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Como são os carros no Peru: conheça o cenário automotivo do país vizinho

Como são os carros no Peru: conheça o cenário automotivo do país vizinho

Recentemente fui ao Peru, e como gearhead que sou, não pude deixar de notar a fauna e flora automobilística local. Há muitos carros velhos: peguei muitos táxis velhos, sofridos. Um, muito castigado, tinha quilometragem na casa dos 420 mil km. Há também alguns táxis no estilo tuc tuc, motos 125 cm3 adaptadas com 3 rodas para três passageiros.


Caminho das Índias

O trânsito é uma versão sulamericana da Índia, pautado pelo caos e individualismo, com pitada de brasilidade carioca no que tange a xingamentos e à má educação. Muitos sites de dicas de viagem não recomendam alugar carro no Peru, muito por conta disso.

É literalmente cada um por si e o sinal contra todos. Parece não haver lei de trânsito, retornos e conversões são feitos ao bel prazer de cada motorista, e se reclamar toma outro xingamento ou uma fechada muy amiga.


Já na ida do aeroporto ao hotel, nosso taxista deu uma leve fechada em um motorista de um Corolla. Recebeu a gentileza de volta, e quase batendo, ameaças e impropérios, inclusive da mulher ao lado do motorista que vociferou de volta contra nosso taxista, coisa que nunca tinha vivenciado em taxis nem na selva carioca.

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Hatches, pra que te quero

Em Lima, capital daquele país, há uma variedade de carros que -inexplicavelmente?- não vieram para o nosso país, Pindorama. Notadamente, há muitos hatches médios. Listei abaixo alguns carros interessantes e inéditos no Brasil que presenciei rodando por aquelas bandas.

Volkswagen Polo MK5

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Ao vivo, lembra muito o Fox. A motorização que vi era 1.4 mas acredito não ser TSI. No site da VW peruana não consta o TSI, além de só constar o sedã atualmente-provavelmente o nosso Novo Polo deve aportar por lá também em breve.

Toyota Yaris

Vi duas gerações, tanto sedã quanto hatch. Como sabemos, esse carro está cotado para vir pro Brasil também.

Kia Rio

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Mais um cotado para vir pra cá, só que esse está nas cotações há muito tempo, já virou até lenda. Com o fim do INOVAR AUTO, parece que em 2018 ele finalmente aportará por aqui. Possui também versão sedã.

Seat Ibiza

Fazendo parte do grupo VW, esse Seat já esteve por aqui, mas não essa geração.

Citroen C4 hatch

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No Brasil tempos apenas o C4 lounge (sedã) e DS4. o C4 hacth lembra bastante o DS4.

Mazda 3

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Como nova geração anunciada recentemente, a atual não faz feio. Também possui linhas fluídas. Confesso que num primeiro momento, pensei tratar-se de um Infinity, pois não estava familiarizado com o atual logo da Mazda. Quando tinha Mazda no Brasil, o logo era diferente.

Kia Cerato hatch

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Boa surpresa, nem sabia da existência desse hatch, que é da geração anterior do Cerato que veio para o Brasil.

Hyundai Veloster turbo

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Sim sim, Salabin. O famigerado Veloster (que no Brasil poderia atender pelo alcunha de Lentoster devido ao seu motor 1.6 de 128 cv- inadequado para o peso do carro, como todos sabemos) perambula pelo Peru. Lá tem também a versão manca, como no Brasil, mas essa versão turbo 1.6 T-GDI possui excelentes 201 cvs aos 6000 RPM e 27 KGMF de torque entre 1750 e 4500 RPM. O desempenho certamente é melhor do que o do esportivo de mentirinha que veio para o Brasil.

Hyundai Accent

Finado há bons anos no Brasil, ele ainda roda firme nos Andes.

Golf Mk5 e MK6

O hiato de quase 3 gerações me parece ter sido exclusividade nossa. Não consegui tirar foto, mas vi dois Golf Mk6 e MK5 rodando por aquelas bandas, mas precisamente em Cusco, cidade capital do Império Inca, e rota para Machu Picchu.

A “praga” dos pseudo SUVs também chegou ao país andino. Os nossos EcoSport e Creta e Nissan Kicks também podem ser vistos por lá. Ainda, o digamos, inusitado, Nissan Juke também transita por lá- não vi nenhum, mas consta no site da Nissan peruana.

Além dos carros acima que não vieram pro Brasil, há ainda uma gama de montadoras que ou abandonaram o Brasil, ou nem chegaram a vir. Há várias chinesas como Great Wall, Faw, Haima, Zoyte ,Changan dentre muitas outras e como já mencionado acima, a Mazda, japonesa falecida no Brasil.

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Números e estatísticas

Acessando o site da APP, equivalente a nossa ANFAVEA, alguns dados -não muito atualizados- mostram o tamanho (diminuto) da indústria automotiva do Peru.

Venda de veículos leves no Peru

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fonte: http://aap.org.pe/estadisticas/ventas_inmatriculaciones_vehiculos_nuevos/inm-2017/

A média de emplacamentos de carros de passei gira em torno de 12- 14 mil carros por mês. Ou seja, quase o que só o ônix vende no Brasil. Destaque para Toyota, Hyundai, e Kia, líderes de venda. A VW abocanha cerca de 3% e a Ford nem aparece separadamente.

Importação de veículos no Peru

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Venda totais de carros no Peru em 2015 e 2016

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Dá-me mais gasolina

A gasolina é vendida por galões (3,78 litros) e é um pouco mais barata que no Brasil (pelo menos em relação ao RJ que custa R$ 4,20 o litro em média). Custa certa de 11 Soles (quase 11 reais) as mais baratas. Diferentemente do Brasil, onde reinam termos “gasolina comum, aditivada e premium”, as octanas são expressas ao lado de cada preço de gasolina.

Os táxis são muito baratos, podendo fazer corridas por cinco ou dez soles- moeda local. um Sole custa 0.94 centavos de real.

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Preço dos carros no Peru – Adivinha?

