Na mesma resolução, foi divulgada uma tabela onde consta a exigência do CSV, que é o Certificado de Segurança Veicular. Por fim, a Resolução 479 de 20 de março de 2014, definiu por completo o assunto:

RESOLVE:

“Art. 1º Esta Resolução altera o art. 6º da Resolução CONTRAN nº 292, de 09 de agosto de 2008, que passa a ter a seguinte redação:
Art. 6º Os veículos de passageiros e de cargas, exceto veículos de duas ou três rodas e quadriciclos, usados, que sofrerem alterações no sistema de suspensão, ficam obrigados a atender aos limites e exigências previstos nesta Resolução, cabendo a cada entidade executora das modificações e ao proprietário do veículo a responsabilidade pelo atendimento às exigências em vigor

§1º Nos veículos com PBT até 3500 kg:
I – o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável.
II – A altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou igual a 100 mm,
medidos verticalmente do solo ao ponto mais baixo da carroceria ou chassi, conforme anexo I.
III – O conjunto de rodas e pneus não poderá tocar em parte alguma do veículo quando
submetido ao teste de esterçamento.”

Então, nesse caso, a suspensão pode ser regulável ou fixa, bem como a altura mínima deve ficar em 10 cm, sem que as rodas toquem na carroceria.

Dessa forma, ficou mais fácil rebaixar o carro dentro da lei e obter o CSV, mas apenas após autorização do Detran e inspeção por órgão ou instituição certificada pelo Inmetro. O CSV vai incluído nos CRV e CRLV com a altura especificada para a modificação, lembrando sempre do limite de 10 cm.

Maneira correta de rebaixar carros

Como rebaixar carros dentro da lei?

Mas, como rebaixar carros da maneira correta, de forma a não só oferecer segurança, mas também garantir conforto ao dirigir?

Rebaixar o carro com suspensão fixa

Após o pedido de rebaixamento do carro junto ao Detran e sua autorização, a primeira recomendação é usar peças e componentes novos. Isso é fundamental, pois foram desenvolvidas especificamente para essa finalidade.

Nos kits de suspensão para carros rebaixados, molas e amortecedores, por exemplo, são menores que os originais.

Porém, se a opção não for um sistema fixo de molas e amortecedores para rebaixar o carro, devido às características do carro, pode-se obter alguns sistemas alternativos e igualmente específicos para o rebaixamento no mercado de tuning.

Nesse caso, o negócio é partir para os sistemas ajustáveis.

Antes, deve-se lembrar que algumas empresas comercializam molas e amortecedores destinados a rebaixar carros dentro das especificações determinadas pelo Contran. Muitas dessas empresas dão garantia e assistência técnica, o que confere ainda mais segurança tanto na compra como no pós-venda.

Além disso, por terem reconhecimento no mercado, fica mais fácil passar na inspeção para obtenção do CSV.

Rebaixar o carro com suspensão de rosca

Como rebaixar carros dentro da lei?

Nos casos de sistemas ajustáveis, um dos utilizados para rebaixar carros é a suspensão de rosca. Este consiste em uma flange e um tubo rosqueado, que pode ser fixado no próprio eixo traseiro do veículo ou nos amortecedores, possibilitando que a altura seja regulada através de rosqueamento manual.

Como se faz a regulagem?

Basta levantar o veículo com um macaco mecânico ou hidráulico, afastar a mola e ajustar a altura da rosca manualmente de forma simples e rápida para que rebaixar o carro.

Não é necessário ferramenta ou pressão que não seja a força das próprias mãos. Não se muda nada na suspensão, exceto molas e amortecedores, que vêm no kit de rosca. Também é possível manter apenas a suspensão traseira levantada e a frente rebaixada, por exemplo.

Tais kits de rebaixar carros geralmente atendem a legislação com altura mínima de 10 cm.

Rebaixar carros com suspensão a ar

Como rebaixar carros dentro da lei?

Outra opção para rebaixar carros com regulagem de altura é a suspensão a ar ou pneumática, se preferir. Trata-se de um sistema onde os amortecedores são menores e mais duros, mas que basicamente funciona através de bolsas de ar ou foles pneumáticos.

Bem conhecidos em ônibus e caminhões (nessa ordem), esses dispositivos permitem basicamente ajustar a altura da suspensão, mas também garantem conforto extra ao rodar. Alguns carros de luxo ostentam esse sistema de fábrica, mas é possível colocar isso em um carro muito mais barato.

No mercado de tuning existem diversas opções com esse sistema para rebaixar carros, variando de acordo com os requisitos exigidos pelos clientes, mas da mesma forma, atendendo ao limite de 10 cm de altura livre do solo.

Nesse caso, o kit é composto basicamente por bolsas de ar, amortecedores específicos, dois compressores para cada conjunto de suspensão, válvulas, cilindro de ar ou alumínio, mangueiras, conexões, sensores, controlador (manual, controle remoto ou joystick) e manômetro.

Geralmente a estabilidade original é ampliada entre 10% e 75%. O custo varia de R$ 1,5 mil a mais de R$ 4 mil, dependendo dos itens que forem escolhidos ou adicionados. Assim, pode-se ajustar de forma manual ou remota a altura do veículo.

Como rebaixar carros dentro da lei?

Maneira errada de rebaixar carros

Como se trata de uma modificação que exige custos adicionais, nem todo mundo quer ou pode custear a modificação. Por isso, tem gente que apela para práticas erradas e perigosas para rebaixar carros, entre elas retirar as molas do veículo, o que compromete o conforto, o controle e, de forma geral, a segurança do carro.

Outra coisa errada que geralmente se faz é o esquentamento das molas para unir os elos. Isso altera as propriedades do material e deixa as molas mais fracas, correndo o risco de provocar um acidente em caso de quebra.

Alterações desse tipo resultam em multa e apreensão do veículo… No caso do corte das molas, o mesmo deve ser feito por um profissional e não de forma amadora sem conhecimento, pois a alteração desequilibra o veículo se mal feita.

O importante é manter a originalidade o máximo possível, a fim de que o carro não perca todas as suas característica de condução e ainda ofereça conforto, prazer ao dirigir e segurança, assim você vai poder rebaixar o seu carro e ficar tranquilo!

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