Nas concessionárias, os preços de carros são mostrados em dólares americanos ao lado da moeda local. Pra variar, são em geral mais baratos que no Brasil. Um Hyundai Creta custa a partir de 60 mil soles, ou 18 mil dólares, por exemplo. Hyundai Elantra sai por 16.490 dólares ou módicos 53 mil soles.

Um Tucson da nova geração pode ser encontrado por incríveis 70 mil soles, e ainda ganha uma TV 40 polegadas LED. Kia Sportage, também nessa faixa, 72 mil soles. Kia Rio hatch a partir de 10.000 dólares, ou 36 mil soles.

Kia Soul? seu por 14.000 dólares, ou 50 mil soles. Mazda 3 hatch (versão esportiva), 17 mil dólares, ou 61.616 soles. Mazda 3 Sedã 15.290 dólares ou 51 mil soles. Toyota Corolla, 19 mil dólares, ou 62 mil soles. O nosso Toyota SW4 lá tem nome de FORTUNER e custa apartir de 109 mil soles. Vejam em https://www.toyotaperu.com.pe/

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Considerações finais

A inegável constatação de que até mesmo o Peru, um país com economia/ PIB muito inferior ao Brasil, consegue ter bons carros que ficaram de fora do Brasil é frustante. Some-se a isso o fato do mercado inteiro de automóveis do Peru ter média mensal de vendas equivalente a do Onix no Brasil e ter preços sempre mais camaradas do que na República das Bananas. O porquê de lá ter tantos carros interessantes que talvez pudessem ter feito sucesso também no Brasil, soa como um incógnita que só as montadoras podem explicar.

Pesada carga tributária brasileira? Modelos de categorias que não vendem bem no Brasil? Jabuticbas Incas? Brasileiro médio seria Homer Simpson, incapaz de dar valor ao seu dinheiro e/ou a certo tipos de carros? Caixa de comentários aberta.

Além disso e -como sempre- os carros que vendem no Peru e no Brasil (alguns talvez fabricados no Brasil exportados pra lá) sempre são mais caros no Brasil, via de regra.

Mas como dizem nossos resignados cidadãos brasileiros: “Brasil, terra abençoada, sem terremotos nem vulcões, nem furações”.

Nem precisa, temos coisa pior. Nosso políticos.

Por Gustavo Guedes

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207 Comentários

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    • l sueldo mínimo en Latinoamérica. Actualmente, Argentina tiene el suelo más alto de la región. Perú ocupa el séptimo lugar de 10.

      Argentina: $ 456.4
      Ecuador: $ 366.0
      Chile: $ 392.2
      Uruguay: $ 351.0
      Paraguay: $ 327.0
      Bolivia: $ 261.0
      Perú: $ 257.0
      Colombia: $ 255.4
      Brasil: $ 246.0
      Venezuela: dada la situación económica del país, es difícil determinar la equivalencia del sueldo mínimo en este país, pero se estima que está entre $ 20 y $40.

    • Se for pra ir para o Peru, acho que fico na Banânia mesmo….
      Mas se fosse escolher outro país da América Latina, escolheria Uruguay, Chile ou até mesmo Argentina.

      • Para empreendedores, o Paraguay é um oásis, desde que Horácio Cartes assumiu a presidência. Somente daqui da Serra Gaúcha, no mínimo 45 empresas fecharam as portas e foram pra lá. Tributação mínima e descomplicada, risco quase zero para investimentos, livre acordo, livre comércio, energia barata, oferta de mão de obra produtiva e, principalmente, ausência de parasitas (sindicatos).

        • Tem DEZ ANOS que digo que o Paraguai será uma potência econômica, e todo o mundo ainda acha que estou de brincadeira. Já morei na fronteira e vi o tanto que evoluíram. Planejo aposentar daqui a uns 30 anos… mas se quiser o Paraguai, tenho que arrumar um pedacinho de terra em no máximo 10 anos, depois disto será impossível para minha renda. Muito do que acredito no liberalismo econômico foi ver o como o governo lá não ajuda, mas também não atrapalha. E mesmo o Lugo, populista como ele só, seguiu a cartilha dos nossos políticos: fez populismo às custas do bolso dos brasileiros.

            • Você ficaria impressionado. Em 2006, quando conheci, lembro de uma cena engraçada dos carros que eram verdadeiras carroças de passar vergonha mesmo nos rincões mais longínquos do Huezil. Na época, vi uma cena engraçadíssima envolvendo crianças e uma kombi velha. Pena que celular ainda estava começando a tirar “gifs”, porque não dava nem para chamar de fotos. Há vários prédios bem modernos sendo construídos, alguns shoppings, e muitas, mas muitas empresas saindo daqui e indo para lá. E o resto vai por osmose: um governo que cobra pouco, o mercado se ajustando quanto a preços. Sim, ainda há muita confusão ali na fronteira, mas ande um pouquinho para dentro e já ficaria impressionado. Tanto que um fator fácil de comparar são os veículos. Ainda há aquelas vans velhas, mas há MUITOS bons carros. Santa Fé, por exemplo, é mato.

            • kkk que nada! O mais perto que eles têm do Lula foi o Lugo. E ele, como disse, fez populismo às custas do brasileiro, com um reajuste absurdo da energia vendida por Itaipu. Depois disto, deram um jeito de aplicar o “gópi” rapidinho.

        • O que mais me impressionou no Paraguai foi justamente isso, o lado de la da fronteira esta se desenvolvendo muito rapidamente mas os recursos vão do Brasil, só faz ver como temos um potencial econômico imenso que é deixado a mingua pelos nossos representantes. De resto os custos de vida e estrutura são piores ou semelhantes ao Brasil.

        • tomara. Torço pelo paraguai. Quem faz as coisas certas merece colher. E quem faz as coisas erradas (venezuela, melhor exemplo) merece penar. Forma de aprendizado mais eficiente que existe..

        • Verdade, acho que vi uma reportagem no pequenas empresas grandes negócios sobre a facilidade e o baixo custo aliado ao rápido retorno de investimento que fizeram justamente empresas do sul migrarem para o paraguay.

      • Uruguai você vai pela intelectualidade, todo uruguaio é culto, estudado, ou no mínimo não absorveu a cultura consumista que os EUA espalharam no Brasil e outros países.

        no Peru você será feliz, apesar dos problemas e desigualdade social, é um país com uma diversidade de fauna, flora, cultura e história super valorizados e eles tem orgulho disso.

        o Chile ouvi dizer que é um baita país, um país bem desenvolvido até e com qualidade de vida relativamente boa para todos.

        Argentina = Brasil

        • No geral, acho que a Argentina ainda está melhor que o Brasil. Lá há menos problemas com violência. Veja, não estou falando que é seguro, mas está bem melhor que aqui.

        • Você tá doido. Infelizmente conheço pouco da Argentina, mas vá lá, a fronteira é o 3o pior IDH dos estados (lá tem um outro nome, que me fugiu) argentinos. Ou o “Piauí” deles. Salvo engano, Puerto Iguazu teve um homicídio fazia anos, e o responsável teria sido um brasileiro. É completamente a limpeza, segurança e riqueza do comércio. E não é só por se tratar de uma região turística.

    • o salário mínimo lá é quase igual ao do Brasil, é apenas uns 10 dólares maior. Fui pra lá ano passado e o que percebi:
      a desigualdade social é ainda maior que do Brasil. Porém, acho que eles tem melhor qualidade de vida, por exemplo: o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Lá tem menos, hehehe.

      E lá dão muito valor a cultura andina, aos índios, nativos, aqui a cultura é muito brasileira é muito mau vista.

      Lá tem MUITO índio e descendente de índios andinos e eles tem muito orgulho disso. Já aqui, não.

    • Em 2015 saí de Uberlândia-MG e fui à Machu Picchu num Ford Ka SE 1.0, rodei mais de 1500 km la dentro e saí de lá com a impressão de que é um país muito melhor do que eu imaginava, mas não é melhor do que o Brasil para se morar. Quem vai de avião fica um pouco restrito ao ciclo turístico e acaba por não conhecer as regiões realmente pobres do país.

  • No brasil há um mercado interno automotivo, diferente de lá onde há um grande volume de importação, por isso carros tão superiores ao do nosso mercado. No Brasil tivemos um ensaio deste tipo produto em 2008, com as coreanas, mas ai o governo que concerteza atuou de forma ilicita majorou o ipi.

  • O problema do Brasil é essa economia fraca, salário mínimo ridículo e a alta carga tributária. De brinde temos uma classe política altamente corrupta sustentada pelos burros de carga(nós).

    • Vale ressaltar que nosso país só tem respaldo internacional como um grande exportador de matérias primas, exportamos a preço de banana para importar a preço de ouro. Nosso país algum dia vai dar certo? Eu acho que não.

      • Além disso, uma indústria forte, com grande volume de empregos, que faz o governo cabeça de sindicalista fechar o mercado externo, para manter os empregos e benefícios dos pelegos.

        • Então estamos condenados a viver para sempre nessa situação, já que segundo você uma industria forte só serve para trazer benefícios aos pelegos. hahaha é cada uma.

          • O problema não é ter indústria forte seja lá de qual ramo for. Indústria gera emprego, renda, pesquisa, tecnologia e estimula toda uma cadeia de investimentos anexos.
            O problema é que o país tornou-se “refém” da chantagem desses pilantras que comem verbas, incentivos, isenções (pelo lado das montadoras) e dos sindicalistas vigaristas que aproveitam qualquer motivo para chantagear o governo, quase sempre em conluio com empresários. É jogo sujo da pior espécie.
            O país está refém dessa gente e não tem saída a vista, acredite.

      • O respaldo internacional é o acesso a explorar as commodities a preço baixo e vender produtos caros para nós. Exatamente como falou e exatamente como na década de 30. Daí entrou um presidente que deu uma rasteira nesses malandros exploradores. A diferença de hoje é nosso povo ignorante e humilde. A elite se aproveitou disso e tomou o poder, mas quando todos estiverem bem pior isso muda!

    • Olha, eu não quis colocar no texto, mas no final das contas o problema do Brasil é brasileiro! os políticos não são estrangeiros, são gente da gente. E nós que colocamos eles lá!

        • Henrique, claro que há muita gente honesta no Brasil, creio que a maioria. Mas isso não nos exime de fazer autocrítica e perguntar: Pq Sarneys, Temers, Geddels, Cunhas, e etc. estão há décadas roubando e roubando… para logo serem reeleitos, ou elegerem o filho-sobrinho-cunhado-cachorro-papagaio? Quem vota neles? Quem são as pessoas que dizem “rouba mas faz”? Somos NÓS, brasileiros. Não é nenhuma conspiração dos EUA/Venezuela/China/Marte.

          • “Pq Sarneys, Temers, Geddels, Cunhas, Aecios, etc. estão há décadas roubando e roubando”

            Uai…uai…uai…lista intrigante… Pronto, fiquei curioso.

            Cadê ??? a narizinho e os 2 cônjuges, o poderoso chefão e sua famiglia, o dudu pimentinha, o zézinho diserseu (soltinho da silva) e seu filhote, a Iolanda que teve seus direitos políticos preservados, o Lindinho Faznada, a Gracinha da Jodie Foster, o Feliz-berto Costa, o Arguido Doriana sem sal, o Vaca Reza, o Carlos da loja Zara, o Arlindo Canália…?

            Bastante intrigante.

            • Lhes digo que os militares foram relativamente frouxos em épocas passadas. Podiam muito bem ter enterrados TODOS esses vadios que hoje habitam e se lambuzam dos 3 poderes. A maior prova é Aloysio Nunes, ex-ALN e motorista particular de Marighella. E sobre a cleptocracia da bandidagem de 1985 pra cá (cujos apedeutas chamam de democracia), bom nem comentar, já que os fatos falam por si.

    • Henrique, concordo contigo parcialmente. Se você baixar a carga tributária, não só pra carro, mas tudo no Brasil, devagar iremos recuperar nossa economia e ainda por cima o dinheiro renderia mais. O que arrebenta o brasileiro, seja pessoa física ou jurídica, é a carga tributária. As leis aqui no Brasil também não ajuda.

      • E a corrupção? Acredito que ela consome a maior parte dos recursos. Taí a lava jato ! só se fala de milhão pra cima. Imagine a corrupção em cada órgão público país, em cada “cotação” de preço… enfim..

      • Só imposto não explica os preços absurdos de carros no Brasil. Já disse em outro post, tem matéria no YOUTUBE da Record que um analista fala que preço de carro no Brasil é pautado pelo “se colar, colou”

    • “De brinde temos uma classe política altamente corrupta”.
      Não é só a classe política. Se fosse tava fácil renovar. Sociedade como um todo tem valores péssimos na minha humilde opinião. Enquanto não focarem nisso, vamos penar.

      • Olha, o Polo MK5 é um carro bem baixinho, total oposto do Fox. Em comum, só o estilo dos faróis mesmo. Já um carro que realmente lembra MUITO o Fox, mas “crescido” é o Golf Sportsvan (AKA Golf Plus). O Fox atual foi 100% baseado no visual dele (literalmente só muda o tamanho). E em relaçao ao Polo MK5 ser “muito mais bonito que o MK6”, isso parece papo de bêbado, umas vez que o carro nao mudou praticamente nada. Vejo ambos diariamente e é a mesmíssima coisa, apenas cresceu alguns centímetros e ganhou vincos na lataria. Fora isso é o mesmo Polo de sempre, mal se percebe se é o modelo novo ou o antigo.

        • Sei não cara, quando bati os olhos eu pensei que era um Fox! Note que na primeira foto tem um Hyunday Accent na frente do Polo e o Accent é mais baixo do que o Polo.

          • O Accent tem exatamente a mesma altura do Polo (1,45 m). Já o Fox tem 1,55 m. Pode ter os mesmos faróis e o jeitão quadrado, mas de resto muda bem. Porém eu entendo que ao ver o Polo pela primeira vez, remeta a lembranças dos modelos brasileiros (até porque a inspiraçao de Gol e Fox sempre foram Polo e Golf Plus, respectivamente). Inclusive, se você ver um Golf Plus vai entender o que digo, é um Fox que tomou fermento hehe

  • No chile a mesma coisa dos carros, porém lá não possui estrutura física para ter seus carros fabricados localmente, sendo assim todos os carros são importados, sendo assim há uma infinidade de marcas e modelos diferentes modernos e alguns nem tanto. porém os taxistas não são dos mais confiáveis, optando pelo uber carros modernos e bonitos, um uber x aqui é onix lá peguei uma suv mazda com apenas 5 mil km automática.
    Quanto ao transito em si, achei super seguro e organizado, respeitando pedestres e ciclistas, respeito achei incrível por parte dos motoristas. Países próximos mas um tanto quanto distintos.

    O kia Rio que mostra na reportagem ao meu ver é muito mais bonito que o anunciado para o brasil.
    Carros modernos bem longe do brasil…

    • Assusta ao rodar pelo chile, pelo menos para quem é paulista: as finas que as pessoas tiram uma das outras e o fato de poder cruzar a via contraria se não tiver uma placa explicitando que isso é proibido.
      Do resto impressiona como eles estão a frente de nós, todo brasileiro deveria ir la ver como uma economia aberta é benéfica.

      • vale lembrar que a ditadura de lá foi muito melhor que a nossa, pois pelo menos deixou um legado econômico importante, especialmente no que tange as aposentadorias.

    • Estive 2 vezes no Chile, a última delas esse ano. A variedade de carros lá é enorme, difícil até ver dois carros iguais no mesmo lugar. Alugamos um Hyundai Accent Sedan 1.4, me pareceu bem honesto. As rodas eram 14″, com calotas, mas tinha bons atributos como câmbio manual de 6 marchas, central multimídia, câmera de ré, bom nível de ruído interno, etc.

      Lá peguei UberX duas vezes, veio um Renault Fluence e um Chevrolet Sail, este com uma tela perfurada esquisita nas janelas traseiras. Em compensação, alguns táxis parecem bem mal cuidados, mas só peguei uma vez, pois estava sem internet. Entre Uber e táxi, melhor ir de Uber, apesar que a fiscalização lá é mais pesada, segundo os motoristas.

      Respeito aos pedestres lá é incrível, pode estar o sinal aberto e passando uma multidão sem fim, os motoristas aguardam pacientemente, capaz até de acontecer às vezes do sinal fechar e o carro não passar.

      Ps.: quando vem Onix no UberX até agradeço, ruim é quando vem Celta, Classic, Uno… Já peguei alguns melhores como Focus e City, mas é difícil. Tenho um primo que roda de Ecosport 2.0 AT (geração passada) no UberX, com GNV.

    • Sim, Mario, mas isso não explica tudo. Não é só questão de importação.

      Por que não tivemos Golf MK5 e MK6? Polo Mk5? Por que Mazda saiu do Brasil? Por que lá ainda tem Seat, aqui não?
      Cadê o Veloster turbo? Kia Rio?

      Se é só questão de não ter indústria pros carros serem mais baratos, fechem as nossas e vamos importar!!

        • É justamente esse o argumento dos chantagistas e vigaristas empresariais e sindicalistas, devidamente patrocinados por políticos populistas e desonestos. Junte os representantes de bancos que lucram milhões com seus jurinhos de financiamento e teremos o cenário perfeito da presepada em que nos meteram.
          Armaram essa arapuca para o país e agora não tem mais saída. É se conformar e seguir sustentando essa raça até dar no osso.

          • Num mercado aberto, especialmente do tamanho do Brasil, poderíamos perder uma meia dúzia de empregos em indústrias locais, mas teríamos muito mais empregos em concessionárias, revendas de usados, autopeças, manutenção etc. E o mais importante: ao invés de concentrado num único ponto, normalmente causando grande impacto e via guerra fiscal, teríamos empregos e renda pulverizada por todo o território.

        • Esse seu argumento é válido, mas muito questionável.
          Tomemos por exemplo a profissão de frentista. Que me perdoe que trabalha de frentista, mas é uma das profissões mais inúteis que há no Brasil. Podíamos muito bem abastecer nosso próprio carro e pagarmos por meio de máquinas. o dinheiro economizado hipoteticamente poderia se reverter em baixa dos preços.
          Mas em troca de milhares de empregos, continuamos com frentistas…

          • Bom, a profissão é inútil, MAS… sem ela muita gente sem qualificação poderia estar na miséria, sobrevivendo de “bicos”, ou precisando de Bolsa Família para sobreviver.

            Tá, eu sei, isso já acontece bastante; entretanto, se você é o Estado, tem que fazer o quê? Pensar no motorista entusiasta que deseja carros em sincronia com o mercado mundial, a preço baixo, abrindo mão de uma indústria nacional, de empregos um pouco melhores e da perspectiva de ser algo mais que o hortifrutigranjeiro e açougue do mundo globalizado?

            • Se eu sou governo eu invisto em educação para o filho do frentista não precisar ser frentista, ser talvez um engenheiro etc…
              Veja o exemplo da APPLE/ EUA: o forte dela é pesquisa e desenvolvimento, que faz nos EUA. a fabricação é feita na China. Fabricar não é sinônimo de gerar empregos de qualidade.

              • Educação para os nossos filhos é longo prazo. E, como já disse Keynes, a longo prazo estaremos mortos: nem todos chegarão a ser educados, ou ter empregos de gente educada – ou mandar empregos (e $$$) para a China.

                O Estado tem a obrigação de suprir, no curto prazo, as condições de existência de quem não tem como ter empregos qualificados. Caras como Trump estão no poder principalmente porque gente como Obama não percebeu isso.

          • Mas no Brasil o que aconteceria caso não tivesse frentistas seriam calotes absurdos e vandalismo nos postos. Até a hora que o posto tivesse que investir em segurança privada, câmeras, tecnologias variadas que no final das contas iria manter o preço do combustível igual ou maior do que é hoje.

            Além do fator político e tributário, nós pagamos muito caro por conta da cultura do calote e desonestidade. Para mim, seria um sonho morar em um lugar com transporte público sem catracas, posto sem frentistas, prédio sem porteiro, desburocratizações, mas é algo virtualmente impossível em um país tão desigual quanto o Brasil.

              • Exato. No sistema automático você paga antes para liberar a bomba.
                Nada contra. Quem quiser, que utilize um frentista e pague o preço do salário dele. O que acho um absurdo é IMPOREM que eu tenha que ficar esperando alguém que faz um serviço inútil, e sem futuro. Afinal de contas, no longo prazo todos os carros serão elétricos.
                O problema é uma pretensa elite, a famosa classe média falida, que não gosta de fazer “serviço de pobre” e acha humilhante coisas como limpar o banheiro, lavar ou abastecer o próprio carro. Uma sociedade doente que prefere explorar a miséria de alguns a perder seu “precioso tempo”, mesmo que para isto tenha que pagar mais caro.

  • Bom texto, parabéns pelo relato!
    Apesar de logicamente pensar que quanto mais opções tivéssemos, melhor seria para nós, não consigo sentir falta de nenhum dos modelos citados, com exceção dos Mazda.

  • O c4 mostrado na matéria é chamado C4B7 e é diferente do C4H…não sei se aqui utiliza a mesma motorização européia d 2lts turbo diesel d 200cv ou mantém o thp 1.6 mono ou Flex 165/173cv…

      • então…não…hahahahahhaha…nouvelle significa novo e eles colocam até no site pra falar q é a linha nova, tipo new fiesta, new civic…pra eles é nouvelle c4, c-elysée,cactus…mas neste caso, a versão apresentada na foto, é a q o europeu chama d B7, q nada mais é uma variação do C4H padrão…da mesma forma q o elysée é do C4L…isso rolou a coisa d 4 ou 5 anos atras e tem diferenças no miolo do conjunto ótico frontal, lanterna traseira sem led ou 3d, painel levemente diferente, d forma a tornar ele “mais barato” mas com praticamente a mesma tecnologia a bordo…não sei se ainda permanece, mas se comparar como nouvelle C4 (novo C4H) atual ele tem um trabalho melhor q este nas partes q falei…

  • No Brasil além de ter os impostos nas alturas ainda têm fábricas de automóveis que faz a importação ser dificultada para manter as fábricas livres. Se não tivesse fábrica de carros no Brasil teríamos carros bem melhores pela importação de novos e seminovos. A depender dos impostos, claro.

  • Preços realmente muito bons dos carros por lá, especialmente em dólar. Quanto ao Veloster vendido por lá, deve ser o 1.6 GDI com injeção direta e com 140cv, que é bem mais forte que o que foi vendido no Brasil com o motor 1.6 16v Dohc de 128cv do HB20 e que a Caoa mentiu na propaganda na época do lançamento desse modelo no Brasil e foi condenada a pagar multa por propagando enganosa.

  • Pra mim sao duas coisas: carga tributária e o “Brasileiro médio seria Homer Simpson, incapaz de dar valor ao seu dinheiro e/ou a certo tipos de carros”, rs. Ótimo texto.

  • Como podemos ver, ocorre a predominância de montadoras japonesas no mercado peruano bem como em toda a costa do Pacífico da América do Sul e na América Central.
    Motivo? Além da proximidade geográfica, existe um tratado comercial Trans-Pacífico (não lembro o nome mas é coisa parecida) que estabelece livre comércio e taxações devidamente acertadas entre os países integrantes do acordo.
    Coisa de gente grande, claro.

  • Ótimo texto. Só faltou considerar que é muito mais fácil pra qualquer montadora aportar no Peru, abrir meia dúzia de concessionárias que já está atendendo o país inteiro.
    Aqui precisa de meia dúzia só na capital de SP, que é onde é rentável. Aí, se não abre em todas as capitais, é criticada porque não atende o país inteiro… Junta com a burocracia e impostos, a coisa complica…

        • Um tanto quanto simplista essa visão. O Brasil tem um enorme potencial de industrial automotiva, já fomos 4 maior mercado. Gente pra comprar temos e extensão territorial não deve ser problema, vide EUA.
          Sua lógica é: país grande, melhor nem vender carros, dá muito trabalho?

          • O que mais me causa espanto é como rodovias no Brasil são um problema, à exceção de SP. Uma das grandes coisas que os EUA fizeram por sua economia foram as interestaduais. Aqui, para irmos da maior para a 3a ou 4a maiores capitais de carro (Brasília e Salvador) é um verdadeiro martírio.

            • Sim. Se não tem pedágio, geralmente são ruins. Mas o maior pecado do Brasil não são as estradas, é a pífia malha ferroviária, transporte barato que podia mudar o país.

          • De forma alguma falo em ser melhor não vender. Só quis dizer que é muito mais fácil uma marca se instalar em um país pequeno do que no Brasil ou nos EUA, por exemplo.

            Em um país pequeno, com poucas concessionárias já é possível estar operacional.

            Em um país grande, não adianta entrar só em uma região, tem que ser no país inteiro, lidar com várias realidades diferentes (de renda, educação, logística, etc). Você consegue imaginar uma empresa chegando nos EUA e se instalando só no Nordeste? Ou uma aqui no Brasil só no Sudeste? Impossível…

            • O que mais acontece é isso, empresas que só vendem no eixo Rio – São Paulo. Nos EUA e super comum, várias empresas focadas somente em Nova York- Washington-Chicago. E outras na costa oeste, Los Angeles-san Francisco-seattle.

    • Rapaz se o problema fosse somente o PT, já éramos para estar em uma situação mais confortável. A esquerda “fede”, mas o PT não é somente o único culpado por colocar o Brasil no buraco. Afinal de contas, o PT (PARTIDO DOS TRABALHADORES) não governou sozinho de 2002 até 2014. Não existe um partido melhor que o outro, são tudo a mesma porcaria e só muda a talvez “ideologia” política.

      E antes que me acuse de ser esquerdista, infelizmente votei no santo do Aécio em 2014 justamente para o PT desaparecer do mapa.

  • Excelente texto! Gostei bastante do Peru e realmente o trânsito lá não é dos melhores, mas o título de “Índia sulamericana” no meu ver fica com Bolívia. Acho que até que peruanos são cordiais no trânsito comparado aos bolivianos hahaha.

  • eu tenho amigo peruano, e ele falou que la eles importam carros usados, acho q so com 3 anos de uso, algo assim.. eles importam mto do japao, e possuem kits para inversao do lado do volante… falou tb que eles compram carros avariados de outros países.. se rola um tsunami no japa e alaga os carros, eles compram, recuperam e revendem ..
    quando eu fui, me senti em um pais asiatico, pobre… so via nissan, mazda, toyta, honda.. fiat la.. vc ve 1 em 1.000 carros … mas nem tudo sao flores.. vi que muitos carros possuiam REBITES nos farois e lanternas.. sabe pq?? ele me falou q la eles roubam se vc der mole.. sim, isso mesmo..aqui virou moda roubar roda..la eles roubam os farois e laternas!!

  • Se os motoristas são mal-educados,o asfalto… parece Miami.
    Quanto à disponibilidade de carros que não temos aqui… o Brasil é um mercado fechado, assim como o capital das “montadoras”. Elas fazem o que querem.

  • Ótimo relato. Apenas queria refletir sobre os preços dos carros no Peru e em outras regiões do globo. Em alguns países que visitei também percebi que o valor dos carros são mais baratos que aqui. Porém, todavia, entretanto… A gente já se perguntou qual o poder aquisitivo dos cidadãos locais? Digo isso porque não me parece que seja mais fácil um peruano médio comprar um Hyundai Tucson por 70 mil soles do que um brasileiro médio, entende? Pois não haveria tantos carros velhos e tuktuks como relatado. Percebo que exista uma proporcionalidade entre o valor dos bens de consumo e o poder aquisitivo de cada país.

    Estive em Portugal na semana passada e notei cartazes de políticos de esquerda prometendo salário mínimo de 600 euros, ou seja, atualmente deve ser inferior a isso. A média salarial de profissionais de formação não ultrapassam 2000 euros. Também vi carros velhos, tuktuk. Apartamentos de m2 minúsculo à 500 mil euros na região central de Lisboa. Em resumo notei que a vida não é fácil pra ninguém. A diferença de um país a outro está no menor nível de desigualdade social, segurança pública e melhor acesso dos cidadãos aos aparatos do estado.

    Minha reflexão é que o brasileiro classe média sofre com altas cargas tributárias, criminalidade e serviços públicos deficitários, porém tem privilégios de morar em bons apartamentos/casas (com relação aos europeus médios), acesso a financiamento de bens de consumo (mesmo com juros absurdos). Os salários de profissionais capacitados nas capitais brasileiras podem variar de 5 mil a 20 reais. E esse poder de consumo faz com que os produtos sejam mais caros.

    Nada que eu disse aqui tem respaldo cientifico ou económico. Foi apenas uma constatação que venho observando desde 2014 quando comecei a viajar para outros países.

    • Na minha opinião o que faz a grande maioria dos países considerados de primeiro mundo não é o fato de que toda a população ganha muito dinheiro, e sim que toda a população tem acesso a educação de qualidade, saúde, a segurança pública é eficiente e os gastos do governo são controlados e destinados a população. O preço dos produtos costuma ser mais em conta, mas mesmo assim boa parte da população não tem condições de comprar. Naturalmente me refiro a produtos considerado de luxo aqui, como carros da bmw e Mercedes, smartphones da Apple etc. Já produtos de super mercado costuma ter preço atraente, basta procurar por vídeo de brasileiros que moram no exterior no YouTube.

      • Com certeza. Concordo 100% contigo. Na Europa e países de primeiro mundo, quem recebe um salário “baixo” e médio, possui qualidade de vida. Possuem acesso a educação de graça, saúde , segurança pública e transporte público eficiente. E aqui? A grande maioria ganha de 2 a 3,5 mil reais, andam de carro e apartamento novos financiados, precisam pagar por tudo se quiserem qualidade e mais de 60 milhões de brasileiros estão no Serasa (se formos analisar população adulta, imagina o percentual disso). Por isso conheço vários brasileiros capacitados mas que preferiram morar em um país desenvolvido ganhando pouco do que viver na classe média brasileira.

        • Mas em compensação aqui tem SUS, que a maioria dos países do mundo não tem, o imposto de renda e herança é significativamente mais baixo que lá fora, e tem universidade pública gratuita pra classe média alta ( maioria dos países desenvolvidos cobra de acordo com q renda)

      • Não concordo com relação a iPhones, tenho amigos na Europa coisa mais fácil pro pobre lá são planos em que ganham iPhone de graça. BMW e Mercedes vc vê de monte até táxis. Existe alta concorrencia e nem todos compra carro pra ostentar apenas marca como aqui, por isso o Golf vende bem, o Clio, o Fiesta etc.. mas na Alemanha por ex o BMW série 3 está no top 5 mais vendidos de lá.

    • Você chegou perto do cerne da questão : poder de compra. Não podemos comparar o valor de carros apenas olhando para os preços e fazendo aquela velha conversão “burra” de tabelinha. O principal parâmetro a ser definido é a capacidade de trabalho de quem compra, ou seja, quanto a pessoa gasta do seu esforço de trabalho para comprar determinado bem.
      Daí, o mais correto é converter o preço do bem para o salário mínimo “bruto” de cada país e a partir daí, fazer comparações.
      Fico feliz em também ter percebido que a vida é dura em todo lugar do mundo, e que pobre faz sacrifício para ter carro seja no Brasil, Portugal, Perú ou Japão.
      A diferença é que aqui o pobre trabalha muito, mas muito mais mesmo para ter a mesma condição de um trabalhador europeu. Daí se dizer que pobre existe em todo lugar do mundo, mas é melhor ser pobre na Europa do que ser pobre no Brasil.
      Continue viajando, observando e aprendendo, sempre é bom ver que existem outras maneiras de viver e pensar.

      • Bom, falando apenas de salário mínimo, colocaram um link nos comentários onde mostra que o salário mínimo no Brasil é o menor, comparado aos principais países da América do Sul. E sem muitas dúvidas, eu diria que o Brasil é o país com o custo de vida mais alto da América do Sul.

    • Mas o carro mais vendido em Portugal e o novo Clio de 13 mil euros (um Sandero custa metade) e no Brasil é o Zeronix. Sobre apartamentos, vc iria se assustar então se viajasse pra Ásia, mas não quer dizer que não tenham dinheiro.

  • Um pouco diferente da Bolívia, fui a Bolívia e fiquei besta : os bolivianos amam a Nissan, lá tem tudo que o Brasil nao tem : Patrol, rogue, quashqai, Juke, frontier cabine simples e até a Nissan titan, os táxis igualmente lá são velhos, e, em uma das cidades que eu fui, carros brasileiros sem placa era comuns (na maioria das vezes roubados) já que na cidade não tinha fiscalização alguma…

  • são volumes pequenos e que provavelmente não passam pela ‘tropicalização’ como no nosso país, é muito mais fácil para uma montadora europeia (ou asiática) destinar um lote pequeno e sem grandes modificações para um mercado como o Peru (ou outros de características similares) do que um grande lote que precisaria ser modificado para chegar ao Brasil.
    entre as europeias já funciona assim dentro do bloco econômico, então a única diferença é que esses lotes acabam atravessando o oceano ao invés das fronteiras entre os países (a questão de impostos também deve favorecer na conta).

  • Se carros tivessem preço justo no Brasil, Audi,BMW, Mercedes, Porsche, LandRover, entre vários SUV e modelos esportivos como 370Z, Hyundai Genesis Coupe, modelos que hoje são raros pelo preço, seriam vistos nas ruas como na Europa ou nos EUA! Eu mesmo já teria comprado uma Cayenne usada!

  • O texto estava legal, ai no final começou com o discurso comum de que Brasil não dá, tudo aqui é ruim, la é bom. Poh, o transito lá é uma m., os carros são velhos, as vendas são quase 1/18 avos das nossas… Vamos parar né!! E se tá ruim não é culpa dos políticos, é nossa..
    Que fique claro que também critico nosso pais, mas nem sempre somos os piores em tudo como pregam

    • Sim, os políticos nada mais são do que reflexo da gente, povo e sociedade. Eles não são estrangeiros. A culpa do Brasil estar do jeito que está é minha e sua também.

      Eu não disse que no Brasil tudo é ruim. Eu pontuei o final com uma pequena crítica ao Brasil justamente para ajudar na reflexão. Não quis que o texto fosse apenas pra mostrar carros que vi. A reflexão creio ser mais importante.

      Pra mim, que gosto de carros, “dói” ver carros bons e baratos rodando num mercado muito menor do que o nosso.
      Se não dói pra você, que bom. Temos nosso ônix aqui pra pessoas que talvez pensem como você.

  • …bela materia!..parabens!…mostra o quando somos achincalhado automobilísticamente neste país, em todos sentidos….a máfia impera..através da Anfavea e desses politícos safados…

  • cartel e protecionismo…. peru, chile, paraguai, uruguai tem um mercado ínfimo se comparado ao nosso mas tem uma variedade de modelos bem maior… é ridículo o tanto de opção que se tem nesses países e aqui um segmento fica restrito geralmente a 5 modelos de 4 montadoras diferentes em média… E lá chega a ter mais de 10 opções de 7 ou mais montadoras diferentes por segmento…

    • Isso que penso também. Só cartel e protecionismo explicam.

      E É “complicado” entender como um mercado tão pequeno pode ter mais variedade do que no Brasil, grande fabricante. O exemplo mais gritante é a VW, mandar carros pra lá e não fabricar aqui.

  • Muito legal esse post
    Ja estou pra fazer um desses há um tempo. Ia falar da Europa e do Líbano, pais em que “morei” por 6 meses.
    Mas em curtas palavras. Modelos melhores e mais baratos. Como o Líbano e um país onde ha muita lavagem de dinheiro dos países árabes, ha uma variedade absurda de bancos, oferta de dólares em espécie ( vc pode sacar em dólares em qualquer banco) mais principalmente uma oferta absurda de supercarros a preco de banana.
    Fiquei embasbacado de ver uma concessionária de seminovos em pleno “suburbio” (Dora, um bairro armênio no centro de Beirute que se parece muito com a baixada Fluminense )contendo Lamborghinis, audis, ferraris maseratis etc..
    Conversando com o pessoal local, descobri que os financiamentos sao a perder de vista e os precos mais baratos. Entretanto a inadimplencia e alta e os carros sem pagamento sao largados nas ruas ou no porto da cidade.
    Outro esquema existente e a importação de carros usados e batidos dos EUA e Europa que sao “ressuscitados” no país.
    E comum vc andar em taxis dessa origem, onde se ve o painel em mph ppr exemplo.
    No que tange a carros novos me recordo dos precos dos medios como cruze e corolla na faixa de 14 a 17 mil dolares. Um bom SUV da Audi (Q5) esta na faixa de 60 mil dolares
    Ha concessionárias desde fiat ate cadillac passando pelas diversas chinesas

      • Vou dar uma buscada no que eu tenho. Nao sao muitas fotos. Mas o bom e que tive algumas impressoes sobre modelos que podem ser vendidos aqui no futuro como o Kia Rio. Podem ser que alguns precos informados possam estar desatualizados pois minha missao la foi em 2015-16

  • O Peru é só a grande vantagem para o consumidor final: não ter industria automotiva o que torna o carro mais barato, melhor qualidade e ser sintonizado com países de primeiro Mundo!

  • um detalhe importante no requeiro a importação de carros ao peru, a variedade tmb é por causa de que qualquer um pode importar um carro usado, desde que tenha menos de 4 anos de uso e que o volante seje do lado esquerdo.

  • O preço mais barato é provavelmente por taxas menores que aqui e talvez pelo mercado bem mais aberto promovendo concorrência. Quanto aos modelos o fato de não haver grande produção local favorece a importação de inúmeros modelos ao gosto do cliente e não esses modelos que nos são empurrados.

  • Analisar o processo de formação de preço de carro não é tão simples, mas pra mim tem muita gente dentro da indústria e do governo que sabe muito bem o caminho das pedras. O preço não abaixa porque não é prioridade. Prioridade nos últimos anos para mim foi clara: era manter empregos, custe o que custar. Mas custou caro, e ainda deu errado.

  • Gustavo, que leitura matinal! rsrss
    Adorei a narrativa porém… descordo das considerações finais!
    Poxa, o Peru não fabrica nem Peru! haha, todos os coches são importados aí fica fácil atender um mercado tão pequeno, o Brasil é um país continental e fabrica uma grande variedade de carros e 90% abastece o mercado interno (porém essa variedade fica pequena perto da variedade de carros que se vê na rua de um país que não fabrica nada e por isso tem acordos comerciais bem mais interessantes que o nosso).
    Quanto ao preço, o nosso poder aquisitivo é bem maior do que o de um Peruano e otras sacanagensitas tambien, os caras tem uma frota extremamente velha como vc citou, quer dizer que a procura pelo bem está na mão de muito poucos aliás, não me lembro a ultima vez de ter entrado em um taxi velho ou mal cuidado em sp.
    E é isso, não acho que seja motivo para revolta e minha consideração final é de que é um ótimo texto! haha

    • Obrigado pelas considerações, Ric! Porém, apenas importar também tem seus contras. Importar meia dúzia de carros deve ser caro. Nosso país poderia importar muito mais carros e diluir os custos pelo volume.
      Ainda, a questão aqui é mais abrangente. Como muitos comentaram, não é só no Peru que tem essa frota interessante. Muitos outros países da américa do sul, inclusive a Argentina que é fabricante, tem carros rodando que não rodam por aqui!

  • Carros baratos no Brasil, pode? Enquanto lia essa matéria lembrei de uma reportagem que dizia que o Ministério Público iria investigar os altos preços de carros no Brasil com prazo de solução em seis meses, isso foi em 2011 e até agora nada. Molharam muitas mãos pra ficarem caladinhos.

  • Parabéns pelo texto, muita critica social embasada. Infelizmente o nosso mercado só está como está pq o povo quer. E tipo iPhone X de quase 8 mil reais. Se tem quem paga, eles cobram e assim a fila anda e o sol gira. Tenho muita vontade de ir nos Andes.

  • “Mas como dizem nossos resignados cidadãos brasileiros: “Brasil, terra abençoada, sem terremotos nem vulcões, nem furações”.
    Nem precisa, temos coisa pior. Nosso políticos.”

    Na teoria, nós elegemos os politicos. Logo, o Pior do Brasil: é o Brasileiro. Infelizmente.

    • Entendo a culpa maior ser do governo,sim. E governo inclui a população, eu e você também.

      O governo é conivente com as práticas dignas de cartel do setor, dá subsídios, aprova MP favorecendo montadoras, fecha o mercado para a livre concorrência com taxação abusiva etc.

      As montadoras sozinhas nunca conseguiriam deixar o mercado do jeito que está.

        • Isso é balela, não acredito em autorregulamentação. O governo deve agir, mas em prol da população, não em prol de interesses cinzentos. Você lembra da história da MP que a Hyundai/ Caoa comprou? Essa história surreal só corrobora isso.

          • Concordo também. Eu fiz um artigo durante a faculdade, na disciplina de Análise de Política Externa, em que abordava justamente o poder das 4 grandes montadoras desde a era JK. É surreal e triste.

  • Excelente texto, podemos dizer primeiro que o consumidor Brasileiro é uma piada, pois achar que comprar corolla de 100 mil está comprando carro de luxo. Consumidor é visto pelas montadoras como um idiota que pode está sobre qualquer 4 rodas . Pois é o sonho do brasileiro ter um carro. Se aceitamos pagar grandes impostos. Porque não vamos aceitar comprar carros mais carros do mundo ?

  • ótimo texto. triste constatação da realidade brasileira perante vizinhos menos abastados, mas com melhores iniciativas no campo automobilístico. ainda estaremos de charretes por um bom tempo. sad but true.

  • semana passada eu vi um desses C4 Hatch rodando aqui em Brasília (Placa inicial L, deve ter sido carro de diretoria da Citroën). Muito bonito, pena que não veio oficialmente pra cá.

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